sábado, 18 de julho de 2015

O ESPÍRITO SANTO NA CRIAÇÃO




Gn 1.1-7
Introdução:O Espírito Santo,sempre esteve presente na ação da trindade, quando Deus criou o universo,o Espírito Santo pairava sobre as águas.
O Espírito Santo possui todas as características de uma pessoa e é um dos membros da divindade.  Mal se começa a ler a Bíblia e já se percebe que o Espírito está associado com Deus e, é um ser poderoso.  O Pai, o Filho e o Espírito Santo desempenharam, cada um, um papel na criação (Gênesis 1:1-2; João 1:1-3; Colossenses 1:16).


I  COOPERANDO NA CRIAÇÃO
1-Planejando
·       Uma revelação do Deus Três em um naquela altura do tempo teria trazido confusão.
·       Deus sabia que as pessoas não estavam prontas para receber esta verdade, de modo que não a revelou.
·       A Sua auto-revelação é progressiva porque Ele sabe exatamente quantas coisas devem ser reveladas em tempos determinados.
·       Sendo assim, a narrativa da criação no livro de Gênesis não nos dá todos os pormenores             da obra criadora de Deus.
·       Outros textos das Escrituras nos ajudam a compreender o papel de cada Pessoa da Trindade no plano de Deus para a Criação bem como no Seu plano da Redenção.
·       Mas até mesmo antes da criação Deus já sabia o que aconteceria à Sua criação.
·       Previu que o homem pecaria, e fez provisão para a salvação do homem, vários textos das Escrituras nos revelam  este fato.
·       Várias referências bíblicas confirmam a existência eterna do Deus Três em Um.
·       Assim, sabemos que o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que sempre agem em união perfeita, planejaram juntos a criação de todas as coisas.
·       Examine algumas destas referências bíblicas, Sl 90.2;Jo 1.1;Jo 10.1-14.

2-Criando Juntos
·       Assim, sabemos que o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que sempre agem em união perfeita, planejaram  juntos a criação de todas as coisas.
·       O Espírito Santo estava ativo no Velho Testamento. Ele participou da criação: "A terra... estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas" (Gênesis 1:2).
·       Quando Deus disse, "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança", ele estava provavelmente falando ao Filho e ao Espírito, desde que todos os três trabalharam ativamente para criar o homem (Gênesis 1:26).
·       O Espírito também é o autor da vida. Quando Deus criou Adão, foi indubitavelmente o seu Espírito quem soprou no homem o fôlego da vida (Gn 2.7; cf. Jó 27.3).
·       O Espírito revelou as palavras do Velho Testamento a homens como Davi: "O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua" (2 Samuel 23:2).
·       O Novo Testamento confirma que "homens... falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1-21; veja Hebreus 10:15; Atos 28:25).
·       Tanto o Verbo de Deus (i.e., a segunda pessoa da Trindade) quanto o Espírito de Deus, foram agentes na criação (ver Jó 26.13; Sl 33.6).
·       O Espírito Santo continua a dar vida às criaturas de Deus (Jó 33.4; Sl 104.30).

II  CRIANDO O MUNDO
1-Movendo-se sobre as Águas
·       “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de     Deus se movia sobre a face das águas” (Gênesis 1:2).
·       Este versículo retrata o Espírito Santo pairando sobre o universo anterior à Criação. Deuteronômio 32:11 usa o mesmo verbo para descrever uma ave-mãe pairando ou adejando sobre seus filhotes de modo dinâmico e protetor.
·       A energia espiritual dinâmica da terceira Pessoa da Trindade é revelada  aqui em estado de prontidão para levar a efeito todos os mandamentos criativos do Pai.
·       Ele é revelado como o agente ativo da Criação,Veio o primeiro mandamento: “Haja luz” (Gên. 1:3), Imediatamente, houve luz, e era boa.
·       Veio o segundo mandamento: “Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas” (Gên. 1:6).
·       A névoa brumosa ergueu-se e tornou-se em nuvens acima das águas pela ação do Espírito Santo.
·       Certa interpretação de Gên. 6:13 descreve o que aconteceu: “Pelo Seu Espírito, os céus ficaram claros”.
·       Foi dado o terceiro mandamento: “Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca” (Gên. 1:9).
·       Os oceanos se retiraram num refluxo quando a energia onipotente do Espírito de Deus operou dentro deles e sobre eles.
·       Continentes inteiros emergiram das águas e se tornaram terra seca.

