terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A PALAVRA DE DEUS COMO SEMENTE



A PALAVRA DE DEUS COMO SEMENTE LANÇADA NOS CORAÇÕES

 Lc 8.4-10

Introdução: Jesus usou desta parábola para trazer um grande ensinamento aos seus ouvintes, sobre o Semeador e sua Palavra.
A BEIRA DO CAMINHO (simboliza o homem de coração endurecido).
·         Esse coração é “via publica”, onde transitam todas as idéias e más influências, por isso ficou assim endurecido.
·         Incapaz de acolher a mensagem do reino.
·         Completamente insensível para as coisas do mundo espiritual.
·         Há muito tempo preferiu não dar ouvido a Deus.
·         Rm 1.20-21 (ler)
·         Com essas pessoas, Satanás age com dupla garantia.
·          (a)-Que a terra batida continua endurecida, para não colher a Palavra.
·         (b)-Que as aves roubam a semente, antes que qualquer chance de vida apareça.
O SOLO ROCHOSO (simboliza o homem de coração superficial)
·         Onde há pouca terra e o pedregulho fica perto da superfície, a semente se desenvolve rapidamente, porque o calor do dia, preservado pelas pedras, fornece o calor necessário para um desenvolvimento rápido, mas a semente não pode lançar raízes, devido à superfície do solo.
·         Sente atração imediata pela pregação do reino dos céus e com alegria a recebe (achando que ela é capaz de satisfazer todas as suas necessidades e esperança).
·         O valso calor das emoções cria de imediato uma expressão de intensa religiosidade, porém superficial.
·         Ele tem visão superficial dos deveres, das responsabilidades e dos sofrimentos que a adoção da mensagem por impor-lhe
·         Quando lhe sobrevêm a “angustia” e a “perseguição” a alegria desaparece e a intensidade do interesse diminui. são sinais da morte iminente.
·         Esses indivíduos não querem de fato seguir a Jesus, o discipulado importa em sofrimento... quem não toma  a sua cruz e não segue após mim,não é digno de mim(Mt 10.38).
SOLO COBERTO DE ESPINHOS (simboliza o homem de coração mundano).
·         Alguns pensam que o termo bíblico “mundano” se aplica somente aqueles que estão atolados em sérios e vergonhosos pecados, mas, mundano é todo aquele que se dedica aos cuidados do mundo.
·         A semente cresce e produz, mas a planta não floresce por causa dos obstáculos.
·         Tem raízes, mas as “erva daninhas” e os “espinhos” não permitem o aparecimento de frutos maduros.
·         Tal homem recebe a Palavra com sinceridade e boa intenção, mas preenche sua vida com diversos cuidados do mundo (conforto, fama, prestigio, posição social, laser, possessões materiais).
·         A vida espiritual torna-se simples mente impossível, pois o coração repleto de interesses materiais sempre encontra razão para continua sua busca até mesmo intensificá-la.
·         É impossível manter a busca espiritual e a material ao mesmo tempo e obter êxito em ambas... Ninguém pode servir a dois Senhores....Mt6.24
SOLO BOM (simboliza o coração que recebeu a Palavra de Deus).
·         Mesmo a produção 30 por 1 era considerada alta para os agricultores daquela época e ainda é hoje em dia.
·         O solo bom é aquele que não é via publica de idéias humanas.
·         O solo bom é aquele que tem profundidade.
·         O solo bom é aquele que esta livre de ervas daninha e espinhos.
·         O solo bom é aquele que foi revirado, rasgado pelo arado, preparado
·         Sl 92.12-15.(Ler) .
e    Que a Palavra de Deus  seja uma semente em teu coração, e produza muitos frutos para a Honra e a Glória de Deus.
EV.CARLOS BORGES















segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A VERDADE QUE LIBERTA



JOÃO 8.32

   e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

·         O que é conhecer a  verdade?

v  O mundo jaz no maligno, e ele e mentiroso, logo, ele não tem a verdade, ele usa a mentira para desviar as pessoas do verdadeiro caminho.

