terça-feira, 9 de agosto de 2022

A SAÍDA DO EGITO E A PASSAGEM PELO MAR

 


Êx.14.15-31 

Introdução: Êxodo 14 é o capítulo da Bíblia que relata o grande milagre operado por Deus ao fazer o povo de Israel atravessar o Mar Vermelho. O estudo bíblico de Êxodo 14 revela que o poder do Senhor abriu as águas do mar e permitiu com que os israelitas atravessassem em terra seca. Mas esse texto bíblico também destaca o julgamento de Deus contra os egípcios.

 I DEUS GUIA O SEU POVO

1-O Perigo dos Atalhos (Êx. 13.17)

1.      Quando os hebreus deixaram o Egito?

2.      Existem duas teorias. 1ª- Fixa uma data  mais antiga para o êxodo – por volta de 1446 a 1445 a.C. a 2ª- Sugere uma data mais  recente – entre 1300  e 1200 a.C.

3.      Os  que defendem  a primeira  apontam o texto  de 1 Rs.6.1, onde  se lê claramente que Salomão  começou a  construir o Templo  480 anos após os hebreus  terem deixado o Egito.

4.      Uma vez que quase  todos os estudiosos concordam  com o inicio da construção do Templo em 966, a data para  êxodo recai no ano 1446.

5.      Porém, os que sustentam  a segunda teoria argumentam que os 480 anos não podem ser literalmente  interpretados, baseando-se no texto de Êxodo 1.11,  que diz que os hebreus  construíram  as cidades de tesouro Pitom e Ramsés II, que reinou por volta de 1290 a.C.

6.      Independente  de qual seja a data correta, o fato é que Deus tirou os hebreus  do Egito como havia prometido, e isto demonstrou  o seu imenso poder  e grande amor pelo seu povo.

 2- Confiança é necessária (Êx. 13.19)

1.      Moisés levou os ossos de José.

2.      Supõe-se que os israelitas levassem consigo os ossos ou restos mortais de todos os doze filhos de Jacó, cada tribo cuidando dos ossos de seu próprio patriarca.

3.      Enquanto Moisés cuidava dos ossos de José.

4.      Estêvão diz expressamente, Atos 7:15 , Atos 7:16  que não apenas Jacó, mas os pais foram levados do Egito, foi a única oportunidade que parece ter se apresentado para fazer isso: e certamente o motivo que o levou a remover os ossos de José da terra prometida tinha o mesmo peso em relação aos outros. patriarcas.

5.      E Moisés levou os ossos de José com ele. 

6.      Portanto, parece que, mesmo em sua adversidade, a lembrança de sua libertação prometida nunca se afastara do povo.

7.      Moisés nunca teria sido capaz de imaginá-la; mas ele afirma expressamente que agiu em obediência ao santo patriarca ao levar seus ossos.

8.      Portanto, é provável que eles estivessem tão depositados, que a esperança do povo pudesse ser mantida viva ao ver diariamente a urna ou o cofre que os continha, como se o homem santo.

9.      Mesmo depois da morte, tivesse levantado de sua tumba um sinal de sua libertação.

10.    Pois, por esse ato simbólico, ele nutria sua própria fé, quando desejava que, embora morto, pudesse entrar na posse da terra prometida.

 3-Deus Vai na Frente (Êx.13.21)

1.      Pilar de uma nuvem – Este pilar ou coluna, que apareceu como uma nuvem durante o dia e um incêndio durante a noite, era o símbolo da presença divina.

2.      Era a morada Shechiná ou Divina, e era a prova contínua da presença e proteção de Deus.

3.      Era necessário que eles tivessem um guia para orientá-los através do deserto.

4.      Mesmo que tivessem tomado a estrada mais direta; e quanto mais, quando tomavam uma rota tortuosa que geralmente não era percorrida, e da qual nada sabiam além do que o pilar luminoso indicava o caminho!

5.      Além disso, é muito provável que mesmo o próprio Moisés não soubesse o caminho.

6.      Que Deus havia determinado, nem os locais de acampamento, até que o pilar que os precedeu se tornasse estacionário.

