sábado, 12 de setembro de 2015

O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO



At. 2.1-5
Introdução: O Batismo no Espírito é uma promessa confortadora para nós cristãos que vivemos num mundo tão conturbado. Todos nós devemos buscar esse batismo “de fogo” através da manifestação, pois somente cheios da plenitude do Espírito Santo é que podemos vencer as provações e tentações que nos rodeiam. Da mesma forma que o batismo com água é um sinal visível de arrependimento e salvação da pessoa, o batismo no Espírito é também um sinal de que aquele que já se arrependeu e foi salvo, permanece em Cristo santificando sua vida e recebe poder para testemunhar. O batismo com o Espírito de Deus é visível através dos frutos que o cristão produz. Isso é ser cheio do Espírito Santo.

I IMPORTÂNCIA
1-Prometido por Deus
·       Buscar o Espírito Santo: “quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem” Lucas 11.13. Receber o poder do Espírito Santo é algo que deve ser almejado e buscado por todos os cristãos, sendo indispensável ao testemunho da fé, ter o coração aquecido por Deus para a missão.
·       Todo aquele que confessa a Jesus Cristo como Senhor de sua vida tem o Espírito Santo (I João 4.2,3).
·       O homem ou a mulher, ao crer na justificação de seus pecados através do sangue de Jesus Cristo, tem uma experiência pessoal com o Trino Deus, recebendo então o Espírito Santo em sua vida. Na caminhada de fé, ao se santificar, a pessoa pode receber uma nova experiência, sendo cheio/a do Espírito como uma força capacitadora para testemunhar (Atos 1.8).
·       Mais importante do que os fatores externos tão enfatizados em relação ao batismo com, ou no, ou do Espírito é a realidade interior, ou seja, o que importa é o que acontece, o que muda na vida da pessoa que é cheia do Espírito Santo.
·       Embora Jesus tenha dito que “estes sinais seguirão os que creem” (Marcos 16.17), infelizmente é comum se ver o contrário: os que creem seguir os sinais, copiando o que os outros fazem. Isso não é crer para ver e sim ver para crer. Também não é fé, é misticismo.

2-Ordenado para os discípulos
·       "E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco" (João 14:16). Muitos escritores do Antigo Testamento prometeram um derramamento do Espírito (Joel 2:28, 29). João Batista – o precursor de Jesus – anunciou às multidões que aquele que viria depois dele, o Messias, batizaria os arrependidos com o Espírito Santo e com fogo. 
·       Mas os discípulos de Jesus não viam a necessidade do Espírito durante Seu ministério. Jesus estava perto deles. Por que precisariam de outro Consolador? É evidente que Jesus não estaria perto para sempre, pelo menos em carne. O plano de salvação pedia que Ele partisse, a fim de ministrar os méritos de Sua expiação no santuário do alto, antes de voltar e buscar os que comprou com Seu sangue. 
·       Assim, Ele prometeu enviar-lhes Seu Espírito. O Espírito seria seu guia e consolador, visto que eles não poderiam seguir o Mestre amado aonde Ele estava para ir em breve. 
·        O Consolador vindouro deveria ser companheiro constante dos discípulos. Ele os sustentaria e confortaria em suas perdas, além de compensar a partida do seu Amigo. Mas, a promessa do Espírito não foi só para eles, mas para nós, também. 
·       Assim, é claro por estes textos que, qualquer que seja a obra do Espírito, esta inclui o processo de santificação, mudança de hábitos, de ações e de palavras. Mais importante ainda, também inclui mudança de coração


