segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

O SERMÃO PROFÉTICO

 


Mt.24.1-31

Introdução: No capítulo 24 reúne coisas que Jesus disse sobre o futuro; dá-nos uma visão das coisas que virão. Mas neste capítulo reúne frases de Jesus sobre aspectos do futuro. Ser-nos-á muito mais fácil esta obscura passagem se podemos separar as diferentes partes da trama e examiná-las uma por uma. A reunião das frases de Jesus ocupa os primeiros trinta e um versículos do capítulo


I O JUIZO SOBRE JERUSALÉM

1-A Destruição do Templo (t.24.1).

1.      O discurso de Mateus 23.1-39, com certeza, foi proferido nas dependências do templo.

2.      Mateus 24.1 nos mostra que o Senhor Jesus ia saindo do templo quando se aproximaram dele os discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo.

3.      Aliás, o texto em grego deixa claro que isso aconteceu quando eles estavam partindo do conjunto do templo.

4.      O primeiro templo construído por Salomão foi destruído em 586 a.C.

5.      O segundo templo foi construído com o encorajamento de Ageu e Zacarias e sob a liderança de Zorobabel e Josué (Ageu 1.1), embora tenha sido concluído com certo atraso em 516 a.C.

6.      Esse segundo templo foi totalmente restaurado com a ajuda de Herodes, o Grande, um exímio construtor.

7.       Dez anos antes de morrer ele começou a restauração, que não foi concluída nos dias de Jesus (Jo 2.20).

8.      A restauração de fato só foi finalizada em 64 d.C.

9.       No entanto, toda essa difícil e dispendiosa construção não durou mais que seis anos.

10.     Os discípulos estavam compreensivelmente orgulhosos do templo e de suas dependências.

 2-Principio das dores (Mt.24.3)

1.      Jesus estava nos Monte das Oliveiras, exatamente no lugar onde o profeta Zacarias  havia predito que o Messias estaria quando viesse estabelecer o Seu Reino(Zc. 14.4).

2.      Era o momento apropriado para os discípulos perguntarem a Jesus quando Ele viria com todo o seu poder  e o que o que poderiam esperar Dele.

3.      A resposta de Jesus enfatizou os acontecimentos antes do  final daquela era.

4.      Ele lhes recomendou que se preocupassem menos com a data exata., e mais em estar preparado para a ocasião, deveriam viver totalmente de acordo com os Mandamentos  de Deus, para que estivessem prontos para a sua volta.

5.      Os discípulos, com certeza, ficaram confusos com a profecia do Senhor; entretanto, mantiveram silêncio até que deixassem o templo, cruzassem o vale de Cedrom e chegassem ao monte das Oliveiras.

6.      Ali, Jesus se sentou como os mestres costumavam fazer (Mt 5.1), e os discípulos finalmente lhe perguntaram sobre a destruição do templo.

 3-A Grande Tribulação (Mt.24.16)

1.      Nos dias em que o templo foi destruído, em 70 d.C., muitos cristãos judeus fugiram, em cumprimento às palavras de Jesus, e se esconderam nos montes de Petra.

2.      Isso aumentou mais ainda a animosidade que havia entre os judeus que criam em Jesus e os que não criam.

3.       O verdadeiro foco desse versículo, no entanto, esta na futura profanação do templo, porque se refere à quebra da aliança (Dn 9.27).

4.      Depois à imagem do homem do pecado que será posta dentro do Santo dos Santos no templo.

5.      Quanto isso acontecer, todos na Judeia terão que fugir para os montes.

6.      Quando Antíoco Epifânio, sacrificou um porco a Zeus no altar sagrado do Templo em 168 a.C (Dn. 9.27 ; 11.30,31).

7.      As palavras de Jesus sobre a abominação foram relembradas no ano 70 a. C, quando Tito colocou um ídolo no mesmo local onde o Templo havia sido consumido pelo fogo, depois da destruição de Jerusalém.

