Ez.28.1-17
Introdução: O Principe
de Tiro, Itobaal II, o seu pecado foi se achar que era um Deus. O pecado de
Tiro pode ser resumido na soberba no maioral do país, o príncipe. Citando o que
o príncepe disse, Ezequiel o condena pela sua própria boca.
*1-Eu sou deus (Ez.28.2)
Principais Pontos de Estudo
sobre Ezequiel 28:2:
1. Contexto
Histórico: O rei de Tiro (chamado de príncipe/Nagid) se exaltou,
confiando em sua sabedoria e comércio, esquecendo que era um mortal, o que
provocou a ira divina.
2. O
Pecado da Arrogância: A declaração "Eu sou um deus"
reflete a auto deificação, uma tentativa humana de ignorar a soberania de Deus
e a própria mortalidade.
3. Juízo
contra a soberba: A punição anunciada inclui a vinda de
estrangeiros (estrangeiros sanguinários) para destruir a cidade e matar o rei,
provando que nem riqueza nem poder escapam da justiça divina.
4. Interpretação
Dupla: Embora o contexto imediato seja o rei de Tiro, muitos
estudiosos interpretam a linguagem poética (do v. 11 em diante) como uma
tipologia que aponta para a queda de Satanás, o poder por trás da arrogância
humana.
5. O
versículo serve como um alerta contra a autossuficiência e a presunção,
enfatizando que apenas Deus é soberano.
1. O Contexto de Orgulho
(Soberba)
1. Comparação
Irônica: O rei de Tiro se orgulhava de sua sabedoria comercial e
política. Deus, através de Ezequiel, compara ironicamente sua
"sabedoria" à de Daniel, que na época já era conhecido por sua
sabedoria dada por Deus e interpretação de mistérios.
2. Pretensão
de Omnisciência: A frase "não há segredo nenhum que se possa
esconder de ti" reflete o orgulho do rei, que se considerava
"deus" (v. 2) e acreditava possuir conhecimento supremo, um atributo
que pertence somente a Deus.
3. O
Rei de Tiro vs. Daniel: A menção a Daniel serve como um contraste
entre a sabedoria humana, corrupta e orgulhosa do rei de Tiro (baseada em
comércio e riquezas), e a sabedoria divina e humilde concedida a Daniel.
2. A Queda pelo Orgulho e
Riqueza
1. O
estudo do contexto mostra que a sabedoria comercial de Tiro trouxe imensa
riqueza, o que corrompeu o coração do seu governante, levando-o à soberba e à
pretensão divina.
2. Ezequiel
28:3 estabelece a causa do juízo: a arrogância de se sentir superior e
independente do Criador.
3. Interpretação "Rei
de Tiro" vs. "Satanás"
1. Interpretação
Literal/Histórica: Nos versículos 1-10, o texto refere-se
especificamente ao "príncipe" (líder) de Tiro, um humano, contra quem
o julgamento é proferido devido à sua perversidade e cobiça.
4-Interpretação
Profética/Simbólica
2. Muitos
estudiosos, a partir do versículo 12 ("lamentação sobre o rei de
Tiro").
3. Interpretam
que a descrição vai além de um humano e aponta para a figura espiritual de
Satanás (Satanás), cuja arrogância o levou à queda original, servindo de pano
de fundo para a queda do líder humano de Tiro.
5- Lição Principal:
1. O
versículo serve como um alerta contra a autossuficiência e a confiança na
inteligência ou riqueza humana (sabedoria humana) em detrimento da dependência
de Deus.
2. O
orgulho, raiz do pecado, leva à ruína.
1. Aqui
estão os principais pontos de estudo sobre Ezequiel 28:12-17:Contexto
Histórico e Profético: A profecia é dirigida ao governante humano de Tiro,
cuja soberba e riqueza o levaram a se considerar um deus.
2. A
descrição vai além de um humano comum, apontando para o ser espiritual por trás
da sua perversidade.
3. O
Querubim Ungido: Versículos como "estavas no Éden",
"perfeito eras" e "querubim ungido para proteger"
indicam que o texto descreve o estado original de Lúcifer (Satanás) antes de
sua rebelião.
4. A
Queda pelo Orgulho: A "iniquidade" encontrada foi o orgulho
e a inveja de Deus, transformando sua beleza e sabedoria em armadilhas.
5. Juízo
e Destruição: O texto profetiza que esse ser seria lançado fora do
monte de Deus, profanado e destruído, garantindo que o pecado terá fim e Deus
será glorificado.
6. Aplicações: A
passagem serve como um aviso contra a auto exaltação, vaidade e a
autossuficiência que ignoram o Criador.
1-Uma criação única e excelente
(Ez.28.12)
1. Ezequiel
28:12, no contexto de uma lamentação sobre o rei de Tiro, usa
linguagem tipológica para descrever uma figura de extrema beleza, sabedoria e
perfeição original, agindo como um "querubim ungido" no Éden.
2.
Estudos teológicos frequentemente interpretam
essa passagem como uma referência simbólica à queda de Satanás, destacando o orgulho
como raiz do pecado e a certeza do julgamento divino sobre a arrogância
2-O orgulho precede a ruína (Ez.28.17a)
1. O
versículo Ezequiel 28:17a, que diz: "Elevou-se o teu coração
por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu
resplendor..." (ARA).
2. É
parte de um oráculo de juízo proferido pelo profeta Ezequiel contra o rei de
Tiro.
3. No entanto, a linguagem utilizada é tão
elevada e simbólica que a teologia cristã frequentemente a interpreta em dois
níveis: o histórico (rei de Tiro) e o arquetípico/espiritual (a queda
de Satanás).
4.
O
orgulho da beleza: A
queda é precedida pelo orgulho, motivado pela beleza e esplendor próprios do
ser (seja o governante de Tiro ou Satanás).
