quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O FIM VEM SOBRE JERUSALÉM E ISRAEL

 


                                                              Ez.7.1-27

Introdução: O povo confiava na aparência da religião, mas seus atos eram de profunda injustiça, idolatria e rebeldia. Estudar esses textos é um chamado à vigilância espiritual. Ainda hoje, Deus convoca todos a uma vida de arrependimento, pureza, temor e obediência

 I A CHEGA DO FIM

1-A Palavra profética do Senhor (Ez.7.1)

1.      O Fim Chegou: O capítulo 7 é uma declaração de que o tempo de julgamento de Deus contra Judá e Jerusalém havia se cumprido, sem mais chance de atraso ou misericórdia humana para deter a punição.

2.      Violência e Iniquidade: A violência é descrita como a vara de Deus para castigar a maldade crescente do povo, que ignorou os mandamentos divinos e se entregou à idolatria e abominações. 

3.      Significado de Ezequiel 7:1 -"O Fim Chegou" (ou "O Fim Veio"): Esta frase marca o ponto de não retorno; a paciência de Deus se esgotou, e o juízo não pode mais ser evitado.

4.      "Os Quatro Cantos da Terra": Indica que o julgamento não poupará ninguém em Israel, de norte a sul, leste a oeste, destruindo a nação como entidade política e religiosa.

5.      Julgamento Conforme os Caminhos: Deus julgará o povo de acordo com suas próprias ações e abominações, sem piedade, mostrando que Ele é o Senhor. 

6.      Lições Espirituais-Consequências do Pecado: A passagem ensina que viver longe de Deus traz consequências dolorosas, pois o pecado leva à destruição.

7.      Necessidade de Arrependimento: A mensagem é um alerta para a necessidade de se arrepender, buscar a justiça e a retidão, e não confiar em riquezas ou segurança terrena.

8.      A Ira de Deus: Deus, em Sua justiça, derramará Seu furor, e o julgamento será completo, sem compaixão, para que todos saibam quem Ele é. 

9.      Em resumo, Ezequiel 7:1 É um chamado urgente à reflexão sobre o estado espiritual, pois o dia do juízo divino, anunciado pela própria Palavra de Deus, estava batendo à porta de Israel. 

 2-O fim vem e é justo (Ez.7.3)

1.      Pontos Chave do Estudo: "O fim chegou": Uma declaração solene de que o tempo de tolerância divina para o pecado de Israel havia terminado, com o julgamento iminente e abrangente sobre todas as terras.

2.      "Meu olho não te poupará, nem terei piedade": Deus não reterá Seu julgamento; a "piedade" aqui se refere à ação, não à emoção, indicando que não haverá intervenção para impedir o castigo merecido por suas ações.

3.      Julgamento pelas Ações: Deus julgou o povo segundo seus próprios caminhos e abominações, mostrando que a iniquidade traz consequências e fortalece o mal em vez de fortalecer a vida.

4.      Propósito do Juízo: Apesar da severidade, o julgamento tinha um propósito redentor: expor a inutilidade dos ídolos e levar o povo ao conhecimento e arrependimento, para um retorno a um relacionamento verdadeiro com Deus.

5.      Relevância Atual: A mensagem ressoa hoje como um alerta contra a idolatria moderna (riqueza, poder, status) e a rejeição do evangelho, lembrando que o tempo de graça é limitado e que a justiça de Deus é séria, mas também graciosa em seu chamado ao arrependimento. 

 3-O fim vem e é urgente (Ez.7.6)

1.      Significado de Ezequiel 7:6"O fim chegou para ti": Sinaliza o término do tempo de graça e oportunidade para Israel.

2.      "Enviarei a minha ira": A ira de Deus é justa, aplicada como retribuição pelo pecado.

3.      "Julgar-te-ei segundo os teus caminhos": O julgamento será proporcional às obras e atitudes do povo.

4.      "Meus olhos não te pouparão, nem terei piedade": Deus não mostrará misericórdia, pois o povo rejeitou Seus caminhos. 

5.      Aplicação para Hoje :Seriedade do Pecado: Ezequiel 7 nos lembra que Deus leva o pecado a sério e que a rebelião contra Ele tem consequências.

6.      Tempo de Graça: Assim como Jerusalém, o mundo tem um tempo limitado para responder ao Evangelho antes do julgamento final, ecoando a mensagem do fim dos tempos.

7.      Conhecer a Deus: O propósito do julgamento (e da disciplina) é levar o povo a reconhecer quem Deus realmente é ("Então sabereis que eu sou o SENHOR"). 

8.      Em resumo, Ezequiel 7:6 É um alerta severo sobre a inevitabilidade do juízo divino contra o pecado persistente, destacando a justiça de Deus e a necessidade de arrependimento para evitar a desolação, com a redenção sendo encontrada na graça de Cristo. 