8.      Nos finais dos tempos o anticristo fará uma imagem de si mesmo e ordenará que todas as pessoas a adorem (2 Ts.2.4; Ap.13.14,15).Para Deus, tudo isto é ABOMINAÇÃO.

  

II A VINDA DO FILHO DO HOMEM

1-Falsos Profetas e Falsos Mestres (Mt.24.24)

1.      As advertências de Jesus a respeito dos falsos mestres ainda são válidas para nossos dias.

2.      A partir de um exame cuidadoso, torna-se claro que muitas pregações que soam tão bem não        estão de acordo com a mensagem  de Deus, contida  na Bíblia Sagrada.

3.      Somente um sólido  fundamento na Palavra de Deus pode capacitar-nos a perceber  os erros e as distorções dos falsos ensinamentos.

4.      Em tempos de perseguições, até  mesmo os cristãos mais convictos  enfrentarão dificuldade para manter a sua fidelidade.

5.      Para evitar  que sejamos enganados por falsos messias, devemos entender que a volta de Jesus será inconfundível (Mc. 13.26).

6.      Nesta ocasião, ninguém duvidará da identidade Dele.

7.      Portanto, se alguém lhe disser que o Messias chegou, estará mentindo (Mt.24.27).

8.      A volta de Cristo será evidente para todos.

 2- Sinais no céu (Mt.2429)

1.      Mateus 24:29 . Imediatamente depois, etc. – Chegamos agora ao último ato dessa triste tragédia, a destruição de Jerusalém e a dissolução final da sociedade judaica na igreja e no estado.

2.      Jesus, por várias razões, e motivos, pode achar que não é adequado declarar  claramente, e, portanto, optou por vestir seu discurso na linguagem figurada.

3.      Alguns acham  que essa passagem  deve ser compreendida somente  do ponto de vista da destruição de Jerusalém e da nação  judaica, denotando o eclipse da glória daquele estado e da confusão geral que acompanhará a desolação.

4.      Haverá uma mudança incrível nos corpos celestes, a fim de tornar novas todas as coisas.

5.      Será uma mudança visível como o mundo jamais presenciou.

6.      O sol  e a lua são usados para expressar que até mesmo aquilo que é aparentemente duradouro e imutável será abalado.

7.      Os comentaristas, de fato, geralmente entenderam isso, e o que se segue, do fim do mundo e da vinda de Cristo ao julgamento: mas as palavras, imediatamente após a tribulação daqueles dias, mostram evidentemente que ele não está falando de nenhum evento distante, mas de algo imediatamente consequente à tribulação mencionada anteriormente, e que deve ser a destruição do templo e da cidade de Jerusalém e a abolição da política judaica, civil e religiosa.

 

3-Vigiai (Mt. 24.42)

1.      Vigiar não implica apenas em crer que nosso Senhor virá, mas também desejar que Ele venha, mas estar frequentemente estar pensando em Sua vinda como algo tão certo e próximo em um tempo desconhecido.

2.      Vigiar a vinda de Cristo é manter nosso bom humor e disposição mental naquilo que deveríamos estar fazendo quando o nosso Senhor vier nos buscar. Estais vos apercebidos.

3.      Devemos estar com a nossa prestação de contas pronta.

4.      Há uma herança que estamos aguardando, e devemos estar prontos para compartilhá-la (Cl.1.12).

5.      Não sabemos o dia da nossa morte, muito menos conhecemos a hora determinada para o juízo.

6.      Em relação a ambos continuamos sem saber, para que possamos, a cada dia , esperar aquele que virá a qualquer hora.(como o ladrão).

7.      Se Cristo, quando vier, nos encontrar dormindo e despreparados, nossa casa será destruída, e nós perderemos tudo que vale a pena, não pelo  por um ato injusto de um ladrão, mas por um processo justo e legal.

  

III PARÁBOLAS E O JUÍZO FINAL

1- Parábolas escatológicas (Mt.24.45)

1.      Constitui[...]casa: A igreja de Cristo é a sua casa ou família desfrutando de um relacionamento de Pai e Senhor com Ele.

