quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O FIM VEM SOBRE JERUSALÉM E ISRAEL

 


                                                              Ez.7.1-27

Introdução: O povo confiava na aparência da religião, mas seus atos eram de profunda injustiça, idolatria e rebeldia. Estudar esses textos é um chamado à vigilância espiritual. Ainda hoje, Deus convoca todos a uma vida de arrependimento, pureza, temor e obediência

 I A CHEGA DO FIM

1-A Palavra profética do Senhor (Ez.7.1)

1.      O Fim Chegou: O capítulo 7 é uma declaração de que o tempo de julgamento de Deus contra Judá e Jerusalém havia se cumprido, sem mais chance de atraso ou misericórdia humana para deter a punição.

2.      Violência e Iniquidade: A violência é descrita como a vara de Deus para castigar a maldade crescente do povo, que ignorou os mandamentos divinos e se entregou à idolatria e abominações. 

3.      Significado de Ezequiel 7:1 -"O Fim Chegou" (ou "O Fim Veio"): Esta frase marca o ponto de não retorno; a paciência de Deus se esgotou, e o juízo não pode mais ser evitado.

4.      "Os Quatro Cantos da Terra": Indica que o julgamento não poupará ninguém em Israel, de norte a sul, leste a oeste, destruindo a nação como entidade política e religiosa.

5.      Julgamento Conforme os Caminhos: Deus julgará o povo de acordo com suas próprias ações e abominações, sem piedade, mostrando que Ele é o Senhor. 

6.      Lições Espirituais-Consequências do Pecado: A passagem ensina que viver longe de Deus traz consequências dolorosas, pois o pecado leva à destruição.

7.      Necessidade de Arrependimento: A mensagem é um alerta para a necessidade de se arrepender, buscar a justiça e a retidão, e não confiar em riquezas ou segurança terrena.

8.      A Ira de Deus: Deus, em Sua justiça, derramará Seu furor, e o julgamento será completo, sem compaixão, para que todos saibam quem Ele é. 

9.      Em resumo, Ezequiel 7:1 É um chamado urgente à reflexão sobre o estado espiritual, pois o dia do juízo divino, anunciado pela própria Palavra de Deus, estava batendo à porta de Israel. 

 2-O fim vem e é justo (Ez.7.3)

1.      Pontos Chave do Estudo: "O fim chegou": Uma declaração solene de que o tempo de tolerância divina para o pecado de Israel havia terminado, com o julgamento iminente e abrangente sobre todas as terras.

2.      "Meu olho não te poupará, nem terei piedade": Deus não reterá Seu julgamento; a "piedade" aqui se refere à ação, não à emoção, indicando que não haverá intervenção para impedir o castigo merecido por suas ações.

3.      Julgamento pelas Ações: Deus julgou o povo segundo seus próprios caminhos e abominações, mostrando que a iniquidade traz consequências e fortalece o mal em vez de fortalecer a vida.

4.      Propósito do Juízo: Apesar da severidade, o julgamento tinha um propósito redentor: expor a inutilidade dos ídolos e levar o povo ao conhecimento e arrependimento, para um retorno a um relacionamento verdadeiro com Deus.

5.      Relevância Atual: A mensagem ressoa hoje como um alerta contra a idolatria moderna (riqueza, poder, status) e a rejeição do evangelho, lembrando que o tempo de graça é limitado e que a justiça de Deus é séria, mas também graciosa em seu chamado ao arrependimento. 

 3-O fim vem e é urgente (Ez.7.6)

1.      Significado de Ezequiel 7:6"O fim chegou para ti": Sinaliza o término do tempo de graça e oportunidade para Israel.

2.      "Enviarei a minha ira": A ira de Deus é justa, aplicada como retribuição pelo pecado.

3.      "Julgar-te-ei segundo os teus caminhos": O julgamento será proporcional às obras e atitudes do povo.

4.      "Meus olhos não te pouparão, nem terei piedade": Deus não mostrará misericórdia, pois o povo rejeitou Seus caminhos. 

5.      Aplicação para Hoje :Seriedade do Pecado: Ezequiel 7 nos lembra que Deus leva o pecado a sério e que a rebelião contra Ele tem consequências.

6.      Tempo de Graça: Assim como Jerusalém, o mundo tem um tempo limitado para responder ao Evangelho antes do julgamento final, ecoando a mensagem do fim dos tempos.

7.      Conhecer a Deus: O propósito do julgamento (e da disciplina) é levar o povo a reconhecer quem Deus realmente é ("Então sabereis que eu sou o SENHOR"). 

