segunda-feira, 1 de agosto de 2022

A PÁSCOA

 

A PÁSCOA

Êx.12.1-17

Introdução: No livro de Êxodo que o povo de Israel estava já há centenas de anos sob a escravidão de faraó no Egito. Enquanto sofriam, clamavam ao seu Deus, e Ele compadecendo-se da aflição do Seu povo, enviou um libertador: Moisés. Deus enviou nove pragas que afligiram duramente o povo do Egito, porém ainda assim Faraó resistia a Moisés e ao Deus de Israel. Veio então a décima praga, a morte de todo o primogênito na terra do Egito.

 I A INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA

1-Um Novo Começo (Êx. 12.2)

1.      O mesmo Deus que acompanhava Moisés está aqui hoje para fazer o mesmo com cada um de nós (nos libertar de enganos espirituais, curar-nos emocionalmente, e nos fazer prósperos e possuidores de nossa própria terra).

2.      A celebração da Páscoa consistia em tomar um cordeiro sem macula, imolá-lo(mata-lo), assá-lo e aspergir o sangue sobre as vergas da porta da casa, para que o anjo da morte não tocasse nos primogênitos do povo de Israel.

3.      O cordeiro deveria ser servido com pães asmos (sem fermento) e ervas amarga.

4.      Quantos ali no meio daquela multidão já pensavam que morreriam no cativeiro?

5.       Quantos hoje aqui acham que seu problema não tem solução, que não há uma saída?

6.       Pois saiba que o Libertador de Israel está vivo, Ele está aqui, e vai libertá-lo de tudo o que o oprime. (Seu nome é Jesus Cristo, o Filho do Deus Vivo).

7.      Nesta história cada elemento possui o seu significado espiritual: 1. O Egito: Corresponde ao nosso passado de pecado e sofrimento longe de Deus. 2Faraó: Corresponde ao maligno, que tenta aprisionar os filhos de Deus no pecado. 3. Israel: O povo santo que ama e obedece a Deus hoje. 4. Moisés, o libertador de Israel: corresponde a Jesus, o libertador do povo de Deus. 5. O cordeiro: A Palavra (O verbo, Jesus) que estamos compartilhando nas células. 6O sangue do cordeiro sobre a porta: o poder do sangue derramado por Jesus na cruz para a remissão de nossos pecados e para nossa libertação e proteção contra o destruidor (satanás). 7Os pães asmos (sem fermento): representa a remoção do pecado de nossas vidas, de nossas casas, para que não sejamos mais escravizados por ele. (O fermento na Bíblia representa o pecado). 8. Ervas amarga: representam a lembrança do sofrimento do qual Deus libertou Seu povo, das amarguras sofridas no tempo da escravidão. É lembrar que devemos nutrir a gratidão e a santidade. 9. A Páscoa: A libertação espiritual do povo de Deus das trevas e sua transposição para o Reino de Deus (Colossenses 1.13).

8.      Na Páscoa celebraremos perpetuamente, a aliança de sangue que Deus fez conosco para nos libertar definitivamente da escravidão! Neste domingo celebraremos a Páscoa com Batismo nas Águas e Santa Ceia, Atos Proféticos que apontam para o Sacrifício de Cristo e marcam a Libertação de nossas vidas.

2- O Tempo e o Modo de Deus (Êx.12.3)

1.      Em Êxodo 12 vemos a instituição da Páscoa, celebração que se tornou perpétua no calendário de Israel e celebrava a saída do povo, do Egito e a forma como o Senhor poupou seus primogênitos na décima praga.

2.      Ao contrário das outras, em que eles não tiveram que fazer nada para serem guardados da aflição, nestes eles tinham algumas tarefas.

3.      Cada família deveria sacrificar um cordeiro de um ano, sem defeito e o seu sangue deveria ser passado na entrada da casa e na porta.

4.      Mas o qual a importância disso?

5.      Deus desejava começar a formar em sua consciência a ideia de que para que uma vida fosse poupada, um inocente teria que assumir o seu lugar.