2-Movendo-se  na terra
·       Os mandamentos que se seguem (Gên. 1.11-13, 20-25) a respeito da terra retratam o Espírito.
·       Santo como o Espírito da Vida, vimos anteriormente que este é um dos títulos dados a Ele.
3-Movendo-se  nos céus
·       “Pela Palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca”(Salmo 33:6).
·       Neste versículo das Escrituras o salmista registra a criação dos céus pelo Espírito (sopro) de Deus.
·       A narrativa da Criação em Gênesis focaliza-se na terra, e coloca os corpos celestes como os luzeiros desta (Gênesis 1:14-18).
·       Nenhum estudo revela o poder espantoso de Deus quanto um estudo na astronomia (a ciência dos corpos celestes, tais como as estrelas).
·       O nosso universo tem dimensões tão enormes, que compreendê-lo vai além da capacidade da nossa imaginação.
·       Como seres humanos, somos apenas partículas de pó na terra, e a terra parece uma partícula de poeira diante das proporções do universo.
·       As distâncias no universo são tão grandes que os nossos métodos terrestres de medição parecem totalmente inadequados.
·       Por exemplo, as medidas no espaço profundo devem basear-se na velocidade da luz, que viaja 299.270 km por segundo.
·       Mas as distâncias no espaço não são medidas em segundos,nem em minutos, nem sequer em horas ou dias. As medidas são em anos-luz.
·       A estrela mais próxima, fora do nosso sistema solar, está a uma distância de 4 1/2 anos-luz.
·       Noutras palavras, a sua luz leva quatro anos e meio para chegar até nós, viajando a 299.270 km por segundo.

III CRIANDO O HOMEM
1-Projetado por Deus
·       É a obra consumada da criação divina, e o desejo especial do Seu amor divino.
·       Apocalipse 13:8 revela que a salvação do homem foi planeada antes da criação.
·       Esta decisão divina (Gênesis 1:26), portanto, deve ter sido feita antes do princípio do tempo.
·       Vamos procurar imaginar o que aconteceu dentro da Divindade,“Projetemos um ser como nós mesmos”, disse o Pai, “um ser que pode pensar e sentir e tomar decisões – um ser espiritual com quem poderemos comunicar-nos – um  ser com quem poderemos ter estreita comunhão”.
·       Na Sua onisciência, Ele sabia que o homem cairia no pecado, e que seria necessário providenciar-lhe uma maneira de renovar a sua comunhão com Deus.
·       O Filho de Deus seria conclamado para fazer o sacrifício supremo.
2-Formado por Deus
·       E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gênesis 2:7). Outras espécies de vida vieram a existir à medida em que Deus falava a palavra e o Espírito Santo Se movia sobre a face da terra.
·       Com o homem foi diferente. Deus pessoalmente moldou o seu corpo do pó da terra. A criação dele foi distinta de todos os outros atos criadores.
·       Descrevemos o homem como partícula de pó, e assim ele é quando é comparado com o tamanho do universo.
·       Mas para Deus, é uma “partícula de pó” muito especial. É a obra consumada da criação divina, e o desejo especial do Seu amor divino.
·       O Espírito Santo seria Aquele que levaria o plano a efeito.
·       Deus sabia que haveria um grupo selecionado de pessoas que, mediante um ato de vontade, escolheriam segui-lo.
·       Este grupo de crentes seria coparticipante da Sua própria natureza.
·       E assim, mesmo antes do ato da Criação, Deus elaborou o plano da salvação.

3-Vivificado por Deus
·       “O Senhor Deus... soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”(Gênesis 2:7).
·       Vivificar significa dar vida. Em primeiro lugar, Deus formou o corpo. Depois, o Espírito de Deus assoprou nele, trazendo à vida a pessoa espiritual que habitaria o corpo.
·       O ser vivente que veio do fôlego de Deus parece ser mais uma transmissão do Espírito Santo do que uma criação.
·       Algum elemento de criação está presente, mas o ser vivente vem do fôlego do   onipotente.
·       Jesus, conforme  lembra-se, disse que Ele pediria ao Pai que enviasse o Consolador para ser o nosso Companheiro constante (João 14:16).
·       É Ele quem vigia por nós de dia e de noite, e estamos seguros sob os Seus cuidados.
·        Os Seus cuidados vigilantes estendem-se não somente a nós como também à totalidade da ordem criada.
·       Deus criou todas as coisas para a Sua glória. “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos” (Salmo 19:1).
·       A Sua criação revela a Sua glória. Ele criou-nos a fim de que O glorifiquemos.
·       Muitos textos das Escrituras exortam-nos a glorificar Deus (1 Crônicas 16:29; Salmo 29:1; Romanos 15:6,9).
·        Glorifiquemos a  Deus, o seu Criador. Honremos a  Jesus, o Filho, e ao Espírito Santo que veio habitar em nós.

