quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A QUEDA DO QUERUBIM UNGIDO

 

Ez.28.1-17

Introdução: O Principe de Tiro, Itobaal II, o seu pecado foi se achar que era um Deus. O pecado de Tiro pode ser resumido na soberba no maioral do país, o príncipe. Citando o que o príncepe disse, Ezequiel o condena pela sua própria boca.

 I DE QUEM  TRATA ESTE TEXTO?

*1-Eu sou deus (Ez.28.2)

Principais Pontos de Estudo sobre Ezequiel 28:2:

1.      Contexto Histórico: O rei de Tiro (chamado de príncipe/Nagid) se exaltou, confiando em sua sabedoria e comércio, esquecendo que era um mortal, o que provocou a ira divina.

2.      O Pecado da Arrogância: A declaração "Eu sou um deus" reflete a auto deificação, uma tentativa humana de ignorar a soberania de Deus e a própria mortalidade.

3.      Juízo contra a soberba: A punição anunciada inclui a vinda de estrangeiros (estrangeiros sanguinários) para destruir a cidade e matar o rei, provando que nem riqueza nem poder escapam da justiça divina.

4.      Interpretação Dupla: Embora o contexto imediato seja o rei de Tiro, muitos estudiosos interpretam a linguagem poética (do v. 11 em diante) como uma tipologia que aponta para a queda de Satanás, o poder por trás da arrogância humana. 

5.      O versículo serve como um alerta contra a autossuficiência e a presunção, enfatizando que apenas Deus é soberano. 

 *2-Atributos inatingíveis a humanos (Ez.28.3)

1. O Contexto de Orgulho (Soberba)

1.      Comparação Irônica: O rei de Tiro se orgulhava de sua sabedoria comercial e política. Deus, através de Ezequiel, compara ironicamente sua "sabedoria" à de Daniel, que na época já era conhecido por sua sabedoria dada por Deus e interpretação de mistérios.

2.      Pretensão de Omnisciência: A frase "não há segredo nenhum que se possa esconder de ti" reflete o orgulho do rei, que se considerava "deus" (v. 2) e acreditava possuir conhecimento supremo, um atributo que pertence somente a Deus.

3.      O Rei de Tiro vs. Daniel: A menção a Daniel serve como um contraste entre a sabedoria humana, corrupta e orgulhosa do rei de Tiro (baseada em comércio e riquezas), e a sabedoria divina e humilde concedida a Daniel. 

2. A Queda pelo Orgulho e Riqueza

1.      O estudo do contexto mostra que a sabedoria comercial de Tiro trouxe imensa riqueza, o que corrompeu o coração do seu governante, levando-o à soberba e à pretensão divina.

2.      Ezequiel 28:3 estabelece a causa do juízo: a arrogância de se sentir superior e independente do Criador. 

3. Interpretação "Rei de Tiro" vs. "Satanás"

1.      Interpretação Literal/Histórica: Nos versículos 1-10, o texto refere-se especificamente ao "príncipe" (líder) de Tiro, um humano, contra quem o julgamento é proferido devido à sua perversidade e cobiça.

4-Interpretação Profética/Simbólica

2.      Muitos estudiosos, a partir do versículo 12 ("lamentação sobre o rei de Tiro").

3.      Interpretam que a descrição vai além de um humano e aponta para a figura espiritual de Satanás (Satanás), cuja arrogância o levou à queda original, servindo de pano de fundo para a queda do líder humano de Tiro. 

5- Lição Principal:

1.      O versículo serve como um alerta contra a autossuficiência e a confiança na inteligência ou riqueza humana (sabedoria humana) em detrimento da dependência de Deus.

2.      O orgulho, raiz do pecado, leva à ruína. 

 *3-Figuras incompatíveis com humanos (Ez.28.12)

1.      Aqui estão os principais pontos de estudo sobre Ezequiel 28:12-17:Contexto Histórico e Profético: A profecia é dirigida ao governante humano de Tiro, cuja soberba e riqueza o levaram a se considerar um deus.

2.      A descrição vai além de um humano comum, apontando para o ser espiritual por trás da sua perversidade.

3.      O Querubim Ungido: Versículos como "estavas no Éden", "perfeito eras" e "querubim ungido para proteger" indicam que o texto descreve o estado original de Lúcifer (Satanás) antes de sua rebelião.

4.      A Queda pelo Orgulho: A "iniquidade" encontrada foi o orgulho e a inveja de Deus, transformando sua beleza e sabedoria em armadilhas.

5.      Juízo e Destruição: O texto profetiza que esse ser seria lançado fora do monte de Deus, profanado e destruído, garantindo que o pecado terá fim e Deus será glorificado.