6.      Um ato profético que anos mais tarde seria feito de maneira definitiva por Jesus Cristo, na cruz do Calvário.  

7.      Ali, não apenas o primogênito, mas todo aquele que Nele crer, tem a vida eterna.

8.      Havia outras instruções importantes a ser seguidas.

9.       Eles deveriam comer pães sem fermento, ou seja, alimento que podia ser rapidamente preparados, com ervas amarga estas lhes lembraria de sua aflição no Egito.

10.    O fato de estarem vestidos e prontos mostra que confiantes na promessa de Deus, estavam na expectativa de que partiriam a qualquer momento para adorar a Deus e viver na Terra da Promessa.

11.    Há muitos símbolos e datas bíblicas, como a Páscoa e o Natal que devem ser observadas e celebradas por todos nós, em família.

12.    Por meio delas comunicamos aos nossos filhos e a sociedade em geral, valores sociais e de fé, importantes.

13.    Tradições sadias, que nos fazem lembrar quem somos e de onde viemos.

 

3-Os elementos da Páscoa (Êx. 12.9)

1.      Naquela noite – A noite é assim claramente distinguida da noite em que o cordeiro foi morto. Foi morto antes do pôr do sol, no dia 14, e comido após o pôr do sol, no início do dia 15.

2.      Com fogo – Entre as várias razões apresentadas para essa liminar, a mais provável e satisfatória parece ser a santidade especial ligada ao fogo da primeira instituição de sacrifício (compare Gênesis 4: 4 ).

3.      E pães ázimos – Por conta da partida apressada, sem tempo para o processo de fermentação, mas o significado discernido por Paulo, 1 Coríntios 5: 7-8 , e reconhecido pela Igreja em todas as épocas.

4.      Estava certamente implícito, embora não expressamente declarado na instituição original.

5.      Compare as palavras de nosso Senhor, Mateus 16: 6;  Mateus 16:12 , quanto ao simbolismo do fermento.

6.      Ervas amarga – A palavra ocorre apenas aqui e em Números 9: 11 , em referência às ervas.

7.      A referência simbólica aos sofrimentos anteriores dos israelitas é geralmente admitida.

 

II O CORDEIRO PASCAL

1- Sem Defeitos (Êx. 12.5)

1.      O animal escolhido tinha de ser um macho de um ano e sem qualquer defeito (Êxodo 12:5).

2.       Deus também ordenou que o animal fosse guardado até o décimo quarto dia do mesmo mês, para ser sacrificado à tarde desse dia; isto é, ao pôr-do-sol, por toda congregação de Israel (Êxodo 12:6).

3.      O povo de Israel também foi ordenado a pegar do sangue do cordeiro sacrificado e passar nos umbrais das portas de suas casas.

4.      Inclusive, os israelitas tinham de comer a carne do cordeiro penas assada no fogo, e não podiam deixar sobrar nada para o outro dia.

5.       Caso tivesse sobra, então o que sobrasse tinha de ser queimado (Êxodo 12:7-10).

6.      A carne do animal assado era para ser consumida com o acompanhamento de pães asmos e ervas amarga.

7.      Essa erva tinham o propósito de relembrar o sofrimento amargo da escravidão experimentada pelos israelitas no Egito (cf. Êxodo 1:14).

8.      Além disso, os israelitas tinham de participar daquela refeição com pressa; com os seus cintos no lugar, com suas sandálias nos pés, e com seus cajados nas mãos (Êxodo 12:11).

9.      E foi assim que a Páscoa do Senhor foi instituída.

 2-O Sangue nas Portas (Êx. 12.7)

1.      O povo de Israel também foi ordenado a pegar do sangue do cordeiro sacrificado e passar nos umbrais das portas de suas casas. Inclusive, os israelitas tinham de comer a carne do cordeiro penas assada no fogo, e não podiam deixar sobrar nada para o outro dia.

2.      Caso tivesse sobra, então o que sobrasse tinha de ser queimado (Êxodo 12:7-10).

3.      A carne do animal assado era para ser consumida com o acompanhamento de pães asmos e ervas amarga.

4.       Essa erva tinham o propósito de relembrar o sofrimento amargo da escravidão experimentada pelos israelitas no Egito (cf. Êxodo 1: 14).

5.      Além disso, os israelitas tinham de participar daquela refeição com pressa; com os seus cintos no lugar, com suas sandálias nos pés, e com seus cajados nas mãos (Êxodo 12: 11).