8.      Em resumo, Ezequiel 7:6 É um alerta severo sobre a inevitabilidade do juízo divino contra o pecado persistente, destacando a justiça de Deus e a necessidade de arrependimento para evitar a desolação, com a redenção sendo encontrada na graça de Cristo. 

 II O CAOS RELIGIOSOS, SOCIAIS E ECONÔMICO

1-Colapso religioso (Ez.7.7)

1.      Pontos Chave do Estudo em Ezequiel 7:7:"Vem o fim, o fim vem sobre os quatro cantos da terra" (v. 2): Uma advertência solene de que o julgamento não poupará ninguém, o "fim" do tempo de tolerância divina chegou para Jerusalém e toda a nação.

2.      "Agora, vem o fim sobre ti, porque enviarei sobre ti a minha ira, e te julgarei conforme os teus caminhos, e trarei sobre ti todas as tuas abominações" (v. 3): Deus aplicará a justiça, retribuindo cada ato de rebeldia e idolatria, sem poupar ou ter misericórdia.

3.      "Meu olho não te poupará, nem terei piedade" (v. 4): A severidade do julgamento é enfatizada; não haverá compaixão humana, apenas a justiça de Deus.

4.      "Então sabereis que eu sou o SENHOR" (v. 4): O propósito do juízo é restaurar o conhecimento de Deus entre Seu povo, revelando Sua santidade e justiça.

5.      "Um mal, eis que um só mal vem" (v. 5): O mal virá como uma sequência imparável, culminando na ruína, um cenário de desolação total.

6.      Reflexão para Hoje: Embora direcionado a Israel, o capítulo serve como um lembrete da seriedade do pecado, da necessidade de arrependimento e do fim do tempo de graça, aplicando-se à rejeição do evangelho no mundo atual. 

 2-O Colapso social (Ez.7.11)

1.      O versículo 11 detalha a consequência direta do pecado de Israel: "A violência cresceu, transformando-se em vara de impiedade":

2.      A injustiça e a opressão: Tornaram-se tão predominantes que se transformaram em um instrumento de castigo.

3.      A maldade do próprio povo gerou a condição para a sua punição.

4.      A "vara de impiedade" é uma metáfora para a consequência natural e o juízo que viriam sobre eles, executados por nações estrangeiras (como a Babilônia) usadas por Deus como Seu instrumento.

5.      "Nada restará deles, nem da sua riqueza, nem da sua glória, nem das suas coisas preciosas": O juízo seria total e abrangente.

6.      Nenhuma classe social, nem mesmo os ricos ou os que tinham status, escaparia. Seus bens materiais e tudo o que valorizavam seriam pilhados e desapareceriam.

7.      O apego à riqueza e aos ídolos feitos com essa riqueza resultaria em total desolação. 

 3-O Colapso econômico (Ez.7.13)

1.      Estudo Bíblico sobre Ezequiel 7:13-O texto de Ezequiel 7:13 (na versão ARA, por exemplo) diz: "Porque o que vende não tornará a possuir o que vendeu, ainda que esteja entre os viventes; pois a visão, no tocante a toda a sua multidão, não voltará atrás, nem alguém se fortificará na iniquidade da sua vida." 

2.      Contexto Profético :O capítulo 7 de Ezequiel é uma mensagem de juízo severo contra toda a nação de Israel, anunciando que "o fim chegou".

3.      Devido à idolatria e à injustiça generalizadas, Deus estava prestes a entregar o povo nas mãos dos babilônios (como instrumento de Sua ira), resultando em desolação e cativeiro. 

4.      2. Análise do Versículo "Porque o que vende não tornará a possuir o que vendeu, ainda que esteja entre os viventes":

5.       Na lei mosaica, as terras herdadas deveriam permanecer nas famílias, com provisões para resgate ou devolução no Ano do Jubileu (a cada 50 anos), para evitar a acumulação permanente de terras e a pobreza extrema.

6.       No entanto, a profecia de Ezequiel anula essa expectativa.

7.       O juízo seria tão completo e a terra seria tão devastada (ou o povo exilado), que mesmo que o vendedor e o comprador ainda estivessem vivos, o sistema normal de propriedade e retorno da herança não funcionaria mais.

8.       A ordem social e legal seria destruída-"Pois a visão, no tocante a toda a sua multidão, não voltará atrás": A profecia é certa e não será revogada.

9.       O julgamento não era apenas para alguns indivíduos, mas para toda a nação ("toda a sua multidão").

10.    Não haveria arrependimento tardio ou sacrifício que pudesse impedir a execução do juízo naquele momento, "nem alguém se fortificará na iniquidade da sua vida"

11.     A riqueza e os bens materiais acumulados por meio da iniquidade não trariam segurança ou salvação.

12.     Em face do julgamento divino, o ouro e a prata seriam lançados às ruas, considerados impuros e inúteis.

13.     A força ou prosperidade que as pessoas encontravam em suas vidas pecaminosas seria ineficaz. 

 III A ANGÚSTIA DO POVO E LÍDERES

1-O povo e o desespero generalizado (Ez.7.18)

1.      O versículo de Ezequiel 7:18 descreve as manifestações externas de um luto profundo e desespero total do povo de Israel diante do juízo iminente de Deus.

