domingo, 23 de outubro de 2022

A AUTORIDADE DO SERVO

 

Mc. 5.21-43

Introdução: Duas histórias de desastres. Temos aqui um sanduíche. O evangelista João Marcos gosta disso. Ele começa com uma história, a corta no meio contando outra história e depois termina com a história que começou mostrando que estão relacionadas.

A primeira história mostra um chefe da sinagoga. Ele tinha tudo, mas sua filha estava em estado terminal. Um desastre. Sem esperança. Ele a viu nascer, crescer, falar as primeiras palavras. Sua princesa. Mas agora sua vida está esvaindo. Você sabe qual o sentimento de um pai vendo seu filho morrer?

A segunda história mostra uma mulher que está vendo sua vida esvair há 12 anos. Uma hemorragia. Uma enfermidade cruel que a afasta de tudo. Ela não pode ser tocada por ninguém, pois que a tocar é considerado impuro.

 I  AUTORIDADE SOBRE OS DEMÔNIOS

1-A ação de Satanás (adversário) (Mc.5.5)

1.      Há todo tipo de situações que podem trazer uma tragédia: Um motorista bêbado. Um sinal vermelho. Uma ultrapassagem errada. Uma piscina não coberta. Um homem nervoso com uma arma.

2.      Clamando e Ferindo-se ele era um pavor e um tormento para si mesmo.

3.      O Diabo é um mestre cruel para aqueles que ele leva cativo.

4.      Os adoradores de Baal, em sua fúria, se cortavam como este louco fazia.

5.      A voz de Deus diz: “ Não te faças nenhum mal.

6.      A voz  de Satanás diz: “Faça a si mesmo todo o mal que puder”. mesmo assim, a Palavra de Deus é desprezada, e a de Satanás, considerada.

7.      Adorou-o: Até mesmo o diabo (caluniador), em sua pobre criatura, foi forçado a temer  diante de Cristo e a curvar-se a Ele, Filho de Deus.

8.      O demônio reconheceu Jesus como o Filho de Deus. Sai deste homem – Observe a palavra de comando que Cristo deu ao espírito imundo para acabar com sua possessão (tomar posse, domínio), Sai deste homem, espírito imundo.

9.      Aqui está um exemplo do poder  e da autoridade com a qual Cristo ordenou os espíritos imundos,  e eles o obedeceram (Mc.1.27).

10.    Legião: Uma legião de soldados entre os romanos consistia  em um grupo entre seis mil e 12 mil homens.

11.    Os demônios pelejam contra Deus  e Sua glória, contra Cristo e Seu evangelho contra  os homens e sua santidade e felicidade.

 2-A Ação da Sociedade ( Mc.5.3)

1.      Sua morada nos sepulcros: Ele ( o demoninhado) morava entre os túmulos (sepulcros) de pessoas mortas.

2.      As tumbas ficavam  fora da cidade  em lugares desolados, o que dava  grande  vantagem  ao diabo, pois aí daquele que está sozinho.

3.      Tocar  um túmulo era profano (Nm. 19.16).

4.      Cristo, ao resgatar as almas do poder de Satanás, salva os vivos de entre os mortos.

5.      Grilhões e cadeias: Nenhum homem poderia prendê-lo.

6.      Além das cordas não conseguirem segurá-lo, os grilhões   e as cadeias de ferro também não conseguiam.

7.      Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e correntes, e as correntes foram arrancadas em pedaços, e os grilhões quebrados em partes, e nenhum homem podia amansá-lo.   

8.      Nenhuma força humana tem poder para libertar almas (pessoas) aprisionadas por Satanás.

9.      Somente Jesus é capaz de libertar o oprimido e tratar a verdadeira fonte do problema humano (At. 3. 6; Jo. 8.36).

 3- A Ação de Jesus (Mc. 5.19).

1.      Vai para a tua casa- Ele deve ir para sua casa encontrar-se com seus amigos, anunciar-lhes que grande coisas o Senhor  fez por ele, de modo que Cristo seja honrado e que seus vizinhos  e seus amigos sejam convidados  a crer em Cristo.