2.      Ministros do evangelho são constituídos como “administradores” nesta casa, não príncipes, mas mordomos; não como senhores, mas como guias; não para prescrever novos caminhos, mas para nos mostrar  e conduzir os caminhos  que Cristo nos indicou.  

3.      Dar o sustento: Não dar a lei, que é papel de Cristo, mas libertar a igreja dessas doutrinas.

4.      Que se devidamente  digeridas, serão sustento para as almas, a seu tempo.

5.      Enquanto houver tempo, sempre que houver oportunidade.

6.      Na medida em que você não fez isso… – Ao não fazer o bem aos “seguidores” de Cristo, eles mostraram que não tinham amor real por ele.

7.       Ao não fazer o bem aos pobres e necessitados, ao estrangeiro e ao prisioneiro, eles mostraram que não tinham o espírito dele, e não eram como ele, e eram impróprios para o seu reino. 

 2-Juízo Final (Mt.25.32)

1.      E todas as nações serão reunidas diante dele. 

2.      Ele emprega títulos grandes e esplêndidos para exaltar seu reino, para que os discípulos aprendam a esperar um tipo diferente de felicidade do que imaginavam.

3.      Pois eles estavam satisfeitos com essa única consideração: que sua nação havia sido libertada das misérias com as quais era então oprimida, para que fosse manifesto que Deus não havia em vão estabelecido seu pacto com Abraão e sua posteridade.

4.       Mas Cristo estende muito mais o benefício da redenção trazida por ele, pois ele será o juiz de todo o mundo.

5.      Mais uma vez, a fim de convencer os crentes à santidade da vida, ele assegura que os bons e os maus não compartilharão da mesma forma; porque ele trará consigo a recompensa que é oferecida a ambos.

6.       Em resumo, ele declara que seu reino será totalmente estabelecido, quando os justos tiverem obtido uma coroa de glória e quando os iníquos receberem a recompensa que eles mereciam.

 3-Vinde, Bendito de Meu Pai (Mt.25.34)

1.      Mateus 25: 35-36 . Eu estava com fome, e você me deu carne, etc. – Todas as obras de misericórdia externa aqui mencionadas supõem fé e amor

2.      Devem ser acompanhadas de obras de misericórdia espiritual, como instruir os ignorantes, alarmar os descuidados, incentivar os desconsolados, confortar os aflitos, fortalecer os fracos, confirmar os vacilares , reivindicando os iníquos, edificando os justos.

3.      Mas obras desse tipo não poderiam ser mencionadas pelo juiz da mesma maneira: ele não podia dizer que eu era ignorante e você me instruiu, eu estava errado, e você me lembrou a verdade, eu estava em pecado, e você me levou ao arrependimento.

4.       Mas como é surpreendente ouvir o grande juiz declarando que todos os bons ofícios que os homens já realizaram, supondo que eles os cumprissem em obediência à sua vontade e com um único olho em sua glória, lhe foram feitos!

5.      É como se ele tivesse dito: “Em toda a sua conduta, você imitou a bondade e a benevolência de meu Pai, e, portanto, agora declaro que o abençoou e amado por ele e o designou para herdar este reino. 

Pr. Capl.Carlos Borges (CABB)

domingo, 5 de dezembro de 2021

ENTRADA TRIUNFAL EM JERUSALÉM

 

Mt.21.1-17

Introdução: A entrada de Jesus em Jerusalém nos enseja  três(3) verdades importantes, como vemos  a seguir: Em primeiro lugar, a consumação de um plano eterno. A vinda de Jesus ao mundo foi um plano traçado na eternidade. Ele preanunciou sua entrada em Jerusalém três(3) vezes. Agora  havia chegado o grande momento. Não há nada  de improvisação. Nada  de surpresa. Ele veio para essa hora.

 I O MESSIAS EM JERUSALÉM

1- A Entrada Triunfal (Mt.21.5)

1.      Mateus mencionou uma jumenta  e um jumentinho, enquanto outros mencionam apenas o jumentinho.

2.      O evento é o mesmo, porém Mateus focalizando a profecia em Zacarias 9.9, em que  foram mencionados uma jumenta e um jumentinho.