 II O CAOS RELIGIOSOS, SOCIAIS E ECONÔMICO

1-Colapso religioso (Ez.7.7)

1.      Pontos Chave do Estudo em Ezequiel 7:7:"Vem o fim, o fim vem sobre os quatro cantos da terra" (v. 2): Uma advertência solene de que o julgamento não poupará ninguém, o "fim" do tempo de tolerância divina chegou para Jerusalém e toda a nação.

2.      "Agora, vem o fim sobre ti, porque enviarei sobre ti a minha ira, e te julgarei conforme os teus caminhos, e trarei sobre ti todas as tuas abominações" (v. 3): Deus aplicará a justiça, retribuindo cada ato de rebeldia e idolatria, sem poupar ou ter misericórdia.

3.      "Meu olho não te poupará, nem terei piedade" (v. 4): A severidade do julgamento é enfatizada; não haverá compaixão humana, apenas a justiça de Deus.

4.      "Então sabereis que eu sou o SENHOR" (v. 4): O propósito do juízo é restaurar o conhecimento de Deus entre Seu povo, revelando Sua santidade e justiça.

5.      "Um mal, eis que um só mal vem" (v. 5): O mal virá como uma sequência imparável, culminando na ruína, um cenário de desolação total.

6.      Reflexão para Hoje: Embora direcionado a Israel, o capítulo serve como um lembrete da seriedade do pecado, da necessidade de arrependimento e do fim do tempo de graça, aplicando-se à rejeição do evangelho no mundo atual. 

 2-O Colapso social (Ez.7.11)

1.      O versículo 11 detalha a consequência direta do pecado de Israel: "A violência cresceu, transformando-se em vara de impiedade":

2.      A injustiça e a opressão: Tornaram-se tão predominantes que se transformaram em um instrumento de castigo.

3.      A maldade do próprio povo gerou a condição para a sua punição.

4.      A "vara de impiedade" é uma metáfora para a consequência natural e o juízo que viriam sobre eles, executados por nações estrangeiras (como a Babilônia) usadas por Deus como Seu instrumento.

5.      "Nada restará deles, nem da sua riqueza, nem da sua glória, nem das suas coisas preciosas": O juízo seria total e abrangente.

6.      Nenhuma classe social, nem mesmo os ricos ou os que tinham status, escaparia. Seus bens materiais e tudo o que valorizavam seriam pilhados e desapareceriam.

7.      O apego à riqueza e aos ídolos feitos com essa riqueza resultaria em total desolação. 

 3-O Colapso econômico (Ez.7.13)

1.      Estudo Bíblico sobre Ezequiel 7:13-O texto de Ezequiel 7:13 (na versão ARA, por exemplo) diz: "Porque o que vende não tornará a possuir o que vendeu, ainda que esteja entre os viventes; pois a visão, no tocante a toda a sua multidão, não voltará atrás, nem alguém se fortificará na iniquidade da sua vida." 

2.      Contexto Profético :O capítulo 7 de Ezequiel é uma mensagem de juízo severo contra toda a nação de Israel, anunciando que "o fim chegou".

3.      Devido à idolatria e à injustiça generalizadas, Deus estava prestes a entregar o povo nas mãos dos babilônios (como instrumento de Sua ira), resultando em desolação e cativeiro. 

4.      2. Análise do Versículo "Porque o que vende não tornará a possuir o que vendeu, ainda que esteja entre os viventes":

5.       Na lei mosaica, as terras herdadas deveriam permanecer nas famílias, com provisões para resgate ou devolução no Ano do Jubileu (a cada 50 anos), para evitar a acumulação permanente de terras e a pobreza extrema.

6.       No entanto, a profecia de Ezequiel anula essa expectativa.

7.       O juízo seria tão completo e a terra seria tão devastada (ou o povo exilado), que mesmo que o vendedor e o comprador ainda estivessem vivos, o sistema normal de propriedade e retorno da herança não funcionaria mais.

8.       A ordem social e legal seria destruída-"Pois a visão, no tocante a toda a sua multidão, não voltará atrás": A profecia é certa e não será revogada.

9.       O julgamento não era apenas para alguns indivíduos, mas para toda a nação ("toda a sua multidão").

10.    Não haveria arrependimento tardio ou sacrifício que pudesse impedir a execução do juízo naquele momento, "nem alguém se fortificará na iniquidade da sua vida"

11.     A riqueza e os bens materiais acumulados por meio da iniquidade não trariam segurança ou salvação.

12.     Em face do julgamento divino, o ouro e a prata seriam lançados às ruas, considerados impuros e inúteis.

13.     A força ou prosperidade que as pessoas encontravam em suas vidas pecaminosas seria ineficaz. 

 III A ANGÚSTIA DO POVO E LÍDERES

1-O povo e o desespero generalizado (Ez.7.18)

1.      O versículo de Ezequiel 7:18 descreve as manifestações externas de um luto profundo e desespero total do povo de Israel diante do juízo iminente de Deus.

2.      Que viria por causa da sua idolatria e pecados. 

3.      O texto diz: "Vestir-se-ão de sacos, e os cobrirá o terror; em todos os rostos haverá vergonha, e sobre todas as suas cabeças, calva." (Ezequiel 7:18, ACF). 