6.      E foi assim que a Páscoa do Senhor foi instituída.

 3-Simbolo de Cristo (Êx. 12.13)

1.      Em seguida, Deus anunciou o que haveria de acontecer na noite de Páscoa.

2.       O Senhor avisou que passaria pela terra do Egito para ferir todos os primogênitos daquele lugar, desde os homens até os animais; para executar juízo sobre os deuses do Egito e revelar que somente Ele é o Senhor (Êxodo 12:12).

3.      No entanto, o sangue dos cordeiros sacrificados seria um sinal distintivo das casas habitadas pelo povo de Israel.

4.      O Senhor prometeu passar por cima dos israelitas que estivessem com suas casas marcadas com sangue do animal sacrificado, poupando-os da praga de destruição que haveria de atingir o Egito (Êxodo 12:13).

5.      É nesse ponto que o significado da palavra hebraica trazida por “Páscoa” pode ser entendido.

6.      Apesar de ser uma palavra de etimologia incerta, o texto bíblico parece estabelecer uma conexão entre essa palavra e a ideia de “passar por cima”; no sentido de que o juízo de Deus “passou por cima” dos israelitas poupando misericordiosamente o seu povo escolhido.

 III ENSINAMENTOS

1- A Salvação da Família (Êx.12.3).

1.      Para que os israelitas fossem poupados  da praga da morte, em cada casa um cordeiro sem defeito teve  de ser  imolado, e seu sangue aspergido nos umbrais das portas..

2.      O que isto significa? Ao matarem o cordeiro, os israelitas estariam derramando sangue inocente, e o animal sacrificado servia de substituto do primogênito que seria morto naquela casa.

3.      Desse ponto em diante, o povo hebreu entenderia  com clareza que, para ser poupado da morte , uma vida  inocente  deveria ser sacrificada em seu lugar.

4.      O Senhor também deixou claro que aquele dia seria um memorial para todos os israelitas ao longo das gerações futuras.

5.      Eles tinham de celebrar a Páscoa como um decreto eterno e uma festa ao Senhor (Êxodo 12:14).

·        Deus ainda deixou mais algumas regras específicas sobre a celebração da Páscoa: Os israelitas tinham de comer pão sem fermento durante sete dias. Logo no primeiro dia o fermento tinha de ser tirado de suas casas. Quem comesse qualquer coisa fermentada durante esses dias, sofreria a eliminação da congregação de Israel (Êxodo 12:15-20). Nesse contexto, o fermento foi colocado como um símbolo de corrupção.

·        Haveria santa convocação no primeiro e no último dia da celebração. Então nenhum trabalho podia ser executado nesses dias. A única exceção era o trabalho de preparar a refeição para todos (Êxodo 12:16).

2-Um Memorial (Êx.12.14)

1.      Um memorial – Manter uma lembrança da severidade e bondade, ou justiça e misericórdia de Deus.

2.      Guardareis um banquete – será observado anualmente e celebrado com solene alegria religiosa, por todas as gerações.

3.      Enquanto continuar sendo um povo distinto; uma ordenança – um compromisso divino.

4.      Uma instituição do próprio Deus, que não deve ser alterada nem deixada de lado por nenhuma autoridade humana.

5.      Para sempre – um estatuto eterno ou interminável, porque representativo do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

6.      Cuja mediação, em consequência de seu sacrifício, durará enquanto o tempo durar; e a cujos méritos e eficácia a salvação da alma será atribuída por toda a eternidade.

7.      Portanto, este é um estatuto e ordenança que não pode ter fim, nem neste mundo nem no mundo vindouro.

 3-Obediência e Fé (Êx. 12.11)   

1.      A Celebração da Páscoa destinava-se  a lembrar a noite em que o Senhor  “ignorou” a casa dos  israelitas.

2.      Os hebreus  seguiram as instruções  de Deus e aspergiram o sangue de um cordeiro no umbral de suas casas.

3.      Naquela  noite, o primogênito de toda família  sem o sinal do sangue  na porta foi morto.

4.      Desse modo, o cordeiro prenunciava  Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, que derramou o seu sangue para tirar o pecado do mundo

5.      Dentro das casas, os israelitas  fizeram uma refeição com cordeiro assado, ervas amargas e pão sem levedura(fermento.

