sábado, 14 de outubro de 2023

AS ARMADURAS DE DEUS

                                             Ef. 6.10-18

Espiritualmente falando, sabemos o que a armadura de Deus representa para o cristão, pois o Espírito já nos revelou através de Paulo. Um fator importantíssimo é entender que esta armadura é de Deus (não é humana!), e deve ser vestida em seu conjunto, sem deixarmos nenhuma parte de fora, pois a Palavra nos exorta: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus” (Ef 6:11)! Também é importante entendermos o que ganhamos e em que sentido nós somos protegidos obedecendo ao Senhor, vestindo-nos e revestindo-nos de sua armadura!

Precisamos da cobertura de toda a armadura de Deus, assim como um soldado romano, da época de Paulo, precisava armar-se para a batalha: nenhuma parte, ou membro do corpo, podia ficar descoberto! Essa armadura era um conjunto de armas metálicas que protegia o corpo dos guerreiros:

 O CINTURÃO DA VERDADE

Sl 15:1-2; Sl 91:4; Pv 12:17; Is 45:19b; Jo 8:32; Rm 2:2; Ef 4:15; 1 Jo 2:4.

1.      Cinturão é uma cinta larga, geralmente de couro, em que se penduram armas ou ferramentas.

2.       O cinto também é um símbolo de proteção (protege as partes geradoras de vida!).

3.      Na luta contra as trevas, se não estamos cingidos com a verdade, nos falta uma parte essencial da armadura!

4.      E se não estamos falando e vivendo a verdade, ficamos estéreis, infrutíferos para o Senhor (Jo. 15:8).

5.      Quando o crente não se cinge da verdade que é a Palavra de Deus, ele fica vulnerável ao ataque do inimigo(Satanás) e na luta ele perde a batalha. Portanto o cinto da verdade de estar bem ajustado

 A COURAÇA DA JUSTIÇA

1.      Gn. 18:19; Sl 45:7; Ef 4:24; Ap. 19:8.

2.      Couraça é uma armadura defensiva que cobre o peito e as costas (onde ficam os órgãos vitais).

3.      O homem cujas práticas são pautadas na justiça é uma pessoa íntegra em sua conduta!

4.      Quando a Palavra fala de “justiça”, fala da justiça de fato: a justiça de Deus, pois a justiça humana não passa de “trapo de imundícia” (Is 64:6).

5.      As nossas áreas  espirituais mais vulneráveis são protegidas pela JUSTIÇA DE CRISTO. Quando vivemos para Ele e o servimos de todo o nosso coração. O mundo no qual vivemos precisa saber que podemos ter uma vida de obediência a verdade.

 OS CALÇADOS DA PREPARAÇÃO DO EVANGELHO DA PAZ

1.      “Calcem sapatos que possam fazê-los andar depressa ao pregarem a boa nova da paz com Deus” (BV).

2.      Is 52:7; Is 9:6: O Evangelho da Paz é o Evangelho do Reino, ou seja, a proclamação do governo de Cristo! “O teu Deus reina!” é a mensagem!

3.      Este evangelho é de paz porque na medida em que nos submetemos ao governo de Cristo, e esse governo vai aumentando em nós, temos a paz de Cristo governando os nossos corações.

4.      Os pés são a base do corpo; dão sustento e levam o corpo ao seu destino.

5.       Os pés representam nosso andar!

6.       Calçar os pés com a preparação do evangelho da paz representa o “ide” de Jesus. 

7.       Mas não só isso; quer dizer que devemos ir preparados, treinados no evangelho do reino, sem pervertermos o evangelho de Cristo, andando nEle, em santidade de vida (Mt 28:18-20; Gl. 1:6-7, 11).

8.      1-Satanás pode nos dar um tranco e nos levar a perder o equilíbrio, principalmente se os sapatos ESPIRITUAIS não forem  bons.

9.      2-Uma de  suas táticas  é a de provocar divisões  entre os crentes por causa de coisas sem menos importância.

10.    3- Ele está por trás da: Inveja; ciúmes; mexericos; brigas(discursões)

11.    4-O crente deve usar o sapato correto(evangelho) a fim de estar pronto a compartilhar da Palavra de Deus com amigos e parentes. 