4.      Vestir-se de sacos (pano de saco): Na cultura bíblica, usar panos de saco era um sinal tradicional de luto, tristeza profunda e humilhação.

5.      Era um ato público que demonstrava arrependimento ou desespero diante de uma grande calamidade.

6.      Cobrir-se de terror: Isso indica um medo avassalador e pânico que tomaria conta de todos, sem exceção, devido à severidade do castigo divino.

7.      Em todos os rostos haverá vergonha: A desgraça e a derrota trariam um sentimento coletivo de humilhação, pois a glória e a riqueza que possuíam desapareceriam.

8.      Sobre todas as suas cabeças, calva: Raspar ou arrancar os cabelos era outro sinal extremo de grande aflição e desolação.

9.       Era uma prática comum em tempos de luto intenso, simbolizando a perda de vitalidade e a proximidade da morte. 

 2-A impotência dos ídolos e a ausência de socorro (Ez.7.19)

1.      Análise de Ezequiel 7:19:"Lançarão sua prata nas ruas, e seu ouro será tratado como coisa impura": Em tempos de desespero, a prata e o ouro, símbolos de status e segurança, perdem todo o valor e são descartados como lixo, pois não podem comprar comida nem proteção.

2.      "Incapazes de livrá-los no dia da ira": A riqueza é impotente diante do juízo de Deus, que é soberano sobre todas as coisas materiais.

3.      "Servirão apenas para fazê-los tropeçar na iniquidade": Os próprios bens, que antes eram um motivo de orgulho, tornar-se-ão obstáculos, uma causa de queda e vergonha, pois representam a dependência em coisas que não são Deus. 

4.      Significado Espiritual e Aplicação: Futilidade da Riqueza Material: O versículo serve como um alerta atemporal sobre a transitoriedade dos bens materiais e a loucura de colocar neles a esperança de segurança ou salvação.

5.      Prioridade em Deus: A mensagem central é a importância de buscar a Deus e Sua justiça, pois somente Ele tem valor eterno e pode oferecer verdadeira libertação.

6.      Juízo Expondo Ídolos: Assim como Judá adorava ídolos feitos de ouro e prata, o juízo divino expõe a inutilidade de qualquer coisa que adoramos em vez de Deus, revelando que só Ele é digno de adoração. 

 3-O silêncio dos profetas, sacerdotes e anciãos (Ez.7.26)

Análise do Versículo 7:26

1.      O versículo diz (na versão NTLH):"Haverá desgraça após desgraça, e má notícia depois de má notícia. O povo pedirá que o profeta anuncie a mensagem de Deus, mas os sacerdotes não poderão mais ensinar a Lei, e os líderes não darão conselhos." 

2.      Isso indica várias dimensões do julgamento: Intensidade e Frequência do Sofrimento: A expressão "desgraça após desgraça" (ou "miséria sobre miséria") e "rumor sobre rumor" (más notícias) sugere um acúmulo avassalador de calamidades, sem trégua.

3.      O sofrimento seria contínuo e crescente, um sinal de que a proteção de Deus havia sido removida.

4.      Falha da Liderança Espiritual: Em tempos de crise, o povo naturalmente busca orientação espiritual e sabedoria.

5.      No entanto, o versículo profetiza que as fontes habituais estariam secas: Profetas: Eles não teriam mais visões ou mensagens de Deus para o povo (ou o povo não as buscaria mais ou não as encontraria quando quisesse).

6.      Sacerdotes: A Lei (Torá), que deveria ser ensinada e interpretada pelos sacerdotes, pereceria (seria perdida ou ignorada).

7.      Anciãos/Líderes: Os conselhos dos líderes experientes e sábios se extinguiriam.

8.      Consequência da Desobediência: A ausência de direção e sabedoria é um castigo direto pela rejeição anterior do povo à Lei e aos profetas de Deus. Eles colheriam os amargos resultados de sua própria insensatez e corrupção religiosa. 

 Pr. Capl Carlos Borges(CABB) 

sábado, 10 de janeiro de 2026

O CHAMADO DE EZEQUIEL

 

O CHAMADO DE EZEQUIEL

Ez.2.1-3..[´~]] 4

Introdução: A designação do profeta (2.1a) o Senhor dirige-se a Ezequiel como o filho do homem. Somente Ezequiel, de todos os profetas, é tratado dessa forma. Essa designação é um lembrete ao homem chamado para o ministério profético de que ele continua uma criatura frágil e finita.

 I DEUS CHAMA EZEQUIEL

1-Põe-te em Pé (Ez.2.1)

1.      Pontos Chave de Estudo: "Filho do Homem": Um título que ressalta a humanidade de Ezequiel, contrastando com a divindade de Deus, mas também o conecta à humanidade que ele representa e à qual ele é enviado para falar.

2.      "Põe-te em pé": Após cair prostrado diante da visão da glória de Deus, o comando divino o restaura e o capacita. Isso simboliza que a obra de Deus exige vigor e não pode ser realizada por quem está abatido ou desanimado, sendo o Espírito Santo quem confere essa força.