5.
Sabedoria
corrompida: O texto
diz que a sabedoria foi corrompida por causa do resplendor.
6.
O
excesso de confiança e a vaidade cegaram o entendimento, levando à soberba.
1. Ezequiel
28:17b faz parte de uma lamentação profética contra o rei de Tiro, que
muitos estudiosos interpretam como uma tipologia de Satanás devido à linguagem
sobre-humana usada no texto.
2. O
texto de Ez.28:17b (na versão Almeida, ARC/ARA) diz: "...lancei-te
por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem." (ou
"...eu te lancei por terra; eu te pus diante dos reis, para que olhem para
ti" na NVI).
3.
A
Queda é um Ato Divino: "Lancei-te"
(no hebraico, hashlakhtika), indicando que Deus é quem executa o
juízo. Não foi apenas uma queda natural, mas uma expulsão.
4.
A
"Terra" como Lugar de Humilhação: Lançar por terra significa a destituição de uma posição elevada (o
monte santo de Deus ou a posição de rei) para a humilhação total.
5.
"Diante
dos Reis": A
queda não foi silenciosa.
6.
O ser que era admirado tornou-se um espetáculo
de vergonha. Outros líderes (reis) contemplariam o resultado da soberba,
servindo de lição
1-A origem do mal e sua natureza
(Ez.28.17)
O Contexto Histórico:
O Rei de Tiro
1. A
soberba do governante: O texto profético usa a figura do rei de Tiro
(um reino fenício antigo, rico e orgulhoso) como metáfora da arrogância humana.
2. O
pecado da autossuficiência: O rei de Tiro se considerava um deus no
"coração dos mares" devido à sua imensa riqueza e
sabedoria, o que provocou a ira divina.
3. O
julgamento divino: A "queda" do rei foi seu rebaixamento
físico e político, sendo transformado em espetáculo de humilhação diante de
outras nações.
A Interpretação
Espiritual: A Queda de Satanás
1. Muitos
estudiosos e teólogos interpretam Ezequiel 28:12-19 (iniciando com o
lamento sobre o rei de Tiro) como uma descrição da queda original de Satanás,
pois algumas características mencionadas superam um ser humano, como ser o "querubim
ungido", estar no "Éden" e ser "perfeito em
seus caminhos desde o dia em que foi criado".
2. Beleza
virou ídolo: A formosura e o resplendor próprios corromperam a
sabedoria. A criatura começou a admirar a si mesma em vez de ao Criador.
3. Corrupção
da Sabedoria: A sabedoria divina foi deturpada pela vaidade,
transformando-se em cobiça e arrogância.
4. Queda
da posição elevada: A frase "lancei-te por terra" descreve a
expulsão do "monte santo de Deus" (o céu) para a terra, marcando a
perda de sua posição original.
O Contexto e o Tema
Principal
1. Juízo
contra a soberba: O versículo aborda como o rei de Tiro, por meio da
"multidão das iniquidades" e da "desonestidade do
comércio", profanou os seus santuários.
2. A
"queima" como juízo: A profecia diz que Deus faria sair do
meio dele um fogo que o consumiria, tornando-o em cinzas sobre a terra à vista
de todos. Isso simboliza a ruína total de Tiro e seu governante.
3. O
rei como um homem orgulhoso: Embora algumas interpretações vejam
referências a Satanás, o contexto imediato foca no governante humano de Tiro,
que se exaltou ao ponto de se considerar um "deus".
4. As
Interpretações do Texto: Interpretação Literal (Rei de Tiro): O
versículo descreve o rei de Tiro, um homem influente que, por se orgulhar de
sua riqueza e inteligência comercial, atraiu o juízo divino e foi derrotado
(possivelmente pela Babilônia).
5. Interpretação
Tipológica/Profética (Satanás): Muitos estudiosos interpretam a
linguagem poética dos versículos 12-19 (incluindo o 18) como uma descrição da
queda de Satanás, usando o rei de Tiro como um tipo de "querubim
ungido" que se corrompeu pelo orgulho.
6. A
queda do orgulho: O princípio central é que o orgulho e a
autossuficiência levam à ruína.
Lições e Mensagens
(Ezequiel 28:18)
1. A
profanação pelo comércio desonesto: A riqueza acumulada através da
injustiça e corrupção ("iniquidades") não subsiste diante de Deus.
2. O
juízo final: A frase "jamais subsistirás"
aponta para a destruição definitiva do pecado e de seus agentes, sejam reis
terrestres soberbos ou o próprio Satanás.
3. A
justiça divina: A queda do rei de Tiro (e a figura de Satanás) serve
como testemunho de que Deus é justo e que o orgulho será abatido.
3. Temas Principais do
Versículo
1. A
Queda do Orgulho: Ezequiel 28 é um estudo sobre os perigos da vaidade
e da autossuficiência. O orgulho transforma riquezas e beleza em armadilhas.
2. A
Soberania de Deus: O julgamento demonstra que apenas Deus é Deus, e os
reis terrenos, por mais sábios ou poderosos, não passam de homens.
3. Justiça
Divina: A destruição total de Tiro é usada como testemunho da justiça
divina perante os povos.
RESUMO DA LAMENTAÇÃO (V.
12-19)
1. O
lamento descreve uma trajetória de queda:
2. Origem
Perfeita: Descrito como "selo da medida", cheio de sabedoria
e beleza (v. 12).
3. Posição
Elevada: "Querubim da guarda", no Éden ou no "monte
santo de Deus" (v. 13-14).
4. Corrupção: O
orgulho surgiu devido à beleza e ao comércio (v. 15-17).
5. Destruição: Lançado
fora manchado e reduzido a cinzas (v. 16-19).
Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)