2.      Esta é uma  dívida que temos com Cristo e com nossos irmãos, para que Ele seja glorificado, e nós, edificado.

3.      Várias razões foram conjecturadas porque Jesus não permitiu que esse homem fosse com ele.

4.      Pode ter sido que ele desejasse deixá-lo entre o povo como uma evidência conclusiva de seu poder de realizar milagres.

5.      Ou pode ter sido que o homem temesse que, se Jesus o deixasse, os demônios retornariam, e que Jesus lhe dissesse que permanecesse para lhe mostrar que a cura estava completa e que ele tinha poder sobre os demônios quando ausente e quando presente.

6.      Mas a razão provável é que ele desejava restaurá-lo para sua família e amigos.

7.      Jesus não estava disposto a atrasar a alegria de seus amigos e prolongar a ansiedade deles, fazendo com que ele ficasse longe deles. 

 II AUTORIDADE SOBRE AS DOENÇAS

1-A Condição da Mulher (Mc. 5.26)

1.      Ela teve o melhor tratamento que poderia ter recebido dos médicos, fez uso dos remédios e métodos que lhes prescreveram.

2.      Depois que ela gastou tudo que tinha com os médicos, estes desistiram dela, dizendo que era incurável.

3.      Observem a forte fé que ela tinha no poder de Cristo para curá-la.

4.      A mulher acreditava que Ele curava não como um profeta com virtude procedente de Deus, mas como Filho de Deus pela virtude inerente em si mesmo.

5.      Se tão somente tocar: Tal era seu caso que ela não poderia por modéstia contar-lhe publicamente, como outros faziam com suas queixas e, portanto ela desejava uma cura pessoal e condicional.

  1. Por causa da natureza de sua doença; era algo que não podia ser tornado público, sem expô-la à vergonha e desprezo.

7.      Era um distúrbio inveterado; durou doze anos.

8.      Foi contínuo; ela parece não ter tido intervalo de saúde.

9.      Seu distúrbio foi agravado pelos medicamentos que ela usava – ela sofreu muito, etc.

10.    Sua doença era ruinosa tanto para sua saúde quanto para as circunstâncias – ela gastou tudo o que tinha.

11.    Ela agora foi levada ao último ponto de miséria, desejo e desespero; ela estava piorando e não tinha dinheiro nem bens para fazer outro experimento para obter sua saúde.

12.    Ela foi tão abatida por sua desordem a ponto de ser incapaz de ganhar qualquer coisa para sustentar sua vida miserável por mais algum tempo. 

13.    Foi dito, e o ditado é bom: “A extremidade do homem é a oportunidade de Deus”. e. E agora Jesus vem, e ela é curada. 

 2-A fé da mulher (Mc. 5.28)

1.      Jesus, reconhecendo imediatamente que dele saíra poder, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem me tocou nas vestes?" Marcos 5:30.

2.      No meio da multidão havia uma mulher que sofria há muitos anos com um fluxo de sangue e que havia gastado tudo que possuía para tentar se curar, sem ser possível.

3.      Ela se decidiu a apenas tocar nas vestes de Jesus para ser curada e assim aconteceu e ela foi curada.

4.      O poder de Jesus era tamanho e o Espírito de Deus se movia com tanta liberdade nele que ao tocar nas suas vestes esta mulher foi curada.

5.       Este poder para curar não advém da natureza divina de Jesus, mas da comunhão que ele tinham com seu Pai, como vimos em algumas ocasiões.

6.      Apesar da grande quantidade de cristãos que vemos no Brasil, pouco deles vive a prática e sinceridade da vida com Deus como fazia Jesus.

7.       Se assim fosse, não haveria mais coxos, doentes, cegos ou qualquer doença nas igrejas evangélicas.

8.      Esta é uma reflexão que deve ser feita, pois certamente existe algo errado. 

 3- A Cura da Mulher (Mc. 5.29)

1.      Secou a fonte de seu sangue- Ela estava na multidão  atrás dele e conseguiu tocar Suas vestes, e logo se sentiu perfeitamente bem.

2.      Virtude de si mesmo saíra – JESUS  sabia que isso não ocorreu por qualquer deficiência, nem pelo esgotamento dessa virtude, mas por exercê-la, e o prazer que Ele sentia em fazer o bem.

3.      Quem me tocou-  Cristo passa e olha ao redor para ver aquela que tinha feito tal coisa, não para poder culpá-la por sua presunção, mas para elogiar e encorajar sua fé.