3-Mandamento para a Igreja
·       O batismo com o Espírito Santo é uma promessa para todo aquele que crê e que faz parte da Igreja. É um revestimento de poder, que visa capacitar o cristão a testemunhar sobre Cristo e realizar a obra de Deus no poder e na virtude do Espírito (Atos 1.8). Mas para receber este batismo é preciso crer e buscar, como ¬ zeram os primeiros cristãos, que permaneceram em oração (Atos 2.1-4), aguardando o cumprimento da promessa de Jesus em Atos 1.4,5.
·       É possível a igreja hoje ser revestida com o poder do Espírito Santo? É possível sermos revigorados pelo poder do alto? É possível sermos tomados de uma profunda convicção de pecado e uma intensa sede de Deus?
·       Ao longo da história, várias vezes, Deus visitou o seu povo: a igreja primitiva, Valdenses, Reforma Morávios, Puritanos, Missões, Avivamentos.
·       Vamos observar algumas verdades importantes do texto em apreço: A igreja estava com as portas fechadas, com medo dos judeus. Jesus estava ausente. Os discípulos estavam em crise. Hoje estamos também assim: cheios de tensões, fechados, com medo, acovardados. Precisamos, também, de experimentar o derramamento do Espírito Santo.
·       O derramamento do Espírito é uma promessa do Pai – 1:4. O profeta Joel já havia profetizado: “E acontecerá depois que derramarei do meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias” (Jl 2:28, 29).
·       Hoje, temos ânimo para começar uma reunião de oração, mas não temos fibra para continuar. É fácil ter entusiasmo quando as circunstâncias são favoráveis. Mas Deus busca em nós persistência.

II NATUREZA
1-Distinto da Salvação
·       “Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente havia sido batizado em o nome do Senhor Jesus. Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo.” Atos 8:14-17.
·       Na situação acima, veja que primeiramente foram batizados nas águas, nasceram da água, e posteriormente, foram batizados com o Espírito Santo, nasceram do Espírito, foram regenerados e passaram a ser nova criatura.
·       Agora veja a situação em que primeiramente foram batizados com o Espírito Santo, e depois batizados nas águas. 
·       “Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo; pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus. Então, perguntou Pedro: Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo? E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, lhe pediram que permanecesse com eles por alguns dias.” Atos 10: 44-48.
2- Revestimentos de Poder
·       Ao aceitar o Senhor Jesus como único e suficiente salvador, o crente é transformado de pessoa natural à pessoa espiritual, de filho do mundo a filho de Deus, gerado não na carne, mas no Espírito. João 1.12-13.
·       A frequência nos cultos, à oitiva da palavra de Deus e a seguir o batismo nas águas lhe garantem a limpeza de suas vestes espirituais João 15.3; 13.10.
·       O crente assim esta vestido com vestes espirituais, tendo sua salvação garantida se permanecerem na Igreja que é o corpo de Cristo, com a garantia que as portas do inferno não prevalecerão contra ela Mt. 16.18. Glória a Deus, aleluia!
·       O revestimento do poder do Espírito é necessário a Igreja para fazer as obras de Deus At.1.8. Jesus disse: Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judeia, Samaria e até os confins da terra.
·       A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo é poderosa, e as portas do inferno não podem prevalecer contra ela em sua ação missionária, mas precisa do revestimento do Espírito, para que através do amor possa liberar perdão, derrubando as barreiras do preconceito e o muro das inimizades entre as nações e assim dar o testemunho da verdade, anunciando o Evangelho em toda a terra.

3-Batismo no Espírito Santo
·       Muito emocionalismo se tem visto ao falar de batismo no Espírito Santo, porém vemos que uma experiência com Deus pode conduzir a uma emoção, mas uma emoção nem sempre conduz a uma experiência com Deus. É preciso ter muito cuidado com isso.
·       Infelizmente, com relação a algumas pessoas que enfatizam o batismo espiritual, o que tem marcado sua experiência não são os frutos e sim um anseio por “adivinhar” o futuro. Necessitamos ser cautelosos para não confundir o ego, os pensamentos, emoções e vontades com a ação do Espírito Santo.
·       Outra triste marca deixada por enganos são os modismos que têm estabelecido padrões extra bíblicos para as igrejas, dando rótulos como: avivados, renovados, pentecostais, tradicionais, frios, quentes, etc., com cultos shows que embora revestidos de alegria não conduzem ao arrependimento de pecados.
·       Isso tem causado divisão no corpo de Cristo e confundido o mundo acerca do cristianismo, atrapalhando o testemunho da Igreja.