·         Mas que verdade  é esta?, para onde ele nos leva?

v  Quantas pessoas estão andando por vários caminhos a procura da verdade, do amor, da paz, da felicidade, e de uma vida melhor.

v  Quando não acham o que procuram, ficam decepcionadas, perdem a vontade de continuar vivendo, em alguns casos extremos, tiram a própria vida.

v  Jesus quando estava falando com seus discípulos, sobre o verdadeiro filho de Deus.


v  Este conhece a verdade, anda na verdade, prima pela verdade, a mentira não faz parte do seu linguajar, por ele não vive na mentira.

·         Do de que a verdade nos libertará?

ü  Libertar-nos-á  da influência mundana
ü  Libertar-nos-á  de praticar coisas abomináveis
ü  Libertar-nos-á de vivermos na mentira

v  Conhecendo  aquele que é a verdade, que é o próprio Senhor Jesus.

v  Este conhecimento libertará as pessoas  de suas escravidão ao pecado


v  Quando Jesus falou  de “ conhecer a verdade”, Ele estava  falando de conhecer as revelações de Deus às pessoas.

v  Esta revelação está incorporada no próprio Senhor Jesus, que a verdade, o verbo encarnado
.
v  Conhecer a verdade  é conhecer a Jesus.

v  Conhecer a verdade significa aceitá-la, obedecê-la, e considerá-la acima de toda e qualquer opinião terrena.

v  Só poderemos ser verdadeiramente livres, depois de conhecermos a verdade.


v  Não é uma liberdade de fazer o que quiser, mas, fazer o que é necessário.

v  E só podemos cumprir o propósito de Deus em nossas vidas, quando formos verdadeiramente  livres.

v  Como crentes temos o Espírito Santo vivendo dentro de nós e nos guiando em nossas jornadas pela vida.

v  Somente os que conhecem a verdade e são verdadeiramente libertos, podem ter o Espírito Santo dentre de seus corações, filtrando suas ações, propósitos, vontade e pensamentos. 

Que Deus peloseu Santo Espírito ilumine seu entendimento e seja libertado, ao conhecer as Verdades Eternas

Ev. Carlos Borges(CABB)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O JUGO DESIGUAL



 AS CONSEQUENCIAS DO JUGO DESIGUAL
Texto Básico: Neemais 13:23-29
"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?"(2Co 6:14)