6.      Aplicações: A passagem serve como um aviso contra a auto exaltação, vaidade e a autossuficiência que ignoram o Criador. 

 II A GLÓRIA E O PECADO DE LÚCIFER

1-Uma criação única e excelente (Ez.28.12)

1.      Ezequiel 28:12, no contexto de uma lamentação sobre o rei de Tiro, usa linguagem tipológica para descrever uma figura de extrema beleza, sabedoria e perfeição original, agindo como um "querubim ungido" no Éden.

2.       Estudos teológicos frequentemente interpretam essa passagem como uma referência simbólica à queda de Satanás, destacando o orgulho como raiz do pecado e a certeza do julgamento divino sobre a arrogância

2-O orgulho precede a ruína (Ez.28.17a)

1.      O versículo Ezequiel 28:17a, que diz: "Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor..." (ARA).

2.      É parte de um oráculo de juízo proferido pelo profeta Ezequiel contra o rei de Tiro.

3.       No entanto, a linguagem utilizada é tão elevada e simbólica que a teologia cristã frequentemente a interpreta em dois níveis: o histórico (rei de Tiro) e o arquetípico/espiritual (a queda de Satanás). 

4.      O orgulho da beleza: A queda é precedida pelo orgulho, motivado pela beleza e esplendor próprios do ser (seja o governante de Tiro ou Satanás).

5.      Sabedoria corrompida: O texto diz que a sabedoria foi corrompida por causa do resplendor.

6.      O excesso de confiança e a vaidade cegaram o entendimento, levando à soberba

 3-Julgamento e expulsão (Ez.28.17b)

1.      Ezequiel 28:17b faz parte de uma lamentação profética contra o rei de Tiro, que muitos estudiosos interpretam como uma tipologia de Satanás devido à linguagem sobre-humana usada no texto. 

2.      O texto de Ez.28:17b (na versão Almeida, ARC/ARA) diz: "...lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem." (ou "...eu te lancei por terra; eu te pus diante dos reis, para que olhem para ti" na NVI).

3.      A Queda é um Ato Divino: "Lancei-te" (no hebraico, hashlakhtika), indicando que Deus é quem executa o juízo. Não foi apenas uma queda natural, mas uma expulsão.

4.      A "Terra" como Lugar de Humilhação: Lançar por terra significa a destituição de uma posição elevada (o monte santo de Deus ou a posição de rei) para a humilhação total.

5.      "Diante dos Reis": A queda não foi silenciosa.

6.       O ser que era admirado tornou-se um espetáculo de vergonha. Outros líderes (reis) contemplariam o resultado da soberba, servindo de lição

 III AS IMPLICAÇÕES DA QUEDA DE LÚCIFER

1-A origem do mal e sua natureza (Ez.28.17)

 O Contexto Histórico: O Rei de Tiro

1.      A soberba do governante: O texto profético usa a figura do rei de Tiro (um reino fenício antigo, rico e orgulhoso) como metáfora da arrogância humana.

2.      O pecado da autossuficiência: O rei de Tiro se considerava um deus no "coração dos mares" devido à sua imensa riqueza e sabedoria, o que provocou a ira divina.

3.      O julgamento divino: A "queda" do rei foi seu rebaixamento físico e político, sendo transformado em espetáculo de humilhação diante de outras nações. 

 A Interpretação Espiritual: A Queda de Satanás

1.      Muitos estudiosos e teólogos interpretam Ezequiel 28:12-19 (iniciando com o lamento sobre o rei de Tiro) como uma descrição da queda original de Satanás, pois algumas características mencionadas superam um ser humano, como ser o "querubim ungido", estar no "Éden" e ser "perfeito em seus caminhos desde o dia em que foi criado". 

2.      Beleza virou ídolo: A formosura e o resplendor próprios corromperam a sabedoria. A criatura começou a admirar a si mesma em vez de ao Criador.

3.      Corrupção da Sabedoria: A sabedoria divina foi deturpada pela vaidade, transformando-se em cobiça e arrogância.

4.      Queda da posição elevada: A frase "lancei-te por terra" descreve a expulsão do "monte santo de Deus" (o céu) para a terra, marcando a perda de sua posição original. 

 2-A realidade da liberdade (Ez.28.18)

O Contexto e o Tema Principal

1.      Juízo contra a soberba: O versículo aborda como o rei de Tiro, por meio da "multidão das iniquidades" e da "desonestidade do comércio", profanou os seus santuários.