II PROPÓSITOS
1-Testemunhar de Cristo
·       Jesus nos comissionou para sermos suas testemunhas (Jo 15.27; At 1.8).
A palavra “Testemunha” é de uso corrente nos tribunais, onde designa a declaração que uma testemunha presta a autoridades a fim de esclarecer fatos do seu conhecimento.
·       Cada crente deve testemunhar de Cristo. Testemunhar é falar do que Cristo fez por nós e pregar Sua mensagem (At 10.39-42). Também é dar o exemplo de uma vida cristã. É mostrar ao mundo que fomos transformados por Cristo. É a genuína expressão do Evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo na vida do crente.
·       Jesus mandou aos que foram alcançados por Sua graça, que dessem testemunho do que ele fez (Mt 8.4; Mc 5.19; Lc 9.60). Vemos na Bíblia, muitos novos convertidos testemunhando (Jo 1.40-42; 4.28-30 39-42). O Senhor ordenou à Sua igreja que anunciasse o evangelho (Mt 28,19,20).
2- Vencer as Adversidades
·       O abatimento de espírito pode ser chamado também se sentimento de autocomiseração, ou depressão. Uma pessoa que, em meio à adversidade, se deprime, tem maior dificuldade para vencer e sair da adversidade.
·       O leproso não admitiu a lepra como sendo sua. Ele estava leproso no corpo, mas sua saúde mental e espiritual não foi afetada.
·       Para não deixar-se abater, diante da adversidade, é preciso nutrir sempre o coração com boas doses de alegria. Assim, quando vier o dia mal, seu coração terá reservas, o suficiente para aceitar a adversidade e passar por ela sem abatimento - Pv 17:22.

3-Operar Prodígio
·       O fato de uma igreja mostrar o acontecimento de milagres em seu templo prova que ela é uma igreja verdadeira e que seus líderes são verdadeiros servos de Deus.
·       A igreja verdadeira é apoiada na Palavra. Sendo assim, os cultos são centralizados e apoiados na exposição da Palavra de Deus e na pessoa de Jesus Cristo, que é o centro da Bíblia, e não em milagres ou qualquer outro sinal visível de poder.
·       Questionamento que devemos levantar com relação à igreja: Igreja prega corretamente a Bíblia? Tem tempo suficiente em seus cultos para a exposição da Palavra? Prega heresias como a teologia da prosperidade e o culto aos milagres? Prega doutrinas estranhas que não se enquadram no que a Bíblia diz? Tem ênfase em Jesus Cristo ou nos sinais que fazem seus líderes?.

4-Comunicação sobrenatural
·       Devemos confiar em Deus de todo o nosso coração, crer no sobrenatural. Às vezes pode parecer simples, você pode até dizer: “Ah, é fácil crer no sobrenatural! Eu creio, pois sinto que vai acontecer.” Mas não é assim. Crer no sobrenatural de Deus não é sentir que algo vai acontecer, pois posso sentir que algo vai acontecer e não acontece.
·       Agora, quando cremos no sobrenatural de Deus, em algo que Deus vai fazer acontecer, acontece, porque depende dele e não de nós. Deus não mente, Ele é fiel.
·       É preciso crer verdadeiramente, trazer à existência as coisas que não existem.

IV RECEBENDO O BATISMO
1-Ser Salvo em Jesus Cristo
·       Fica claro então que para ser salvo basta crer em Jesus, contudo há muitas confusões quanto ao que é crer em Jesus, pois muitos confundem crer com acreditar e não é isso que a Bíblia defende.
·       Outro erro comum é imaginar que não precisamos fazer nada, pois o ato de crer não nos impõe nenhuma responsabilidade. Este também não é o padrão bíblico para quem exerce sua fé em Jesus Cristo.
·       Portanto, crer em Jesus não é um gesto da boca para fora, implica em mudança de vida e total submissão à palavra de Deus, só assim poderemos afirmar que cremos em Jesus e verdadeiramente seremos salvos.

2-Obedecer a Deus
·       É impossível uma pessoa servir honestamente a Deus se o seu coração não obedece a Ele. Não importa quão ativo somos em atividades religiosas, o que importa é quão OBEDIENTES somos a Ele, porque é a nossa obediência e a quem nós obedecemos que determinam a quem servimos na realidade. Como Tiago 4:7-8 nós diz: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos para Deus, e ele se chegará para vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de espírito vacilante, purificai os corações.”.
·       Precisamos chegar perto de Deus para que Ele chegue perto de nós. Não O podemos servir à distância, sem O conhecer. Só podemos servir àquele a quem obedecemos e a quem nos submetemos (Filipenses 2:5-11).