INTRODUÇÃO
O casamento não é um contrato social. É a união divinamente dirigida, de um homem com uma mulher, com o objetivo de constituir família e servir e adorar a Deus. Essa união deve ser entendida no sentido amplo e abrangente; trata-se de uma união, ao mesmo tempo, espiritual, física e social.
O casamento é a única forma de união consagrada por Deus para a constituição da família, objetivando o bem-estar do ser humano em todos os aspectos da vida. Foi o próprio Deus quem instituiu o matrimônio. Na Bíblia, vemos o casamento elevado a um nível bem alto, como observamos na Epístola aos Hebreus 13.4: "Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros Deus os julgará".
Nesta aula estudaremos acerca do casamento misto; veremos como o cristão deve encarar o casamento, e compreender que as uniões mistas prejudicam o povo de Deus. Deus nunca aprovou a união dos israelitas com os outros povos. Todas as vezes que Israel desobedeceu à ordenança do Senhor sobre o casamento misto, sofreu duras consequências. Da mesma forma também não é da vontade de Deus o casamento entre o fiel e o infiel; a Bíblia chama isso de jugo desigual. Como pode haver comunhão genuína entre o casal, que não concorda entre si sobre questões espirituais? Diz a Bíblia: "Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?"(Am 3:3).
I. O CASAMENTO NO ANTIGO TESTAMENTO
Não é de hoje que o assunto "casamento misto" vem sendo apresentado nas Escrituras como um dos grandes perigos ao Reino de Deus, desde a fundação de Israel até os dias da Igreja. Há pessoas que pensam que Deus tem em mente, proibindo os casamentos mistos, tirar a alegria de um casal que pretende se unir pelos laços do matrimônio. O que o Senhor deseja é ver preservada a comunhão com Ele. O Senhor mesmo instituiu o casamento como uma regra, mas deixou claro uma exceção: a união entre quem pertence ao povo de Deus com uma pessoa que não pertence ao povo de Deus. Deuteronômio 7:3,4 deixa claro a forma com que os israelitas deveriam se portar quando entrassem na terra prometida: não deveriam realizar pactos de paz com as nações que lá existiam, e principalmente não aparentar-se com elas. O princípio ordenado por Deus aos israelitas é que eles reconheçam o Senhor como único e verdadeiro Deus.
1. A natureza do casamento. O casamento tem por objetivo não somente a necessidade do homem de procriação e de companhia, mas também de satisfazer suas necessidades sexuais. Na cidade de Corinto a imoralidade sexual era descomedida e sem limite. E os cristãos daquela igreja, principalmente os incautos e os solteiros, corriam sério perigo em sua vida espiritual e no padrão moral familiar. Tal como era naquela cidade, acontece hoje. Por isso a recomendação de Paulo sobre a necessidade do casamento é bastante clínica: "mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido"(1Co 7:2). Este versículo mostra que o casamento trata de uma aliança monogâmica e heterossexual, comprometendo um homem e uma única mulher(Gn 1:26,27; 2:18; 3:16). Portanto, o ajuntamento homossexual é uma excentricidade e uma abominação aos olhos de Deus(ler Lv 18:22).
Também, o texto de 1Corintios 7:2 estabelece o princípio de que a ordem de Deus para seu povo permanece como sempre foi, a saber, que cada pessoa deve ter apenas um cônjuge - é o princípio da monogamia; a afirmação de que cada homem deve ter a sua própria mulher implica monogamia.
O escritor aos Hebreus diz que devemos respeitar o casamento e que este deve ser constituído "sem mácula", ou seja, sem mancha (Hb 13:4). Qual seria a mancha deste casamento? O mesmo texto que nos manda respeitar o casamento responde: a prostituição, ou seja, a impureza sexual (que envolve toda e qualquer prática sexual antes do casamento) e o adultério (que é a prática sexual de um casado com quem não é seu cônjuge).
O casamento entre o homem e uma mulher quando é realizado com amor recíproco preserva e protege a pureza moral da sociedade a partir da família.
O casamento é uma aliança, um pacto, então não deve ser quebrado. Se o nosso Deus é um Deus de aliança, e Ele não quebra nem permite quebra de aliança, também não permite que o casamento seja quebrado. Como Deus não se divorcia do seu povo, assim ele não permite que marido e mulher se divorciem. Divorciar-se é quebrar o matrimônio da Aliança. Lemos em Malaquias 2:16: "Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o divórcio...".