 O ESCUDO DA FÉ

1.      A fé revela nossa limitação e incapacidade, e por isso mesmo, nossa confiança em Deus, que tudo pode!

2.       Além disso, a fé nos protege dos dardos inflamados do maligno; justifica-nos (Rm 5:1); agrada a Deus (Hb 11:6); o justo vive por ela (Hb. 10:38); se expressa em obras (o fruto revela a árvore) (Tg. 2:17).

3.      Vale lembrar que, numa batalha em campo aberto, os soldados ficam mais protegidos dos dardos inflamados lançados pelo inimigo, quando se juntam fazendo seus vários escudos parecerem um só!

4.      Quando estamos juntos, nossa fé é aumentada, e assim não somos atingidos tão facilmente.

5.      1-Satanás envia suas setas inflamadas(malignas) da: Traição; oposição; decepção; acusação; que podem nos deixar incapacitado espiritualmente

6.      2-O Escudo da Fé é nossa confiança em Jesus Cristo e nas suas Promessas

7.      3-Quanto mais conhecemos as Escrituras Sagradas e aplicamos o seu conhecimentos em nossa vida, maior será o nosso escudo, e consequentemente a nossa VITÓRIA

 O CAPACETE DA SALVAÇÃO

1.      O capacete protege a cabeça. Na cabeça está o cérebro, outra parte vital do corpo.

2.      No cérebro está o que chamamos de mente, ou os pensamentos.

3.       O capacete da salvação protege nossa mente das mentiras do diabo e das influências do mundo (Rm.12:2; Is. 60:18).

4.      Devemos nos revestir da salvação (2 Cr 6:41; Sl. 132:16)

5.      1- O capacete nos protege das pancadas na cabeça, na vida espiritual são as sugestões malignas.

6.      2-O capacete nos livra das sugestões malignas, para nos desviar dos  propósitos de Deus para a nossa vida.

7.      O capacete nos ajuda a manter a santidade de Deus em nossa vida, não aceitando qualquer argumento maligno.

8.      3- Nosso adversário quer tomar possa da nossa mente, para tomar conta do corpo e fazer a sua vontade, que é contraria a vontade de Deus.

9.      4- Sem o capacete da salvação, não poderemos vencer as inúmeras sugestões malignas, e  produzir frutos bons para Deus.

 A ESPADA DO ESPÍRITO

1.      A Palavra de Deus – a Bíblia – é muito importante nesta guerra, pois traz cura para as feridas causadas pelo inimigo (Sl 107:20).

2.      Também porque corremos risco de morte quando não a conhecemos ou rejeitamos.

3.      A pregação da palavra também gera fé nos nossos corações (Rm 10:17); é fiel e digna de toda aceitação (1 Tm 4:9), deve abundar em nós (Cl 3:16); ser bem manejada (2 Tm 2:15) e pregada a tempo e fora de tempo (2 Tm 4:2).

4.      “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus […]”. 

5.      Por que temos esta orientação do Espírito de Deus?

6.      Porque estamos em guerra, e nossos inimigos não são carnais, mas espirituais e muito poderosos!

7.      Estamos em luta, em plena guerra (uma soma de batalhas)!

8.      E nossos inimigos não são pessoas; não são nossos vizinhos, colegas, aqueles que se interpõem no nosso caminho, e muito menos nossos irmãos em Cristo.

9.      Definitivamente isto tem que estar bem claro: “[…] embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas; anulando nós, sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10:3-5).

10.    Contra essa corja de inimigos não podemos lutar de “qualquer jeito”, nem com “qualquer arma”, nem tampouco usarmos “armadura humana” (1Sm 17:38-40)!

11.    Em Atos 19:13-16, vemos que a autoridade delegada por Jesus (Lc 10:19) é estrita aos seus discípulos, àqueles que vivem sob o seu senhorio, àqueles que andam com Ele e, por Ele são enviados (Mc 3:13-14)!