4.      Assim como os atos secretos  de pecado, os atos secretos de fé são conhecidos pelo Senhor Jesus, e estão debaixo de sua vigilância.

5.      Mas a cura física foi só o inicio de um processo mais profundo; aquela mulher, outrora doente, frustrada, abandonada e desvalorizada.

6.      Libertou-se de seu mal, ganhou um poderoso testemunho, desenvolveu uma fé preciosa e ainda foi explicitamente acolhida na família de Deus.

7.      Cura completa, física, emocional, social e espiritual.

 III AUTORIDADE SOBRE A MORTE

1- Contraste entre situações (Mc. 5.24)

1.      Jairo era um homem que vinha abertamente implorando a cura de uma filha doente, e não é ninguém menos que um dos líderes da sinagoga, o qual presidia  a adoração da sinagoga.

2.      Apesar de ser líder, ele se dirigiu a Jesus com grande humildade e reverência.

3.      Quando viu a Jesus Cristo, ele se ajoelhou dando honra a Jesus.

4.      Jairo tem uma pequena filha com cerca de 12 anos, e ela jaz  à cama, morrendo.

5.      Porém, ele crê que se Cristo apenas for e impuser suas mãos sobre ela, esta retornará a vida, mesmo estando às portas do túmulo.

6.      Cristo prontamente concorda e vai com ele.

7.      A filha de Jairo tinha 12 anos de idade e a mulher do fluxo de sangue, sofria doze anos com a sua enfermidade, então Jesus entra em cena e restaura as vidas, uma enfermidades física e outra uma enfermidade patológica.

 2- Continue Crendo (Mc. 5.36)

1.      Não tema, apenas acredite. A mensagem sobre a morte dela provocara desespero: pois ele não pedira nada a Cristo, a não ser alívio para a jovem doente.

2.      Portanto, Cristo pede que ele tome cuidado para que, por medo ou desconfiança, ele exclua a graça, à qual a morte não será obstáculo.

3.      Por essa expressão, apenas acredite, ele quer dizer que não vai querer poder, desde que Jairo o permita; e, ao mesmo tempo, exorta-o a ampliar seu coração com confiança, porque não há espaço para temer que sua fé seja mais extensa que o poder ilimitado de Deus.

4.      E realmente este é o caso de todos nós: pois Deus seria muito mais liberal em suas comunicações conosco, se não estivéssemos tão perto; mas nossos desejos escassos o impedem de derramar seus dons sobre nós em maior abundância.

5.      Em geral, somos ensinados por esta passagem que não podemos ir além dos limites da crença: porque nossa fé, por maior que seja, nunca abraçará a centésima parte da bondade divina. 

 3- A força do Amor (Mc. 5.41)

1.      Tomou-a pela mão e lhe disse: “Talita cumi!”, que significa “menina, eu lhe ordeno, levante-se!”. Marcos 5.41, NVI

2.       Lucas 8:54 . E ele segurou a mão dela e chorou. 

3.      Embora naturalmente esse grito não servisse para recordar os sentidos da jovem falecida, Cristo ainda pretendia dar uma exibição magnífica do poder de sua voz, para que pudesse acostumar mais plenamente os homens, para ouvir sua doutrina.

4.      É fácil aprender com isso a grande eficácia da voz de Cristo, que alcança até os mortos, e exerce uma rápida influência sobre a própria morte.

5.      Consequentemente, Lucas diz que seu espírito retornou, ou, em outras palavras, que imediatamente ao ser chamado, obedeceu ao mandamento de Cristo.

6.      Eis a arma com que Jesus vence a morte:  a força do Seu eterno amor  e soberano poder.

Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)

 

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

A OPOSIÇÃO AO SERVO

 

Mc.3.1-21

Introdução: Neste capítulo de Marcos 3 estudo, conta quando Jesus entrou em uma sinagoga e ali, também no sábado ele cura um homem com a mão atrofiada e é válido ressaltar que a esta altura as multidões o seguem de forma rigorosa, ele exala esperança.

