terça-feira, 4 de junho de 2013

JESUS, O VERBO DIVINO

JESUS, O VERBO DIVINO
Jo. 1.1-13
Introdução: Quando João escreveu a expressão, “no principio” estava imitando o relato da criação do mundo. João chamava Jesus de  “ o Verbo”.Ele não identificou essa pessoa imediatamente,mas descreveu sua natureza e propósito antes de revelar o nome(veja Jo.1.17).Por ser o verbo, o Filho de Deus transmite e comunica plenamente a pessoa de Deus.

I A REVELAÇÃO DE DEUS EM JESUS
1-O caráter de Deus
·         Depois de transformar em secundário o lugar e a ordem da adoração no nosso relacionamento espiritual com Deus, Jesus definiu a verdadeira adoração.
·         De acordo com suas palavras, ela deve assumir dois novos aspectos: deverá ser em espírito e em verdade.
·         A expressão “em espírito” se refere ao espírito humano, isto é, o ser interior e imaterial que existe em cada pessoa.
·         A adoração envolve a consciência daquela “fonte de água viva” individual que Deus plantou dentro de cada um.
·         O Filho é o interprete do Pai, Ele veio a terra e viveu entre as pessoas para explicar quem é Deus.
·         Ninguém pode conhecer a Deus a não ser através de Jesus Cristo.

2-Sentimentos pensamentos e planos revelados
·         Jesus revelou os sentimentos, pensamentos e planos de Deus através de seus ensinos e de sua vida.
·         Naqueles dias, os discípulos de um rabino eram considerados seus servos.
·         Jesus modificou esse relacionamento; os discípulos não eram seus servos, mas seus amigos.
·         Jesus os considerava amigos porque Ele lhes havia dito tudo o que tinha ouvido do Pai.
·         Seria a propagação do Evangelho, na verdade Ele os tinha escolhido e indicado para essa tarefa.
·         O amor de Deus não está dirigido somente a certo grupo de pessoas (indivíduos), ele é oferecido ao mundo.
·         O amor de Deus não é estático ou egoísta, mas se propaga e atrai outras pessoas para si.

3-O poder e a vontade de Deus
·         “Eu e o Pai somos um” (Jo. 10.30)
·         Deus revela-nos o tipo de vida que Deus quer que tenhamos.
·         O filho e o Pai agem como uma única pessoa – O que o Pai faz o Filho faz.
·         Tanto o Pai como o Filho estão comprometidos com a perfeita proteção e preservação das ovelhas de Jesus.
·         Os líderes religiosos queriam matar Jesus, porque as suas leis (dos lideres) diziam que qualquer um que reivindicasse ser Deus deveria morrer.
·         Pois era considerado uma grave blasfêmia.
·         Pois nada poderia persuadi-los de que as reivindicações de Jesus eram verdadeiras (eram obstinados em cumprir rigorosamente a lei).
·         Jesus veio para cumprir a vontade do Pai (Jo. 5.36)
·         Mas eles não tinham a sua mensagem em seus corações porque estavam recusando a crer em Jesus.
·         Se aquelas Palavras tivessem permanecido em seus corações, eles teriam conhecido Aquele de quem as Escrituras dão testemunho.


II OS NOMES DE DEUS REVELADO EM JESUS
1-O Eu Sou
·         Temos o episodio da sarça ardente, quando Moisés perguntou qual era o seu nome.
·         A resposta foi “EU O SOU O QUE SOU” (Ex.3.14).
·         Moisés foi instruído por Deus a dizer ao povo, que o Eu Sou o havia enviado.
·         Esse nome indica que Deus é eterno, imutável e onipotente.
·         Esse foi o nome que Moisés disse ao Faró, quando foi perguntado quem te enviou.
·         Deus não sofre mudança como, o tempo, as gerações, pois Ele é imutável.
·         O mundo muda os costumes também, as sociedades, as cidades, mas Deus permanece o mesmo ontem hoje e eternamente. (Hb 13.8).