6.      Os Pães Asmos poderiam ser feitos  rapidamente, pois a massa não precisava crescer, e assim  eles podiam partir a qualquer hora.

7.      As ervas amargas significavam  a amargura da escravidão.


 Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)

quarta-feira, 27 de julho de 2022

GAFANHOTOS, TREVAS E A MORTE DOS PRIMOGÊNITOS

 


Êx. 10.10-29

Introdução: Êxodo 10 registra a oitava e a nona pragas enviadas por Deus ao Egito. O estudo bíblico de Êxodo 10 mostra de forma clara como Deus endureceu Faraó para que ele resistisse à liberação dos israelitas para que estes fossem ao deserto adorar ao Senhor.

As duas pragas descritas em Êxodo 10 foram as últimas antes da praga final que resultou na morte de todos os primogênitos do Egito. O esboço de Êxodo 10 pode ser organizado em três partes principais

 GAFANHOTOS

1-Até Quando Faraó (Êx.10..3)

1.      Êxodo 9 termina com a informação de que Faraó tornou a pecar e endureceu o seu coração a ponto de não deixar os filhos de Israel partir do Egito (Êxodo 9:34,35).

2.      Então Êxodo 10 começa informando que Deus endureceu o coração de Faraó e o coração de seus oficiais (Êxodo 10:1).

3.      Deus não endureceu um coração piedoso e solícito, mas um coração impenitente e já naturalmente endurecido.

4.      O objetivo desse endurecimento era a oportunidade para a manifestação dos sinais de Deus no meio dos egípcios; bem como para que os israelitas pudessem perpetuar o relato das manifestações divinas no Egito.

5.       Nesse sentido, as pragas do Egito tinham uma finalidade pedagógica (Êxodo 10:2).

6.      Deus ordenou que Moisés e Arão se apresentassem perante Faraó e lhe questionasse até quando ele se recusaria a deixar o povo de Israel ir ao deserto.

7.      Os mensageiros divinos também avisaram a Faraó que se ele se recusasse a liberar os israelitas, no dia seguinte Deus enviaria gafanhotos que cobririam toda a terra do Egito e destruiriam todo o alimento disponível (Êxodo 10:3-6).

8.      Diante do aviso do Senhor, os oficiais egípcios aconselharam Faraó a deixar com que os homens israelitas fossem ao deserto servir a Deus.

9.      Os oficiais julgaram que o Egito já estava arruinado o bastante para correr o risco de sofrer com mais uma praga (Êxodo 10:7).

 2-Plantações Devastadas (Êx.10.5)

1.      Na pergunta dos servos do faraó — até quando este [Moisés] nos há de ser por laço?

2.      O termo laço (Hb. môqesh), um tipo de armadilha para pássaros (Am. 3.5), é usado para aludir a Moisés como um agente de destruição para os egípcios.

3.      Ainda não sabes que o Egito está destruído?

4.      Os conselheiros do faraó admitiram a ruína do Egito, cientes do cumprimento da promessa divina de que os egípcios teriam conhecimento da supremacia de Deus sobre faraó (Êx 7.5; 8.19; 9.20; 12.33).

5.      Se você não quiser deixá-lo ir, farei vir gafanhotos sobre o seu território amanhã.

6.      Eles cobrirão a face da terra até não se poder enxergar o solo.

7.      Devorarão o pouco que ainda lhes restou da tempestade de granizo e todas as árvores que estiverem brotando nos campos.

8.      “Encherão os seus palácios e as casas de todos os seus conselheiros e de todos os egípcios, algo que os seus pais e os seus antepassados jamais viram, desde o dia em que se fixaram nesta terra até o dia de hoje”.

9.      A seguir Moisés virou as costas e saiu da presença do faraó.

 

 

3-Deixem as crianças (Êx.10.10)

1.      Então Moisés e Arão foram trazidos de volta à presença do faraó, que lhes disse: “Vão e prestem culto ao Senhor, o seu Deus.

2.      Mas, digam-me, quem irá?”

3.      Moisés respondeu: “Temos que levar todos: os jovens e os velhos, os nossos filhos e as nossas filhas, as nossas ovelhas e os nossos bois, porque vamos celebrar uma festa ao Senhor”.