Precisamos compreender o texto de Mateus 19:1-7 em que Jesus diz que o divórcio é proibido, mas que foi permitido por causa da dureza do coração. Deus nunca intencionou o divórcio, pois este contraria a essência do casamento como uma aliança que nunca deverá ser quebrada, anulada. Você então pergunta: Por que foi dada a permissão para o divórcio conforme Mateus 19:7? Jesus responde em Mateus 19:9: "Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério...". Note bem que a única razão para o divórcio conforme Jesus é o adultério, e isto para proteger a parte inocente, e não para dar às pessoas uma maneira fácil de cair fora de um relacionamento desagradável. Fora do adultério, o casamento só pode ser dissolvido pela morte. Divórcio é o atestado do pecado humano.
2. Casamentos proibidos. O povo de Israel recebeu advertências enérgicas de não se misturar com as nações pagãs e idólatras que habitavam em Canaã (Dt 7:1-5). Deus havia escolhido Israel para ser o seu povo próprio, separado para Ele(ler Dt 7:6-11). Não desejava que fosse como as outras nações. Não o escolheu por ser mais numeroso (era o menor de todos os povos). Escolheu-o simplesmente porque o amava e desejava que lhe obedecesse em todas as coisas, inclusive não promovendo matrimônios com pessoas fora da sua linhagem.
Neemias usou como exemplo os erros de Salomão para ensinar o seu povo (Ne 13:26). Se um dos maiores reis de Israel caiu por causa da influência dos incrédulos, outras pessoas também poderiam cair. Neemias enxergou este principio no exemplo de Salomão. Seus dons e pontos fortes não terão beneficio algum se você falhar em lidar com suas fraquezas. Embora Salomão tenha sido um grande rei, seus casamentos com mulheres estrangeiras trouxeram uma grande tragédia para todo o seu reino (ler 1Reis cap. 11). Sob a influência de suas mulheres estrangeiras, Salomão construiu altares aos deuses estranhos, caindo assim no pecado da idolatria (ler 1Rs 11:6-8). Uma propensão ao pecado deve ser rapidamente reconhecida e tratada; caso contrario, ela pode nos dominar e derrubar. Portanto, devemos ter cuidado com as uniões que vão de encontro aos princípios estabelecidos por Deus ao seu povo, exarados na Bíblia Sagrada.
II. O CASAMENTO MISTO NO TEMPO DE NEEMIAS
1. A constatação do erro.
Não sabemos o motivo dos casamentos mistos entre os israelitas, mas sabemos que Deus se desagradara deles, e que exigia uma mudança urgente daquela situação. Neemias relata que houve consenso entre os filhos de Israel, de não entregarem suas filhas para os povos da terra, nem desses povos tomarem esposas para seus filhos (Ne 10:30). Mas quando do seu retorno à Jerusalém, constatou que havia irregularidades em muitos casamentos, até mesmo na linhagem sacerdotal (Ne 13:28); o mesmo erro que levou Salomão à queda espiritual(Ne 13:26; veja 1Rs 11:5). Ele disse: "Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdonitas, amonitas e moabitas"(Ne 13:23). Agora, deveriam se separar dos seus cônjuges estrangeiros (Ne 13:30). Deve ter sido uma situação muito difícil para aqueles homens. Não é fácil cortar laços familiares antigos, mas Deus o exigiu, a fim de que o povo pudesse ser abençoado e cumprisse os mandamentos do Senhor. É claro que para a Igreja isso não seria aplicável (ler 1Co 7:12,13). O compêndio doutrinário da Igreja é o Novo Testamento; não estamos mais debaixo da lei, mas da Graça de Deus (cf Rm 6:14). Todavia, a admoestação do apóstolo Paulo é que os crentes devem casar "no Senhor" (cf 1Co 7:39). Isso significa, em primeiro lugar, que a pessoa cristã deve casar-se com uma pessoa, também, cristã, desde que seja "no Senhor", ou seja, "segundo a vontade do Senhor". Em outras palavras, a pessoa cristã pode casar-se com uma pessoa, também, cristã e, ainda assim, estar fora da vontade do Senhor. A pessoa deve buscar a orientação de Deus nessa importante questão e casar-se com a pessoa que Deus preparou para ela.