2-Exemplos de empregos do “Eu Sou por Jesus 
·         Jesus por varias vezes usou essa expressão, EU SOU.
·         Eu Sou a porta – por onde passam as ovelhas. (Jo. 10.9)
·         Eu Sou A videira verdadeira – Onde estamos enxertados (Jo. 15.1)
·         Eu Sou o Pão da vida – O pão que alimenta nos caseia a fome de Deus. (Jo.6.35)
·         Eu Sou o Bom Pastor – Que dá sua vida pelas ovelhas. (Jo.10.11)
·         Eu Sou a luz do mundo – Quem esta Nele não anda em trevas (Jo. 8.12).
·         Eu Sou a ressurreição – Aquele que pode trazer de volta a vida (Jo. 11.25).
·         Eu Sou o caminho a verdade e a vida – O caminho para céu, a verdade que elimina a mentira e a vida eterna (Jo. 14.6).

III O DEUS JEOVÁ MANIFESTO NO FILHO
1-O significado do termo
·         O ETERNO ou aquele que existe absolutamente
·         Pronuncia comum do tetragrama hebraico YHVH (YAHVEH).
·         Era costume dentre os hebreus, quando liam,pronunciarem a palavra ADONAY, Senhor, em lugar de Jeová.
·         Desde o tempo em que sinais massoréticos vieram ajuntar-se às consoantes do texto hebraico, as vogais das palavras Adonay e Eloim foram ajuntadas ao tetragrama YHVH (YaHVe).

2-Provisão saúde paz e segurança
·         O nome de Deus com relação à provisão – Jeová Jiré (Heb. Yhvh Yireh).
·         O nome de Deus com relação à saúde – Jeová Rafa (Heb. Yhvh Ropheka).
·         Com relação à paz – Jeová Shalom (Heb. YHWH SHALOM).
·         Como Pastor que cuida de nós – Jeová Raah (YHVH RAAH).

3-Justiça campanha e vitória
·         Como nossa justiça – Jeová Tsidikenu (Heb. YHVH TSIDIKENU).
·         Como Deus conosco, sua presença em nossas vidas – Jeová Shammah (Heb. YHVH SHAMMAH).
·         Como nossa bandeira, que promete vitória neste mundo – Jeová Nissi (Heb. YHVH NISSI).

 Ev. Carlos Borges(CABB)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

JESUS, O CABEÇA DA IGREJA

JESUS, O CABEÇA DA IGREJA
Ef. 1.16-23 ;Cl 1.17-18
Introdução: Há varias palavras hebraicas e uma palavra grega envolvida neste verbete.
GOLGOLETH-Crânio-Palavra hebraica que aparece por mais de 3 vezes com esse sentido I Co. 10.10.
RESH- Cabeça –Palavra aramaica usada por 13 vezes, para exemplificar Dn 2.28,32, 38; Dn 3.27; Dn 7.1,6, 9, 15,20.
ROSH –Cabeça-Palavra hebraica usada por quase 350 vezes com esse sentido Por Ex. Gn2.10 ;3.15;Ex 6.14;25.
Uso figurado Jesus Cristo é o cabeça da igreja (Ef 4.15)
Governante-Pessoa que ocupa posição importante (Is 9.14,15)

I A EXCELENCIA DE JESUS CRISTO
1- Um direito alcançado pela obediência
·         Cabeça (Cristo) e o Corpo (igreja) – Col 1.18
·         Paulo usa o corpo humano como uma metáfora (comparação) para a igreja, da qual Cristo serve como o cabeça.
·         Assim como o corpo é controlado pela cabeça (cérebro) também Cristo controla todas as partes da igreja e dá vida a ela, e direção
·         A igreja teve sua organização (origem) no Senhor Jesus.
·         Foi sua morte vicária e ressurreição, que através desse ato deu vida a ela, tornando-se seu soberano.
·         Jesus foi o primeiro, na ordem cronológica a ser ressuscitado para nunca mais morrer.
·         Estão em foco a autoridade absoluta de Jesus Cristo e seu governo ativo sobre a igreja na qualidade de Senhor.
·         A vida sem a cabeça é simplesmente impossível.
·         Há união, harmonia e amor entre o Cabeça e o corpo, em que cada qual cuida do outro, tão vital é essa união.
·         Em Efésios, a união da igreja é vital como prefiguração universal que será produzida, tendo Cristo como o cabeça de tudo, e não apenas só da igreja. (Ver Col 1.10).