 I OPOSIÇÃO SILENCIOSA

1-O Paralitico e seus amigos (Mc. 2.3)

1.      As necessidades daquele homem paralítico levaram seus amigos a tomarem a iniciativa  de conduzi-lo a Jesus.

2.      Quando você reconhece as necessidades de alguém, o que costuma fazer?

3.      Muitas pessoas têm necessidades físicas e as espirituais que você pode ajudar a suprir, sozinho  ou com a ajuda de outros que também se mostrem preocupados.

4.      As necessidades humanas  comoveram aqueles quatros amigos.

5.      Deixe que elas também o levem a atos de compaixão (piedade).

6.      Jesus aproveitava o tempo a sós com seus discípulos e nomeia os seus apóstolos e enquanto isso seus milagres e maravilhas se tornam cada vez mais conhecidos.

7.      De acordo com o contexto histórico, Marcos 3 é o terceiro capítulo do Evangelho de Marcos no Novo Testamento e conta sobre diversas obras e milagres de Jesus.

8.      Além disso, ele continua seu relato da observância do sábado no capítulo anterior e após chamar os Doze, Jesus novamente discutiu com os escribas e até com sua própria família.

 2-Jesus e seus Opositores (Mc.2.7)

1.      Antes de dizer ao paralítico “levanta-te”, Jesus disse “Perdoados estão os teus pecados”.

2.      Para os lideres judeus, esta declaração foi uma blasfêmia, porque para perdoar pecados competia a Deus.

3.      De acordo com a Lei, o castigo para tal pecado era a morte (Lv. 24.15,16).

4.      Os lideres religiosos entenderam corretamente que Jesus afirmava ter prerrogativas divinas, porém erraram ao julgá-lo.

5.      Ele não estava blasfemando, porque  sua afirmação era verdadeira.

6.      Jesus é Deus e provou isso ao curar o paralítico (Mc. 2.9-12).

7.      O que é mais fácil dizer ao paralítico: Teus pecados estão perdoados; ou dizer: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda?

8.      Obviamente, a resposta à pergunta de Jesus, o que é mais fácil, é uma reivindicação impossível de comprovar: ter perdoado os pecados do paralítico.

9.      Afinal, o perdão de pecados é algo que não pode ser comprovado visivelmente, de modo que qualquer um pode dizer que perdoou pecados.

10.    Na verdade, ter a autoridade para fazer isso é algo totalmente diferente.

11.    Para provar seu direito de perdoar pecados.

12.    Jesus empreende a tarefa mais verificável (mas não menos extraordinária) de curar o homem.

13.    Filho do homem era a auto designação preferida de Jesus.

 II OPOSIÇÃO EXPLÍCITA

1-Reunião com Pecadores (Mc. 2.15)

1.      No mesmo dia Levi conheceu Jesus, organizou uma reunião em sua casa para apresentá-lo aos outros.

2.      Não perdeu tempo para tornar-se uma testemunha de Jesus!

3.      Algumas pessoas  acreditam que os recém convertidos  deveriam aguardar a maturidade e o treinamento antes de começar a falar aos outros a respeito de Cristo.

4.      Mass, como Levi, os novos cristãos podem sem demora compartilhar  sua fé, seja qual for

5.      Reclinar sobre a mesa ao nível do chão, apoiado em um dos cotovelos, com os pés estendidos ao longo do chão, era a posição tradicional das refeições.

6.      Levi convidou Jesus e seus discípulos para um banquete, que incluiu figuras de má reputação – publicanos e pecadores (cp. Lc 5:29).

7.       “Pecadores” indica aqueles que deliberadamente violam as leis de Deus.

8.      Ao comer com tais pessoas, de certa forma Jesus se identificou com elas.

9.      Todavia, longe de fazer vistas grossas a seus pecados, Jesus ficou com eles porque veio salvar pecadores.

10.    Sobre escribas, ver nota em Mc 1:21-22.

11.    Muitos destes mestres eram fariseus.

12.     Os fariseus (“os separados”) observavam rigorosamente a te escrita e oral, criam em anjos e na ressurreição, opunham-se à influência grega e eram estimados pelo povo. Estavam em constante conflito com Jesus.   

 2-Negligência do Jejum (Mc.2.18)

1.      Os fariseus jejuavam duas vezes na semana (Lc. 18.12) e, provavelmente, os discípulos de João (Batista) também o  faziam.

