sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A GLORIA DE DEUS SE RETIRADA DO TEMPLO

 


Ez.10.1-22

Introdução: O Profeta nos leva a um dos momentos mais trágicos da história espiritual de Israel. Ele é levado em espirito para ver , de forma progressiva, a retirada da glória de Deus do templo e de Jerusalém.

I A PROFANAÇÃO DO TEMPLO

1-Imagem de ciúmes na entrada (Ez.8.5)

1.       Pontos-Chave de Ezequiel 8:5:A Visão: Ezequiel é levado em espírito para Jerusalém e vê uma entrada no templo que leva a uma câmara secreta.

2.      A Imagem: Dentro dessa câmara, ele vê a "imagem do ciúme" (ou um ídolo que causa ciúmes a Deus), que representa a infidelidade de Israel.

3.      Contexto: Este versículo introduz as várias abominações que Ezequiel testemunharia (adoração de animais, cultos a Tamuz, adoração ao sol), que demonstram a completa corrupção religiosa e moral do povo.

4.      Significado: A presença de tal ídolo no templo, o lugar da presença de Deus, mostra que o pecado havia atingido um nível extremo, tornando o povo espiritualmente surdo e distante de Deus. 

5.      Temas Comuns em Estudos sobre Ezequiel 8:5:Ciúme Divino: A ideia de que Deus sente ciúmes de sua aliança com Israel, sendo provocado por esses ídolos.

6.      Idolatria no Templo: A profanação do santuário de Deus com adoração pagã, um ato de extrema rebelião.

7.      O Ponto de Não Retorno: O capítulo inteiro, incluindo o versículo 5, aponta para o fato de que Israel foi longe demais, levando ao julgamento.

8.      Contraste: Deus se manifesta no exílio, mas se afasta do templo por causa da idolatria, mostrando uma complexidade teológica sobre a presença de Deus. 

 2-Culto a deuses falsos ((Ez.8.14)

1.      Contexto e Significado Idolatria no Templo: Ezequiel é levado pelo Espírito a testemunhar as abominações dentro do templo, começando por mulheres chorando por Tamuz (também conhecido como Adônis), um deus da fertilidade que morria no inverno e ressuscitava na primavera, simbolizando a decadência da natureza e a esperança pagã.

2.      Abominações Maiores: Este choro por Tamuz é apenas o começo. Logo depois, Ezequiel vê 70 líderes de Israel adorando secretamente outras imagens (cobras, animais) e, mais adiante, adorando o sol de costas para o templo, atos que provocaram a ira de Deus.

3.      O Ciúme de Deus: A adoração a outros deuses, especialmente no santuário, era uma afronta direta à exclusividade de Deus, provocando seu "santo ciúme" e resultando em julgamento. 

Pontos para Estudo

1.      Fidelidade vs. Idolatria: Ezequiel 8.14 destaca como o povo trocou a adoração ao Deus vivo por rituais vazios e deuses pagãos, demonstrando um coração desvirtuado.

2.      A Presença de Deus: O choro por Tamuz revela um povo que busca consolo e vida em falsos deuses, esquecendo-se da verdadeira fonte de vida e da presença de Deus que havia se retirado do templo.

3.      A Gravidade do Pecado: O versículo é um alerta de que práticas aparentemente menores (como o luto por um deus pagão) eram um sinal da profunda apostasia de Israel e prenunciavam o julgamento divino. 

4.      Em resumo- Ezequiel 8:14 é um ponto crucial na visão do profeta que revela a profundidade da infidelidade de Judá, expondo a idolatria que havia corrompido o centro de sua fé, o templo, e que levaria à sua destruição. 

 3-Sacerdotes e anciãos idólatras (Ez.8.16)

1.      Contexto da Visão (Ezequiel 8:1-18)-Visão em Babilônia: Ezequiel, exilado, é levado em visão para Jerusalém para ver as "abominações" cometidas no templo.