2-Um nome sobre homens, anjos e demônios
·           O nome de Jesus, este precioso nome que está acima de todos os nomes. Jesus herdou do Pai um nome mais grandioso do que qualquer ser angelical (Hebreus 1:1-6).
·           Deus lhe deu um nome que está acima de todos os nomes. À dedução é que havia um nome conhecido no céu e desconhecido noutros lugares, e que este nome foi guardado para ser doado a alguém que o merecesse; e Jesus conforme o conhecemos, o Filho Eterno conforme Ele é conhecido no seio do Pai recebeu este Nome por doação e a este precioso Nome todo joelho se dobrará, nos três mundos, para a Glória de Deus Pai.
·            "Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu um Nome que está acima de todo o nome, para que ao Nome de Jesus se dobre todo o joelho - de seres nos céus - de seres na terra e de seres debaixo da terra e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai". (Filipenses 2:9-11).
·           O céu, a terra e o inferno reconhecem o que Jesus fez, portanto toda a autoridade, todo o poder e a totalidade das suas realizações acham-se em seu Nome. E o Nome de Jesus em nossos lábios operará as mesmas coisas agora que operava naqueles tempos. Ele é Deus que nos fala.
·         Jesus doou à Igreja um Nome que está acima de todos os nomes e Ele doou porque recebeu por herança de Deus como nos diz a Bíblia: "Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.
·         Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, E ele me será por Filho?" (Hebreus 1:4-5).
·         Este Nome dado Igreja para a Salvação “-Toda a autoridade, todo o poder que estava em Jesus está no seu Nome. E Ele deu o seu Nome à Igreja. Os Crentes primitivos sabiam que possuíam e usavam o Nome de Jesus.
·         Não há salvação a não ser no Nome de Jesus e no Senhor Jesus Cristo. É o único Nome pelo o qual o pecador pode se aproximar de Deus Pai.
·         "E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel. Que traduzido é: Deus conosco." (Mateus 1:21-23).
·           "E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo". (Atos 2:21).
 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos". (Atos 4:12).

II JESUS, CABEÇA DO MINISTÉRIO
1- É Ele quem chama
·         Jesus Cristo como Cabeça da Igreja distribui aos membros do Corpo, dons, responsabilidades e ministérios, para edificação uns dos outros e para crescimento.
·         O Espírito Santo é o poder sobrenatural doado à Igreja.
·         Como terceira Pessoa da Trindade, Ele procede do Pai e é uma dádiva do Filho, vivendo para sempre nos crentes, enchendo-os e capacitando-os no corpo de Cristo para edificação da Sua Igreja.
·         Deus escolheu cuidadosamente para cada crente, pelo menos um dom espiritual e um lugar especial de serviço ou ministério no Corpo de Cristo.
·         Diversidade dos Crentes (1 Co 12.8-10). Cada um de nós tem um perfil singular. Há grande diversidade no Corpo. Deus planejou as nossas diferenças.
·         Diversidade não é divisão (1 Co 12.20-21; 25-26).
·         Interdependência no Corpo (1 Co 12.27; Rm 12.5), O plano de Deus é que O sirvamos como um corpo num relacionamento de interdependência.