7.      E, assim, apontasse não apenas a estrada, mas as diferentes lugares de descanso.

 II A TRAVESSIA DO MAR

1-A Perseguição dos Egípcios (Êx. 14.5)

1.      Êxodo 14 começa mostrando a ordem do Senhor para que Israel acampasse entre Migdol e o mar, defronte de Pi-Hairote (Êxodo 14:1,2).

2.      A localização de Migdol é desconhecida, mas provavelmente esse lugar era de alguma forma fortificado, pois esse é o significado usual de seu nome.

3.      A localização exata de Pi-Hairote também é discutida, mas muitos estudiosos acreditam que esse lugar ficava nas proximidades de Ramessés.

4.      O interessante nisso tudo é que do ponto de vista humano, sem dúvida essa era uma ordem que não fazia nenhum sentido.

5.       Isso porque ela significava que os israelitas tinham de retroceder em sua jornada.

6.       E é claro que isso também mostraria aos inimigos de Israel que o povo estava supostamente perdido e encurralado pelo deserto e pelo mar (Êxodo 14:3).

7.      No entanto, esse era justamente o propósito divino.

8.       Em outras palavras, a ordem do Senhor implicava num contive para que os egípcios perseguissem os israelitas.

9.       Na verdade, havia chegado o momento de Deus derramar a porção final de seu julgamento contra Faraó e o Egito.

10.     Tudo isso tinha a finalidade de fazer com que o nome de Deus fosse glorificado e todos no Egito soubessem que Ele é o Senhor (Êxodo 14:4).

 2- O Medo de Israel (Êx. 14.10)

1.      Quando os israelitas viram que os egípcios estavam atrás deles, eles temeram muito e clamaram ao Senhor (Êxodo 14:10).

2.      No entanto, parece que rapidamente o clamor deu lugar à incredulidade, e o resultado disso foi a murmuração.

3.       Eles começaram a reclamar com Moisés e a questioná-lo a respeito do porquê ele os havia tirado do Egito para fazê-los morrer no deserto (Êxodo 14:11).

4.      Naquele momento, os israelitas julgaram que teria sido muito melhor terem continuado escravizados no Egito, do que terem partido naquela jornada aparentemente fracassada.

5.       Nesse ponto, a murmuração de Israel não era apenas contra Moisés, mas, principalmente, contra Deus.

6.       Mesmo depois de tantos sinais que Deus havia enviado ao Egito, os israelitas continuavam rebeldes e com dificuldades de confiarem no Senhor.

 3-Deus Peleja por Israel (Êx. 14.14)

1.      Contudo, aquela situação supostamente impossível e desesperadora era o cenário perfeito para que o poder de Deus fosse manifestado de forma assombrosa diante de todos eles.

2.      Por isso, o texto bíblico diz que Moisés respondeu aos israelitas dizendo que eles não temessem, mas ficassem quietos e contemplassem o livramento do Senhor.

3.      Basicamente os egípcios que eles estavam contemplando com medo, nunca mais seriam vistos. Isso porque o Senhor haveria de pelejar por eles (Êxodo 14:14).

4.      O Povo estava hostil e desesperado, porém  Moisés o encorajou a assistir à forma maravilhosa  como Deus os salvaria.

5.      Moisés teve uma atitude positiva.

6.      Quando o povo parecia  encurralado, Moisés clamou a Deus por sua intervenção.

7.      Podemos  não ser perseguidos por um exército e mesmo assim nos sentir presos.

8.      Ao invés de nos desesperarmos, devemos adotar a atitude de Moisés: “Não temais, estais quietos e vede o livramento do SENHOR, que hoje vos fará”. 

 III  CÂNTICO E ÁGUA DOCE

1-O Hino da Vitória (Êx. 15.11)

1.      A arrogância do exército perseguidor incitando a luta com o Deus vivo é descrita no versículo 9.

2.      Contudo, no versículo 11, a expressão de incomparabilidade no questionamento quem é como tu entre os deuses?

3.      Demonstra que os inimigos jamais seriam capazes de vencer o Senhor contando com seus deuses, pois só Yahweh é o Todo-poderoso.