2.      Adoração ao Sol: A cena de Ezequiel 8:16 é uma das várias abominações: vinte e cinco homens (provavelmente líderes) no pátio interno, entre o pórtico e o altar, adorando o sol, virados para o leste, de costas para o santuário de Deus. 

3.      Significado e Implicações-Apostasia: Adorar o sol era uma prática cananeia e pagã, indicando que Judá havia abandonado seu pacto com Deus, agindo como os povos idólatras que Deus havia expulsado.

4.      Desrespeito e Ciúme de Deus: Fazer isso no templo, o lugar da presença de Deus, era um ultraje extremo, um "ciúme" para Deus, que se sentiu traído por seu próprio povo.

5.      Rejeição e Julgamento: A atitude de "virar as costas para Deus" e adorar outro (o sol) provocou a ira de Deus, que prometeu não ter piedade e que ouviria seus gritos de socorro (Ezequiel 8:17-18). 

Aplicação para os Estudos Bíblicos

1.      Fidelidade vs. Idolatria: O texto convida à reflexão sobre a fidelidade a Deus em um mundo cheio de "solzinhos" (ídolos modernos) e o perigo de adorar outras coisas (poder, dinheiro, status).

2.      Reverência: Ilustra a importância da reverência e do foco em Deus, mesmo em lugares sagrados, questionando se nossas atitudes refletem adoração ou desrespeito.

3.      Consequências do Pecado: Mostra como a desobediência e a idolatria, mesmo por líderes, levam ao julgamento divino, conforme Deus trata as nações que o abandonam. 

 II A GLÓRIA DE DEUS SE RETIRA

1-O fogo do juízo de Deus (Ez.10.2)

Pontos-chave do estudo em Ezequiel 10:2:

1.      A Glória de Deus se Retira: O versículo centraliza-se no momento em que a Shekinah (glória de Deus) abandona o templo, indicando que o lugar sagrado se tornou um "esqueleto sem vida" devido à idolatria e ao pecado do povo.

2.      Os Seres Viventes (Querubins): São os mesmos descritos em Ezequiel 1, com quatro rostos (homem, leão, boi, águia) e quatro asas, conectados às rodas, mostrando a coordenação e a presença do Espírito de Deus neles.

3.      As Rodas: As rodas cheias de olhos simbolizam a onisciência e a soberania de Deus, movendo-se com os querubins em perfeita harmonia, revelando que o juízo divino é ordenado e não caótico.

4.      O Juízo Divino: Um dos querubins entrega brasas ao homem de linho (um anjo), que então as espalha sobre a cidade. Isso representa a execução do juízo de Deus sobre Jerusalém por causa de sua infidelidade.

5.      A Adoração Verdadeira: A passagem enfatiza que Deus não está preso a um templo físico, mas busca adoração sincera, um coração quebrantado e misericordioso, e não sacrifícios vazios. 

6.      Temas para Reflexão: Santidade: A necessidade de um povo separado para Deus, pois Ele não pode habitar em meio ao pecado.

7.      Presença de Deus: A fragilidade da presença divina quando o povo se afasta dEle, e a busca por uma adoração genuína.

8.      Soberania e Ordem: O juízo de Deus é soberano, ordenado e acompanhado de um propósito, não um ato aleatório.

9.      Esperança: Apesar do juízo, a visão aponta para a paciência de Deus e a possibilidade de restauração para aqueles que o buscam. 

 2-A glória se desloca para a porta (Ez.10.4)

1.      Principais Pontos de Estudo em Ezequiel 10:4:A Partida da Glória: "Então, se levantou a glória do SENHOR de sobre o querubim para a entrada da casa" (Ez.10:4).

2.      Símbolo: A partida da presença de Deus do Templo, mostrando que a adoração e a santidade haviam sido abandonadas.

3.      Contexto: O povo de Israel praticava idolatria e abominações, o que levou Deus a se afastar do local de adoração.

4.      A Nuvem e o Resplendor: "e encheu-se a casa de uma nuvem, e o átrio se encheu do resplendor da glória do SENHOR" (Ez 10:4).