12.    Não existe poder mágico nas palavras: “no nome de Jesus”“há poder no sangue de Jesus”!

13.    Há poder, sim, no nome de Jesus, mas principalmente, na sua pessoa.

14.    Se estamos nEle, Ele agindo através de nós, e nós sob a sua autoridade; aí, sim, os inimigos se submetem!

15.     Que fique bem claro: a armadura de Deus é para soldados e discípulos, não para simpatizantes do evangelho!

16.    E para quê ele nos orienta assim?

17.    Para ficarmos livres das ciladas do inimigo! 

18.    Cilada é uma armadilha; é astúcia, esperteza e engano.

19.    Enganar é levar ao erro através de ilusão, disfarce, etc.

20.     Satanás não tem poder sobre nós, os filhos de Deus! Por isso, tentará nos induzir ao erro, pois só terá autoridade sobre nós se nos sujeitarmos a ele.

21.    A escolha será sempre nossa! Nosso inimigo pode vir disfarçado de um “coração cheio de boas intenções” (Jr 17:9); como um irmão “cogitando das coisas dos homens e não das de Deus” (Mt 16:22-23); pode vir com a palavra de Deus, mas pela metade ou deturpada (1 Tm 4:1-2; 1 Tm 6:3-5; 2 Pe 2:1-2, 17; At 17:11); ou até mesmo como um “anjo de luz” (2 Co 11;14).

22.     Daí a necessidade de habitarmos (estarmos sempre junto, morando…) no esconderijo do Altíssimo (Sl 91:3) e revestidos de toda a armadura de Deus!

23.    Para resistirmos no dia mau! 

24.    Uma excelente palavra de Jesus sobre este assunto está registrada em Mateus 7:24-27 todos podemos ser visitados por fortes chuvas, enchentes, tempestades, vendavais, etc.

25.    Mas, a nossa salvação estará em sermos praticantes das verdades proferidas por Jesus, e assim estarmos firmados sobre a rocha que sustentará nossa casa em pé!

26.    Para permanecermos inabaláveis após a vitória!

27.     Uma guerra é feita de muitas batalhas e lutas.

28.     Vestidos de toda a armadura de Deus, sempre que vencermos uma batalha, estaremos firmes e ainda abundantes na obra do Senhor, sabendo que, nEle, nosso trabalho não é vão (1 Co 15:57-58).

29.    A  vitória, garantida: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.

30.    Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o filho de Deus?” (1 Jo 5:4-5). Até que venha a próxima batalha.

31.    1-A Palavra de Deus é uma espada de dois gumes, que penetra na divisão da alma e do espirito, e ossos e medulas.

32.    2- Ela discerne tanto no lado material(ossos e medulas) como no aspecto espiritual ( alma e espírito).

33.    3-É com a Palavra de Deus que podemos apagar os dados inflamados do maligno (quando citamos a Palavra de Deus em confronto com as palavras do maligno)   COMO PODEMOS NOS VESTIR DESSA ARMADURA DISPONÍVEL A NÓS TODOS?

1.      O apóstolo nos responde: “Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”! As palavras que saltam aí são: “oração”, “súplica”, “em todo tempo”, “no Espírito”, “vigiando”, “toda perseverança”, “por todos os santos”.

2.      Aqui aprendemos muitas coisas: Temos que orar (1 Tm. 2:1-4);Orar sem cessar (1 Ts 5:17);

3.      Mas não orar de qualquer jeito.

4.      Uma oração nascida e guiada pelo Espírito Santo, que nos assiste na nossa fraqueza e conhece a mente do Pai.

5.      Assim pode interceder adequadamente pelos homens (Rm. 8:26,27),com súplicas. Orar com súplica é orar com humildade, reconhecendo nossa situação de necessitados, de pecadores; é orar e permanecer orando; é não desistir antes de vir a resposta, é ser insistente.

6.       É orar segundo a necessidade (Dn. 10:2,3; Ne 1:4).

7.      Vigiando com toda a perseverança.

8.       Significa que não podemos nos dar o luxo de ficarmos “regalados” em oração, afinal estamos em guerra!

9.      É mais ou menos “orar com um dos olhos aberto”!