Entre as diversas formas com que Deus pode ser esquecido como único e verdadeiro Deus é justamente quando um de seus filhos ou filhas resolve se unir com quem não é filho dEle. Esse tipo de convivência tende a suprimir a fé de um dos cônjuges, e afastá-lo de suas crenças e culto. Essa é uma forma de se negar a Deus, e começa justamente pelos sentimentos que um(a) crente nutre por um(a) não-crente. Isto pode parecer radical para algumas pessoas hoje, mas Deus deixa claro o motivo: "pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses"(Dt 7:4). Portanto, Deus, em sua sabedoria, determinou que o povo fosse preservado em sua fé também a partir do matrimonio.
2. As consequências do casamento misto. O casamento misto sempre foi um problema na história do povo de Deus. O dilúvio foi provocado quando os filhos de Deus se casaram com as filhas dos homens, ou seja, quando houve casamentos entre aqueles que serviam a Deus com aqueles que não O serviam (Gn 6:1-3). Mais tarde, quando o povo de Israel entrou na Terra Prometida, o casamento misto foi uma das causas da apostasia espiritual da nação, desaguando no cativeiro babilônico (Êx 34:16). Ao tirar Israel do Egito, Deus ordenou-lhe, de modo claro e veemente, que não se misturasse com outros povos (cf Ex 34:12,16).
O casamento misto pode provocar: conflitos conjugais, desmoronamento do lar, perda das referencias culturais e espirituais (Ne 13:23-29). Veja o que Neemias diz: "E seus filhos falavam meio asdonita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua do povo"(Ne 13:24). O que Neemais quis dizer aqui? Perda de referencias culturais e, também, espirituais. Os filhos desses casamentos mistos não conseguiam falar a língua de Israel de forma correta, mas falavam a língua dos países dos quais um de seus pais era oriundo; isto significava que elas não estava sendo educadas no caminho de Deus(Lv 20:7), mas educadas na cultura pagã e, sem dúvida, nos seus ritos pagãos. Isso deixou Neemias bastante irritado, a ponto de agir de forma violenta contra alguns deles (Ne 13:25).
Não é muito diferente na igreja hoje. Há jovens em nossas congregações que se enamoram não crentes, imaginando que no relacionamento poderão ganhá-los para Jesus, como se o namoro fosse uma forma adequada de evangelismo. Essa "estratégia" não tem o apoio do Senhor, até porque o nosso testemunho fala mais alto quando obedecemos a Deus, e não quando o desobedecemos em assuntos tão importantes como esse.
Portanto, o motivo para proibirem o casamento misto não era racial, mas espiritual. A questão não era preconceito racial, mas pureza doutrinária. A mistura de credos levaria ao afrouxamento das relações com Deus. Esdras (Ed 9:1-3), Neemias (13:23- 29) e Malaquias (Ml 2:10-16) confrontaram esse problema de forma firme depois do cativeiro babilônico.
Os casamentos mistos foram tão sérios em Israel que até filhos de sacerdotes se casaram com mulheres estrangeiras (Ed 10:18; cf Ne 13:28). Isto quase atingiu fatalmente o coração da religião judaica. Um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe, casou-se com uma filha de Sambalate, o grande inimigo dos judeus (cf Ne 13:28).
Portanto, o princípio espiritual de se evitar o casamento misto é lealdade a Deus. Essas uniões mistas com estrangeiros pagãos eram condenadas pela lei (Ex 34:12-16; Dt 7:3; Ed 9:12,14), mas era permitida quando o estrangeiro era convertido a Deus. Rute, por exemplo, sendo moabita, casou-se com Boaz e tornou-se membro da família genealógica do Messias.
III. RESPONSABILIDADE MINISTERIAL ACERCA DO CASAMENTO
1. O jugo desigual.
O povo de Israel havia prometido não permitir que seus filhos se casassem com pagãos (Ne 10:30). Mas na ausência de Neemias o povo havia se casado com pagãos, desobedecendo, ostensivamente, a aliança que havia previamente firmada com Deus. Neemias ficou indignado com a desobediência do povo. A reação de Neemias foi bastante enérgica e contundente (Ne 13:25). Ele adotou várias medidas saneadoras tanto na administração da cidade quanto no exercício do santo ministério. Ele sabia que o povo jamais teria a benção de Deus se continuasse a misturar-se com os idólatras. O severo tratamento aplicado por Neemias aos israelitas que quebraram o pacto com Deus contrasta sua profunda fidelidade a Deus e a negligencia, desobediência e infidelidade do povo (ver também Esdras 10:3). O jugo desigual não era e nem é permitido.