3.      O relato de Mateus demonstra  como os atos de Jesus refletiam as palavras do profeta; mais um indicação de que Ele verdadeiramente  é o Messias.

4.      Ao entrar  em Jerusalém montado em um jumento, Jesus  reafirma sua realeza messiânica e, ao mesmo tempo, sua humildade.

5.      Mostra-nos a afirmação de Jesus sobre si mesmo.

6.      Mostra-nos sem dúvida alguma sua afirmação de que é o Messias de Deus, o Ungido de Deus; e muito provavelmente nos apresenta a afirmação de que é o purificador do templo e da casa de Deus.

7.      Se Jesus tivesse aceito afirmar que era um profeta, é muito possível que nunca teria tido que morrer.

8.      Mas ele só se sente satisfeito com o lugar supremo, quer tudo ou nada.

9.      Os homens devem reconhecê-lo como rei ou não recebê-lo absolutamente.

 2-A Figueira sem frutos (Mt.21.19)

1.      Por que Jesus amaldiçoou a figueira?

2.      Esse não foi um ato impensado de indignação, mas  uma representação, uma parábola.

3.      Jesus  estava demonstrando  sua ira diante  de uma religião vã.

4.      Assim  como a figueira causava boa impressão a distância, mas se mostrava infrutífera  quando examinada de perto.

5.      Também o Templo parecia imponente à primeira vista, mas seus sacrifícios  e outras atividades eram vazias, porque  não visavam adorar a Deus sinceramente(ver Mt.21.43).

6.      Aqueles que apenas ostentam sua fé, sem colocá-la em prática, são semelhante a figueira que secou e morreu por não produzir frutos.

7.      Ter uma fé genuína  significa produzir  frutos  para o Reino de Deus.

8.      Por outro lado, na versão do Marcos não ocorre nada com a figueira em seguida; só na manhã seguinte, quando voltam a passar pelo mesmo caminho, os discípulos se dão conta de que se secou.

9.      Visto que existem estas duas versões do relato, pode-se deduzir que houve algum desenvolvimento e como a versão de Marcos é a mais antiga, deve ser a mais fiel aos fatos.

10.    A fim de compreender esta história, é necessário entender os hábitos de crescimento das figueiras e a forma em que dão fruto.

11.    Na Palestina, a figueira era a árvore favorita.

12.    A imagem da Terra Prometida era a de uma “terra de trigo e cevada, de vides, figueiras e romeiras” (Deut. 8:8).

13.    Romeiras e figos faziam parte do tesouro que levaram os espiões para demonstrar a fertilidade da terra (Núm. 13:23).

14.    A imagem de paz e prosperidade que aparece a cada momento no Antigo Testamento é a imagem de uma época na qual cada homem se sentará debaixo de sua própria vinha e sua própria figueira (1 Reis 4:25; Miquéias 4:4; Zacarias 3:10).

15.    A imagem da ira de Deus mostra o dia em que Deus queimará e destroçará as figueiras(as falsas religiosidades) (Salmo 105:33: Jeremias 8:13; Oséias 2:12).

16.    Nós devemos produzir frutos na estação certa, para honra e glória do Senhor Jesus.

 3-As Parábolas de  repreensão (Mt. 21.23)

1.      Quando pensamos nas coisas extraordinárias que Jesus esteve fazendo, não nos surpreende as autoridades judaicas lhe perguntarem que direito tinha de fazê-las.

2.      Perguntaram-lhe qual era sua autoridade e de onde a tinha recebido.

3.      Nesse momento, Jesus não estava disposto a lhes dar a resposta correta: que sua autoridade derivava do fato de que era o Filho de Deus.

4.      Se o tivesse feito, teria precipitado os acontecimentos.

5.      Naquela época, as pessoas procuravam fatores externos que garantissem autoridade: educação, títulos, posição social e relacionamentos.