3.      "E falarei contigo": A voz de Deus é clara e definida, indicando que o profeta seria um canal direto de Sua Palavra. A mensagem, embora muitas vezes de juízo contra o pecado, sempre carrega a intenção de restaurar.

4.      Contexto: Ezequiel estava no exílio na Babilônia, longe de sua terra natal, e a visão inicial (capítulo 1) o confrontou com a majestade e santidade de Deus, culminando em sua prostração e posterior chamado para servir.

5.      Aplicação: Assim como Ezequiel, somos chamados a ouvir a voz de Deus, ser fortalecidos pelo Seu Espírito para proclamar Sua mensagem (tanto de juízo quanto de salvação) a um mundo caído, independentemente da oposição. 

 2- “Eu te envio” (Ez.2.3)

1.      Contexto: A Visão e o Chamado-Visão da Glória de Deus: Ezequiel 1 descreve a visão gloriosa e a presença de Deus, que o comissiona em Ezequiel 2.

2.      "Filho do Homem": Deus se dirige a Ezequiel com este título, conectando-o à humanidade e à sua missão terrena.

3.      A Missão: Ezequiel é enviado com a Palavra de Deus para Israel, um povo já em rebelião. 

4.       O Povo: Rebeldes e Desobedientes "Nações Rebeldes": A descrição é clara: Israel e seus pais transgrediram contra Deus repetidamente.

5.      Coração Endurecido: São descritos como teimosos e desobedientes, necessitando de um alerta divino.

6.      O Objetivo da Mensagem: Não era apenas condenação, mas um convite para que deixassem a rebeldia e voltassem a Deus, pois Ele não deseja a morte do ímpio, mas sua salvação. 

7.       A Mensagem e o Profeta: Coragem e Fidelidade "Não os temas": Instrução direta para Ezequiel não temer o povo, mesmo diante de sua resistência, espinhos e escorpiões (dificuldades e perigos).

8.      Fidelidade à Mensagem: A ordem é para proclamar a verdade de Deus, independentemente da reação do povo, sendo uma “atalaia” (vigia) fiel.

9.      Relevância Atual: A mensagem se aplica hoje: O povo de Deus deve ser corajoso e fiel, não se tornando rebelde ou cúmplice do pecado, mas anunciando a verdade e a esperança, mesmo quando difícil. 

 3- “Não temas nem te assustes” (Ez.2.6)

1.      Pontos-chave para Estudo: "Não temas": É uma ordem direta de Deus para Ezequiel, repetindo a instrução de não se intimidar pela rebeldia do povo.

2.      "Filho do Homem": Título que identifica Ezequiel como representante da humanidade, mas também como um instrumento de Deus.

3.      "Sarças e espinhos" / "Escorpiões": Metáforas para as dificuldades, oposição, palavras ásperas e perigos que o profeta enfrentaria ao entregar a mensagem divina.

4.      "Casa rebelde": Refere-se ao povo de Israel, que, apesar de ser o povo escolhido, se rebelava constantemente contra Deus, tornando a mensagem 

 II DEUS CAPACITA EZEQUIEL

1-Advertindo (Ez.2.8)

1.      Contexto do Chamado- O Chamado de Ezequiel: O capítulo 2 descreve a visão de Ezequiel onde ele é comissionado por Deus (o "Filho do Homem") para ser Sua voz.

2.      A Ordem: Deus diz a Ezequiel para ouvir, não ser rebelde como Israel, e comer o rolo que Ele lhe entrega.

3.      O Rolo: Contém lamento, pranto e ais, representando a dura mensagem de julgamento divino contra a rebelião de Israel. 

4.      Significado de Ezequiel 2:8-"Filho do Homem": Título usado por Deus para se referir a Ezequiel, destacando sua humanidade e sua missão.

5.      "Não sejas rebelde como aquela casa rebelde": Um chamado à obediência e fidelidade, contrastando com a desobediência contínua de Israel.

6.      "Abre a tua boca, e come o que eu te dou": Simboliza a necessidade de Ezequiel receber profundamente a Palavra de Deus (mesmo sendo uma mensagem de dor) para então proclamá-la fielmente, como um alimento espiritual para o povo. 

7.      Aplicação para Hoje: Disposição para Ouvir: Assim como Ezequiel, somos chamados a ouvir e receber a Palavra de Deus, mesmo quando ela nos confronta ou traz verdades difíceis.

8.      Fidelidade na Mensagem: A responsabilidade do profeta (e de todo cristão) é proclamar a verdade de Deus, não importando as circunstâncias ou a oposição.

9.      O Poder da Palavra: A Palavra de Deus, assim como o rolo entregue a Ezequiel, deve ser "comida" (internalizada) para transformar quem a recebe e capacitar para o ministério. 

 2-Alimentando-se da Palavra (Ez.3.3)

1.      Contexto e Significado: O Rolo: Representa a Palavra de Deus, contendo suas leis, juízos e mensagem para o povo, que estava no exílio babilônico.