2-Pastor de pastores
·         Ultimamente têm surgido clamores de igrejas, tanto da Alemanha, Rússia e do Brasil, onde o procedimento de vários pastores é completamente contrário aos princípios da Palavra de Deus. Por esta razão faz-se necessário uma exposição resumida dos princípios Bíblicos quanto a esta questão, bem como verificar os procedimentos que a Palavra de Deus aprova ou condena.
·         Pastorear não é exercer um cargo. e sim cuidar do estado espiritual daqueles que foram salvos por Cristo Jesus.
·         O Novo Testamento desconhece totalmente um sistema onde um pastor tem o comando e os outros têm a obrigação de obedecer, na igreja de Cristo.
·         Já mencionamos que pastorado não é profissão - é ministério. Quando Jesus designou o apóstolo Pedro para pastorear o rebanho, não perguntou das suas habilidades profissionais, e sim "amas-me mais do que estes outros?” João 21:15-17.
3-Guia perfeito
·         Jesus Cristo disse aos judeus que haviam crido nele: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:31, 32).
·         Os verdadeiros discípulos de Jesus ouvem se apropriem e vivem segunda a verdade revelada por Deus, por meio da Sua palavra – a Bíblia.
·          Num mundo de religiosidade, sincretista, e de tantos modismos religiosos, de heresias, de distorções da verdade, relativismos etc. um dos grandes desafios do verdadeiro discípulo de Jesus Cristo é o de permanecer na palavra de Deus, sendo um discípulo da verdade e de verdade.
·         O discípulo é um “ouvinte”, “seguidor” e “imitador” de Jesus Cristo. O discípulo ouve e crê no Evangelho de Jesus Cristo, e pelas águas batismais dá seu público testemunho do arrependimento dos pecados e da fé em Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. O discípulo confessa Jesus Cristo como Senhor, e aprende a “obedecer todas as coisas que “Jesus ordenou” (Mateus 28:18-20).
·         Em Mateus 7:15-29 , quando Jesus ensina e adverte sobre “falsos mestres”, Ele cita pessoas que dizem profetizar, expulsar demônios e fazer milagres em Seu Nome, mas que nunca foram conhecidos por Jesus, e praticam o mal (não obedece a palavra de Deus).
III NOSSA VIDA NO CORPO
1-Uma visão coletiva
·         O corpo de Cristo é composto de vários membros, cada um com sua particularidade, cada membro tem uma função a desempenhar neste corpo.
·         Deus não criou a igreja com a intenção de que seus membros fossem clones cristãos uns dos outros.
·         Ele quis usar os diferentes grupos de pessoas e os dons espirituais diferentes.
·         Quando a igreja opera como Deus deseja, constitui poderoso testemunho para o mundo.
·         Cada individuo, portanto tem seu lugar significativo especial no corpo de Cristo.
·         Embora sua tarefa possa não ser visível aos outros, Deus pode um para visitar pessoas enfermas.
·         Pode usar outro para dirigir estudos Bíblicos.
·         Outro para interceder em oração, em favor de alguma causa.
·         Outro para ser um servo (servir no bom sentido da frase), onde houver essa carência.
2-Mutua cooperação
·         O verdadeiro servo não é independente na igreja, ele é interdependente.
·         Não pode haver orgulho, vaidade, egoísmo, presunção, arrogância, e outras qualidades negativas no verdadeiro servo.
·         Como a igreja é um corpo (vivo) ela sente quando algum membro é atingido, ferido, machucado ou cortado (disciplinado) e como está escrito em Rm. 12.15.
·         Para que isso aconteça é precisamos nos considerar inferior aos demais (não nos considerarmos superior a quem quer que seja, sejamos humildes).
·         Se nos considerarmos fortes e maduros, devemos suportar os mais fracos, e se possível ajudá-los a se fortalecerem.
·         Quem no corpo de Cristo, não conseguir perdoar seu irmão, deve-se considerar uma célula doente no corpo de Cristo, que precisa ser tratada para não contaminar o corpo, isto, é, permitir que essa doença alcance as demais células sadia.

3-O dever de congregar
·         A igreja não é um clube social espiritual, é um lugar de comunhão é adoração.
·         Perdemos imensas benções quando deixamos de nos reunir com o povo de Deus.
·         Quando nos sentimos espiritualmente fraco, nunca devemos sair da igreja, mas, entrar na igreja.
·         A igreja primitiva veio a conhecer a importância da adoração e da oração coletiva.
·         Quando oramos sozinho, somos como um único soldado em combate, poder ganhar ou perder.
·         Quando oramos coletivamente, somos um pelotão em combate, com o nosso General à frente, há mais chance de vencer do que perder.
·         Devemos nos congregar para exercitarmos a comunhão, uns com os outros.
·         Devemos sentir as necessidades uns dos outros e ajudar da melhor maneira.
·         O crescimento da igreja como corpo de Cristo, depende do estado de saúde espiritual de cada célula (seus membros).  

