quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A QUEDA DO QUERUBIM UNGIDO

 

Ez.28.1-17

Introdução: O Principe de Tiro, Itobaal II, o seu pecado foi se achar que era um Deus. O pecado de Tiro pode ser resumido na soberba no maioral do país, o príncipe. Citando o que o príncepe disse, Ezequiel o condena pela sua própria boca.

 I DE QUEM  TRATA ESTE TEXTO?

*1-Eu sou deus (Ez.28.2)

Principais Pontos de Estudo sobre Ezequiel 28:2:

1.      Contexto Histórico: O rei de Tiro (chamado de príncipe/Nagid) se exaltou, confiando em sua sabedoria e comércio, esquecendo que era um mortal, o que provocou a ira divina.

2.      O Pecado da Arrogância: A declaração "Eu sou um deus" reflete a auto deificação, uma tentativa humana de ignorar a soberania de Deus e a própria mortalidade.

3.      Juízo contra a soberba: A punição anunciada inclui a vinda de estrangeiros (estrangeiros sanguinários) para destruir a cidade e matar o rei, provando que nem riqueza nem poder escapam da justiça divina.

4.      Interpretação Dupla: Embora o contexto imediato seja o rei de Tiro, muitos estudiosos interpretam a linguagem poética (do v. 11 em diante) como uma tipologia que aponta para a queda de Satanás, o poder por trás da arrogância humana. 

5.      O versículo serve como um alerta contra a autossuficiência e a presunção, enfatizando que apenas Deus é soberano. 

 *2-Atributos inatingíveis a humanos (Ez.28.3)

1. O Contexto de Orgulho (Soberba)

1.      Comparação Irônica: O rei de Tiro se orgulhava de sua sabedoria comercial e política. Deus, através de Ezequiel, compara ironicamente sua "sabedoria" à de Daniel, que na época já era conhecido por sua sabedoria dada por Deus e interpretação de mistérios.

2.      Pretensão de Omnisciência: A frase "não há segredo nenhum que se possa esconder de ti" reflete o orgulho do rei, que se considerava "deus" (v. 2) e acreditava possuir conhecimento supremo, um atributo que pertence somente a Deus.

3.      O Rei de Tiro vs. Daniel: A menção a Daniel serve como um contraste entre a sabedoria humana, corrupta e orgulhosa do rei de Tiro (baseada em comércio e riquezas), e a sabedoria divina e humilde concedida a Daniel. 

2. A Queda pelo Orgulho e Riqueza

1.      O estudo do contexto mostra que a sabedoria comercial de Tiro trouxe imensa riqueza, o que corrompeu o coração do seu governante, levando-o à soberba e à pretensão divina.

2.      Ezequiel 28:3 estabelece a causa do juízo: a arrogância de se sentir superior e independente do Criador. 

3. Interpretação "Rei de Tiro" vs. "Satanás"

1.      Interpretação Literal/Histórica: Nos versículos 1-10, o texto refere-se especificamente ao "príncipe" (líder) de Tiro, um humano, contra quem o julgamento é proferido devido à sua perversidade e cobiça.

4-Interpretação Profética/Simbólica

2.      Muitos estudiosos, a partir do versículo 12 ("lamentação sobre o rei de Tiro").

3.      Interpretam que a descrição vai além de um humano e aponta para a figura espiritual de Satanás (Satanás), cuja arrogância o levou à queda original, servindo de pano de fundo para a queda do líder humano de Tiro. 

5- Lição Principal:

1.      O versículo serve como um alerta contra a autossuficiência e a confiança na inteligência ou riqueza humana (sabedoria humana) em detrimento da dependência de Deus.

2.      O orgulho, raiz do pecado, leva à ruína. 

 *3-Figuras incompatíveis com humanos (Ez.28.12)

1.      Aqui estão os principais pontos de estudo sobre Ezequiel 28:12-17:Contexto Histórico e Profético: A profecia é dirigida ao governante humano de Tiro, cuja soberba e riqueza o levaram a se considerar um deus.