2.      "Coma e Encha o Seu Ventre": Não é um ato literal de comer, mas uma ação simbólica de absorção e assimilação completa da Palavra.

3.      Ezequiel precisava que a mensagem se tornasse parte dele, não apenas um conhecimento superficial, para que pudesse falar com autoridade.

4.      "Doce como o Mel": Inicialmente, a Palavra de Deus era agradável e prazerosa para Ezequiel (como o mel), pois vinha do Senhor. Isso reflete a alegria de receber uma revelação divina, como em Salmos 119:103 (Tua palavra é mais doce que o mel).

5.      A Contradição: Embora doce ao paladar, a mensagem continha juízo e advertência para um povo rebelde. Isso prenuncia a amargura e dificuldade do ministério de Ezequiel, pois ele teria que entregar palavras duras, mesmo que a fonte fosse doce. 

6.      Aplicação para Hoje: Alimentação Espiritual: Assim como Ezequiel, precisamos nos "alimentar" da Palavra de Deus (estudando, meditando, orando) para fortalecer nossa fé e sabedoria antes de compartilharmos com outros.

7.      Internalização: Não basta ler a Bíblia; é preciso digerir, internalizar e deixar que ela transforme nosso ser para que possamos proclamá-la com poder e verdade.

8.      Dever Profético: Deus nos chama a ser "atalaias", e isso exige uma imersão na Sua Palavra para que possamos falar, mesmo quando for difícil ou impopular, como um chamado para arrependimento e vida. 

 3-Autorizando (Ez.3.11)

1.      Pontos-chave do Estudo Bíblico em Ezequiel 3:11:O Chamado e a Missão: Deus chama Ezequiel, um sacerdote exilado na Babilônia, para ser a voz de Deus para o seu próprio povo, que estava em cativeiro e era "dura cerviz" (obstinado).

2.      O "Atalaia": Ezequiel é constituído como uma “atalaia” ou "sentinela" (Ez.33:7), com a responsabilidade de alertar o povo sobre o perigo e as consequências de sua desobediência, mesmo que eles não o ouçam.

3.      A Responsabilidade do Mensageiro: A ordem é clara: "fala com eles, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus", quer ouçam, quer deixem de ouvir.

4.      A responsabilidade de falar a verdade de Deus é intransferível.

5.      A Internalização da Palavra (Ezequiel 3:1-3): Antes de ir, Deus ordena que Ezequiel coma um rolo (pergaminho) que continha palavras de lamento, luto e aflição.

6.      Isso simboliza que a Palavra de Deus precisa ser totalmente absorvida e se tornar parte do profeta, moldando-o antes de ser proclamada.

7.      Aplicação para Hoje: Fidelidade: Assim como Ezequiel, os crentes são chamados a entregar a mensagem de Deus sem modificá-la, independentemente da recepção.

8.      Preparação: Antes de pregar ou testemunhar, a Palavra de Deus deve ser "digerida" e internalizada, transformando o mensageiro.

9.        Dependência de Deus: A missão é de Deus, e o poder para realizá-la vem Dele, reconhecendo a nossa própria humanidade e fraqueza. 

 III DEUS O CONSTITUIU COMO ATALAIA

1-Eu te dei por Atalaia (Ez.3.17)

1.      Contexto do Versículo (Ezequiel 3.17) - "Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel": Deus confere a Ezequiel uma função de vigilância, um vigia que deve estar alerta para o povo.

2.      "Tu da minha boca ouvirás a palavra e avisá-los-ás da minha parte": A mensagem não é de Ezequiel, mas de Deus. Ele é um canal direto, recebendo a palavra e transmitindo-a. 

3.      A Função do Atalaia (Versículos 18-21) -Responsabilidade pelo Ímpio: Se Deus avisa o ímpio da morte e Ezequiel não o adverte, o ímpio morre, mas Deus cobrará o sangue dele de Ezequiel (v. 18).

4.      Responsabilidade pelo Ímpio (Cumprida): Se Ezequiel avisa e o ímpio não se converte, o ímpio morre, mas Ezequiel salva sua própria vida (v. 19).

5.      Responsabilidade pelo Justo: Se o justo se desvia e Ezequiel não o avisa, o justo morre no seu pecado, mas Ezequiel será responsável (v. 20).

6.      Responsabilidade pelo Justo (Cumprida): Se Ezequiel avisa o justo e ele não peca, ele viverá, e Ezequiel estará livre (v. 21). 

 2-Fala ao ímpio (3.18)

Pontos-chave para Estudo

1.      Responsabilidade Pessoal: Cada indivíduo é responsável por seus atos, e o "pecado dos pais não recai sobre os filhos" (conceito expandido em Ezequiel 18).

2.      A Missão do Profeta: Ezequiel deve entregar a palavra de Deus sem se preocupar com o resultado da conversão do ouvinte, pois sua fidelidade é o que importa.