2.      Ele sugeriam  que, Cristo andava entre os pecadores  para lhes fazer bem, ainda assim os discípulos estavam saciando seus apetites, eles nunca saberiam  o que era jejuar ou negar a si mesmo.

3.      Cristo e Seus discípulos eram “recém casados”( uma tipologia da igreja).

4.      O esposo ainda estava com eles, e as núpcias  ainda eram celebradas.

5.      Quando o esposo fosse tirado deles, seria um tempo apropriado para sentar como uma viúva em isolamento e jejuar.

6.      Deus graciosamente considera a estrutura dos novos convertidos como a de pessoas fracas e delicadas, e devemos fazer o mesmo.

7.      Não podemos precisar com certeza quem são estes alguns que se dirigem a Jesus.

8.      Entretanto, podemos afirmar que se tatá de opositores de Jesus, de pessoas que não estavam concordando com o rumo que Jesus e seus discípulos estavam tomando.

9.      Se o jejum sempre existiu na vida do povo, por que a partir de Jesus este costume importante seria deixado de lado?

10.    Jesus soube esclarecer bem a situação que estava vivendo.

11.    Quando se realiza um casamento — os convidados jejuam?

12.    Certamente, não!

13.    Pois casamento é motivo de festa e de alegria.

14.    No casamento se come bem e não há lugar para jejuar.

15.    A figura do casamento, por outro lado, é sinal do tempo messiânico (Mt 22.2ss; 25.1ss; Ap 19.7).

16.    Há alegria, pois o Messias prometido chegou.

17.     Agora iniciou algo novo.

18.     É tempo de salvação.

19.    Por isso os discípulos de Jesus não têm motivo para jejuar.

20.    Eles compartilham da alegria do casamento.

 3-Velhas Tradições (Mc. 2.21)

1.      Há sugestões para não incluir estes versículos na exegese do texto, pois são, até certo ponto, um corpo estranho.

2.      O jejum jamais deixou de existir na história da igreja cristã.

3.      Portanto, o não combinar do novo com o velho, não serve para esclarecer a relação nova de Cristo.

4.      No entanto, grande parte dos comentaristas afirma que os versículos calham bem no texto anterior.

5.      Ademais, os evangelistas Mateus e Marcos usam as mesmas figuras ligadas ao texto do casamento.

6.      A verdade é que o novo não combina com o velho.

7.      Se há casamento, que é símbolo de alegria, de comer, não pode haver jejum.

8.      Ou uma coisa ou outra. E, neste sentido, as duas figuras são excepcionais.

9.      Elas descrevem com grande exatidão o que Jesus afirma no v.19.

10.    O noivo veio ao encontro da noiva (Jo 3.16). 

III OPOSIÇÃO CRUEL

1-Porque valorizou as Pessoas acima dos Costumes (Mc.2.27)

1.      O sábado foi feito por causa do homem- O sábado é uma instituição sagrada e divina, entretanto, devemos recebê-lo e adotá-lo como um privilégio e um beneficio, não como uma tarefa  e um fardo.

2.      Deus nunca planejou  que ele fosse uma imposição sobre nós e, portanto, não devemos fazer  do sábado um peso para nós.

3.      O homem foi feito para Deus e para Sua honra e serviço.

4.      Ele considerou nosso corpo, de modo que descansassem e não  se cansassem comas constante ocupações  deste mundo(Dt.5.14).

5.      Ele nunca pretendeu que isso nos restringisse, em caso de necessidade, de satisfazer as necessidades básicas do corpo.

6.      O sábado foi criado para ser um dia de descanso, um dia de comunhão com Deus, um dia de louvor e de gratidão.

7.      Precisamos ter cuido para não transformar  esse exercício religioso em fardos para nós  ou para os outros, pois Deus os concedeu a nós para serem bênçãos.

8.      Êxodo 23:12 – “Em seis dias façam os seus trabalhos, mas no sétimo não trabalhem, para que o seu boi e o seu jumento possam descansar, e o seu escravo e o estrangeiro renovem as forças.

9.      Deuteronômio 5:14 – mas o sétimo dia é um sábado para o Senhor, o teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu nem teu filho ou filha, nem o teu servo ou serva, nem o teu boi, teu jumento ou qualquer dos teus animais, nem o estrangeiro que estiver em tua propriedade; para que o teu servo e a tua serva descansem como tu.