2.      Que viria por causa da sua idolatria e pecados. 

3.      O texto diz: "Vestir-se-ão de sacos, e os cobrirá o terror; em todos os rostos haverá vergonha, e sobre todas as suas cabeças, calva." (Ezequiel 7:18, ACF). 

4.      Vestir-se de sacos (pano de saco): Na cultura bíblica, usar panos de saco era um sinal tradicional de luto, tristeza profunda e humilhação.

5.      Era um ato público que demonstrava arrependimento ou desespero diante de uma grande calamidade.

6.      Cobrir-se de terror: Isso indica um medo avassalador e pânico que tomaria conta de todos, sem exceção, devido à severidade do castigo divino.

7.      Em todos os rostos haverá vergonha: A desgraça e a derrota trariam um sentimento coletivo de humilhação, pois a glória e a riqueza que possuíam desapareceriam.

8.      Sobre todas as suas cabeças, calva: Raspar ou arrancar os cabelos era outro sinal extremo de grande aflição e desolação.

9.       Era uma prática comum em tempos de luto intenso, simbolizando a perda de vitalidade e a proximidade da morte. 

 2-A impotência dos ídolos e a ausência de socorro (Ez.7.19)

1.      Análise de Ezequiel 7:19:"Lançarão sua prata nas ruas, e seu ouro será tratado como coisa impura": Em tempos de desespero, a prata e o ouro, símbolos de status e segurança, perdem todo o valor e são descartados como lixo, pois não podem comprar comida nem proteção.

2.      "Incapazes de livrá-los no dia da ira": A riqueza é impotente diante do juízo de Deus, que é soberano sobre todas as coisas materiais.

3.      "Servirão apenas para fazê-los tropeçar na iniquidade": Os próprios bens, que antes eram um motivo de orgulho, tornar-se-ão obstáculos, uma causa de queda e vergonha, pois representam a dependência em coisas que não são Deus. 

4.      Significado Espiritual e Aplicação: Futilidade da Riqueza Material: O versículo serve como um alerta atemporal sobre a transitoriedade dos bens materiais e a loucura de colocar neles a esperança de segurança ou salvação.

5.      Prioridade em Deus: A mensagem central é a importância de buscar a Deus e Sua justiça, pois somente Ele tem valor eterno e pode oferecer verdadeira libertação.

6.      Juízo Expondo Ídolos: Assim como Judá adorava ídolos feitos de ouro e prata, o juízo divino expõe a inutilidade de qualquer coisa que adoramos em vez de Deus, revelando que só Ele é digno de adoração. 

 3-O silêncio dos profetas, sacerdotes e anciãos (Ez.7.26)

Análise do Versículo 7:26

1.      O versículo diz (na versão NTLH):"Haverá desgraça após desgraça, e má notícia depois de má notícia. O povo pedirá que o profeta anuncie a mensagem de Deus, mas os sacerdotes não poderão mais ensinar a Lei, e os líderes não darão conselhos." 

2.      Isso indica várias dimensões do julgamento: Intensidade e Frequência do Sofrimento: A expressão "desgraça após desgraça" (ou "miséria sobre miséria") e "rumor sobre rumor" (más notícias) sugere um acúmulo avassalador de calamidades, sem trégua.

3.      O sofrimento seria contínuo e crescente, um sinal de que a proteção de Deus havia sido removida.

4.      Falha da Liderança Espiritual: Em tempos de crise, o povo naturalmente busca orientação espiritual e sabedoria.

5.      No entanto, o versículo profetiza que as fontes habituais estariam secas: Profetas: Eles não teriam mais visões ou mensagens de Deus para o povo (ou o povo não as buscaria mais ou não as encontraria quando quisesse).

6.      Sacerdotes: A Lei (Torá), que deveria ser ensinada e interpretada pelos sacerdotes, pereceria (seria perdida ou ignorada).

7.      Anciãos/Líderes: Os conselhos dos líderes experientes e sábios se extinguiriam.

8.      Consequência da Desobediência: A ausência de direção e sabedoria é um castigo direto pela rejeição anterior do povo à Lei e aos profetas de Deus. Eles colheriam os amargos resultados de sua própria insensatez e corrupção religiosa. 

 Pr. Capl Carlos Borges(CABB) 

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