3-Crer e Pedir o Batismo
·       A palavra batismo carrega muitos significados, um deles é limpar totalmente os pecados, e outro é unir. Assim, devemos entender que “ser batizado pelo Espírito Santo” é conhecer e crer no método que Jesus usou para resolver o problema das iniquidades dos pecadores, e que é por essa fé que recebemos o batismo do Espírito Santo.
·       Jesus diz que a razão pela qual Ele foi batizado por João era cumprir toda a justiça de Deus com o método desse batismo que Ele recebeu de João.
·       É assim que podemos estar unidos ao Espírito Santo, e a Bíblia também diz que nós recebemos o Espírito Santo por crer na graça da remissão de pecados, que Jesus foi crucificado e derramou Seu sangue por aceitar que todos os pecados da humanidade fossem passados a Ele por meio de Seu batismo.

Pr. Carlos Borges(CABB)

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A ORIGEM DE NOSSOS PROBLEMAS



Jo 17.11-16
Introdução: Adão e Eva, desde o momento que foram criados por Deus, não tinham nenhum problema, porém foi criado com livre arbítrio, isto, é, o poder de fazer escolhas, podendo escolher obedecer e servir a Deus ou desobedecê-lo e não servi-lo, tornando-se rebeldes.

I RESULTADO DO PECADO
1-Perda do Éden ((Gn 3.22,23)
·       Todos os nossos problemas de certo modo tem origem no Éden, quando o homem, em desobediência a Deus, comeu do fruto proibido, sendo expulso do Paraíso, tendo que trabalhar para obter o seu sustendo diário.
·       A vida no Éden era como a vida no céu, tudo era perfeito, nada lhes faltava, eles desfrutam da presença física de Deus, conversavam com Deus, como os filhos conversam com seu Pai.
·       Mas, após desobedecerem a Deus, Adão e Eva não mais mereceram o Paraíso, e Deus os mandou partir (sair de lá).
·       Se eles continuassem a viver no Paraíso, sendo desobedientes, poderiam continuar na sua vida de desobediências e comer do fruto da árvore da Vida, e viveriam eternamente em pecado.
·       Assim como Adão e Eva, todos nós pecamos e fomos separados da comunhão com Deus, não precisamos ficar separado, Deus já providenciou um meio de reatarmos a nossa comunhão com Ele através do sacrifício de seu Filho Amado, Jesus Cristo.

2- Criação arruinada (Gn 3. 16-19).
·       A desobediência de Adão e Eva e o afastamento da gloriosa presença de Deus afetaram também toda a criação, incluindo o meio ambiente.
·       Há alguns anos, as pessoas não se preocupavam com a poluição causada pelo lixo e produtos químicos, isto parecia insignificante muito pequeno.
·       Agora que a consequência da poluição está ficando cada vez mais grave, as pessoas estão dando maia valor ao meio ambiente.
·       Também a natureza espiritual de muitas pessoas, está sendo poluídas pelo pecado que está cada vez mais é agravante em função da desobediência do homem.
·       As pessoas precisam se preocupar com suas vidas espirituais, procurarem um meio eficiente de se livrarem desse mal e buscarem a viver uma vida santa isenta do “lixo” do pecado e da “poluição” da imoralidade.

3-A natureza humana (Is 53.6)
·       Isaías compara o povo de Israel que se afastou de Deus, como a ovelha que vagueia sem rumo.
·       Deus enviou o Messias, para trazê-los de volta ao aprisco, temos a percepção necessária para enxergar e reconhecer a identidade do Messias prometido, que veio para morrer pelos nossos pecados.
·       Mas se reconhecermos a obra de Jesus e ainda assim o rejeitarmos, nosso pecado é muito maior do que a dos antigos israelitas, que não podiam ver tudo o que já vimos.
·       Já entregamos a nossa vida a Jesus, ou ainda nos comportamos como uma ovelha desgarrada, vivendo fora do aprisco do Pastor?
·       O pecado é uma parede que faz separação entre nós e Deus, interrompendo a comunhão coloquial que deveriam ter como Ele como era no Éden antes do pecado ter entrado e destruído a comunhão com Deus.