 2- Porque fez bem (Mc. 3.4)

1.      Mas Jesus, vendo seu intento, perguntou aos fariseus: “É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio” Marcos 3:4.

2.      Levanta-te – Ele ordenou que o homem (se levantasse), para que observando-o, eles fossem movidos  com compaixão e não considerassem  sua cura um crime.

3.      É licito- Ele apela à consciência deles: É licito fazer o bem nos dias de sábado, como eu planejo fazer, ou fazer o mal, como planejais fazer?.

4.      O que é melhor: salvar  uma vida  ou matá-la?

5.      Calaram-se – Estes estão obstinados, de fato, em sua infidelidade, que, quando não puderem  falar  nada  contra  a verdade, não dirão coisa alguma a favor dela; e eles não conseguem  resistir, mas não irão ceder.

6.      É interessante como os fariseus se preocupavam mais com a forma do que com a salvação daquele homem.

7.      Mas Jesus conhecia o intento do coração deles.

8.      Como lemos no último estudo do capítulo 2, o sábado foi criado por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.

9.      Por isso mais valia a Jesus salvar aquele homem e curar sua enfermidade, do que se preocupar com a doutrina sabática.

10.    Pra serve a lei se não para o bem do homem?

11.    Mas os fariseus não se preocupavam com isso.

12.    Para eles mais valia guardar o sábado do que fazer o bem ao seu próximo.

 3- Porque não recuou (Mc. 3.14)

1.      Nosso Salvador ordenou que os doze estivessem sempre com ele, para que aprendesse de sua boca a doutrina que deviam pregar ao mundo; – para que pudessem ver sua glória, João 1:14, a glória transcendente das virtudes.

2.      Que adornava sua vida humana e poderia ser testemunha de todas as maravilhosas obras que ele deveria realizar ( Atos 10: 39-41 .) e pelas quais sua missão de Deus deveria ser claramente demonstrada.

3.      Os doze eram, portanto, qualificados para suprir as pessoas com o alimento espiritual que seus professores deixaram de lhes dar; – e isso antes e depois da morte de seu Mestre.

4.      Consequentemente, quando eles continuaram com Jesus o tempo necessário para esse fim, ele os enviou por duas e duas para a Judéia sobre o importante trabalho de preparar as pessoas para sua recepção, que era o verdadeiro pastor.

5.      Por isso, ele os chamou de apóstolos, ou seja, “Pessoas enviadas”.

6.      Mas seu nome era mais particularmente aplicável a eles, e seu ofício foi elevado à perfeição, após a ascensão de Cristo, quando ele os enviou a todo o mundo com a doutrina do Evangelho, que ele lhes permitiu pregar por inspiração; dando-lhes poder ao mesmo tempo para confirmá-lo pelos milagres mais surpreendentes

      Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)

    

sábado, 8 de outubro de 2022

ESTUDO SOBRE A ORAÇÃO DO PAI NOSSO

 

ESTUDO SOBRE A ORAÇÃO  DO PAI NOSSO

A oração do Pai Nosso é um modelo de oração ensinado por Jesus Cristo aos seus seguidores durante o Sermão da Montanha. A oração do Pai Nosso também é chamada de Oração Dominical, e está registrada na Bíblia em Mateus 6:9-13. O significado dessa oração reúne adoração, petição e confissão de pecados.

Em Lucas 11:2-4 também há uma forma de oração que difere levemente daquela registrada no capítulo 6 de Mateus. No Evangelho de Lucas Jesus indica um modelo de oração ao responder um pedido de seus discípulos que queriam aprender a como orar. Já a oração do Pai Nosso registrada por Mateus foi ensinada por Jesus durante um sermão.

Antes de ensinar a oração do Pai Nosso, o texto bíblico mostra que Jesus exorta seus ouvintes sobre qual deve ser a atitude correta ao orar. Ele diz que seus seguidores não devem agir como os hipócritas que buscam apenas o reconhecimento humano durante as suas orações. Jesus também condena a prática de vãs repetições que era um comportamento comum entre os gentios em seus cultos pagãos. Então Ele ensina que seus seguidores devem orar ao Pai confiando em sua soberania sobre todas as coisas e com a certeza de que Ele ouve as orações de seus filhos (Mateus 6:5-8).