4.       Essa expressão aparece muitas vezes na Bíblia para descrever o verdadeiro Deus.

5.      Em um mundo onde havia muitos supostos deuses, o Senhor era único.

6.       Ele, sozinho, é Deus.

7.       Ele não é apenas melhor do que os outros deuses; não há outros deuses.

8.       Nenhuma pessoa, nenhum deus ou objeto pode ser comparado com o verdadeiro Deus vivo (SI 96.4,5; Is 40.25,26; Mq 7.18).

9.      Quanto ao uso do termo terrível, este significa que Deus inspirou maravilhas, adoração e obediência nos israelitas.

 2-O Perigo da Murmuração ( Êx.15.24)

1.      No deserto de Shur, os israelitas não tinham água.

2.       Em Mara, eles tinham água, mas era amarga; para que eles não pudessem beber.

3.       Deus pode tornar amargo para nós aquilo de que nos prometemos mais, e frequentemente o faz no deserto deste mundo.

4.      Para que nossos desejos e decepções na criatura possam nos levar ao Criador, a cujo favor, somente o verdadeiro conforto é ser tido.

5.      Nesta angústia, o povo se preocupou e brigou com Moisés.

6.      Os hipócritas podem mostrar afeições elevadas e parecer sérios em exercícios religiosos, mas no tempo da tentação eles desaparecem.

7.      Até os verdadeiros crentes, em épocas de dura provação, serão tentados a se preocupar, desconfiar e murmurar.

8.      Mas em toda prova devemos lançar nosso cuidado sobre o Senhor e derramar nossos corações diante dele.

9.       Descobriremos então que uma vontade submissa, uma consciência pacífica e os confortos do Espírito Santo tornarão a prova mais amarga tolerável, sim, agradável.

10.    Moisés fez o que o povo havia deixado de fazer; ele clamou ao Senhor.

11.     E Deus providenciou graciosamente para eles. 

 3- O Amargo vira doce (Êx. 15.26)

1.      Ele clamou ao Senhor – Moisés não era apenas o líder deles, mas também o mediador.

2.       De oração e dependência do Todo-Poderoso, a grande massa de israelitas parece ter pouco conhecimento naquele momento.

3.       Moisés, portanto, tinha muito a suportar com a fraqueza deles, e o misericordioso Senhor sofria muito.

4.      O Senhor mostrou a ele uma árvore – o que não era essa árvore: alguns pensam que a árvore era extremamente amarga, como a quassia; e que Deus agiu nisto como ele geralmente faz, corrigindo contrários por contrários, o que, entre os médicos antigos, era uma máxima favorita, Clavus clavo expellitur .

5.      Quando Moisés orou, “a Palavra do Senhor mostrou-lhe a árvore  ardiphney , na qual ele escreveu o grande e precioso nome de (Jeová), e depois a jogou nas águas, e as águas se tornaram doces.

6.      O Senhor ouviu sua oração e apontou para ele uma árvore em particular. , que provavelmente era de tal eficácia natural, a ponto de produzir o fim desejado.

7.      Adoçando essas águas amargas. 

8.      O milagre, portanto, provavelmente, consistiu em Jeová apontar para Moisés essa espécie específica de madeira.

9.      Alguns são de opinião que Jeová adoçou essas águas por seu próprio poder imediato; e que a árvore, ou madeira, que foi lançada neles, era apenas um sinal externo , e não o meio do milagre realizado nesta ocasião.  

Pr. Capl.Carlos Borges (CABB)

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

A PÁSCOA

 

A PÁSCOA

Êx.12.1-17

Introdução: No livro de Êxodo que o povo de Israel estava já há centenas de anos sob a escravidão de faraó no Egito. Enquanto sofriam, clamavam ao seu Deus, e Ele compadecendo-se da aflição do Seu povo, enviou um libertador: Moisés. Deus enviou nove pragas que afligiram duramente o povo do Egito, porém ainda assim Faraó resistia a Moisés e ao Deus de Israel. Veio então a décima praga, a morte de todo o primogênito na terra do Egito.