 Ev. Carlos Borges(CABB) 

domingo, 2 de junho de 2013

O ESPÍRITO SANTO NA VIDA DE JESUS

O ESPÍRITO SANTO NA VIDA DE CRISTO
Lc 4.17-21
Introdução: Jesus Cristo, era a Palavra Viva, que habitou entre nós, e veio para nos  ensinar como andar  nos caminhos do Senhor.
Os Evangelhos,são relatos dos atos e ensinos deixados por Jesus, para orientação dos seus seguidores (servos).
O Espírito Santo, esteve  presente na vida de Jesus, no seu ministério, e na vida da igreja que é a noiva do Cordeiro.

I  O ESPÍRITO SANTO, NO ANÚNCIO DA VINDA DE JESUS
1-A linhagem de Cristo( Gn 3.15)
a)      Nascido de mulher-(Gn 3.15)-Após amaldiçoar a serpente física(cobra) Deus voltou-se para a serpente espiritual(Satanás), com suas  mentiras sedutoras,  maldiçoou-a.
·         Uma profecia dizia, que o nascido de mulher iria ferir a cabeça as serpente ( idéias satânicas), este iria esmagá-la (destruir completamente).
·         A descendência de Satanás, iria entrar em guerra, com a descendência de Cristo.
·         A luta seria sem trégua, e só iria terminar  no final dos tempos quando Cristo venceria  a maldade no mundo.
b)      Descendente de Abraão(Gn 12.3)-Jesus seria o nascido de mulher,que viria  da descendência de Abraão(Gn 12.3).
c)      Da tribo de Judá(Gn 49.10)-Seria da tribo de Judá,uma tribo muito aguerrida, foi muito prospera, Judá foi comparada a um leão,por sua ferocidade (destemor)e pela estratégia de guerra (sabedoria), daí a expressão, “Leão de Judá” e Jesus e cognominado Leão da tribo de Judá.
d)      Da linhagem de Davi (Is 7.14;Jr 23.5)-De igual modo,quando trata-se  de reinado, vem a mente a linhagem de Davi( que era da tribo de Judá) e Cristo seria seu  legitimo herdeiro e sucessor.
2-Seu Nascimento (Is 7.14)      
a)      Nascido de uma virgem(Is7.14)- Os oráculos de Deus, profetizaram que o Messias(ungido em hebraico) e Cristo(ungido em Grego), seria  nascido de uma virgem(jovem com idade de casar).
b)      Nascido na cidade de Belém (Mq 5.2) – Nasceria da cidade de Belém (casa de pão), Efrata nome antigo de Belém de Judá, Jesus, era conterrâneo de Davi, pois ambos nasceram em Belém de Judá.
c)      A fuga para o Egito(Os 11.1)-José e Maria, fugiram para o Egito, fins preservarem a vida da criança, pois o rei Herodes, havia dado ordem para matarem todas as crianças de 2 anos para baixo.
3-O seu ministério (Sl 110.4)  
a)      Um sacerdote da ordem de Melquisedeque (Sl110.4)- “Tu és  sacerdote...”.Seria a primeira vez  na história de Israel que um rei servirá ao mesmo tempo como Sumo-Sacerdote (sacerdote maior) .Cristo (o renovo Is 4.2), construiria  o templo no qual  o mundo  adoraria a Deus(2 Sm 7.13;Is 2.2-4).
b)      Na região da Galiléia (Is 9.1,2)-Seu cumprimento final se dará na segunda vinda  de Cristo, quando a região (Galiléia) estiver  livre do jugo dos invasores estrangeiros.A vinda do Messias é sinônimo da vinda da luz , que eliminará as trevas do cativeiro((Is 42.16; Is 49.6; Is 58.8).A luz que  substituirá as trevas da opressão assíria será uma criança,o Deus encarnado(Is 7.14).Os seus 4 títulos reais(Is 9.6) ilustram sua natureza divina-humana e seu programa de salvação universal.
c)      Ungido com poder e sabedoria  do Espírito(Is11.1,2;Is 42.1;Is 61.1) – Assim como Davi imaginou um reino de justiça e paz,o novo Davi(Jesus),o renovo ou raiz da descendência  de Davi(Is 53.2),estabelecerá um reino incomparavelmente maior.