2.      A "queima" como juízo: A profecia diz que Deus faria sair do meio dele um fogo que o consumiria, tornando-o em cinzas sobre a terra à vista de todos. Isso simboliza a ruína total de Tiro e seu governante.

3.      O rei como um homem orgulhoso: Embora algumas interpretações vejam referências a Satanás, o contexto imediato foca no governante humano de Tiro, que se exaltou ao ponto de se considerar um "deus". 

4.      As Interpretações do Texto: Interpretação Literal (Rei de Tiro): O versículo descreve o rei de Tiro, um homem influente que, por se orgulhar de sua riqueza e inteligência comercial, atraiu o juízo divino e foi derrotado (possivelmente pela Babilônia).

5.      Interpretação Tipológica/Profética (Satanás): Muitos estudiosos interpretam a linguagem poética dos versículos 12-19 (incluindo o 18) como uma descrição da queda de Satanás, usando o rei de Tiro como um tipo de "querubim ungido" que se corrompeu pelo orgulho.

6.      A queda do orgulho: O princípio central é que o orgulho e a autossuficiência levam à ruína. 

Lições e Mensagens (Ezequiel 28:18)

1.      A profanação pelo comércio desonesto: A riqueza acumulada através da injustiça e corrupção ("iniquidades") não subsiste diante de Deus.

2.      O juízo final: A frase "jamais subsistirás" aponta para a destruição definitiva do pecado e de seus agentes, sejam reis terrestres soberbos ou o próprio Satanás.

3.      A justiça divina: A queda do rei de Tiro (e a figura de Satanás) serve como testemunho de que Deus é justo e que o orgulho será abatido. 

 3-A guerra espiritual (Ez.28.19)

3. Temas Principais do Versículo

1.      A Queda do Orgulho: Ezequiel 28 é um estudo sobre os perigos da vaidade e da autossuficiência. O orgulho transforma riquezas e beleza em armadilhas.

2.      A Soberania de Deus: O julgamento demonstra que apenas Deus é Deus, e os reis terrenos, por mais sábios ou poderosos, não passam de homens.

3.      Justiça Divina: A destruição total de Tiro é usada como testemunho da justiça divina perante os povos. 

RESUMO DA LAMENTAÇÃO (V. 12-19)

1.      O lamento descreve uma trajetória de queda:

2.      Origem Perfeita: Descrito como "selo da medida", cheio de sabedoria e beleza (v. 12).

3.      Posição Elevada: "Querubim da guarda", no Éden ou no "monte santo de Deus" (v. 13-14).

4.      Corrupção: O orgulho surgiu devido à beleza e ao comércio (v. 15-17).

5.      Destruição: Lançado fora manchado e reduzido a cinzas (v. 16-19). 

Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A ALMA QUE PECAR. ESSA MORRERÁ

 

Ez.18.1-22

Introdução: A Lei Moral da colheita segundo a semeadura se aplica às coletividades (às nações), mas também aos indivíduos. O presente capitulo é paralelo a Ez.12.21-28, sendo que os dois respondem por um proverbio do povo, que negava a iminência do julgamento de YAHWEH.

 I A RESPONSABILIDADE É INDIVIDUAL

1-Não há fatalismo (Ez.18.2)

Pontos-chave para estudo de Ezequiel 18:2:

1.      O Provérbio Popular: Deus questiona o provérbio que sugeria que os filhos sofriam as consequências dos pecados dos pais, uma ideia que gerava desespero e injustiça percebida.

2.      Fim da Culpa Hereditária: O versículo estabelece a verdade de que a alma que pecar morrerá, e o filho não levará a maldade do pai, nem o pai a maldade do filho.

3.      Responsabilidade Individual: A mensagem central é que cada pessoa é responsável por suas próprias escolhas e ações, sendo julgada por elas (justiça ou iniquidade).

4.      Chamado à Conversão: Em resposta a essa verdade, Deus convida o povo a se converter de suas transgressões para viver, um convite para criar um coração e um espírito novos, o que é uma dádiva de Deus.

5.      Justiça e Vida: O justo permanece justo, e o ímpio, se se arrepender, pode viver; se o justo se desviar, morrerá por seus próprios pecados, mostrando que a vida depende das ações pessoais. 

 

2- As características do justo (Ez.18.5)

Contexto e Significado

1.      Refutação do Provérbio Popular: Deus, por meio do profeta Ezequiel, confronta um provérbio comum em Israel na época: "Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram".

2.      Esse ditado popular sugeria que os filhos estavam sofrendo as consequências dos pecados de seus pais e avós, levando a um sentimento de fatalismo e vitimização.