5.      Paciência Divina: John Wesley via isso como um sinal da relutância de Deus em partir, dando tempo para o arrependimento.

6.      Juízo Iminente: A retirada do esplendor divino prenuncia o julgamento de Jerusalém, similar ao que ocorreu em Siló.

7.      O Movimento dos Querubins: A Glória se move dos querubins para a entrada, e depois para sobre eles, e finalmente para longe, seguindo o "espírito" ou direção de Deus, sem se voltar, simbolizando a soberania e o propósito de Deus.

8.      Lições para Hoje: Santidade: A presença de Deus exige santidade; pecado afasta Sua glória.

9.      Adoração Verdadeira: Deus busca um coração quebrantado e sincero, não apenas um local físico de adoração.

10.   Responsabilidade: As escolhas do povo determinam a proximidade ou o afastamento de Deus. 

 

3-A glória abandona o templo (Ez.10.18)

1.      Principais Pontos de Estudo em Ezequiel 10:4:A Partida da Glória: "Então, se levantou a glória do SENHOR de sobre o querubim para a entrada da casa" (Ez.10:4).

2.      Símbolo: A partida da presença de Deus do Templo, mostrando que a adoração e a santidade haviam sido abandonadas.

3.      Contexto: O povo de Israel praticava idolatria e abominações, o que levou Deus a se afastar do local de adoração.

4.      A Nuvem e o Resplendor"e encheu-se a casa de uma nuvem, e o átrio se encheu do resplendor da glória do SENHOR" (Ez.10:4).

5.      Juízo Iminente: A retirada do esplendor divino prenuncia o julgamento de Jerusalém, similar ao que ocorreu em Siló.

6.      O Movimento dos Querubins: A Glória se move dos querubins para a entrada, e depois para sobre eles, e finalmente para longe, seguindo o "espírito" ou direção de Deus, sem se voltar, simbolizando a soberania e o propósito de Deus.

7.      Lições para Hoje-Santidade: A presença de Deus exige santidade; pecado afasta Sua glória.

8.      Adoração Verdadeira: Deus busca um coração quebrantado e sincero, não apenas um local físico de adoração.

9.      Responsabilidade: As escolhas do povo determinam a proximidade ou o afastamento de Deus. 

 

III A GLÓRIA DE DEUS VOLTARÁ

1-Um novo coração e espírito (Ez.11.19)

1.      Temas principais em Ezequiel 11:19-Coração de pedra vs. Coração de carne: O coração de pedra representa a desobediência, teimosia e afastamento de Deus, enquanto o coração de carne simboliza sensibilidade à vontade divina, obediência e vida.

2.      Renovação espiritual: É uma promessa de transformação interior, não apenas externa, onde Deus age diretamente no coração do indivíduo.

3.      Espírito novo: A introdução de um "espírito novo" capacita a pessoa a cumprir a lei de Deus, um contraste com a incapacidade humana de fazê-lo por si mesma.

4.      Nova Aliança: Este versículo prenuncia a Nova Aliança descrita em Jeremias 31:31-34, onde a lei de Deus será escrita nos corações do Seu povo. 

5.      Conexões com o Novo Testamento: Fé em Jesus: A capacidade de ter um coração de carne é realizada através da fé em Jesus Cristo, que oferece o Espírito Santo para morar em nós.

6.      Arrependimento: É um chamado ao quebrantamento e à abertura para a ação de Deus, para que Ele possa moldar o coração.

7.      Salvação: A transformação do coração é um ato da graça de Deus, que convida o homem à salvação e ao relacionamento com Ele. 

 

2-Separação entre fiéis e infiéis (Ez.11.21)

1.      O Contexto do Capítulo: Juízo contra Líderes: Ezequiel, em visão, vê líderes em Jerusalém maquinando o mal e dando maus conselhos, acreditando que a cidade era uma "panela" segura contra o fogo da Babilônia.