3.      Graça e Advertência: A condição para a vida não é apenas o aviso, mas a decisão do indivíduo de se converter e viver, como visto nos versículos seguintes (Ezequiel 3:19-21).

4.      Significado para Hoje: Aplica-se à igreja e aos crentes: somos chamados a proclamar a Palavra de Deus (Evangelho), não forçando a conversão, mas alertando para a salvação, sendo responsáveis pela mensagem e não pelo resultado final. 

5.      "Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares..." (Ezequiel 3:18) mostra o peso da responsabilidade de um líder ou crente em compartilhar a verdade e o Evangelho, mesmo quando impopular, para que ninguém possa dizer que não foi avisado. 

 3-Fala ao justo (Ez.3.21)

1.      Análise do Versículo (Ezequiel 3.21) -"Mas, se tu advertires o justo, para que o justo não peque, e ele não pecar, certamente viverá, porque foi advertido; e tu livraste a tua alma."

2.      Este versículo aborda especificamente a situação do justo que está em risco de se desviar.

3.      A Advertência: O profeta (e, por extensão, o crente hoje) tem o dever de alertar um justo sobre o perigo do pecado ou de um caminho errado.

4.      A advertência deve ser clara e baseada na lei e nos mandamentos de Deus.

5.      A Resposta do Justo: Se a pessoa justa ouve o aviso e se desvia do mal, ela viverá ("certamente viverá") por ter sido advertida.

6.      Isso demonstra a importância do arrependimento e da obediência contínua.

7.      A Responsabilidade do Atalaia: Ao cumprir sua função de alertar, a atalaia (Ezequiel) livra sua própria alma da culpa.

8.      A responsabilidade do sangue (a morte espiritual) não recai sobre o mensageiro se ele transmitir a mensagem de Deus, independentemente da resposta da pessoa. 

1.      Responsabilidade Pessoal: Cada indivíduo é responsável por suas próprias escolhas diante de Deus.

Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)


domingo, 4 de janeiro de 2026

O LIVRO DE EZEQUIEL E SUA VSÃO INAUGURAL

 


Ez.1.1-14, 26-28

Introdução: Nada se sabe da sua vida à parte daquilo que é contido no livro que leva seu nome, nem existe tradição alguma que nos diga onde ou como morreu. Sabemos que era casado, e que sua esposa morreu na ocasião da queda de Jerusalém (24:18).

 I O LIVRO

1-Estilo e contexto histórico (Ez.1.1

Pontos-chave dos estudos:

1.      Contexto Histórico: Ezequiel, um sacerdote, estava no exílio em Babilônia (junto ao rio Quebar) quando recebeu a visão, no quinto ano do cativeiro de Joaquim (cerca de 593 a.C.).

2.      Propósito da Visão: Revelar que Deus não estava restrito ao Templo em Jerusalém, mas podia manifestar Sua glória e presença onde Seu povo estivesse, mesmo no exílio, trazendo uma mensagem de esperança e de julgamento.

3.      Natureza da Visão (Teofania): Uma manifestação sobrenatural da presença e glória de Deus, usando linguagem simbólica e figuras impressionantes para descrever o indescritível.

4.      Símbolos Centrais: Os Quatro Seres Viventes (Querubins): Aparência humana com quatro rostos (homem, leão, boi, águia) e quatro asas, representando poder, inteligência e mobilidade divina.

5.      As Rodas (Ophanim): Rodas dentro de rodas, cheias de olhos, que se moviam com os querubins, simbolizando o conhecimento e a onipresença de Deus.

6.      O Trono e a Figura Humana: Uma figura semelhante a um homem sobre um trono de safira, cercada por fogo e um resplendor como o arco-íris, representando a majestade e a glória de Deus.

7.      Impacto no Profeta: Ezequiel ficou tão maravilhado e atemorizado que caiu com o rosto em terra, sentindo o poder do Espírito Santo.

8.      Gênero Apocalíptico: A visão se encaixa no gênero apocalíptico, comum em Ezequiel, Daniel e Apocalipse, caracterizado por imagens fantásticas e simbólicas para revelar verdades divinas. 

9.      Esses estudos enfatizam que, apesar da dificuldade em interpretar cada detalhe, a mensagem principal é a grandiosidade de Deus e Seu chamado para Ezequiel ser um mensageiro fiel em tempos difíceis. 

 

2-O objetivo (Ez.1.3)

Pontos Chave de Ezequiel 1:3:

·        "Veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote": Indica uma comunicação direta e específica de Deus, não uma interpretação, a um sacerdote, mostrando a seriedade do chamado.

·        "Na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar": Situa o evento no exílio babilônico, um local de desgraça para os israelitas, destacando que Deus fala mesmo em lugares de sofrimento e desespero.

·        "E ali esteve sobre ele a mão do Senhor": Sinaliza o poder e a autoridade de Deus agindo sobre Ezequiel, preparando-o para a tarefa profética, uma experiência de poder divino. 

Temas para Estudo:

1.      Vocação Profética: Ezequiel 1-3 detalha o chamado, onde Deus o capacita a ser um atalaia, um alerta para um povo rebelde.