4-Seus últimos dias na Terra
a)      Entrada triunfal em Jerusalém (Is 62.11) – Quando Jesus entrou em Jerusalém montado em um jumento foi evacionado pela multidão. A palavra Hosana, tem a sua transliteração da expressão hebraica que foi traduzida  como “Salva-nos” no Sl118.5.A multidão gritou essas palavras para Cristo quando ele entrou triunfante em Jerusalém (Mt 21.9).Pouco dias depois a multidão o rejeitou porque Ele não prometeu a libertação político-militar.
b)      A traição (Zc11.12,13)-Jesus, foi traído por 30 moedas de prata, valor irrisório, que era pago,como indenização por um escavo chifrado por um boi(Ex 2132).Judas recebeu exatamente esse valor para trair o Senhor nosso supremo Pastor.Os judeus, do templo ao oferecerem essa quantia a Judas,estavam dizendo com isso, que Jesus não valia mais do que um escravo comum.
c)      Sua morte (Is 53)- Israel não recebeu Jesus em seu primeiro advento (Jo1.9-11).Em sua primeira vinda, o povo não reconheceu o grande e encarnado(em carne e osso) o poder de Deus na pessoa de Jesus, o salvador deles.Ele foi desprezado, rejeitado,ignorado,foi humilhado, escarnecido, sofreu fisicamente e psicologicamente e espiritualmente. O profeta fala em Is 53.2-5, da aversão que as nações descrentes tinham pelo Messias crucificado e da falta de respeito que eles demonstravam pelo Filho encarnado de Deus.
d)      A sua ressurreição (Sl 16.10) – No Salmo 16.10 Davi expressa  sua confiança em Deus, mas foram aplicadas messianicamente à ressurreição de Cristo (o grande Davi).Como porta voz de Deus, Davi sabia que Deus manteria o seu juramento e Cristo voltaria.A ressurreição de Jesus Cristo teve muitas testemunhas.
II  O ESPÍRITO  NA VIDA DE JESUS
1-A encarnação do verbo
·         O verbo (palavra) se fez carne (se humanizou) e habitou (morou entre nós).
·         Deus em  seu amor  por nós, tornou-se  humano(Jesus)  e  nos falou diretamente com conosco( ao homem).
·         A palavra  encarnou, significa, tomar a forma de humana.
·         Jesus, tornou-se  o único  caminho e a verdade  que nos levará a Deus.
2-Identidade do Filho de  Deus Sua
·         Sua identificação foi revelada pelo anjo, quando foi anunciado a Maria que ela iria conceber um filho(Lc 1.35).
·         O Espírito Santo é  que iria realizar a obra  no ventre de Maria,sem a participação  do homem.
·         Era um ato criativo do Espírito Santo, não se tratava de uma coabitação, como acontece entre os seres humanos.
·         Na mitologia  pagã, os deuses vinham a terra e coabitavam  com  as mulheres, e o fruto dessa coabitação, era a geração de semi-deuses, isto, é, meio homem e meio deuses.
·         Jesus era cem por cento(%) humano e cem por cento(%) divino.
3- a identidade de Jesus
·         O Espírito Santo, revelou a Izabel que Maria  estava grávida do Salvador(Lc 1.41-42).
·         Quando Maria foi visitar  Izabel,quando Izabel ouviu a saudação de Maria,a criança que estava no vente de Izabel(João) reagiu a presença do Salvador.
·         João o precursor  do Messias deu testemunho de Jesus, mesmo antes de nascer.