3.      Declaração de Deus: Em Ezequiel 18:3, Deus jura pela Sua própria vida que esse provérbio não será mais usado em Israel.

4.      Isso estabelece o princípio divino de justiça individual.

5.      Responsabilidade Pessoal: O ponto central do capítulo, e do versículo 3, é que a "alma que pecar, essa morrerá".

6.      Cada indivíduo dará conta de si mesmo a Deus.

7.      A justiça do justo permanecerá sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele mesmo.

8.      Livre Arbítrio e Conversão: A passagem não nega que as ações dos pais possam influenciar o ambiente e as circunstâncias dos filhos, mas enfatiza que cada pessoa tem a liberdade de escolher seu próprio caminho e se arrepender.

9.      Deus convida todos à conversão e à vida, pois não tem prazer na morte de ninguém. 

10.    Em suma, o estudo de Ezequiel 18:3 Destaca a justiça de Deus e a necessidade de arrependimento e responsabilidade pessoal pelas próprias ações e escolhas espirituais.

 3-Responsabilidade e prestação de contas (Ez.18.9)

1.      O versículo de Ezequiel 18:9 Enfatiza que a justiça individual e a obediência aos mandamentos de Deus levam à vida.

2.       A mensagem central do capítulo é a responsabilidade pessoal perante Deus, refutando a ideia de punição coletiva ou hereditária pelos pecados dos antepassados. 

3.      Estudo sobre Ezequiel 18:9-O texto exato do versículo, segundo algumas traduções, é: "Obedece aos meus mandamentos e guarda cuidadosamente as minhas leis.

4.      Esse homem é correto e viverá — diz o SENHOR Deus". 

5.      Aqui estão os Pontos-chave para estudos bíblicos sobre este versículo: Responsabilidade Individual: O capítulo 18 de Ezequiel confronta um provérbio popular em Israel que dizia: "Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram".

6.      Deus, através de Ezequiel, refuta essa ideia, estabelecendo que cada pessoa é responsável por suas próprias ações e escolhas.

7.      Ações e Consequências Pessoais: O versículo 9 destaca que a justiça do justo permanecerá sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele mesmo.

8.      As pessoas colhem o fruto de suas próprias ações e escolhas, e não podem culpar outros por suas falhas.

9.      Caminho para a Vida: A obediência aos mandamentos e a guarda das leis de Deus são apresentadas como o caminho para a vida.

10.    Aquele que age com retidão, descrita em versículos anteriores e seguintes, "viverá".

11.    Arrependimento e Conversão: Embora o versículo 9 foque na vida do justo, o contexto maior do capítulo oferece esperança ao ímpio, indicando que Deus não tem prazer na morte de ninguém, mas deseja que o perverso se converta dos seus caminhos e viva.

12.     A decisão de se arrepender e buscar um coração novo é pessoal. 

13.    Em resumo, Ezequiel 18:9-Ensina que a vida com Deus é resultado de uma escolha e obediência pessoais, e cada indivíduo dará contas de si mesmo a Ele.

 

II ARREPENDIMENTO MUDA DESTINOS

1-A porta está aberta (Ez.18.21)

1.      Pontos Chave para Estudo: Arrependimento Genuíno: Não é apenas um sentimento, mas uma virada completa, abandonando todos os pecados.

2.      Obediência e Justiça: O arrependimento se prova ao guardar os mandamentos e praticar o que é reto e justo.

3.      Perdão Divino: Deus não se lembra dos pecados antigos do que se arrepende, oferecendo uma nova oportunidade.

4.      Responsabilidade Individual: Cada pessoa é responsável por suas escolhas, não sendo condenada pelos pecados dos pais, mas sim pelas suas próprias.

5.      Deus Não Deseja a Morte: O versículo (e o contexto de Ez.18) ressalta que Deus prefere que o ímpio se converta e viva, não que morra. 

6.      Como Estudar Ezequiel 18:21: Leia o Capítulo Completo (Ezequiel 18): Entenda o contexto da responsabilidade individual versus a ideia de que os filhos pagariam pelos pecados dos pais, o que Deus rejeita.

7.      Analise o Contraste: Observe os versículos 21-23 (o ímpio que se arrepende) e 24-28 (o justo que se desvia), mostrando que a retidão ou a maldade determinam o destino, conforme as escolhas individuais.

8.      Em resumo, Ezequiel 18:21 É uma poderosa mensagem de graça e transformação, convidando à fé, ao arrependimento e a uma vida de justiça, com a certeza do perdão de Deus e a promessa de vida. 