 I A INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA

1-Um Novo Começo (Êx. 12.2)

1.      O mesmo Deus que acompanhava Moisés está aqui hoje para fazer o mesmo com cada um de nós (nos libertar de enganos espirituais, curar-nos emocionalmente, e nos fazer prósperos e possuidores de nossa própria terra).

2.      A celebração da Páscoa consistia em tomar um cordeiro sem macula, imolá-lo(mata-lo), assá-lo e aspergir o sangue sobre as vergas da porta da casa, para que o anjo da morte não tocasse nos primogênitos do povo de Israel.

3.      O cordeiro deveria ser servido com pães asmos (sem fermento) e ervas amarga.

4.      Quantos ali no meio daquela multidão já pensavam que morreriam no cativeiro?

5.       Quantos hoje aqui acham que seu problema não tem solução, que não há uma saída?

6.       Pois saiba que o Libertador de Israel está vivo, Ele está aqui, e vai libertá-lo de tudo o que o oprime. (Seu nome é Jesus Cristo, o Filho do Deus Vivo).

7.      Nesta história cada elemento possui o seu significado espiritual: 1. O Egito: Corresponde ao nosso passado de pecado e sofrimento longe de Deus. 2Faraó: Corresponde ao maligno, que tenta aprisionar os filhos de Deus no pecado. 3. Israel: O povo santo que ama e obedece a Deus hoje. 4. Moisés, o libertador de Israel: corresponde a Jesus, o libertador do povo de Deus. 5. O cordeiro: A Palavra (O verbo, Jesus) que estamos compartilhando nas células. 6O sangue do cordeiro sobre a porta: o poder do sangue derramado por Jesus na cruz para a remissão de nossos pecados e para nossa libertação e proteção contra o destruidor (satanás). 7Os pães asmos (sem fermento): representa a remoção do pecado de nossas vidas, de nossas casas, para que não sejamos mais escravizados por ele. (O fermento na Bíblia representa o pecado). 8. Ervas amarga: representam a lembrança do sofrimento do qual Deus libertou Seu povo, das amarguras sofridas no tempo da escravidão. É lembrar que devemos nutrir a gratidão e a santidade. 9. A Páscoa: A libertação espiritual do povo de Deus das trevas e sua transposição para o Reino de Deus (Colossenses 1.13).

8.      Na Páscoa celebraremos perpetuamente, a aliança de sangue que Deus fez conosco para nos libertar definitivamente da escravidão! Neste domingo celebraremos a Páscoa com Batismo nas Águas e Santa Ceia, Atos Proféticos que apontam para o Sacrifício de Cristo e marcam a Libertação de nossas vidas.

2- O Tempo e o Modo de Deus (Êx.12.3)

1.      Em Êxodo 12 vemos a instituição da Páscoa, celebração que se tornou perpétua no calendário de Israel e celebrava a saída do povo, do Egito e a forma como o Senhor poupou seus primogênitos na décima praga.

2.      Ao contrário das outras, em que eles não tiveram que fazer nada para serem guardados da aflição, nestes eles tinham algumas tarefas.

3.      Cada família deveria sacrificar um cordeiro de um ano, sem defeito e o seu sangue deveria ser passado na entrada da casa e na porta.

4.      Mas o qual a importância disso?

5.      Deus desejava começar a formar em sua consciência a ideia de que para que uma vida fosse poupada, um inocente teria que assumir o seu lugar.

6.      Um ato profético que anos mais tarde seria feito de maneira definitiva por Jesus Cristo, na cruz do Calvário.  

7.      Ali, não apenas o primogênito, mas todo aquele que Nele crer, tem a vida eterna.

8.      Havia outras instruções importantes a ser seguidas.

9.       Eles deveriam comer pães sem fermento, ou seja, alimento que podia ser rapidamente preparados, com ervas amarga estas lhes lembraria de sua aflição no Egito.

10.    O fato de estarem vestidos e prontos mostra que confiantes na promessa de Deus, estavam na expectativa de que partiriam a qualquer momento para adorar a Deus e viver na Terra da Promessa.

11.    Há muitos símbolos e datas bíblicas, como a Páscoa e o Natal que devem ser observadas e celebradas por todos nós, em família.