4.      Disse-lhes o faraó: Vocês vão mesmo precisar do Senhor quando eu deixá-los ir com as mulheres e crianças!

5.      É claro que vocês estão com más intenções.

6.      De forma alguma!

7.      Só os homens podem ir prestar culto ao Senhor, como vocês têm pedido.

8.      E Moisés e Arão foram expulsos da presença do faraó.

9.      Mas o Senhor disse a Moisés:  “Estenda a mão sobre o Egito para que os gafanhotos venham sobre a terra e devorem toda a vegetação, tudo o que foi deixado

10.    Moisés estendeu a vara sobre o Egito, e o Senhor fez soprar sobre a terra um vento oriental durante todo aquele dia e toda aquela noite.

11.    Pela manhã, o vento havia trazido os gafanhotos, os quais invadiram todo o Egito e desceram em grande número sobre toda a sua extensão.

12.    Nunca antes houve tantos gafanhotos, nem jamais haverá.

 

 

II  A PRAGA DAS TREVAS

1- Trevas Palpáveis (Êx.10.21)

1.      Mas o Senhor endureceu o coração do faraó, e ele não deixou que os israelitas saíssem.

2.      O Senhor disse a Moisés: “Estenda a mão para o céu, e trevas cobrirão o Egito, trevas tais que poderão ser apalpadas”.

3.      Moisés estendeu a mão para o céu, e por três dias houve densas trevas em todo o Egito.

4.      Ninguém pôde ver ninguém, nem sair do seu lugar durante três dias.

5.      Todavia, todos os israelitas tinham luz nos locais em que habitavam.

6.      Se você entende isso ou é capaz de imaginar e raciocinar que Deus é inegociável.

7.      No tocante à justiça, à bondade, à soberania, ao amor, à sabedoria, então você entenderá ou poderá começar a entender a palavra que diz que Deus endurece ou se compadece de quem ele quer.

8.      Do contrário, acho que você precisa buscar mais a Deus.

9.      Tudo vem de Deus e tudo é por Deus.

10.     Sabendo disso, que tal melhorarmos nossas orações para que elas sejam mais precisas e assim sejamos como Deus quer, sejamos de seu governo soberano sobre todas as coisas.

 2- Deixem os Rebanhos (Êx.10.24)

1.      Faraó e Moisés discutem.

11.    Então o faraó mandou chamar Moisés e disse: “Vão e prestem culto ao Senhor. Deixem somente as ovelhas e os bois; as mulheres e as crianças podem ir”.

12.    Mas Moisés contestou: Tu mesmo nos darás os animais para os nossos sacrifícios e holocaustos que ofereceremos ao Senhor.

13.    Além disso, os nossos rebanhos também irão conosco; nem um casco de animal será deixado.

14.     Temos que escolher alguns deles para prestar culto ao Senhor, o nosso Deus, e, enquanto não chegarmos ao local, não saberemos quais animais sacrificaremos.

15.    Mas o Senhor endureceu o coração do faraó.

16.    Apenas deixe seus rebanhos e suas manadas ficarem.

17.    O Faraó não pode conseguir tudo o que deseja; e, considerando que é impossível disputar com Jeová.

18.    Ele agora concorda em desistir dos israelitas, de suas esposas e de seus filhos, desde que ele guarde seus rebanhos e seus rebanhos.

19.    A crueldade dessa demanda não é mais evidente do que sua avareza.

20.    Se seiscentos mil homens, além de mulheres e crianças, viajaram três dias para o deserto sem o gado.

21.    Eles devem ter inevitavelmente perecido, sem leite para os mais pequenos e comida de animal para seu próprio sustento, em um lugar onde pouco como um substituto poderia ser encontrado.

22.     É evidente a partir disso que o Faraó pretendeu a destruição total de todo o exército israelita.

 

3-Faraó Ameaça Moisés (Êx.10.28).

1.      Disse o faraó a Moisés: “Saia da minha presença!

2.      Trate de não aparecer nunca mais diante de mim!

3.      “E disse-lhe Faraó: Vai-te de mim, guarda-te que não mais vejas o meu rosto; porque no dia em que vires o meu rosto, morrerás.” E Moisés lhe responde: “Bem disseste; eu nunca mais verei o teu rosto.” Ex 10:28, 29.