II INFLUÊNCIAS EXTERNAS
1-Alcança a todos (Ec 3.19)
·       Com o pecado nosso corpo também sofreu alteração, por isso não podemos viver para sempre tendo em vista a matéria de que fomos feito.
·       Neste sentido, o ser humano e os animais são semelhantes; todos passarão pela morte.
·       Salomão reconheceu que Deus deu ao homem a esperança de vida na eternidade, todas as pessoas serão julgadas após a morte (Ec 3.17; 12.7-14).
·       Neste sentido, somos diferentes dos animais, pelo fato de termos a eternidade em nosso coração, fazendo parte do plano de Deus.
·       Estamos vivendo de acordo com a vontade de Deus? Nós vemos a vida como uma dádiva de Deus?

2-Influência de terceiros (2 Co 11.25-27)
·       Vivemos num mundo globalizado, recebendo várias influências, tanto boas quanto más, cabe a nós pelo nosso livre arbítrio fazer as ponderações e reter o que é bom e desprezar o que não nos edifica.
·       A vida espiritual também sofre as influências, esta podendo vir de um líder religioso considerado ou de pessoas do nosso convívio cotidiano, as trevas também trabalham no sentido de exercerem influência em nossa vida fins nos desviar dos caminhos do Senhor.
·       Paulo foi muito influenciado em sua formação intelectual por Gamaliel, porém depois que ele teve um encontro com Cristo, sua vida mudou muito, pois ele passou a ser influenciado e dirigido pelo Espírito Santo de Deus.
·       Quem é que está nos influenciando em nossa vida espiritual e material? De quem estamos tirando modelo para nossa maneira de viver?
·       Seja de quem for o modelo que estamos copiando, nosso modo de vida, seja material ou espiritual, devemos nos lembrar de que Jesus é o padrão para todos os cristãos.

III NOSSAS ESCOLHAS
1-Nossa atitudes (Mt 26.41)
·       As nossas atitudes tem grande influência e resultado em nossa vida, elas podem nos trazer alegria ou sofrimento.
·       Uma palavra mal empregada, um olhar diferente, um semblante carregado, pode afastar pessoas de nosso convívio.
·       Nosso pensamento traduzindo em palavras também pode afastar ou agregar pessoas, precisamos ter um pouco de sabedoria em cada atitude de nossa vida, seja dentro ou fora da igreja.
·       Uma pessoa iracunda, murmuradora, insatisfeita com tudo, pode criar um ambiente bastante carregado, deixando as pessoas em sua volta constrangidas ou insatisfeitas.
·       Precisamos ser diferente das pessoas que nos cercam, pois o crente (cristão), não pode ser um cidadão do mundo, como disse Jesus, estou no mundo, mas, não sou deste mundo.

2-Nossas Decisões (Gl 6.7)
·       Existe a lei da semeadura, tudo o que o homem plantar, mais tarde irá colher, por isso devemos ter a decisão certa de escolher o que vamos plantar.
·       Quando nós plantamos no mundo espiritual, colher no mundo material, quando plantamos no mundo material colhemos no mundo espiritual.
·       Toda ação tem uma consequência, se plantarmos para satisfazer o nosso próprio desejo, teremos uma colheita de tristezas e pecados.
·       Porém se plantarmos para agradar a Deus, colheremos alegria e vida eterna, além de uma sensação do dever cumprido.
·       Nada mais dá mais prazer ao cristão do que fazer a vontade de seu Senhor, com isso ele se alegra e essa alegria é contagiante, pois ele leva a mensagem do amor de Deus por onde passa.

IV PROPÓSITOS DIVINOS
1-Gerar maturidade (Tg 1.1-4)
·       Não podemos conhecer a profundidade de nosso caráter até que vejamos como reagimos sob pressão.
·       É fácil sermos bondoso com os outros quando nos tratam bem, e tudo está bem, mas será que ainda podemos continuar ser bondoso quando os outros nos tratam de forma injusta?
·       Ao reclamar de nossas lutas, devemos vê-las como uma oportunidade para o crescimento e amadurecimento em Cristo Jesus.
·       Agradeçamos a Deus pelas oportunidades que Ele nos tem concedido para nosso crescimento espiritual e oportunidade de ser útil aos nossos irmãos em Cristo e outras pessoas.
·       Deus não nos deixará sozinho, Ele sempre estará por perto para nos ajudar na caminhada desta vida até adentrarmos nas moradas Celestiais.