10.    E novamente vemos aí a exortação a não desistirmos, a orarmos até o fim (At 1:14);

11.    Por todos os santos!

12.     Nossa oração e súplica não pode ser egoísta, voltada apenas para nossos problemas pessoais, pois enquanto buscamos o “Reino de Deus e sua justiça”, as nossas necessidades serão prontamente supridas pelo Senhor (Mt. 6:33)!

13.    A maior parte do nosso tempo de oração deve ser destinada à intercessão pelos outros (2 Tm 2:1), conforme o exemplo deixado por Paulo que fazia isso pelos seus amados irmãos (Fp. 1:3,4; Cl 1:9-12; 1 Ts 1:2-4), certamente sempre guiado em suas orações pelo Espírito Santo de Deus.


            Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)

sábado, 7 de outubro de 2023

O NASCIMENTO DO FILHO DO HOMEM

Lc. 2.1-24

Introdução: Lucas foi o único escritor do Evangelho que relaciona os acontecimentos que registrou com a História mundial. Seu relato foi dirigido a um público predominantemente grego, interessado e familiarizado com a política. A Palestina estava sob os romano; César Augusto, o primeiro Imperador romano, era o líder. Os governantes romanos, tidos como deuses, viviam como tal, sendo as suas ordens como leis imutáveis, e que o povo tinha que obedecer sob pena de severas punições, daí o temor do povo em não contrariar esses deuses.

 I O NASCIMENTO DE JESUS

1- O Decreto de César (Lc. 2.1,3).

1.      Um censo romano foi feito para ajudar o recrutamento militar e/ou à coleta de impostos.

2.      Os judeus não tinham que servir no exército romano, mas talvez não deixassem de pagar as taxas.

3.      O decreto de Augusto foi editado no tempo perfeito de Deus e de acordo com seu perfeito PLANO de trazer Seu Filho ao mundo.

4.      Deveria ser tributado – Essa palavra “imposta” significa arrecadar e arrecadar dinheiro para o uso do governo.

5.       Este não é o significado da palavra original aqui.

6.      Significa antes “inscrever-se” ou fazer uma “lista” dos cidadãos, com seus empregos, a quantidade de suas propriedades etc., equivalente ao que se entende por censo.

7.      A Judéia era naquela época tributária de Roma.

8.      Pagou impostos ao imperador romano; e, embora Herodes fosse “rei”, ele ainda mantinha sua nomeação sob o imperador romano e estava sujeito a ele na maioria dos assuntos.

9.      Além disso, como essa “inscrição” era apenas para verificar os números e as propriedades dos judeus, é provável que eles estivessem muito dispostos a se matricular dessa maneira; e, portanto, ouvimos dizer que eles foram de bom grado, sem tumulto – ao contrário do modo comum quando deveriam “ser tributados”.

 2-O menino nasceu (Lc. 2.4-7).

1.      Deus controla toda a história.

2.      Devido ao decreto do Imperador Augusto, toda a situação encaminhou-se para que Jesus nascesse justamente na cidade profetizada para o nascimento dEle (Mq. 5.2), embora José e Maria não vivessem lá.

3.      José e Maria eram descendentes de Davi.

4.      No AT, há inúmeras profecias que asseguram que o Messias nasceria da linhagem de Davi (Is. 11.1; Jr.33.15; Ez. 37.24; Os. 3.4.

5.      Tiras de pano eram usadas para manter um bebê aquecido e dar-lhe uma sensação de segurança.

6.      Acredita-se que estes panos protegiam os órgãos internos.

7.      O costume de enrolar crianças deste modo ainda é praticado em muitos países do Oriente Médio.

3-Os anjos e os pastores (Lc. 28.20).

1.      Deus continuou a revelar seu Filho, mas não àqueles a quem poderíamos esperar.

2.      Lucas registrou que o nascimento de Jesus foi anunciado aos pastores no campo.

3.      Talvez estes provessem cordeiros para os sacrifícios no Templo, por meio destas ofertas Deus concedia o perdão dos pecados.

4.      Aqui, é relatado que os anjos convidaram os Pastores a saudarem o cordeiro de Deus (Jo. 1.36), que tiraria os pecados do mundo inteiro para sempre.