 

2-O perigo da apostasia (Ez.18.24)

1.      O versículo Ezequiel 18:24 (NAA) ensina que a salvação é individual e condicional à perseverança na justiça.

2.      Se um indivíduo que viveu de forma justa se desviar intencionalmente desse caminho para cometer pecados, suas ações anteriores de justiça serão esquecidas, e ele morrerá por causa de seus pecados. 

3.      Pontos Chave para Estudos Bíblicos sobre Ezequiel 18:24: Responsabilidade Individual: O capítulo 18 de Ezequiel refuta a ideia de punição coletiva ou de que os filhos sofrem pelos pecados dos pais (um provérbio comum na época).

4.      Cada pessoa é responsável por suas próprias escolhas e ações perante Deus.

5.      Consequências do Pecado: O versículo deixa claro que a consequência do pecado é a morte, um princípio já estabelecido em outros versículos do capítulo, como Ezequiel 18:20 (NTLH) ("A alma que pecar é que morre").

6.      Justiça Esquecida: Um ponto crucial é que os atos de justiça praticados anteriormente não "contam" mais quando a pessoa escolhe um caminho de pecado contínuo e sem arrependimento.

7.      Isso enfatiza a necessidade de uma vida de fidelidade e obediência constantes.

8.      Arrependimento e Conversão: Em contraste, o contexto mais amplo do capítulo (versículos 21-23 e 25-32) oferece esperança: se um ímpio se arrepender e buscar a justiça, ele viverá.

9.      Da mesma forma, o versículo 24 serve como um alerta severo para que o justo não se desvie, e se o fizer, o arrependimento é o único caminho para a vida.

10.    Justiça de Deus: A mensagem de Ezequiel 18:24-30 confronta a reclamação do povo de que os caminhos de Deus eram injustos.

11.     A verdade é que os caminhos do povo, ao tentar culpar os outros por seus próprios pecados, é que eram injustos.

12.     Deus julgará cada um de acordo com suas próprias ações e escolhas. 

13.    Este versículo e o capítulo como um todo enfatizam a seriedade da responsabilidade pessoal e a possibilidade de mudança de vida (conversão ou desvio) ao longo da existência.

 3-A justiça divina (Ez.18.29)

1.      O Contexto: O povo de Israel estava no exílio e usava um provérbio que dizia: "Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram".

2.      Isso indicava que eles acreditavam estar sendo punidos pelos pecados de seus antepassados, e não pelos seus próprios atos.

3.      A Repreensão de Deus: Deus, através de Ezequiel, esclarece que cada pessoa é responsável por suas próprias ações e escolhas. Ele não transfere a culpa ou a punição de uma pessoa para outra.

4.      A Injustiça Atribuída a Deus: Quando o povo diz: "O caminho do Senhor não é reto", eles estão acusando Deus de ser injusto em Seus julgamentos.

5.      Eles sentiam que o castigo que estavam recebendo era desproporcional ou imerecido, baseado na ideia de punição coletiva ou hereditária.

6.      A Verdadeira Justiça: O capítulo inteiro, do qual o versículo 29 é a culminação da queixa do povo, enfatiza a justiça e a retidão de Deus.

7.      Deus mostra que Seu caminho é reto e justo, pois Ele lida com cada indivíduo com base em sua própria conduta (se o justo se desviar, morrerá; se o ímpio se arrepender, viverá).

8.      O Apelo ao Arrependimento: A mensagem final de Deus é um convite ao arrependimento individual e à transformação do coração. Deus não tem prazer na morte do perverso, mas deseja que ele se converta e viva. 

9.      Portanto, o estudo de Ezequiel 18:29- Gira em torno da soberania e justiça de Deus versus a responsabilidade individual do ser humano.

10.    A acusação do povo é refutada pelo caráter de Deus, que oferece vida àqueles que abandonam seus maus caminhos e buscam uma vida justa. 

 III DEUS ANSEIA SALVAR, NÃO CONDENAR

1-Deus julga (Ez.18.30)

1.      Fim do "castigo hereditário": Deus rejeita a ideia de que os filhos sofreriam pelos pecados dos pais (Ez.18:2-4), declarando que cada um é responsável por si mesmo (Ez.18:20).

2.      Julgamento pelas obras: Deus julgará cada um conforme seus caminhos (Ez.18:30).

3.      Chamado ao arrependimento: A passagem exorta Israel a se arrepender de todas as suas transgressões para que o pecado não os leve à ruína (Ez.18:30-31).

4.      Criação de um novo coração: O arrependimento envolve abandonar o mal e criar um "coração novo e um espírito novo" (Ez.18:31).

5.      Deus não quer a morte: A motivação para o arrependimento é que Deus não se compraz na morte do ímpio, mas deseja que ele viva (Ez.18:32).