2-Refletir Jesus (2Co 4.7-10)
·       A preciosa mensagem da salvação em Jesus Cristo tem um valor supremo, foi confiada por Deus a seres humanos frágeis e falíveis.
·       Mesmo sendo fracos, Deus nos usa para transmitir suas Boas Novas e nos dá poder para fazer a sua obra.
·       Saber que o poder é de Deus e não nosso, devemos nos afastar do orgulho e nos motivar a manter nosso contato diário com Ele, nossa fonte de poder.
·       Nossa responsabilidade é deixar que as pessoas vissem Deus (Jesus) por nosso modo de viver (intermédio).
·       Espiritualmente falando, somo uma espécie de LUA, um satélite em torno de Cristo (Sol da Justiça), para poder fletir para as pessoas sua Eterna luz, assim como a lua nos transmite a sua luz que dissipa a escuridão, deixando sua luz brilhar, que nos agrada e encanta. Alguém já reclamou da luz da lua?

3-Ajudar os outros (2Co 1.3,4)
·       Só podemos ajudar o nosso semelhante quando temos as condições necessárias para tal, Deus muitas vezes nos permite um pouco de sofrimento para nos amadurecer, após sermos consolados por Ele, termos uma experiência com Ele para podermos ajudar o próximo em suas aflições.
·       Nós precisamos aprender com Jesus como ser solidário ao nosso semelhante, e depois repartir com o próximo as nossas experiências.
·       Se nós não estendermos a mãos ao nosso semelhante em suas necessidades, não podemos dizer que somos “servos” do Senhor, porque o servo dever ser uma semelhança ao seu Senhor. 
Pr. Carlos Borges(CABB)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO



Gal.5.19-24
Introdução: Na epístola aos gálatas o apóstolo Paulo apresenta as evidentes marcas daqueles que experimentam o novo nascimento. Aqueles que se deixam dominar pelo Espírito Santo dão “fruto”. Um conjunto de virtudes que autenticam o produto daquele que é regenerado em Jesus. Um Espírito agindo no interior, refletindo Cristo no exterior.