2.      A descrição vai além de um humano comum, apontando para o ser espiritual por trás da sua perversidade.

3.      O Querubim Ungido: Versículos como "estavas no Éden", "perfeito eras" e "querubim ungido para proteger" indicam que o texto descreve o estado original de Lúcifer (Satanás) antes de sua rebelião.

4.      A Queda pelo Orgulho: A "iniquidade" encontrada foi o orgulho e a inveja de Deus, transformando sua beleza e sabedoria em armadilhas.

5.      Juízo e Destruição: O texto profetiza que esse ser seria lançado fora do monte de Deus, profanado e destruído, garantindo que o pecado terá fim e Deus será glorificado.

6.      Aplicações: A passagem serve como um aviso contra a auto exaltação, vaidade e a autossuficiência que ignoram o Criador. 

 II A GLÓRIA E O PECADO DE LÚCIFER

1-Uma criação única e excelente (Ez.28.12)

1.      Ezequiel 28:12, no contexto de uma lamentação sobre o rei de Tiro, usa linguagem tipológica para descrever uma figura de extrema beleza, sabedoria e perfeição original, agindo como um "querubim ungido" no Éden.

2.       Estudos teológicos frequentemente interpretam essa passagem como uma referência simbólica à queda de Satanás, destacando o orgulho como raiz do pecado e a certeza do julgamento divino sobre a arrogância

2-O orgulho precede a ruína (Ez.28.17a)

1.      O versículo Ezequiel 28:17a, que diz: "Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor..." (ARA).

2.      É parte de um oráculo de juízo proferido pelo profeta Ezequiel contra o rei de Tiro.

3.       No entanto, a linguagem utilizada é tão elevada e simbólica que a teologia cristã frequentemente a interpreta em dois níveis: o histórico (rei de Tiro) e o arquetípico/espiritual (a queda de Satanás). 

4.      O orgulho da beleza: A queda é precedida pelo orgulho, motivado pela beleza e esplendor próprios do ser (seja o governante de Tiro ou Satanás).

5.      Sabedoria corrompida: O texto diz que a sabedoria foi corrompida por causa do resplendor.

6.      O excesso de confiança e a vaidade cegaram o entendimento, levando à soberba

 3-Julgamento e expulsão (Ez.28.17b)

1.      Ezequiel 28:17b faz parte de uma lamentação profética contra o rei de Tiro, que muitos estudiosos interpretam como uma tipologia de Satanás devido à linguagem sobre-humana usada no texto. 

2.      O texto de Ez.28:17b (na versão Almeida, ARC/ARA) diz: "...lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem." (ou "...eu te lancei por terra; eu te pus diante dos reis, para que olhem para ti" na NVI).

3.      A Queda é um Ato Divino: "Lancei-te" (no hebraico, hashlakhtika), indicando que Deus é quem executa o juízo. Não foi apenas uma queda natural, mas uma expulsão.

4.      A "Terra" como Lugar de Humilhação: Lançar por terra significa a destituição de uma posição elevada (o monte santo de Deus ou a posição de rei) para a humilhação total.

5.      "Diante dos Reis": A queda não foi silenciosa.

6.       O ser que era admirado tornou-se um espetáculo de vergonha. Outros líderes (reis) contemplariam o resultado da soberba, servindo de lição

 III AS IMPLICAÇÕES DA QUEDA DE LÚCIFER

1-A origem do mal e sua natureza (Ez.28.17)

 O Contexto Histórico: O Rei de Tiro

1.      A soberba do governante: O texto profético usa a figura do rei de Tiro (um reino fenício antigo, rico e orgulhoso) como metáfora da arrogância humana.

2.      O pecado da autossuficiência: O rei de Tiro se considerava um deus no "coração dos mares" devido à sua imensa riqueza e sabedoria, o que provocou a ira divina.

3.      O julgamento divino: A "queda" do rei foi seu rebaixamento físico e político, sendo transformado em espetáculo de humilhação diante de outras nações. 