6.      Liberdade de escolha: Embora a família influencie, a decisão de seguir o bem ou o mal é do indivíduo, que tem o arbítrio para escolher (Ez.18:31). 

 2-Deus não deseja a morte do ímpio (Ez.18.32a)

1.      Ezequiel 18:32a ("Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus") é uma das declarações mais profundas sobre o caráter de Deus no Antigo Testamento, destacando Sua misericórdia, o desejo pela vida do pecador e a responsabilidade individual. 

2.      Aqui está um esboço de estudos bíblicos focado nesta passagem: O Contexto de Ezequiel 18.

3.      O Problema (v. 1-4): Os exilados em Babilônia murmuravam usando o ditado "Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram".

4.      Eles se sentiam vítimas, culpando os pecados dos antepassados pelo exílio atual, eximindo-se de responsabilidade.

5.      A Resposta de Deus: Deus declara que "a alma que pecar, essa morrerá" (Ezequiel 18:20).

6.       O capítulo estabelece a responsabilidade individual: cada um presta contas de suas próprias escolhas.

7.      A "Morte" em questão: Refere-se não apenas à morte física, mas à separação de Deus, o exílio e o julgamento devido ao pecado (a ruína). 

 3-Convertei-vos e vivei (Ez.18.32b)

1.      A Aplicação: “Convertei-vos, pois, e vivei” (32b). 

2.      O Chamado ao Arrependimento: Deus não quer apenas poupar da morte; Ele quer dar vida. Ele convida o ímpio a se desviar de seus caminhos (arrepender-se).

3.      Coração e Espírito Novos (v. 31): O arrependimento não é apenas um ato externo, mas uma transformação interna, um convite para "fazer um coração novo e um espírito novo".

4.      Livre Arbítrio: A mensagem de Ezequiel 18 deixa claro que o ser humano tem poder para escolher entre o pecado (morte) e o arrependimento (vida). Deus chama, mas a decisão final é do indivíduo. 

5.      Conexão com o Novo Testamento:2 Pedro 3:9: Confirma que Deus não deseja "que nenhum pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento".

6.      A Obra de Cristo: Jesus cumpre esse desejo de Deus, oferecendo o "novo coração" através do Evangelho, permitindo que o pecador viva. 

 Pr. Capl.  Carlos Borges (CABB)

sábado, 7 de fevereiro de 2026

NOÉ, DANIEL E JÓ NÃO SUBSTITUEM VOCÊ

 


Ez.14.1-29

Introdução: Cada pessoa precisa arrepender-se e voltar -se para Deus, e permanecer em obediência moral a Ele, senão seria objeto da ira do Senhor Deus. Não devemos viver na superficialidade da vida cristã, cumprindo apenas alguns quesitos para cauterizar a nossa mente, achando que já somos salvos, e não precisamos mais nos preocupar.

 I NOÉ E A CORRUPÇÃO GERAL

1- O Juízo da fome (Ez.14.13)

Interpretação de Ezequiel 14:13

1.      O versículo 13 (em muitas traduções) é um dos que introduz a descrição dos "quatro juízos severos" que Deus enviaria sobre a terra como punição: fome, animais selvagens, espada e doença (peste).

2.      A passagem destaca a seriedade do pecado de Israel e a justiça inabalável de Deus em seu julgamento. 

3.      Idolatria como Raiz: O ponto principal é que a idolatria (colocar qualquer coisa ou pessoa acima de Deus) é a raiz de todos os pecados e afasta o coração do Senhor.

4.      Consequências Individuais e Nacionais: O julgamento viria sobre toda a nação, mas o texto também enfatiza a responsabilidade e a salvação individuais (mencionando Noé, Daniel e Jó como exemplos de justiça que salvariam apenas a si mesmos, não a nação inteira).

5.      Apelo ao Arrependimento: Apesar da certeza do julgamento, o capítulo termina com um apelo dramático ao arrependimento, mostrando que o propósito final de Deus em permitir o sofrimento é levar o povo à conversão e a um relacionamento restaurado com Ele. 

6.      Em resumo, Ezequiel 14:13 sublinha a gravidade da desobediência e da idolatria e a justiça dos castigos divinos, que visam, em última instância, chamar o povo de volta para Deus. 

 2-Noè andava com Deus (Gn.6.9)

1.      Estudos sobre Gênesis 6:9 Focam em Noé como um homem justo, íntegro e que andava com Deus.

2.      Contrastando com a corrupção da sua geração, que levou ao Dilúvio por causa da violência e maldade, e destacam o papel de Noé como um modelo de fé.