A oração do Pai Nosso pode ser dividida em duas partes. A primeira parte traz três sentenças que de forma geral dizem respeito à glória de Deus. São elas: “santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”. Já a segunda parte traz três petições que dizem respeito a nossa vida e que implicam em provisão, perdão e proteção. São elas: “o pão nosso de cada dia nos dá hoje; perdoa-nos as nossas dividas, assim como nós perdoamos os nossos devedores; e não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal”.

Pai nosso, que estás nos céus

A palavra traduzida como “Pai” corresponde à palavra aramaica Abba que era uma forma comum de um filho se dirigir ao seu pai com carinho. Então é muito significativo o fato de Jesus ensinar que devemos nos dirigir a Deus como Pai. Isso porque, por natureza, nós não somos filhos de Deus. A Bíblia diz o homem caído é, na verdade, filho da ira (Efésios 2:1-4).

Mas Deus nos adotou em Cristo Jesus. Isso significa que pelos méritos de Cristo nós fomos adotados como filhos por Deus, e recebidos como herdeiros em sua família. Só podemos chamar Deus de “Pai” por causa de Cristo.

Também é realmente grande o número daqueles que foram redimidos por Cristo e aceitos na família de Deus. Então nós sempre devemos ter em mente que não estamos sozinhos, mas pertencemos a uma grande família. No Cristianismo não há lugar para individualismo.

A forma como Jesus diz “Pai nosso” implica nessa verdade maravilhosa. Simultaneamente milhões de filhos se dirigem em oração ao nosso Pai, e Ele escuta a cada um deles. A razão pela qual isso acontece é porque o nosso Pai não é qualquer tipo de pai. Na verdade Ele é o Pai nosso que está nos céus. Essa é uma clara indicação de sua divindade. Não oramos a um pai terreno, mas a um Pai celestial, cujo trono está nas alturas e faz da terra o estrado de seus pés (Isaías 66:1).

Santificado seja o teu nome

A frase “santificado seja o teu nome” essencialmente expressa uma preocupação com a glória de Deus. Os filhos de Deus adotados em Cristo entendem que a finalidade última de todas as coisas é a glória de Deus; é a santificação de seu sublime nome.

Nos tempos antigos os nomes não eram apenas títulos que distinguiam uma pessoa de outra. Na verdade os nomes eram considerados uma expressão da natureza da própria pessoa. Com isso em mente podemos entender melhor a petição “santificado seja o teu nome”. O nome de Deus revela o que Ele é em si mesmo. Então quando pedimos ao nosso Pai que seu nome seja santificado, estamos dizendo que nosso desejo principal nesta vida é que Deus seja reverenciado acima de tudo e de todos.

Venha o teu Reino

Aqueles que se preocupam que seu Pai celestial seja glorificado e seu nome reverenciado, também desejam que o Reino de Deus seja estabelecido mais e mais neste mundo. Quando oramos pedindo que o Reino de Deus venha, estamos reconhecendo o domínio de Deus e almejando que esse reconhecimento também alcance todas as partes desta terra.

Sabemos que o Reino de Deus já está presente. Jesus disse: “É chegado o Reino de Deus” (Mateus 4:17). Mas também sabemos que esse reino ainda não veio em toda sua plenitude. Ele virá quando Cristo voltar mais uma vez. Então ao dizermos “venha o teu Reino”, estamos pedindo pela manifestação plena e final da obra de Deus na História; estamos pedindo pela expansão do Evangelho; estamos pedindo pelo retorno de Jesus Cristo; e estamos pedindo pela consumação de todas as coisas para que possamos tão logo viver ao lado de Deus no novo céu e na nova terra.

Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu

Essa terceira petição relacionada a Deus é a conseqüência natural das duas primeiras. Se entendemos que a glória de Deus é o que realmente é importante e que seu santo nome deve ser reverenciado; e se entendemos a importância que há na expansão do Reino de Deus nesta terra, então também entendemos que tudo deve estar submetido à vontade de Deus.

É vontade de Deus que deve prevalecer, não a nossa. A consciência dessa verdade bíblica deve moldar o nosso relacionamento com Deus. Antes de pedirmos qualquer coisa a Deus, devemos nos lembrar que é a vontade d’Ele que deve ser feita e honrada. Então as nossas petições devem passar, primeiro, por esse filtro.