4-O desenvolvimento de Jesus
·         Os Evangelhos não dão grande ênfase a infância de Jesus, nem sobre a vida adulta, pelo menos até aos 30 anos.
·         Há alguma citação sobre Jesus, sobre seus doze (12) anos,  quando  esteve no templo.
·         Porém o Espírito Santo, sempre  esteve com Ele, e foi de certo modo, seu tutor, instrutor e orientador pessoal.
III O ESPÍRITO SANTO NO MINISTÉRIO DE JESUS
1-O batismo de Jesus
·         João Batista ( o que batiza), recebeu de Deus, um sinal para reconhecer o Filho de Deus.
·         No Rio Jordão, esse sinal  foi autentico,com a manifestação corpórea de uma ave(pomba) e a voz do Altíssimo,dizendo...”Este é meu Filho amado em quem me comprazo(Mt 3.17).
·         Essa expressa, diz o seguinte... este é o meu Filho que tanto amo, e que me dá prazer(ele me ama e me obedece).
2-A tentação no deserto  
·         O Espírito Santo, sempre esteve com Jesus, nunca o abandonou, nem nas horas mais difíceis.
·         Ele auxiliou Jesus em todas as áreas do seu ministério.
·         Na hora das provas o  preparou, de modo que ele pode resistir as tentações no deserto.
·         A tentação de Jesus, no deserto teve como alvo, sua natureza humana.
·         Não era apenas uma vitória mental, isto,é, controle sobre seus pensamentos, mas, uma experiência que ele viveu de fato e da qual saiu vitorioso.
3-Confirmação do Ministério
·         O serviço  religioso na sinagoga envolvia uma leitura da lei e uma leitura dos profetas, com desenvolvimento que vinculavam os dois textos.
·         Jesus, leu os textos de Is. 61.1-3, ele levou as palavras proféticas que descreviam  seu próprio ministério.
·         Jesus ao citar esses versículos (Is 61.1-3),demonstrou que tinha consciência  de estar cumprindo o oficio de Messias(Lc 4.24).
·         Ele curou os quebrantados de coração, o que faz referencia aqueles  desconjuntados por causa de sua má situação de vida, Jesus proclamou liberdade aos cativos.
4-Sacrifício de amor
·         A suportar a Cruz, por amor a nós, era um sacrifício  que bem poucos poderiam suporta.
·         Um sacrifício “Ordálio terrível – è uma prova judiciária feita com a concordância de elementos da natureza e cujo resultado era interpretado como um julgamento divino:Juízo de Deus.
·         Jesus suportou sua prova, com o auxilio do Espírito santo.
·         Ele veio não para nos salvar em nossos pecados, mas para nos salvar de nossos pecados.
·         Cristo, concede o arrependimento por meio do seu  Espírito,que opera através da Palavra para despertar a consciência, dando nos  um sentimento de tristeza pelos pecados cometidos.
5-Ressurreição
·         É o evento chave da doutrina cristã e sua teologia. De acordo com o Novo Testamento, Jesus foi crucificado, morreu, foi sepultado em um túmulo, e ressuscitou três dias mais tarde (João 19:30-31, Marcos 16:1, Marcos 16:6).
·          O Novo Testamento também menciona várias aparições de Jesus ressurreto em diversas ocasiões aos seus doze apóstolos e discípulos, incluindo os "mais de quinhentos irmãos de uma só vez" (1 Cor. 15:6).
·         A morte de Jesus juntamente com a sua ressurreição fazem parte dos fundamentos da doutrina da salvação.

Ev. Carlos Borges(CABB)


sábado, 1 de junho de 2013

JESUS,CURA E BATIZA

Jesus Cura e Batiza
Is. 53.1-6
                                                   
I JESUS O MEDICO DIVINO
1-Salvador do Corpo e da Alma

·         Uma igreja autenticamente pentecostal acredita no poder de Deus para curar.
·         Não desprezamos a atuação dos médicos, já que o próprio Jesus destacou que são os doentes que deles precisam (Mt. 9.12). Mas acreditamos que Jesus pode, soberanamente, curar os enfermos, o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e sobre as Suas pisaduras somos sarados (Is. 53.4,5).
·         O Jesus que curou nos tempos dos Evangelhos é o mesmo: ontem, hoje e o será eternamente (Hb. 13.9).
·         Ele tem todo poder e autoridade, por isso, os enfermos podem se achegar até Ele, clamando por cura, os mensageiros da boa nova de Deus também possa e deve orar para que os doentes recebam a cura (Mc. 16.18).