3.      Obediência e liderança espiritual para sua família, enfatizando a responsabilidade de guiar os seus ao Senhor em tempos de apostasia, um paralelo com o chamado para a Nova Aliança em Cristo. 

Principais Pontos de Estudo:

1.      A Justiça de Noé:

·        Noé é descrito como "justo" (tzaddik) e "íntegro" (tamim) em hebraico, significando reto e sem defeito moral, um em contraste com o mundo perverso.

·        Ele "andava com Deus", indicando um relacionamento íntimo e uma vida de comunhão e obediência.

2.      Contexto do Pecado:

·        A geração de Noé estava corrompida pela violência (ha'mas) e degeneração, com a terra cheia de maldade, segundo o texto bíblico.

·        Havia uma união ilícita entre "filhos de Deus" e "filhas dos homens", um afastamento dos caminhos divinos.

3.      Noé como Sacerdote e Pai:

·        Ele é visto como um sacerdote que mantinha o culto e oferecia sacrifícios, preservando a fé.

·        Tinha o dever de liderar sua família (esposa, filhos e noras) para a salvação na arca, um paralelo com o papel do pai de família cristão.

4.      O Propósito de Deus:

·        O Dilúvio foi um julgamento pela extrema corrupção e violência, mostrando a seriedade do pecado.

·        Deus iniciou um novo começo, começando com Noé e sua família, que representam a continuidade da aliança e da humanidade.

5.      Aplicação Contemporânea:

·        Noé serve como um exemplo de fidelidade, obediência e perseverança em um mundo caído, encorajando os crentes a buscar uma vida de oração e a conduzir suas famílias ao Senhor. 

 3-A limitação de Noé (Ez.14.14)

1.      Ezequiel 14:14 ensina a individualidade da salvação e justiça, afirmando que mesmo figuras justas como Noé, Daniel e Jó só poderiam salvar a si mesmos em meio a um julgamento divino severo.

2.       Destacando que a retidão familiar ou nacional não garante a salvação de outros, mas que cada um deve buscar sua própria justiça perante Deus, mesmo diante de idolatria e desobediência generalizada. 

Contexto do Capítulo

·        Idolatria: O capítulo aborda a persistente idolatria de Israel e a falsa esperança de que sua religiosidade ou laços familiares os salvariam do julgamento iminente de Deus.

·        Deus não se deixa enganar: Deus alerta que não atenderá aqueles que têm ídolos (metafóricos ou literais) em seus corações, mesmo que consultem o profeta.

·        Os Quatro Castigos: O capítulo descreve os juízos de Deus: fome, feras, espada e peste, que viriam sobre a nação. 

 II DANIEL E AS FERAS

1-Juízo das ferras (Ez.14.15)

1.      Ezequiel 14:15 faz parte de uma passagem crucial sobre o julgamento divino, onde Deus declara que mesmo figuras justas como Noé, Jó e Daniel não poderiam salvar a nação de Israel de animais selvagens devastadores.

2.      Se estes estivessem no meio do povo; a lição central é que a justiça individual é pessoal e a desolação sobre Israel seria severa, destacando a importância da justiça própria e a impossibilidade de intercessão salvar os que persistem na idolatria, com o foco mudando para a responsabilidade pessoal diante de Deus e a rejeição da idolatria

3.      Ezequiel 14:15 faz parte de uma passagem crucial sobre o julgamento divino, onde Deus declara que mesmo figuras justas como Noé, Jó e Daniel não poderiam salvar a nação de Israel de animais selvagens devastadores.

4.      Se estes estivessem no meio do povo; a lição central é que a justiça individual é pessoal e a desolação sobre Israel seria severa, destacando a importância da justiça própria e a impossibilidade de intercessão salvar os que persistem na idolatria, com o foco mudando para a responsabilidade pessoal diante de Deus e a rejeição da idolatria. . 

 2-Daniel na cova dos leões (Dn.6.16)

1.      O versículo de Daniel 6:16, que culmina no lançamento do profeta na cova dos leões, destaca a fidelidade inabalável de Daniel a Deus e a soberania de Deus em livrar Seus servos.

2.      O ponto central do versículo é a declaração do rei Dario: "O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que Ele te livre". 

3-A limitações de Daniel (Ez.14.18)

1.      O versículo Ezequiel 14:18 aborda a responsabilidade individual perante Deus e a profundidade do Seu julgamento, destacando que mesmo a presença de pessoas justas não salvaria os ímpios ao seu redor. 