Pr. Carlos Borges(CABB)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

O PROBLEMA DO PECADO




                                                            I Jo. 1.6-10
Introdução: Qual o conceito que temos de Pecado?O que é pecado?Como se processa o pecado?. Podemos facilmente dizer que a diferença entre pecado e pecados é que pecado é singular e pecados é plural. Entretanto, precisamos distinguir claramente entre pecado e pecados. Se você não consegue diferenciar os dois, será impossível ter clareza da sua salvação. Se uma pessoa não tem clareza da diferença entre pecado e pecados, mesmo que seja salva, sua salvação provavelmente é uma salvação obscura. Que é pecado de acordo com a Bíblia? E que são pecados? Permitam-me dar uma breve definição primeira. Pecado refere-se àquele poder dentro de nós que nos motiva a cometer atos pecaminosos. Pecados, por outro lado, refere-se aos atos pecaminosos individuais, específicos, que cometemos exteriormente.

I COMO VENCER O PROBLEMA DO PECADO
1-Necessidade de confissão
·       De acordo com a Bíblia, o pecado está na carne; enquanto os pecados estão na nossa conduta.
·       O pecado é um princípio dentro de nós; é um princípio da vida que temos. Os pecados são atos cometidos por nós; são atos em nosso viver.
·       O pecado é uma lei nos membros. Os pecados são transgressões que cometemos; são atividades e atos reais.
·       O pecado está relacionado com o nosso ser; os pecados estão relacionados com o nosso agir.
·       Pecado é o que somos; pecados é o que fazemos.
·       O pecado está na esfera da nossa vida; os pecados estão na esfera da consciência.
·       O pecado está relacionado com o poder da vida que possuímos; os pecados estão relacionados com o poder da consciência.
·       Uma pessoa é governada pelo pecado em sua vida natural, mas ela é condenada em sua consciência pelos pecados cometidos exteriormente.
·       Pecado é algo considerado como um todo; pecados são coisas consideradas caso a caso.
·       O pecado está no interior do homem; os pecados estão diante de Deus.
·       O pecado requer que sejamos libertados; os pecados requerem que sejamos perdoados.
·       Pecado diz respeito à santificação; pecados se relacionam com a justificação.
·       Pecado é uma questão de vencer; pecados é uma questão de ter paz no coração.
·       O pecado está na natureza do homem; os pecados estão nos hábitos do homem.
·       Todo pecado requer uma confissão, após arrependimento, para poder ser curado, e poder viver em santidade.
2-vivendo em obediência
·       Deus é um Deus de promessas. E, nós, como Seus filhos, temos o direito e uma herança em Cristo Jesus para receber todas as promessas contidas em Sua Palavra. Porém, as promessas só se cumprem na vida daqueles que decidem obedecer.
·       A palavra obedecer, na Bíblia, muitas vezes vem expresso em palavras como seguir, ouvir, escutar.
·       Todo obediente prospera, porque ele é um cumpridor, executor. “Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o bem desta terra;”... (Is 1:19).
·       Todas as vezes que obedecemos à Palavra de Deus usufruímos o cumprimento dessas promessas em nossas vidas.
·        Em vários textos da Bíblia, encontramos a chamada de Deus para os Seus filhos: obediência.