2.      Abandono da Glória: A glória de Deus se afasta do Templo por causa da idolatria e sincretismo religioso (mistura de religiões) praticados pelos líderes.

3.      A Promessa vs. A Ameaça: Enquanto versículos anteriores (19-20) prometem um "coração de carne" e um "novo espírito" para o remanescente que se arrepender, o verso 21 é um alerta específico para aqueles que persistem na rebelião. 

4.      Interpretação de Ezequiel 11:21-"Coração que anda após coisas detestáveis": Refere-se à teimosia, idolatria e ao desejo de seguir os próprios caminhos em vez dos estatutos de Deus.

5.      A Responsabilidade do Livre Arbítrio: O versículo enfatiza que, embora Deus ofereça restauração (um novo coração), a escolha de persistir na iniquidade traz consequências.

6.      "Recair sobre a própria cabeça-" É o princípio da retribuição divina.

7.      As ações malignas dos líderes e do povo tornam-se o instrumento de sua própria destruição. O que eles semearam, colheram (julgamento, morte pela espada). 

 3-A glória se afasta, mas voltará (Ez.11.23)

1.      O Contexto: O Abandono de Jerusalém.

2.      A Saída da Glória (Shekinah): A Glória de Deus, que habitava no Santo dos Santos (Templo), moveu-se gradualmente devido à idolatria e rebelião do povo, saindo do Templo para a porta oriental e, finalmente, abandonando a cidade.

3.      O Motivo: A cidade estava cheia de perversidades, idolatria e corrupção, transformando-se de um lugar santo em uma "panela" de morte.

4.      A "Panela" e a Carne: Os líderes de Jerusalém pensavam que estavam seguros na cidade (a panela) e que eram a carne protegida, mas Deus declarou que os únicos seguros eram os que já haviam sido exilados.

5.      Os que ficaram sofreriam o julgamento (a espada). 

  Pr. Capl. Carlos Borges em (CABB)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O FIM VEM SOBRE JERUSALÉM E ISRAEL

 


                                                              Ez.7.1-27

Introdução: O povo confiava na aparência da religião, mas seus atos eram de profunda injustiça, idolatria e rebeldia. Estudar esses textos é um chamado à vigilância espiritual. Ainda hoje, Deus convoca todos a uma vida de arrependimento, pureza, temor e obediência

 I A CHEGA DO FIM

1-A Palavra profética do Senhor (Ez.7.1)

1.      O Fim Chegou: O capítulo 7 é uma declaração de que o tempo de julgamento de Deus contra Judá e Jerusalém havia se cumprido, sem mais chance de atraso ou misericórdia humana para deter a punição.

2.      Violência e Iniquidade: A violência é descrita como a vara de Deus para castigar a maldade crescente do povo, que ignorou os mandamentos divinos e se entregou à idolatria e abominações. 

3.      Significado de Ezequiel 7:1 -"O Fim Chegou" (ou "O Fim Veio"): Esta frase marca o ponto de não retorno; a paciência de Deus se esgotou, e o juízo não pode mais ser evitado.

4.      "Os Quatro Cantos da Terra": Indica que o julgamento não poupará ninguém em Israel, de norte a sul, leste a oeste, destruindo a nação como entidade política e religiosa.

5.      Julgamento Conforme os Caminhos: Deus julgará o povo de acordo com suas próprias ações e abominações, sem piedade, mostrando que Ele é o Senhor. 

6.      Lições Espirituais-Consequências do Pecado: A passagem ensina que viver longe de Deus traz consequências dolorosas, pois o pecado leva à destruição.

7.      Necessidade de Arrependimento: A mensagem é um alerta para a necessidade de se arrepender, buscar a justiça e a retidão, e não confiar em riquezas ou segurança terrena.

8.      A Ira de Deus: Deus, em Sua justiça, derramará Seu furor, e o julgamento será completo, sem compaixão, para que todos saibam quem Ele é. 

9.      Em resumo, Ezequiel 7:1 É um chamado urgente à reflexão sobre o estado espiritual, pois o dia do juízo divino, anunciado pela própria Palavra de Deus, estava batendo à porta de Israel. 