2-A continuação da obra de Jesus
·          Os apóstolos foram instrumentos de Cristo para a realização de curas milagrosas, por meio da autoridade de Jesus, e sob o poder do Espírito Santo, pessoas enfermas foram restauradas, um exemplo se encontra em At. 4.
·          A mensagem da cura divina e a disposição ministerial para orar pelos enfermos sempre foi uma marca das igrejas pentecostais. Toda igreja que se diga autenticamente pentecostal não pode desprezar essa missão.
·          Evidentemente nem todos serão curados, mas não compete à igreja especular a respeito das razões pelas quais alguém deixa de receber o milagre. Orar pelos enfermos, clamando em submissão a Deus, no nome de Jesus, é uma observância necessária a toda igreja autenticamente pentecostal.

3- A importância dos sinais
·         O ensino de Jesus e o seu ministério de cura podem não ter parecido à altura do predito.
·         As obras que Jesus estava realizando, consistem de obras observadas (testemunhadas por pessoas).
·         As testemunhas eram seus contemporâneos, que as viram e relataram a outras pessoas.
·         Os profetas do passado tinham dito que o Messias faria estas mesmas obras (Is. 35.5,6; 61.1).
·         Essas evidenciam físicas ajudaram João e irão ajudar as pessoas hoje, a reconhecerem quem é Jesus.
·         Jesus respondeu às dúvidas de João dizendo aos seus discípulos (de João) Ide e anunciai a João o que tendes visto e ouvido (Lc 7.22)
  
II JESUS, O QUE BATIZA COM O ESPÍRITO SANTO
1- A Promessa
·         Foi o profeta Joel que expôs com mais clareza a respeito do derramamento do Espírito Santo.
·         No Novo Testamento, a promessa foi asseverada por João Batista (Mt 3.11).
·         Jesus é Aquele a respeito do qual João Batista profetizou, dizendo que viria um após ele que batizaria com o Espírito Santo (Mt. 3.11).
·         O batismo no Espírito Santo é uma das doutrinas fundamentais da fé pentecostal.
·         A orientação de Jesus é que seus seguidores fizessem discípulos (Mt. 28.19) em todas as etnias (Mc. 16.15).
·         Se Jesus não voltasse ao Pai, o Consolador não viria habitar entre nós e em nós.

·         Para tanto, deveriam aguardar em Jerusalém, até que do alto fossem revestidos de poder (Lc. 24.49). Antes de subir ao céu, Jesus declarou aos seus discípulos que eles receberiam o poder do Espírito Santo para que fossem testemunhas, não apenas em Jerusalém, mas em toda Judéia, Samaria e até os confins da terra.
·          O objetivo central do Batismo no Espírito Santo é a evangelização, o desenvolvimento da obra missionária.
·         A evidência física inicial do Batismo no Espírito, conforme aconteceu em At. 2 é a glossolalia, isto é, o ato de falar em línguas.
·         A experiência do Batismo no Espírito Santo deva ser diferenciada do novo nascimento.
·         Essa última ocorre no momento em que a pessoa recebe a Cristo como salvador e passa a fazer parte do Corpo de Cristo. A primeira é uma operação subseqüente, resultante de uma disposição para testemunhar com ousadia a respeito da mensagem salvadora de Jesus Cristo (At. 1.8).
·          Toda igreja autenticamente pentecostal instrui seus membros a buscarem o batismo no Espírito Santo, a serem missionários da mensagem de salvação.
2- O cumprimento da promessa

·         Após a morte de Jesus e sua subida para o céu os discípulos retornaram para Jerusalém para obedecem a ordem de Jesus.
·         Eles tinham que ficar em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder.
·         Era o dia de Pentecoste (qüinquagésimo) e se referia à festa das semanas (Ex.34.22,23) ou colheitas (Lv 23.16).
·         Esta festa era celebrada 50 dias após a Páscoa, em Maio ou Junho (Lv 23.15-22).
·         O Espírito Santo veio neste dia como as primícias da herança dos crentes (2 Co. 5.5); Ef 1.11-14)
·          Naquele dia houve um barulho de um vento impetuoso, o som encheu a casa em que estavam assentados, a casa provável mente refere-se ao cenáculo, os crentes estavam unidos orando.

·         Houve um efeito visual como línguas de fogo sobre as cabeças dos que ali se encontravam.
Ev. Carlos Borges(CABB)