 A Interpretação Espiritual: A Queda de Satanás

1.      Muitos estudiosos e teólogos interpretam Ezequiel 28:12-19 (iniciando com o lamento sobre o rei de Tiro) como uma descrição da queda original de Satanás, pois algumas características mencionadas superam um ser humano, como ser o "querubim ungido", estar no "Éden" e ser "perfeito em seus caminhos desde o dia em que foi criado". 

2.      Beleza virou ídolo: A formosura e o resplendor próprios corromperam a sabedoria. A criatura começou a admirar a si mesma em vez de ao Criador.

3.      Corrupção da Sabedoria: A sabedoria divina foi deturpada pela vaidade, transformando-se em cobiça e arrogância.

4.      Queda da posição elevada: A frase "lancei-te por terra" descreve a expulsão do "monte santo de Deus" (o céu) para a terra, marcando a perda de sua posição original. 

 2-A realidade da liberdade (Ez.28.18)

O Contexto e o Tema Principal

1.      Juízo contra a soberba: O versículo aborda como o rei de Tiro, por meio da "multidão das iniquidades" e da "desonestidade do comércio", profanou os seus santuários.

2.      A "queima" como juízo: A profecia diz que Deus faria sair do meio dele um fogo que o consumiria, tornando-o em cinzas sobre a terra à vista de todos. Isso simboliza a ruína total de Tiro e seu governante.

3.      O rei como um homem orgulhoso: Embora algumas interpretações vejam referências a Satanás, o contexto imediato foca no governante humano de Tiro, que se exaltou ao ponto de se considerar um "deus". 

4.      As Interpretações do Texto: Interpretação Literal (Rei de Tiro): O versículo descreve o rei de Tiro, um homem influente que, por se orgulhar de sua riqueza e inteligência comercial, atraiu o juízo divino e foi derrotado (possivelmente pela Babilônia).

5.      Interpretação Tipológica/Profética (Satanás): Muitos estudiosos interpretam a linguagem poética dos versículos 12-19 (incluindo o 18) como uma descrição da queda de Satanás, usando o rei de Tiro como um tipo de "querubim ungido" que se corrompeu pelo orgulho.

6.      A queda do orgulho: O princípio central é que o orgulho e a autossuficiência levam à ruína. 

Lições e Mensagens (Ezequiel 28:18)

1.      A profanação pelo comércio desonesto: A riqueza acumulada através da injustiça e corrupção ("iniquidades") não subsiste diante de Deus.

2.      O juízo final: A frase "jamais subsistirás" aponta para a destruição definitiva do pecado e de seus agentes, sejam reis terrestres soberbos ou o próprio Satanás.

3.      A justiça divina: A queda do rei de Tiro (e a figura de Satanás) serve como testemunho de que Deus é justo e que o orgulho será abatido. 

 3-A guerra espiritual (Ez.28.19)

3. Temas Principais do Versículo

1.      A Queda do Orgulho: Ezequiel 28 é um estudo sobre os perigos da vaidade e da autossuficiência. O orgulho transforma riquezas e beleza em armadilhas.

2.      A Soberania de Deus: O julgamento demonstra que apenas Deus é Deus, e os reis terrenos, por mais sábios ou poderosos, não passam de homens.

3.      Justiça Divina: A destruição total de Tiro é usada como testemunho da justiça divina perante os povos. 

RESUMO DA LAMENTAÇÃO (V. 12-19)

1.      O lamento descreve uma trajetória de queda:

2.      Origem Perfeita: Descrito como "selo da medida", cheio de sabedoria e beleza (v. 12).

3.      Posição Elevada: "Querubim da guarda", no Éden ou no "monte santo de Deus" (v. 13-14).

4.      Corrupção: O orgulho surgiu devido à beleza e ao comércio (v. 15-17).

5.      Destruição: Lançado fora manchado e reduzido a cinzas (v. 16-19). 

Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)

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