 2-O fim vem e é justo (Ez.7.3)

1.      Pontos Chave do Estudo: "O fim chegou": Uma declaração solene de que o tempo de tolerância divina para o pecado de Israel havia terminado, com o julgamento iminente e abrangente sobre todas as terras.

2.      "Meu olho não te poupará, nem terei piedade": Deus não reterá Seu julgamento; a "piedade" aqui se refere à ação, não à emoção, indicando que não haverá intervenção para impedir o castigo merecido por suas ações.

3.      Julgamento pelas Ações: Deus julgou o povo segundo seus próprios caminhos e abominações, mostrando que a iniquidade traz consequências e fortalece o mal em vez de fortalecer a vida.

4.      Propósito do Juízo: Apesar da severidade, o julgamento tinha um propósito redentor: expor a inutilidade dos ídolos e levar o povo ao conhecimento e arrependimento, para um retorno a um relacionamento verdadeiro com Deus.

5.      Relevância Atual: A mensagem ressoa hoje como um alerta contra a idolatria moderna (riqueza, poder, status) e a rejeição do evangelho, lembrando que o tempo de graça é limitado e que a justiça de Deus é séria, mas também graciosa em seu chamado ao arrependimento. 

 3-O fim vem e é urgente (Ez.7.6)

1.      Significado de Ezequiel 7:6"O fim chegou para ti": Sinaliza o término do tempo de graça e oportunidade para Israel.

2.      "Enviarei a minha ira": A ira de Deus é justa, aplicada como retribuição pelo pecado.

3.      "Julgar-te-ei segundo os teus caminhos": O julgamento será proporcional às obras e atitudes do povo.

4.      "Meus olhos não te pouparão, nem terei piedade": Deus não mostrará misericórdia, pois o povo rejeitou Seus caminhos. 

5.      Aplicação para Hoje :Seriedade do Pecado: Ezequiel 7 nos lembra que Deus leva o pecado a sério e que a rebelião contra Ele tem consequências.

6.      Tempo de Graça: Assim como Jerusalém, o mundo tem um tempo limitado para responder ao Evangelho antes do julgamento final, ecoando a mensagem do fim dos tempos.

7.      Conhecer a Deus: O propósito do julgamento (e da disciplina) é levar o povo a reconhecer quem Deus realmente é ("Então sabereis que eu sou o SENHOR"). 

8.      Em resumo, Ezequiel 7:6 É um alerta severo sobre a inevitabilidade do juízo divino contra o pecado persistente, destacando a justiça de Deus e a necessidade de arrependimento para evitar a desolação, com a redenção sendo encontrada na graça de Cristo. 

 II O CAOS RELIGIOSOS, SOCIAIS E ECONÔMICO

1-Colapso religioso (Ez.7.7)

1.      Pontos Chave do Estudo em Ezequiel 7:7:"Vem o fim, o fim vem sobre os quatro cantos da terra" (v. 2): Uma advertência solene de que o julgamento não poupará ninguém, o "fim" do tempo de tolerância divina chegou para Jerusalém e toda a nação.

2.      "Agora, vem o fim sobre ti, porque enviarei sobre ti a minha ira, e te julgarei conforme os teus caminhos, e trarei sobre ti todas as tuas abominações" (v. 3): Deus aplicará a justiça, retribuindo cada ato de rebeldia e idolatria, sem poupar ou ter misericórdia.

3.      "Meu olho não te poupará, nem terei piedade" (v. 4): A severidade do julgamento é enfatizada; não haverá compaixão humana, apenas a justiça de Deus.

4.      "Então sabereis que eu sou o SENHOR" (v. 4): O propósito do juízo é restaurar o conhecimento de Deus entre Seu povo, revelando Sua santidade e justiça.

5.      "Um mal, eis que um só mal vem" (v. 5): O mal virá como uma sequência imparável, culminando na ruína, um cenário de desolação total.