I O FRUTO EM RELAÇÃO A DEUS
1-Amor
·       A metáfora do "fruto" aparece várias vezes no Novo Testamento, designando sempre algum "resultado" (Mt 3.8; 7.16; Rm 1.13; Ef 5.9; Hb 13.15). O fruto do Espírito são qualidades morais divinamente implantadas. São resultados da ação do Espírito em nosso caráter.
·       Primeiro, a sua origem é sobrenatural: "do Espírito" (genitivo grego que indica fonte ou causa). Enquanto as "obras da carne" são atos que praticamos naturalmente, o "fruto do Espírito" é de responsabilidade do próprio Espírito. Precisamos ter humildade, pois não podemos produzir este fruto.
·       Amor: Na língua grega "amor" (ágape) é uma palavra distinta usada para descrever a natureza do amor de Deus (Jo 3.16). Ele nos amou sem que oferecêssemos motivos para que Ele nos amasse. E é esse amor que o Espírito derrama em nosso coração (Rm 5.5), para que possamos obedecer ao mandamento de Jesus: O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei (Jo 15.12).
·       O amor introduz a lista de virtudes desse fruto, o amor é sem dúvida a fonte originária das demais virtudes. É o caminho mais excelente para ser trilhado pelo cristão.
·        O amor “ágape” como fora designado por Paulo carrega várias características: É capaz de sofrer, pensar o bem, não invejar, ser humilde, ser puro, não ser egoísta, crer sempre, folgar com a verdade, ter esperança, capacidade de suportar.
·        E resumidamente podemos afirmar que nunca falha! Ocupa o mais alto posto entre as virtudes cristãs. Deus é amor!
·       O amor é exemplificado na Palavra de Deus, designando o próprio Deus, mostrando o amor de Deus e Cristo pelos homens, amor entre os irmãos, enfim, o amor indo à frente em todo o propósito deste Santo Livro.
2-Alegria
·       Alegria: A alegria (no grego "charis") é o gozo da graça, é um bem-estar espiritual, resultado de uma correta relação com Deus. A fonte desta alegria é o Senhor (Fp 3.1; 4.4,10; Rm 12.12). É a chamada "alegria da fé" (Rm 15.13; Fp 1.25) e a "alegria no Espírito Santo" (Rm 14.17; 1 Ts 1.6). Esta alegria independe das circunstâncias externas e pode ser desfrutada em meio às tristezas e aflições desta vida.
·       Fundamenta-se no relacionamento com Cristo. Essa alegria é muito mais que animação, deleite e jubilo, e não depende das circunstâncias boas ou más a nossa volta (Fp 4.11-13; 1 Ts 1.6; 1 Co 15.19).
·       A idéia de alegria e paz como frutos do Espírito (Gál. 5:22 e 23) pode ser mal interpretada. Nosso mundo é pecaminoso; somos seres pecaminosos, cada um de nós sofrendo os efeitos do pecado: doença, perda, separação, medo, preocupação, incerteza... A lista é grande. Ninguém, nem mesmo um cristão, está livre das lutas dolorosas que nos afligem em um mundo caído. Jesus sofreu; nós também vamos sofrer. 
·       É a alegria que se manifesta em meio às situações tristes, pois recebemos o verdadeiro consolo do Espírito (At 13.50-52).
3-Paz
·       Paz é uma palavra que hoje em dia está muito em moda e muitos falam de paz não conhecendo o seu verdadeiro significado.
·       Será que a paz de que fala a Bíblia, em especial a paz como fruto do Espírito, tem algo a ver com a paz que o mundo apregoa e promete? Se assim fosse, essa paz seria normal e sem interesse. Esta paz, fruto do Espírito é totalmente diferente.
·       Penso que como crentes no Senhor Jesus já experimentou em alguma medida o que é essa paz, mas podemos ter a certeza que muito temos a ainda a experimentar, tal á a sua grandeza.
·       Vamos pela graça de Deus procurar estudar e entender alguma coisa sobre essa paz que é de Deus e Fruto do Espírito.
·       Salmos 119:165 “Grande paz tem os que amam a Tua Lei” (Filipenses 4:7) - E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.
·       Em primeiro lugar aquilo que devemos dizer acerca de paz, é falar sobre esta paz que se chama paz de Deus e que  nos é concedida em Jesus. Paz que não existe outra igual.
Que paz é esta afinal?
·       Esta é aquela paz que quem a possui pode até estar passando por tribulações ou grandes provações e mesmo atravessando o vale da sombra da morte, que essa paz continua manifestando-se nessa pessoa que a tem, porque esta paz lhe foi dada por Deus e é guardada por Jesus, sendo por isso indestrutível seja porque circunstância for.
·       Segundo vemos pela palavra de Deus a verdadeira paz é algo inseparável da Pessoa de Jesus. Não havendo por isso verdadeira paz sem Jesus.
Não foi um acaso que logo na ocasião do nascimento do Senhor Jesus que a primeira mensagem trazida pelos anjos foi a de paz na Terra.

II EM RELAÇÃO AOS OUTROS
1-     Longanimidade
·       João 15:5
Este fruto de que fala Jesus é o fruto do Espírito de que  Paulo fala aos Gálatas 5:22, 23.
O fruto do Espírito pode ser comparado a uma laranja de 9 gomos. É um fruto apenas, mas constituído de 9 características.
·       Essas 9 características podemos dividi-las em 3 grupos.
O primeiro grupo de 3 (amor, alegria, paz) é referente às qualidades espirituais do cristão.
O segundo (longanimidade, benignidade e bondade) indica aquelas que são as virtudes que se manifestam em nossas relações sociais.
·       A palavra longanimidade na nossa língua vem do latim que significa ter “longo ânimo”.
Longânimo é aquele que não desiste ou que suporta com muita paciência, ou como se diz na linguagem popular,  ter “pavio comprido”. Alguém que não se exalta ou se ira com rapidez ou facilidade.
·       Deus é por natureza um ser Longânimo e quer que seus filhos também sejam. Isto não quer dizer que nós, nunca nos possamos indignar ou irar, mas que isso só é legítimo segundo aquilo que nos é dito em Efésios 4:26, 27. “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, não deis lugar ao diabo”.
·       A nossa ira terá de ser proporcional aos fatos e não durar mais de um dia, de contrário, estamos a dar lugar ou oportunidade ao diabo para nos derrotar ou levar à ruína espiritual.