II O PODER DA PALAVRA DE DEUS
1-Valorize a Palavra
·       A Palavra de Deus é o alimento espiritual do qual você tem de se alimentar para cumprir seu propósito. O Momento de louvor na igreja é essencial, mas a palavra é insubstituível.
·       A Bíblia é chamada de nosso leite, pão, comida sólida e doce sobremesa. Essa refeição completa é o menu do Espírito Santo para o fortalecimento e crescimento espiritual.
·        Pedro nos aconselha: “Desejem de coração o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçam para a salvação” (I Pedro 2:2).
·       Ao  analisarmos a Palavra como sinônima de mensagem ou comunicação, dentro de uma abordagem linguística devemos sempre estar identificando 3 elementos participativos da comunicação, quais sejam:
             1- a origem da Palavra (o autor); Deus
             2- o destino da Palavra (o receptor); Nós
             3- o veículo da Palavra (aquele que a transmite). A Bíblia é a carta magna de Deus, para
              nós.
2-Exercite-se no amor
·       O ser humano nasceu para ser feliz, completamente feliz. O ser humano nasceu com tudo programado para a felicidade. Você nasceu para dar certo.
·        Esse é o grande projeto de Deus para sua vida. “Esse é Seu grande segredo.”
·       O mundo inteiro gosta de falar de amor. Livros, novelas, filmes, músicas, pinturas, tudo gira em torno do amor e de suas histórias:
·        Só que a maioria dos que falam sobre o amor compreende o amor como um sentimento ou uma emoção.
·       Amor é um compromisso, um ato da vontade, uma decisão.
·       O verdadeiro amor está muito mais próximo da convicção do que da emoção.
·       Como saber que alguém me ama se nunca expressa esse amor? Por isso o amar, exige gestos concretos: aproximação, abraços, afagos, beijos, ternura, ajuda mútua, proteção, cuidado e tantas outras atitudes.
·       Amar é muito mais do que sentir. É uma decisão da vontade que precisa ser exercitada e externada. Amar é comprometer-se com a felicidade do outro.
                           
III OUTROS RECURSOS A NOSSA DISPOSIÇÃO
1-Oração e orientação do Espírito Santo
·       Lemos em Mateus 4.1 que Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo Diabo.
·        Era de se imaginar que Jesus não precisasse ser orientado por outra  pessoa. Entretanto, precisava.
·        Ao descer da sua glória, ele abriu mão de suas prerrogativas divinas, incluindo sua onisciência, para se tornar semelhante a nós.
·        Estando na condição humana, Cristo não sabia de todas as coisas (Mc. 13.32).
·        Por isso precisava ser conduzido pelo Espírito Santo. Se Jesus precisou, quanto mais nós! Afinal, todos os filhos de Deus precisam e devem ser guiados por ele (Rm. 8.14). Jesus nos deu, portanto, valioso exemplo nesse sentido.
·        Se o Mestre, sendo quem é não viveu de modo independente, muito menos nós poderíamos viver. 
2-Bom Senso e uso da razão
·       Deus nos deu uma consciência para usarmos nas analises das situações ao nosso redor.
·       Deus espera que cada um de seus filhos a usem com sabedoria e bom senso.
·       A regra para o estudante da Bíblia é o uso da razão,  da consciência.
·       A Bíblia nos foi dada por Deus não só para ocupar o nosso coração ma também o nosso raciocínio, Hb 8.10.
·       O bom senso tem muito efeito no estudo bíblico, especialmente na linguagem figurada tão abundante nas Escrituras.
·        Encontramos textos difíceis, é preciso, pois a analogia geral das Escrituras é um fato.
·       Não há lugar para contrassensos.
·       Ao encontrarmos um texto difícil, apresentando discrepância, não pensemos  logo que há erro. Na Bíblia, as dificuldades são do lado humano, como tradução mal feita, falhas gráficas, falsa interpretação, má compreensão.
·        A analogia geral da Bíblia tem que ser mantida.

3-Consciência e domínio próprio
·     Nunca podemos esquecer que somos filhos de Deus e que a semelhança de Jesus tem de ser encontrada em nós.
·      Expressar domínio próprio significa vida sob controle de nosso "eu" inteiramente rendido à vontade de Deus.
·     Domínio próprio, como fruto do Espírito, é ter a alma em perfeita submissão a Deus. Tendo a mente, vontade e emoções sujeitas à direção do Espírito Santo.
·     É de máxima impor­tância, para um discípulo de Cristo, viver guiado pelo Espírito de Deus, tal como foi Jesus em seu viver terreno.
·     Consciência são discernimento das coisas, sentido de responsabilidade e dever
·     Domínio próprio é ter controle sobre si mesmo, ter suas emoções sobre rígido controle, em quais quer circunstâncias.

Pr. Carlos Borges(CABB)