Não podemos ignorar os perigos do jugo desigual. O apostolo Paulo, escrevendo sob a influência e inspiração do Espírito Santo, diz que precisamos nos separar dos incrédulos e não nos envolvermos em alianças ou sociedades com eles. Ele admoesta: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?"(2Co 6:14).
A palavra "jugo" refere-se à canga, um implemento de madeira, utilizado para prender uma junta de bois pelo pescoço e ligá-los à carroça ou ao arado. Se alguém tentasse prender um boi com uma mula por meio do jugo, o resultado seria desastroso, pois eles não trabalhariam bem em conjunto (ler Dt 22:10). Dois bois ou duas mulas seriam bons, mas as diferenças de temperamento e de tamanho entre bois e mulas não permite combinar os dois. O ponto aqui é que os crentes precisam evitar qualquer situação em que fiquem em jugo desigual com um incrédulo. Isso inclui exemplos como namoro, casamento, sociedades nos negócios, associações voluntárias (clubes, etc.) por meio das quais aqueles que não têm os mesmos valores espirituais possam exercer pressão sobre você. As amizades íntimas com as pessoas erradas também devem ser evitadas.
2. As consequências do jugo desigual. O casamento é considerado um pacto entre duas pessoas e Deus (Pv 2:17; Ml 2:14). Assim, o casamento misto(jugo desigual) corrói a própria base do casamento. O lar deve ser a base da sociedade, a estrutura sobre a qual uma nação se constrói. O Novo Testamento testemunha contra o casamento de cristãos com incrédulos. Como já frisei acima, Paulo pede aos cristãos que se casem "somente no Senhor"(1Co 7:39). Hoje, porém, como em outras épocas, alguns cristãos tentam apresentar boas justificativas, imaginando que conseguirão levar o cônjuge incrédulo a Cristo. Todavia, isso raramente acontece, e os filhos tendem a seguir o caminho do cônjuge não regenerado, à semelhança das crianças israelitas do tempo de Neemias, que não possuíam quaisquer referencias espirituais. E muitos, que no inicio era cristão, com o decorrer do tempo se tornam apóstatas por influencia do outro cônjuge descrente.
Querido irmão, tudo aquilo que não contribui em coisa alguma para nossa aproximação com Deus deve ser evitado. Portanto, quando formos meditar sobre esta ou aquela conduta, lembremo-nos que o que está em jogo é o nosso relacionamento com Deus e que Deus quer que nós nos santifiquemos.
3. Uma recomendação sempre atual. Com relação ao casamento misto, o rev. Hernandes Dias Lopes aponta três possibilidades: (1) o cônjuge incrédulo não se converter; (2) o cônjuge incrédulo converter-se; (3) o cônjuge crente afastar-se da igreja. Setenta e cinco por cento dos casamentos mistos tornam-se experiências amargas para o cônjuge crente. Você teria coragem de pegar um vôo para determinado destino sabendo que naquela rota 75% dos vôos estão caindo? Você se aventuraria num casamento misto, sabendo que 75% por cento deles estão naufragando ou enfrentando sérios problemas?
Os jovens precisam se acautelar nessa área vital da vida. Creio que todo jovem crente precisa observar alguns aspectos antes de dizer sim no altar. A pessoa com quem vai se casar já nasceu de novo? É uma pessoa que tem caráter aprovado? Ela possui valores familiares sólidos? É uma pessoa que respeita os pais? Ela respeita você? Essa pessoa ama você e demonstra isso em palavras e atitudes? Seus pais apóiam esse relacionamento? As pessoas que acompanham você testificam positivamente acerca desse relacionamento? Pense nisso!
Sejamos cautelosos e prudentes ao tomarmos decisões que influenciarão as nossas vidas para sempre. A exemplo de Neemias, oremos ao Senhor, pedindo-lhe que venha abençoar e purificar o seu povo(Ne 13:29)!
CONCLUSÃO
Água e óleo não se misturam,
porque são substancias heterogêneas. Com os casamentos mistos acontece a mesma coisa, ou seja, humanamente pode haver uma ligeira impressão de unidade, mas Deus não vê assim. Isto significa que casamentos, cujos cônjuges professam fé diferente e que não tem a Bíblia como regra de fé e pratica é como água e óleo num mesmo recipiente, não há unidade. Como andarão juntos se não professam a mesma fé? Qual educação religiosa prevalecerá em relação aos filhos? Em que tipo de fé serão ensinados? Sigamos,a ordem do Senhor de não contrair matrimonio com os infiéis, para que tenhamos uma família abençoada por Ele. Amém?
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