6.      Hoje ocorre o mesmo.

7.      Mas a autoridade  de Jesus é intrínseca à sua pessoa, não provém de algum fator externo e superficial..

8.      Se formos seguidores de Cristo, Deus nos concederá esta autoridade e, confiantemente, poderemos  falar e agir em Seu nome, porque Ele nos autorizou a fazê-lo.

9.      Estamos exercendo essa autoridade?

 II ERRAIS POR NÃO CONHECER AS ESCRITURAS

1-Dai a Deus o que é de Deus (Mt.22.21)

1.      Jesus evitou essa armadilha, mostrando que temos duas cidadanias (1 Pe.2.17).

2.      A cidadania terrena implica  pagarmos pelos serviços e benefícios que recebemos, mas nossa cidadania exige o empenho de nossa obediência e compromisso para com Deus.

3.      Para ter uma consciência limpa perante Deus e os homens, os cristãos obedecem às leis do país em que vivem, incluindo as relacionadas com o pagamento de impostos. (Rom. 13:5, 6).

4.      Reconhecemos, porém, que o SENHOR Deus é o Soberano Supremo, a quem amamos de todo coração, alma, mente e força. (Mar. 12:30; 4:11).

5.      Portanto, nossa submissão a Deus é sem reservas. (Sal. 86:11, 12).

6.      Muitos países oferecem programas ou serviços sociais em benefício dos que precisam de ajuda material.

7.      Não é errado o cristão receber tal ajuda — contanto que se habilite para isso.

8.      Falar a verdade com o próximo não permite dar informações falsas a autoridades governamentais a fim de receber assistência pública.    

 2- A Ressurreição (Mt.22.31)

1.      Os saduceus tinham conhecimento que os rabinos ensinavam que se uma mulher tivesse dois maridos nessa vida, na ressurreição ela ficaria só com o primeiro.

2.      Com base neste ensino curiosamente os saduceus em confronto com Jesus conhecia uma mulher que tivera sete maridos.

3.      Qual dos sete ficaria com ela na ressurreição?

4.      É evidente que os saduceus não acreditavam no ensino rabínico da ressurreição nem da mulher que tendo dois maridos, ficaria com o primeiro na ressurreição.

5.      Para os saduceus Jesus parecia estar num beco sem saída. - Ledo engano.

6.      Os saduceus estavam redondamente enganados pensando que na vida eterna haverá casamentos e similares como nesta vida há.

7.      Os saduceus nesta passagem bíblica nos revelaram ter três problemas sérios: crer em não haver ressurreição dos mortos, falta de conhecimento das Escrituras e desconhecimento do poder de Deus para ressuscitar os homens.

8.      Os saduceus consideravam os livros de Moisés como únicos escritos sagrados e Jesus usou justamente uma passagem dos escritos de Moisés (Ex.3.6-16) para comprovar sua afirmação.

9.      Se Jesus afirmou que Abraão, Isaque e Jacó ainda estavam vivos milhares de anos após suas mortes físicas, então todos os que já se desencarnaram, deixaram de viver entre os mortais ainda estão vivos.

 3-O Grande Mandamento (Mt.22.36)

1.      O primeiro aspecto do amor ao Senhor é amá-Lo de todo o coração.

2.      É muito difícil explicar como nós podemos amar o Senhor dessa forma, mas vou tentar.

3.      Pesquisando o significado dessas palavras eu percebi que, o que o texto tenta passar, é um sentimento muitíssimo forte.

4.      Chegando, até mesmo, a se confundir com uma paixão desenfreada pelo Senhor.

5.      Essa forma de amor ao Senhor não é nova, mas é vista na palavra em várias situações.

6.      Um dos livros menos compreendidos das escrituras, e que não está ali por um acaso, é o livro de Cânticos.

7.      Nele nós percebemos uma relação de intimidade entre o Rei e uma mulher. Veja: "Arrasta-me após ti; corramos! O rei introduziu-me nos seus aposentos. Exultaremos de alegria e de júbilo em ti. Tuas carícias nos inebriarão mais que o vinho. Quanta razão há de te amar!" Cânticos 1:4.