5.      Os pastores ficaram apavorados, mas o temor transformou-se em alegria quando os anjos anunciaram o nascimento do Messias.

6.      Primeiro os pastores correram par ver o bebê, depois divulgaram a noticia.

7.      Jesus é o seu Messias, o seu Salvador.

8.      Nós os salvos esperamos ansiosamente encontrá-lo por meio da oração e da Palavra todos os dias?

9.      Quem de nós, já descobriu este Senhor tão maravilhoso, a ponto de não conseguir evitar compartilhar nossa alegria com os nossos amigos e familiares?

 II CIRCUNCISÃO E APRESENTAÇÃO

1-Consagração de Jesus (Lc. 2.21-24).

1.      As famílias judias observavam várias cerimônias logo após o nascimento de um belo bebê.

2.      Entre as mais importantes estão.

3.       (1) A circuncisão­- Todo menino era circundado e recebia um nome no oitavo dia após o nascimento (Lv. 12.3; Lc. 1.59,60).

4.      A circuncisão simbolizava a separação dos judeus dos gentios e seu relacionamento singular com Deus.

5.      (2)- A redenção do primogênito- O filho primogênito era apresentado a Deus um mês após o nascimento (Êx. 13.2, 11-16; Nm. 15,16).

6.      A cerimônia incluía o resgate da criança para Deus por meio de uma oferta.

7.      Deste modo, os pais reconheciam que o filho pertencia a Deus, o único com poder de dar a vida.

8.      (3) A Purificação da mãe- Por quarenta dias depois do nascimento de um filho, ou oitenta após do nascimento de uma filha, a mãe era considerada impura e não podia entrar no Templo.

9.      No final desse período de separação, os pais deveriam oferecer um cordeiro em holocausto e um pombo (macho ou fêmea) como oferta pelos pecados.

10.    O sacerdote sacrificava estes animais e declarava a mulher purificada.

11.    Se um cordeiro fosse muito caro para a família, os pais poderiam oferecer dois pombos (macho ou fêmea).

12.    José e Maria fizerem isso por Jesus, apesar de ser Filho de Deus, eles cumpriram a Lei, Jesus não se esquivou da Lei, pelo contrario Ele a cumpriu perfeitamente.

 2-O Cântico de Simeão (Lc. 2.25-35).

1.      Simeão profetizou que Jesus traria duplas consequências a Israel, alguns cairiam por causa Dele (Is. 8.14,15), enquanto outros seriam elevados (Ml. 4.2).

2.      Nessa oração, Simeão frisou dois fatos de grande importância.

3.      Primeiro, ele entendeu que a vinda de Jesus ao mundo significava a vinda da salvação.

4.      Ver Jesus era o mesmo que ver a salvação divina.

5.      Quando adulto Jesus descreveu sua missão nestes termos: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido (Lc. 19.10)”.

6.      O apóstolo Paulo escreveu alguns anos depois: Fiel é a Palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal (1 Tm. 1.15)”.

7.      Não é possível manter-se neutro em relação a Jesus, as pessoas o aceitam alegremente ou rejeitam-no.

8.      Como mãe, Maria ficaria entristecida pela rejeição que Jesus enfrentaria.

9.      Esta é a primeira referência à dor materna no Evangelho de Lucas.

 3-A profetiza Ana (Lc. 2.36-38).

1.      Embora Simeão e Ana fossem muito idosos jamais perderam a esperança de que veriam o Messias.

2.      Guiados pelo Espírito Santo, eles estão entre os primeiros a dar testemunho sobre Jesus.

3.      Na cultura judaica, os anciãos eram respeitados, devido à idade de Simeão e Ana, suas profecias trouxeram uma confirmação extra.

4.      Nossa sociedade valoriza mais a energia da juventude do que a sabedoria dos anciãos, assim, as contribuições dos idosos são frequentemente ignoradas.

5.      Como cristãos, devemos inverter estes valores.

6.      Encoraje as pessoas na terceira idade a compartilharem suas sabedoria e experiências.

7.      Ouça cuidadosamente quando falarem.

8.      Ofereça-lhes sua amizade e ajude-as a encontrar caminhos para continuarem a servir a Deus

 III A INFANCIA DE JESUS

1- O regresso a Nazaré (Lc. 2.39-40).