6.      Reflexão para Hoje: Embora direcionado a Israel, o capítulo serve como um lembrete da seriedade do pecado, da necessidade de arrependimento e do fim do tempo de graça, aplicando-se à rejeição do evangelho no mundo atual. 

 2-O Colapso social (Ez.7.11)

1.      O versículo 11 detalha a consequência direta do pecado de Israel: "A violência cresceu, transformando-se em vara de impiedade":

2.      A injustiça e a opressão: Tornaram-se tão predominantes que se transformaram em um instrumento de castigo.

3.      A maldade do próprio povo gerou a condição para a sua punição.

4.      A "vara de impiedade" é uma metáfora para a consequência natural e o juízo que viriam sobre eles, executados por nações estrangeiras (como a Babilônia) usadas por Deus como Seu instrumento.

5.      "Nada restará deles, nem da sua riqueza, nem da sua glória, nem das suas coisas preciosas": O juízo seria total e abrangente.

6.      Nenhuma classe social, nem mesmo os ricos ou os que tinham status, escaparia. Seus bens materiais e tudo o que valorizavam seriam pilhados e desapareceriam.

7.      O apego à riqueza e aos ídolos feitos com essa riqueza resultaria em total desolação. 

 3-O Colapso econômico (Ez.7.13)

1.      Estudo Bíblico sobre Ezequiel 7:13-O texto de Ezequiel 7:13 (na versão ARA, por exemplo) diz: "Porque o que vende não tornará a possuir o que vendeu, ainda que esteja entre os viventes; pois a visão, no tocante a toda a sua multidão, não voltará atrás, nem alguém se fortificará na iniquidade da sua vida." 

2.      Contexto Profético :O capítulo 7 de Ezequiel é uma mensagem de juízo severo contra toda a nação de Israel, anunciando que "o fim chegou".

3.      Devido à idolatria e à injustiça generalizadas, Deus estava prestes a entregar o povo nas mãos dos babilônios (como instrumento de Sua ira), resultando em desolação e cativeiro. 

4.      2. Análise do Versículo "Porque o que vende não tornará a possuir o que vendeu, ainda que esteja entre os viventes":

5.       Na lei mosaica, as terras herdadas deveriam permanecer nas famílias, com provisões para resgate ou devolução no Ano do Jubileu (a cada 50 anos), para evitar a acumulação permanente de terras e a pobreza extrema.

6.       No entanto, a profecia de Ezequiel anula essa expectativa.

7.       O juízo seria tão completo e a terra seria tão devastada (ou o povo exilado), que mesmo que o vendedor e o comprador ainda estivessem vivos, o sistema normal de propriedade e retorno da herança não funcionaria mais.

8.       A ordem social e legal seria destruída-"Pois a visão, no tocante a toda a sua multidão, não voltará atrás": A profecia é certa e não será revogada.

9.       O julgamento não era apenas para alguns indivíduos, mas para toda a nação ("toda a sua multidão").

10.    Não haveria arrependimento tardio ou sacrifício que pudesse impedir a execução do juízo naquele momento, "nem alguém se fortificará na iniquidade da sua vida"

11.     A riqueza e os bens materiais acumulados por meio da iniquidade não trariam segurança ou salvação.

12.     Em face do julgamento divino, o ouro e a prata seriam lançados às ruas, considerados impuros e inúteis.

13.     A força ou prosperidade que as pessoas encontravam em suas vidas pecaminosas seria ineficaz. 

 III A ANGÚSTIA DO POVO E LÍDERES

1-O povo e o desespero generalizado (Ez.7.18)

1.      O versículo de Ezequiel 7:18 descreve as manifestações externas de um luto profundo e desespero total do povo de Israel diante do juízo iminente de Deus.

2.      Que viria por causa da sua idolatria e pecados. 

3.      O texto diz: "Vestir-se-ão de sacos, e os cobrirá o terror; em todos os rostos haverá vergonha, e sobre todas as suas cabeças, calva." (Ezequiel 7:18, ACF). 