2.      O Contexto do Exílio: O livro começa com o povo em desespero, e a missão de Ezequiel é levar a Palavra de Deus nesse cenário de dor, desafiando-os ao arrependimento.

3.      A Mão do Senhor: O toque de Deus não é para conforto, mas para capacitar e impulsionar o profeta a uma tarefa árdua, como visto nos capítulos seguintes.

4.      A Glória de Deus: O verso introduz a visão da glória de Deus que se manifesta, abrindo caminho para as complexas visões dos seres viventes e do trono.

5.      Sacerdote e Profeta: Ezequiel era sacerdote, mas se torna profeta, unindo a responsabilidade litúrgica à responsabilidade de falar a Palavra de Deus ao povo. 

3-Temas centrais (Ez.1.4)

Principais Pontos de Estudo: O Contexto: Ezequiel foi chamado para profetizar no exílio babilônico, um período de dor e desesperança para Israel, e precisava de uma visão poderosa para transmitir a mensagem de Deus.

·        A Visão da Tempestade: O versículo descreve uma "tempestade" vinda do Norte, com fogo, um brilho intenso (âmbar/bronze) e um resplendor ao redor, representando a majestade e o poder divino.

·        Os Seres Viventes (Querubins): Quatro criaturas com características humanas e animais (rostos de homem, leão, boi, águia) e asas, que se moviam com rodas cheias de olhos, sem precisar virar o corpo, indicando onisciência e movimento divino.

·        Gênero Apocalíptico: A visão é um exemplo de literatura apocalíptica, usando imagens fantásticas para comunicar verdades teológicas profundas sobre o caráter de Deus e Seu juízo.

·        Significado Teológico: Simboliza:

ü  A presença soberana de Deus, mesmo em meio ao sofrimento e ao cativeiro.

ü  O julgamento de Deus contra a desobediência de Israel.

ü  O poder e a ação de Deus na história.

ü  Um chamado para Ezequiel ser a voz de Deus, ecoando Sua Palavra para o mundo. 

 II A VISÃO DA GLÓRIA DE DEUS

1-Os seres viventes (Ez.1.5)

Principais Pontos de Estudo em Ezequiel 1:5-14:

1.      Os Seres Viventes (Querubins):

·        Aparência: Semelhantes a homens, mas com quatro rostos (homem, leão, boi, águia) e quatro asas.

·        Movimento: Andavam para a frente, sem virar, com as asas tocando-se e cobrindo o corpo.

·        Pés: Como os de bezerro, brilhando como bronze polido, simbolizando andar reto e puro.

·        Mãos: Mãos de homem sob as asas, indicando capacidade de ação.

2.      As Rodas (Ofanim):

·        Uma roda dentro da outra, cheias de olhos em seus aros, movendo-se com os querubins, indicando a presença onisciente de Deus.

3.      Contexto da Visão:

·        Ocorre no exílio babilônico (rio Quebar) e introduz a glória de Deus, mostrando que Ele não está limitado a Jerusalém.

·        É uma visão teofânica (manifestação de Deus), complexa e cheia de simbolismo, típica do gênero apocalíptico.

4.      Significado Teológico:

·        Santidade e Majestade: Os seres e rodas representam a santidade, poder e movimento da presença de Deus.

·        Chamado Profético: A visão prepara Ezequiel para sua missão de levar a palavra de Deus ao povo em desespero.

·        Deus em Todo Lugar: Mesmo no exílio, Deus é glorioso e presente. 

 2-As rodas (Ez.1.16)

v  Quatro Rostos: Os seres possuíam faces de homem, leão, boi (ou touro) e águia. Tradicionalmente, esses rostos representam diferentes atributos ou aspectos da soberania e glória de Deus, ou, em algumas interpretações cristãs, os quatro Evangelhos: Homem: Simboliza inteligência, sabedoria e a imagem moral de Deus.

v  Leão: Representa majestade, força e realeza (Cristo como Rei).

v  Boi/Touro: Simboliza força, serviço e sacrifício (Cristo como Servo sofredor).

v  Águia: Representa soberania, natureza divina, visão celestial e rapidez de ação (Cristo como Deus).

v  Em conjunto, a combinação de rostos pode abranger todos os atributos que Deus possui, mostrando Sua onipresença e onisciência (tinham olhos por todo o corpo em outras descrições, como em Ezequiel 10).

1.       Quatro Asas: As asas indicam mobilidade e a capacidade de realizar a vontade de Deus de forma rápida e eficiente.

2.        Na visão, duas asas tocavam as dos seres ao lado (sugerindo unidade e cooperação), e as outras duas cobriam o corpo (sugerindo reverência e humildade diante da glória de Deus).