12.    Por meio delas comunicamos aos nossos filhos e a sociedade em geral, valores sociais e de fé, importantes.

13.    Tradições sadias, que nos fazem lembrar quem somos e de onde viemos.

 

3-Os elementos da Páscoa (Êx. 12.9)

1.      Naquela noite – A noite é assim claramente distinguida da noite em que o cordeiro foi morto. Foi morto antes do pôr do sol, no dia 14, e comido após o pôr do sol, no início do dia 15.

2.      Com fogo – Entre as várias razões apresentadas para essa liminar, a mais provável e satisfatória parece ser a santidade especial ligada ao fogo da primeira instituição de sacrifício (compare Gênesis 4: 4 ).

3.      E pães ázimos – Por conta da partida apressada, sem tempo para o processo de fermentação, mas o significado discernido por Paulo, 1 Coríntios 5: 7-8 , e reconhecido pela Igreja em todas as épocas.

4.      Estava certamente implícito, embora não expressamente declarado na instituição original.

5.      Compare as palavras de nosso Senhor, Mateus 16: 6;  Mateus 16:12 , quanto ao simbolismo do fermento.

6.      Ervas amarga – A palavra ocorre apenas aqui e em Números 9: 11 , em referência às ervas.

7.      A referência simbólica aos sofrimentos anteriores dos israelitas é geralmente admitida.

 

II O CORDEIRO PASCAL

1- Sem Defeitos (Êx. 12.5)

1.      O animal escolhido tinha de ser um macho de um ano e sem qualquer defeito (Êxodo 12:5).

2.       Deus também ordenou que o animal fosse guardado até o décimo quarto dia do mesmo mês, para ser sacrificado à tarde desse dia; isto é, ao pôr-do-sol, por toda congregação de Israel (Êxodo 12:6).

3.      O povo de Israel também foi ordenado a pegar do sangue do cordeiro sacrificado e passar nos umbrais das portas de suas casas.

4.      Inclusive, os israelitas tinham de comer a carne do cordeiro penas assada no fogo, e não podiam deixar sobrar nada para o outro dia.

5.       Caso tivesse sobra, então o que sobrasse tinha de ser queimado (Êxodo 12:7-10).

6.      A carne do animal assado era para ser consumida com o acompanhamento de pães asmos e ervas amarga.

7.      Essa erva tinham o propósito de relembrar o sofrimento amargo da escravidão experimentada pelos israelitas no Egito (cf. Êxodo 1:14).

8.      Além disso, os israelitas tinham de participar daquela refeição com pressa; com os seus cintos no lugar, com suas sandálias nos pés, e com seus cajados nas mãos (Êxodo 12:11).

9.      E foi assim que a Páscoa do Senhor foi instituída.

 2-O Sangue nas Portas (Êx. 12.7)

1.      O povo de Israel também foi ordenado a pegar do sangue do cordeiro sacrificado e passar nos umbrais das portas de suas casas. Inclusive, os israelitas tinham de comer a carne do cordeiro penas assada no fogo, e não podiam deixar sobrar nada para o outro dia.

2.      Caso tivesse sobra, então o que sobrasse tinha de ser queimado (Êxodo 12:7-10).

3.      A carne do animal assado era para ser consumida com o acompanhamento de pães asmos e ervas amarga.

4.       Essa erva tinham o propósito de relembrar o sofrimento amargo da escravidão experimentada pelos israelitas no Egito (cf. Êxodo 1: 14).

5.      Além disso, os israelitas tinham de participar daquela refeição com pressa; com os seus cintos no lugar, com suas sandálias nos pés, e com seus cajados nas mãos (Êxodo 12: 11).

6.      E foi assim que a Páscoa do Senhor foi instituída.

 3-Simbolo de Cristo (Êx. 12.13)

1.      Em seguida, Deus anunciou o que haveria de acontecer na noite de Páscoa.

2.       O Senhor avisou que passaria pela terra do Egito para ferir todos os primogênitos daquele lugar, desde os homens até os animais; para executar juízo sobre os deuses do Egito e revelar que somente Ele é o Senhor (Êxodo 12:12).