4.      Faraó queria dizer para Moisés: “Nunca mais chegue perto de mim, porque no dia em que chegar e olhar para mim você morrerá”.

5.      E Moisés respondeu a Faraó: “Você falou certinho. Eu nunca mais verei o teu rosto, eu nunca mais volto ao Egito”.

6.      Eu nunca mais volto para o mundo.

7.      Eu nunca mais quero as coisas do mundo

8.      Voltar o pensamento para desejar as coisas do mundo.

9.      Moisés recusou o mundo.

10.    Falar mal das pessoas, brigar, desobedecer aos pais e professores; não querer estudar, não querer ir à escola, não querer ir à igreja.

 III  A MORTE  DOS PRIMOGÊNITOS

1-A Morte visita o Egito (Êx.11.5)

1.      Algumas pessoas tem se perguntado, se Deus é amor, por que Ele matou os primogênitos do Egito em Êxodo 12:29-30?

2.       Ele não poderia ter resolvido isto de outra forma?

3.      Muitas pessoas têm suas mentes travadas nessa passagem.

4.      Muitos que se chamam ateus ficam brigando nela, e em outras semelhantes, arrumando pretextos e mais pretextos para ridicularizar o caráter de Deus.

5.      E assim alimentar sua própria incredulidade.

6.      A verdade é que esta não é uma questão tão fácil de  explicar.

7.      Nem de  compreender, mas se quisermos tentar entender o motivo da morte dos primogênitos do Egito.

8.      É preciso analisar  todo o contexto em volta da situação.

9.      Primeiro precisamos nos lembrar do que o Faraó fez com os hebreus no Egito.

10.    É praticamente sem uma causa justificável, pois se baseava em algo cujo acontecimento era incerto.

11.    Faraó era um rei obstinado, cruel e opressor além de ser idolatra.

12.    Ele desafiou Deus, pois julgava que seus deuses iriam ajuda-lo a derrotar DEUS.

2- Grande Clamor (Êx. 11.6)

1.      Na sequência, o texto de Êxodo 11 traz uma breve descrição do que haveria de ocorrer no Egito na décima praga.

2.       Moisés foi até diante de Faraó e lhe proclamou a palavra do Senhor.

3.       Moisés avisou a Faraó que o Senhor passaria pelo meio do Egito por volta da metade da noite (Êxodo 11:4).

4.      Então todo o primogênito no Egito haveria de morrer. Isso incluiria tanto o filho primogênito de Faraó, ou seja, o príncipe herdeiro do trono, como também o filho mais velho de uma escrava que trabalhava no moinho.

5.      Além disso, esse juízo haveria de atingir até mesmo as primeiras crias dos gados (Êxodo 11:5).

6.      E depois de proclamar todas essas coisas, o texto bíblico diz que Moisés saiu irado da presença de Faraó (Êxodo 11:8).

 3-O Senhor guarda Israel (Êx.11.7)

1.      Moisés ainda alertou que Deus havia falado que o cenário seria tão catastrófico, que o juízo divino causaria uma tristeza muito grande no Egito.

2.      Haveria um clamor como jamais houve (Êxodo 11:6).

3.      Mas Deus também deixou claro que nada haveria de ocorrer contra os filhos de Israel ou contra os seus animais.

4.      Isso mostraria a Faraó e a todo o Egito, que Israel era mesmo o povo escolhido do Senhor (Êxodo 11:7).

5.      Essa última praga seria irresistível para os egípcios, tanto que os próprios oficiais de Faraó haveriam de se inclinar e suplicar que todo o povo de Israel fosse embora do Egito.

6.      O texto de Êxodo 11 chega ao fim registrando que Deus antecipou a Moisés qual seria a reação de Faraó.

7.      O Senhor avisou que Faraó não haveria de ouvir as palavras que Moisés havia proclamado.

8.      Isso, no entanto, tinha um propósito último: fazer com que as maravilhas de Deus se multiplicassem na terra do Egito.

9.       O compromisso do Senhor é com a glória do seu próprio Nome.

10.     A verdade é que Deus é glorificado em tudo, seja na manifestação de sua graça, seja na manifestação de sua justiça.

             Pr. Capl.Carlos Borges (CABB)