 3-O firmamento e o trono (Ez,1.26)

Principais pontos de estudo em Ezequiel 1:26:

v  O Trono de Safira: Simboliza a realeza e santidade de Deus, usando uma pedra preciosa associada ao céu e à pureza, como visto em Êxodo 24:10.

v  A Figura Humana: Uma semelhança de um homem sobre o trono, com aparência de fogo e um resplendor ao redor, revelando a glória de Deus de forma visível, embora ainda envolta em mistério e poder, segundo a Nova Versão Internacional e outras fontes.

v  Contexto da Visão: Faz parte de uma narrativa apocalíptica complexa (querubins, rodas, etc.) que busca expressar a majestade de Deus e a Sua presença no meio do exílio, conforme relatos como os do Canal da CNBB e YouTube.

v  Simbolismo: A visão descreve a glória do Senhor, com o arco-íris (sinal de aliança) e o fogo (purificação e poder), demonstrando a presença de Deus em meio à Sua criação e julgamento, como explicado em vários estudos bíblicos. 

 III OS SIGNIFICADOS  DA VISÃO

1-A presença de Deus (Ez.1.26)

1.       Ezequiel 1:26- Vê Deus sentado num Trono, na semelhança de um homem.

2.       Esta visão- Mostra que quando Deus resolve revelar-se plenamente, Ele o faz em forma humana- mediante Jesus Cristo (cf: Fp.2.5-7)

3.       Descreve a visão da glória de Deus, focando no trono celestial: uma estrutura semelhante a um trono de safira.

4.       Sobre o firmamento, e uma figura humana (representação de Deus) sobre ele, com brilho de fogo e resplendor, semelhante ao arco-íris, simbolizando a presença e a majestade divina. 

5.       Estudos destacam o caráter apocalíptico da visão, a complexidade dos elementos (querubins, rodas, trono) como tentativa humana de descrever o indescritível, e a profunda experiência de Deus que levou Ezequiel à prostração

 2-A Gloria de Deus (Ez.1.28a)

Estudos e Interpretações de Ezequiel 1:28a

·        Aparência do Arco-Íris: A visão da glória de Deus é comparada ao "aspecto do arco que aparece nas nuvens em dia de chuva".

·        O arco-íris, na teologia bíblica, remete diretamente à aliança de Deus com Noé (Gênesis 9), sendo um sinal visível e notável da promessa divina de que Ele não destruiria a terra novamente por meio de um dilúvio.

·        Simbolismo da Aliança e Misericórdia: No contexto de Ezequiel, que profetiza em meio ao exílio babilônico e ao julgamento iminente sobre Judá, o arco-íris serve como um poderoso símbolo de esperança e fidelidade divina.

·        Ele aparece após a "tempestade" da manifestação da glória e do juízo de Deus, indicando que, mesmo no meio da disciplina, a misericórdia e as promessas de Deus permanecem firmes.

·        Glória Indescritível: A descrição da glória de Deus utiliza linguagem simbólica e imagens para descrever o indescritível. Ezequiel usa o arco-íris como uma analogia visual para a luz e o resplendor ao redor do trono de Deus, reconhecendo a majestade e a transcendência divinas que vão além da compreensão humana.

·        Reação Humana: O versículo 28 continua com a reação de Ezequiel: "Ao ver isto, caí com o rosto em terra".

·         Essa prostração demonstra um profundo temor, reverência e adoração diante da magnitude da presença e da santidade de Deus.

·        Contexto da Visão: A visão de Ezequiel, em seu primeiro capítulo, é uma teofania (manifestação visível de Deus) que ocorreu junto ao rio Quebar, na Babilônia, para mostrar aos exilados que Deus estava presente com eles, em qualquer lugar, e que ainda tinha um plano de restauração para Seu povo, apesar da destruição do templo em Jerusalém. 

 3-A soberania de Deus (Ez.1.28b)

Estudos e Análises do Versículo

·        Reverência e Temor: A reação imediata de Ezequiel — prostrar-se com o rosto em terra — demonstra um profundo senso de humildade, reverência e temor diante da majestade e santidade de Deus. Essa é uma resposta comum na Bíblia quando humanos se deparam com a glória divina (outros exemplos incluem Pedro em Lucas 5:8 e João em Apocalipse 1:17).

·        Reconhecimento da Glória Divina: A visão descrita no capítulo 1, com seus detalhes simbólicos (quatro seres viventes, rodas, o firmamento e o trono), serve para ilustrar a indescritível glória e soberania de Deus. Ezequiel reconhece que está na presença do próprio Senhor, o que o leva a essa postura de submissão total.

·        Preparação para o Chamado: A experiência da glória de Deus e a subsequente prostração de Ezequiel são um prelúdio necessário para o seu chamado profético. Ver a Deus em Sua majestade ajuda o profeta a apreciar o caráter divino e a se preparar para a difícil tarefa de pregar a uma "casa rebelde de Israel".

·        Ouvir a Voz de Deus: A parte final do versículo ("e ouvi a voz de quem falava") é crucial. Somente após a humilhação e a reverência diante da glória de Deus é que Ezequiel está pronto para receber a palavra e a missão divinas. Isso sugere que uma perspectiva correta de Deus é fundamental para a obediência e para o ministério. 

Pr. Capl. Carlos Borges (CABB