8.      Esse texto representa a relação de Cristo e a Igreja.

9.      É tão lindo ver como Deus deseja ter tal intimidade com o homem!

10.    Talvez ainda não faça tanta razão estas poucas palavras.

11.    Mas, de fato, não farão!

12.    Amar o Senhor com tal sentimento não pode ser compreendido e nem estudado.

13.    Esse amor é desenvolvido através da oração incessante.

14.    Através da busca intensa do Senhor Jesus.

15.    Todo aquele que busca o Senhor Jesus, de todo o coração, o encontrará. "Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus" Salmos 51:17.

 II A HIPOCRISIA DOS FARISEUS

1-Dizem e não fazem (Mt.23.3)

1.      As tradições dos fariseus, bem como a interpretação e a aplicação de suas leis, tornaram-se para eles  tão importantes quanto a Lei de Deus.

2.      As leis não eram  totalmente más, algumas  eram até  benéficas, mas problemas surgiram quando os líderes religiosos :1-Sustentaram a ideia de que as leis elaboradas por homens  eram iguais  às criadas por Deus ; 2-Recomendavam a todos que obedecessem as suas leis, porém eles mesmos não as respeitavam ; 3- Obedeciam às leis não para honrar a Deus, mas para terem uma aparência  de homens justos.

3.      Jesus geralmente não condenou o que os fariseus  ensinavam, mas a hipocrisia deles.

4.      A interpretação que eles dão à lei é principalmente correta, mas suas vidas não correspondem aos seus ensinamentos.

5.      Não é dever das pessoas imitar seus professores, a menos que suas vidas sejam puras; eles devem obedecer à lei de Deus e não enquadrar suas vidas pelo exemplo das pessoas más. 

 2-Negligenciam as justiça (Mt.23.23)

1.      Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas!

2.      Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia, a fidelidade.

3.      Eis o que era preciso praticar em primeiro lugar, sem contudo deixar o restante.
Mateus 23:23

4.      Pagas o dízimo – Uma décima parte.

5.      A lei exigia que os judeus dedicassem uma décima parte de todas as suas propriedades ao apoio dos levitas, Números 18: 20-24 . 

6.      Outra décima parte pagaram pelo serviço do santuário, geralmente em gado ou grãos, mas onde moravam longe do local de culto, mudaram para dinheiro, Deuteronômio 14: 22-24 .

7.      Além desses, deveria haver a cada três anos uma décima parte dada aos pobres, para serem comidos em suas próprias habitações Deuteronômio 14: 28-29. de modo que quase um terço da propriedade dos judeus era dedicado a serviços religiosos por lei. Isso foi além das ofertas voluntárias que eles fizeram. Quão mais brandas e gentis são as leis do cristianismo sob as quais vivemos!

  3-O Lamento sobre Jerusalém (Mt.23.37)

1.      Jesus queria reunir seu povo da mesma forma que a galinha protege sob suas asas seus pintinhos, mas os judeus  não o permitiriam.

2.      Jesus também quer proteger-nos, basta que todos  o busquemos.

3.      Muitas vezes, , ferimo-nos  e não sabemos a quem recorrer.

4.      Rejeitamos a ajuda de Cristo, porque não acreditamos  que ele possa dar nos tudo o que necessitamos.

5.      Mas  quem conhece  as nossas necessidades  melhor do que Cristo?

6.      Aqueles que se voltam para Jesus descobrem que Ele ajuda  e conforta como ninguém mais pode fazer.

7.      Jerusalém era a cidade do povo escolhido  de Deus: o lar de Davi, o maior rei de Israel, a sede  do Templo e a morada terrena de Deus.

8.      Esta cidade  deveria ser o centro de adoração ao verdadeiro Deus e o símbolo de justiça para todos os povos.

9.      Mas Jerusalém estava cega em relação a Deus e insensível  às necessidades  humanas.

10.    Aqui,  vemos a profundidade dos sentimentos de Jesus por todos os perdidos e por sua amada cidade, que em breve seria destruída.

        Pr. Capl. Carlos Borges (CABB).