4.      Vestir-se de sacos (pano de saco): Na cultura bíblica, usar panos de saco era um sinal tradicional de luto, tristeza profunda e humilhação.

5.      Era um ato público que demonstrava arrependimento ou desespero diante de uma grande calamidade.

6.      Cobrir-se de terror: Isso indica um medo avassalador e pânico que tomaria conta de todos, sem exceção, devido à severidade do castigo divino.

7.      Em todos os rostos haverá vergonha: A desgraça e a derrota trariam um sentimento coletivo de humilhação, pois a glória e a riqueza que possuíam desapareceriam.

8.      Sobre todas as suas cabeças, calva: Raspar ou arrancar os cabelos era outro sinal extremo de grande aflição e desolação.

9.       Era uma prática comum em tempos de luto intenso, simbolizando a perda de vitalidade e a proximidade da morte. 

 2-A impotência dos ídolos e a ausência de socorro (Ez.7.19)

1.      Análise de Ezequiel 7:19:"Lançarão sua prata nas ruas, e seu ouro será tratado como coisa impura": Em tempos de desespero, a prata e o ouro, símbolos de status e segurança, perdem todo o valor e são descartados como lixo, pois não podem comprar comida nem proteção.

2.      "Incapazes de livrá-los no dia da ira": A riqueza é impotente diante do juízo de Deus, que é soberano sobre todas as coisas materiais.

3.      "Servirão apenas para fazê-los tropeçar na iniquidade": Os próprios bens, que antes eram um motivo de orgulho, tornar-se-ão obstáculos, uma causa de queda e vergonha, pois representam a dependência em coisas que não são Deus. 

4.      Significado Espiritual e Aplicação: Futilidade da Riqueza Material: O versículo serve como um alerta atemporal sobre a transitoriedade dos bens materiais e a loucura de colocar neles a esperança de segurança ou salvação.

5.      Prioridade em Deus: A mensagem central é a importância de buscar a Deus e Sua justiça, pois somente Ele tem valor eterno e pode oferecer verdadeira libertação.

6.      Juízo Expondo Ídolos: Assim como Judá adorava ídolos feitos de ouro e prata, o juízo divino expõe a inutilidade de qualquer coisa que adoramos em vez de Deus, revelando que só Ele é digno de adoração. 

 3-O silêncio dos profetas, sacerdotes e anciãos (Ez.7.26)

Análise do Versículo 7:26

1.      O versículo diz (na versão NTLH):"Haverá desgraça após desgraça, e má notícia depois de má notícia. O povo pedirá que o profeta anuncie a mensagem de Deus, mas os sacerdotes não poderão mais ensinar a Lei, e os líderes não darão conselhos." 

2.      Isso indica várias dimensões do julgamento: Intensidade e Frequência do Sofrimento: A expressão "desgraça após desgraça" (ou "miséria sobre miséria") e "rumor sobre rumor" (más notícias) sugere um acúmulo avassalador de calamidades, sem trégua.

3.      O sofrimento seria contínuo e crescente, um sinal de que a proteção de Deus havia sido removida.

4.      Falha da Liderança Espiritual: Em tempos de crise, o povo naturalmente busca orientação espiritual e sabedoria.

5.      No entanto, o versículo profetiza que as fontes habituais estariam secas: Profetas: Eles não teriam mais visões ou mensagens de Deus para o povo (ou o povo não as buscaria mais ou não as encontraria quando quisesse).

6.      Sacerdotes: A Lei (Torá), que deveria ser ensinada e interpretada pelos sacerdotes, pereceria (seria perdida ou ignorada).

7.      Anciãos/Líderes: Os conselhos dos líderes experientes e sábios se extinguiriam.

8.      Consequência da Desobediência: A ausência de direção e sabedoria é um castigo direto pela rejeição anterior do povo à Lei e aos profetas de Deus. Eles colheriam os amargos resultados de sua própria insensatez e corrupção religiosa. 

 Pr. Capl Carlos Borges(CABB)