 Retransmitido por:Ev. Carlos Borges(CABB)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O Ambiente Religioso

O judaísmo era a religião dos judeus, e eles alicerçavam sua fé nos escritos da Lei Moisaica e dos profetas.
O credo fundamental do povo de Deus no Antigo Testamento  era Dt 6.4" Ouve Israel, o Senhor,nosso Deus  é o único Senhor", na verdade era uma fé exclusiva.
Não havia  lugar para assimilações ou alianças com outras religiões.Havia  uma situação,quando os judeus se desviavam do seu credo sofriam as consequências  por sua rebeldia,porém, quando se arrependiam,o Senhor  livrava-os dos seus opressores.
Enquanto cultuavam Deus como Senhor e Rei,gozavam dos seus cuidados e benefícios.O judaísmo,com os seus ritos,cerimônias,sacrifícios e holocaustos,ainda predominavam quando Jesus chegou ao mundo, constando como a religião nacional dos judeus.
O ambiente religioso dos judeus foi estabelecido nas Sinagogas, que  surgiram no cativeiro babilônico e estavam presente nos dias de Jesus.
O templo estava em plena atividade nos dias de Jesus,as Sinagogas eram o centro de culto a Deus e educação religiosa,as reuniões eram aos sábados.
No período da semana(fora  ao sábado),o local era usado para fins administrativos sociais,  como processo da Lei, cultos funerais ou para educação de jovens judeus.
Os escribas,eram  copistas e interpretes da Lei Moisaica,os rabinos,eram os mestres,esses dois(escribas e rabinos), foram se tornando pessoas de destaque  quanto à religião  prática dos judeus.
No passado,os mais conceituados, eram os sacerdotes,eram eles que  presidiam os ritos  e cerimônias dos sacrifícios e holocaustos nos Templos.
Com o surgimento das Sinagogas,povo começou a estimar mais  os escribas e os rabinos ao invés dos sacerdotes.No seu ministério Jesus, frequentava tanto o Templo como a Sinagoga(Mt 21.12-16;Mc 11.15-18; Lc 4.14-30;Lc 19.45-48).
As mensagens e os ensinamentos no geral nas Sinagogas se baseavam na Lei Moisaica e nos escritos proféticos do Antigo Testamento.Porém as suas interpretações não faziam justiça às verdades e princípios contidos nela.
Jesus frequentava  os cultos nas Sinagogas e era convidado a ensinar(Lc 4.14-32), porém por ensinar a verdade, chocou-se com os vários grupos políticos e religiosos do seu tempo.
Naquela ocasião havia os zelotes,fariseus, saduceus e até sacerdotes e anciãos.A causa  dos choques era o legalismo religiosos muito fechado,que era isento da graça e amor..
Os ensinamentos sobre o Reino de Deus,incomodaram e ameaçaram os "credos" e os "fins" dessas pessoas, pois  eles esperavam um Messias político e legalista, e não um Messias misericordioso, que amava e perdoava, esse grupo sentiu-se  incomodado e não  aceitava os ensinos de Jesus.
Parece que hoje,não mudou muito, saiu os escribas e mestres, entrou os líderes religiosos e outros titulos eclesiasticos,saiu o Templo e Sinagoga, entrou as denominações, saiu o legalismo religioso, entrou o legalismo social, o choque  é evidente, Jesus,continua  em cena, saiu o sacerdote individual e entrou a geração sacerdotal.
Deus não mudou,e sua palavra também  não  mudou, no Antigo Testamento Deus usava as nações vizinhas para corrigir o seu povo(Israel) e levá-los ao verdadeiro arrependimento e a uma postura de verdadeiro adorador, na atualidade Deus  tem usado a propria natureza(climatica e física),para advertir a humanidade e o seu povo(os que aceitaram e aceitam a Jesus ) a praticarem a verdadeira adoração e aguardarem a volta de Jesus, os dias estão se abreviando.
Desperta igreja ,o teu Senhor  está voltando para te buscar.

Ev. Carlos Borges(CABB).