3.      No entanto, o sangue dos cordeiros sacrificados seria um sinal distintivo das casas habitadas pelo povo de Israel.

4.      O Senhor prometeu passar por cima dos israelitas que estivessem com suas casas marcadas com sangue do animal sacrificado, poupando-os da praga de destruição que haveria de atingir o Egito (Êxodo 12:13).

5.      É nesse ponto que o significado da palavra hebraica trazida por “Páscoa” pode ser entendido.

6.      Apesar de ser uma palavra de etimologia incerta, o texto bíblico parece estabelecer uma conexão entre essa palavra e a ideia de “passar por cima”; no sentido de que o juízo de Deus “passou por cima” dos israelitas poupando misericordiosamente o seu povo escolhido.

 III ENSINAMENTOS

1- A Salvação da Família (Êx.12.3).

1.      Para que os israelitas fossem poupados  da praga da morte, em cada casa um cordeiro sem defeito teve  de ser  imolado, e seu sangue aspergido nos umbrais das portas..

2.      O que isto significa? Ao matarem o cordeiro, os israelitas estariam derramando sangue inocente, e o animal sacrificado servia de substituto do primogênito que seria morto naquela casa.

3.      Desse ponto em diante, o povo hebreu entenderia  com clareza que, para ser poupado da morte , uma vida  inocente  deveria ser sacrificada em seu lugar.

4.      O Senhor também deixou claro que aquele dia seria um memorial para todos os israelitas ao longo das gerações futuras.

5.      Eles tinham de celebrar a Páscoa como um decreto eterno e uma festa ao Senhor (Êxodo 12:14).

·        Deus ainda deixou mais algumas regras específicas sobre a celebração da Páscoa: Os israelitas tinham de comer pão sem fermento durante sete dias. Logo no primeiro dia o fermento tinha de ser tirado de suas casas. Quem comesse qualquer coisa fermentada durante esses dias, sofreria a eliminação da congregação de Israel (Êxodo 12:15-20). Nesse contexto, o fermento foi colocado como um símbolo de corrupção.

·        Haveria santa convocação no primeiro e no último dia da celebração. Então nenhum trabalho podia ser executado nesses dias. A única exceção era o trabalho de preparar a refeição para todos (Êxodo 12:16).

2-Um Memorial (Êx.12.14)

1.      Um memorial – Manter uma lembrança da severidade e bondade, ou justiça e misericórdia de Deus.

2.      Guardareis um banquete – será observado anualmente e celebrado com solene alegria religiosa, por todas as gerações.

3.      Enquanto continuar sendo um povo distinto; uma ordenança – um compromisso divino.

4.      Uma instituição do próprio Deus, que não deve ser alterada nem deixada de lado por nenhuma autoridade humana.

5.      Para sempre – um estatuto eterno ou interminável, porque representativo do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

6.      Cuja mediação, em consequência de seu sacrifício, durará enquanto o tempo durar; e a cujos méritos e eficácia a salvação da alma será atribuída por toda a eternidade.

7.      Portanto, este é um estatuto e ordenança que não pode ter fim, nem neste mundo nem no mundo vindouro.

 3-Obediência e Fé (Êx. 12.11)   

1.      A Celebração da Páscoa destinava-se  a lembrar a noite em que o Senhor  “ignorou” a casa dos  israelitas.

2.      Os hebreus  seguiram as instruções  de Deus e aspergiram o sangue de um cordeiro no umbral de suas casas.

3.      Naquela  noite, o primogênito de toda família  sem o sinal do sangue  na porta foi morto.

4.      Desse modo, o cordeiro prenunciava  Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, que derramou o seu sangue para tirar o pecado do mundo

5.      Dentro das casas, os israelitas  fizeram uma refeição com cordeiro assado, ervas amargas e pão sem levedura(fermento.

6.      Os Pães Asmos poderiam ser feitos  rapidamente, pois a massa não precisava crescer, e assim  eles podiam partir a qualquer hora.

7.      As ervas amargas significavam  a amargura da escravidão.


 Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)