2.      Análise do Versículo 14:18:O versículo em questão diz (em algumas traduções): "Ainda que esses três homens estivessem no meio dela, como eu vivo, diz o Senhor Deus, eles não livrariam nem filhos nem filhas; só a si mesmos livrariam pela sua justiça"

3.      Os "três homens": Deus menciona Noé, Daniel e Jó como exemplos de justiça excepcional. Eles eram reconhecidos por sua retidão em suas respectivas gerações.

4.      Responsabilidade individual: A mensagem central é que a justiça de uma pessoa não pode ser transferida para outra.

5.       No momento do julgamento divino, cada indivíduo é responsável por suas próprias ações e escolhas.

6.      A salvação é individual e não por procuração ou parentesco com pessoas de fé.

7.      Severidade do julgamento: O versículo enfatiza a seriedade da ira de Deus contra a idolatria e o pecado.

8.       O julgamento seria tão abrangente e merecido que nem mesmo a intercessão dos homens mais justos da história poderia salvar a nação coletivamente, ou mesmo os familiares não arrependidos desses justos. 

 III JÓ E O SOFRIMENTO HUMANO

1-O Juízo da peste e do sangue (Ez.14.19)

1.      O versículo Ezequiel 14:19 faz parte de uma passagem (Ezequiel 14:12-23) que enfatiza a justiça de Deus em seus juízos e o princípio da responsabilidade individual perante o pecado e a idolatria. 

2.      Juízo Divino: A peste é listada como uma das punições justas de Deus, assim como a fome, as bestas feras e a espada, aplicadas a uma nação que persistiu em sua infidelidade e abominações.

3.      Irreversibilidade do Castigo: O versículo, junto aos que o seguem (até o 20), ilustra que, uma vez que a ira de Deus foi acumulada pela contínua desobediência e rejeição ao arrependimento, o juízo viria de forma decisiva.

4.      Responsabilidade Individual (Contexto Amplo): O ponto central da discussão maior (v. 14, 20) é que, mesmo que homens justos como Noé, Daniel e Jó estivessem presentes, eles só poderiam salvar a si mesmos por sua retidão pessoal e não à nação inteira.

5.      O versículo 19, ao falar do extermínio de homens e animais, mostra a extensão do castigo que viria sobre a terra pecadora. 

2-Jó é fiel na dor (Jó 1.21)

Estudos sobre Jó 1:21 focam na soberania de Deus, a fé inabalável e a gratidão em meio ao sofrimento, destacando que Jó reconheceu Deus como doador e retirador de todas as coisas, louvando Seu nome mesmo na perda total, o que serve de exemplo de confiança na providência divina, independentemente das circunstâncias, ensinando que a verdadeira adoração transcende sentimentos e bens materiais. 

Principais Temas e Interpretações:

·        Soberania de Deus: Jó reconhece que Deus está no controle absoluto de tudo, tendo dado e tirado.

·        Nada acontece sem o consentimento divino, e Deus tem um propósito maior, mesmo no sofrimento.

·        Fé e Confiança: A atitude de Jó é um testemunho de fé verdadeira, pois ele não culpou a Deus.

·        Ensina-se a ter fé mesmo quando Deus parece ausente, confiando em Sua bondade e planos maiores.

·        Gratidão e Adoração:  A resposta de Jó ("Louvado seja o nome do Senhor") é um ato de adoração e gratidão, não por causa das perdas, mas por causa de quem Deus é.

·        É um chamado para louvar a Deus em todas as circunstâncias, não apenas nas boas.

·        Deus no Controle (Mesmo no Sofrimento): Satanás só pôde agir dentro dos limites permitidos por Deus, que nunca permitiu mais do que Jó podia suportar.

·        Deus é visto como o "cachorro na coleira de Deus" (citação atribuída a Lutero), que, embora cruel, está sob o controle divino.

·        Permanência e Propósito: O versículo mostra que, embora tenhamos vindo ao mundo sem nada e para lá retornaremos, o testemunho de fé é o que permanece.

·        O sofrimento de Jó, ao invés de afastá-lo, o aproximou de Deus, revelando Sua restauração e grandeza. 

 3-A limitação de Jó (Jó.14.20)

1.      O versículo Ezequiel 14:20-Enfatiza a justiça individual e a responsabilidade pessoal diante de Deus, num contexto de condenação à idolatria e iminente julgamento de Israel.

2.      A mensagem principal é que a retidão de uma pessoa não pode salvar outra do juízo divino. 

3.      Justiça Individual: A salvação é uma questão pessoal entre o indivíduo e Deus.

4.      Ninguém pode ser salvo pela justiça de um parente, amigo ou líder espiritual, por mais justo que este seja.

 Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)