2-Benignidade e Bondade
·       Alguém escreveu este pensamento que é ao mesmo tempo uma pergunta.
“ O que seria de nós, se Deus nos tratasse conforme nós merecíamos?” Tito 3:3-7.
·       Segundo o nosso merecimento, Deus teria de nos castigar condenando-nos à perdição eterna. Mas, devido à Sua grande Benignidade, por meio do Senhor Jesus Ele nos deu a possibilidade de sermos salvos e escaparmos dessa merecida condenação.
·       Agora que já fomos favorecidos por essa tão grande Benignidade, Deus nos chama para sermos benignos como Ele o é.
Revelar o fruto do Espírito não é algo fácil ao crente e ao descrente é impossível, porque só pelo Espírito Santo se pode produzir todas essas virtudes do fruto do Espírito, entre elas a Benignidade de que vamos falar a seguir.
O fruto do espírito não se vê através de manifestações litúrgicas ou verbais. Trata-se de  uma manifestação de caráter é isso que percebemos ao estudar cada uma dessas características.
·       Entre todas as características do fruto do Espírito é entre Benignidade e Bondade que existe a maior relação, pois são as duas características que estão mais intimamente ligadas, não sendo a mesma coisa, pois de contrário Paulo não referia as duas palavras.
·       A Bondade, que é a característica seguinte, a parte visível da Benignidade. Ou seja, a onda de é a Benignidade posta na prática.
·       Benignidade é ter um sentimento que caracterize o crente como alguém que se esforça para evitar que o mal venha sobre alguém.

III EM RELAÇÃO A NÓS
1-Fidelidade
·       A fidelidade não pode ser substituída pela liturgia (rituais religiosos) como pretendiam os fariseus. Aqui nós encontramos o termo traduzido por fé, mas em que fidelidade estaria mais de acordo com o contexto, já que justiça e misericórdia são conceitos éticos assim como a fidelidade, devemos entender a fé aqui referida como fidelidade.
·       Os fariseus eram muito ritualistas, esquecendo  uma parte mais importante da sua vida espiritual que eram estes 3 elementos que Jesus lhes recorda, a justiça, a misericórdia e a fidelidade.

2-Mansidão
·       Gálatas 5:22 - Nos dias que correm defender uma causa ou um ideal implica ser violento usando até o terrorismo. O N.T. fala diversas vezes de que o cristão está numa luta e numa guerra constante, estando rodeado de muitos e fortes inimigos.
·       Vendo as coisas de forma literal e física, o cristão não poderia ser manso, mas a palavra de Deus exorta à mansidão e a viver pacificamente fugindo dos conflitos. Em Ef. 6:12 diz que a luta do crente não é contra a carne o sangue (pessoas), mas que é uma luta espiritual contra inimigos espirituais.
·       Mansidão no sentido Bíblico não significa passividade. Cristianismo autentico tem de ser ativo e lutador, sendo em tudo semelhantes a Jesus que sempre lutou não contra pessoas, mas contra os conceitos e as ideias que eram erradas.
O cristão na pode nem deve ser violento, a sua única arma deverá ser a persuasão. Mansos mas lutando e agindo de acordo com aquele que são os princípios Bíblicos.

3-Domino Próprio
·       Temperança: no grego “egkrateia”, significa autocontrole. Uma referencia à autodisciplina que o cristão precisa ter em sua vida.
·       O apóstolo Tiago diz-nos que todos nós tropeçamos em muitas coisas e que quem não tropeça é porque é perfeito, e então poderoso para refrear todo o seu corpo. (3:2) Conforme Tiago, só alguém perfeito poderá ter esta capacidade para se controlar.
Paulo escrevendo a segunda carta a Timóteo 1:7 diz que Deus nos deu espírito de poder, de amor e moderação (temperança).
·       Em Gálatas 5:16 diz que andando no Espírito não cumpriremos os desejos da carne. Isto significa que se pode ter domínio sobre si próprio, não que sejamos perfeitos, mas por ação do Espírito Santo, porque Ele como Deus é perfeito podendo conceder-nos esse poder de temperança.
·       Pela nossa força existe uma grande dificuldade em exercermos domínio sobre a nossa natureza, mas através do Espírito Santo torna-se uma tarefa relativamente fácil.

Pr. Carlos Borges(CABB)