1.      Maria e José teriam retornado imediatamente a Nazaré ou permanecido em Belém por algum tempo, como sugere o relato em Mt. 2?

2.      Houve um intervalo de vários anos entre os acontecimentos descritos nos versículos 38 e 39, tempo suficiente para o casal encontrar um lugar para morar em Belém, fugir para o Egito, a fim de escapar da ira de Herodes, e retornar a Nazaré em outra ocasião segura.

3.      Jesus era cheio de sabedoria.

4.      Este fato não surpreende, uma vez que Ele permanecia em intimo contato com o Pai celestial.

5.      Em Tg. 1.5, é dito que Deus generosamente dá sabedoria a todo aquele  que pede.

6.      De acordo com os ensinamentos de JESUS, podemos crescer em sabedoria se andarmos com Deus.

 2- O menino entre os doutores (Lc. 2.41-50).

1.      De acordo com             Lei, todo homem devia ir a Jerusalém três vezes por ano, por ocasião das grandes festas: A Páscoa, Festas dos Pães Asmos, que dura uma semana.

2.      A Páscoa judaica comemora a noite em que os hebreus saíram do Egito, quando Deus matou os primogênitos egípcios, mas não feriu os lares marcados com o sangue do cordeiro (Êx. 12.21-36).

3.      Lucas inicia a narrativa, afirmando que os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa (Lc 2,41).

4.      Na história do povo de Israel, por vários séculos, esta festa era uma celebração doméstica, um momento de memória coletiva do povo, mas também de fortalecimento de vínculos familiares.

5.      Entretanto, o rei Josias (640-609 a.C.) determinou que a festa deveria ser celebrada de forma centralizada em Jerusalém, a capital (2Rs 23,21-23).

6.       Com essa medida, ele conseguiu concentrar poder através do controle do culto praticado no templo, que ficava em Jerusalém.

7.      Houve muita resistência, mas a medida do rei Josias foi imposta pela força bruta.

8.      Para Lucas, os pais de Jesus seguem essa tradição, inclusive quando ele completa doze anos (Lc 2,42).

9.       Terminada a festa, eles começam a viagem de volta, sem notar que o menino não está na caravana.

10.    Depois de andarem um dia inteiro, percebem a sua falta e começam a procurá-lo entre os parentes e conhecidos.

11.    Como não o encontram, retornam a Jerusalém (Lc 2,43-44).

 3- E crescia Jesus (Lc. 2.51-52).

1.      Quando os dias festivos terminaram em Jerusalém, Jesus ficou para trás, enquanto seus pais presumiram que ele estava na comitiva que voltava para a Galileia.

2.       Eles estariam em uma caravana com muitos parentes e amigos (2:43-44), então seria fácil supor que Jesus estava entre o grupo em algum lugar.

3.      Quando perceberam que ele havia desaparecido, voltaram a Jerusalém e o encontraram após três dias de busca (2:45-46).

4.      Ele estava no templo, interagindo com os mestres e surpreendendo-os com seu entendimento (2:46-47).

5.      Quando seus pais perguntaram por que ele os preocupava, Jesus respondeu: Você não sabia que era necessário que eu estivesse na casa de meu Pai? (2:48-49).

6.      Eles não entenderam que ele tinha uma missão única no reino de seu Pai celestial (2:50).

7.      No entanto, ele também tinha a responsabilidade de honrar seu pai e sua mãe terrenos (ver Êxodo 20:12), então ele obedeceu e foi para casa com eles (Lucas 2:51).

8.      Embora seu filho a confundisse, Maria guardava todas essas coisas em seu coração (2:51). Um dia, ela entenderia. Enquanto isso, Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens (2:52).

9.      Isso demonstra sua verdadeira humanidade.

10.    Ele não era simplesmente Deus disfarçado de homem.

11.    Ele tinha uma natureza divina perfeita e uma natureza humana genuína que amadureceu à medida que crescia.

 

 Pr. Capl.. Carlos Borges (CABB)