Perceba que Jesus diz “seja feita a tua vontade, assim na terá como no céu”. No céu a vontade de Deus é obedecida plenamente. Mas na terra, por causa do pecado, os homens transgridem a Lei de Deus; eles não andam segundo a vontade do Senhor. Porém, quando oramos para que a vontade de Deus seja feita na terra assim como é feita no céu, estamos pedindo a Deus que seus planos e seus propósitos sejam completamente cumpridos, e que Ele seja obedecido, reverenciado e glorificado na terra assim como Ele é no céu.

O pão nosso de cada dia nos dá hoje

Perceba que somente depois de orarmos pela santificação do nome de Deus, pelo Reino de Deus e pelo cumprimento da vontade de Deus, é que devemos orar pelas nossas necessidades diárias. O “pão nosso” a que Jesus se refere nessa oração diz respeito justamente àquilo que é essencial para nossa sobrevivência física nesta terra. É interessante notar também que Jesus diz “o pão de cada dia nos dá hoje”. Isso significa que devemos orar todos os dias apenas pelo pão diário, confiantes de que o futuro pertence a Deus.

Então quando oramos “o pão nosso de cada dia nos dá hoje” estamos pedindo a Deus que Ele derrame de sua provisão sobre nós para que possamos ter o necessário para sobrevivermos diariamente neste mundo. Isso significa que o compromisso da provisão de Deus nesse sentido é simplesmente com as nossas necessidades básicas. É claro que se Ele quiser, Ele poderá nos dar algo além do pão diário, mas tudo o que passar disso é simplesmente favor de sua bondade e misericórdia.

Perdoa as nossas dividas, assim como perdoamos os nossos devedores

As dividas que pedimos para que Deus perdoe não são dividas terrenas, mas dívidas espirituais. Essa parte da oração do Pai Nosso é uma confissão de nossos pecados. Apesar de termos sido redimidos, justificados e regenerados, enquanto estivermos nesta terra ainda estamos sujeitos ao pecado (1 João 1:10).

Sabemos que Cristo pagou todos os nossos pecados na cruz. Entretanto, a Bíblia nos ensina a confessarmos os nossos pecados a Deus para que possamos sentir o conforto de seu perdão através da pessoa de Cristo (1 João 1:9; cf. Provérbios 28:13).

Mas há algo importante aqui. Jesus diz que devemos pedir que Deus perdoe nossas dividas assim como nós também perdoamos os nossos devedores. Na Parábola do Credor Incompassivo Jesus ensina que nós perdoamos porque fomos perdoados (Mateus 18:23-35). Se não perdoamos aqueles que nos ofendem, como poderemos clamar pelo perdão do Pai? Além disso, o perdão que dispensamos aos outros nas palavras de Jesus é uma evidência de que também somos perdoados por Deus (Mateus 6:14,15).

Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal

A última petição refere-se à proteção de Deus contra os perigos do pecado. O crente que está comprometido com a glória de Deus, com o Reino de Deus e com a vontade de Deus, também se preocupa em não pecar contra Deus. Quando oramos para que Deus não nos deixe cair em tentação, mas que nos livre do mal, basicamente estamos confessando que o alvo de nossa confiança para que possamos andar em santidade é Deus, e não as nossas próprias forças.

Aqui é importante entender a diferença entre tentação e provação. A tentação é um convite ao pecado que pode ter origem em nós mesmos ou nos ataques do diabo. Tiago escreve que Deus a ninguém tenta (Tiago 1:13). Já a provação é um teste que o Pai submete seus filhos com a finalidade de aperfeiçoá-los.

Mas muitas vezes as provações podem nos deixar expostos aos ataques de Satanás. A história de Jó é um exemplo muito claro disso. A boa notícia é que Deus promete que jamais seremos submetidos a uma prova além do que possamos suportar (1 Coríntios 10:13).

Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!

Essa frase final está presente na maioria dos manuscritos do Novo Testamento, mas por outro lado está ausente nos principais manuscritos mais antigos. Por esse motivo ela aparece nas traduções da Bíblia sempre com alguma sinalização.

Mas é inegável que essa frase, que basicamente é uma doxologia, está completamente de acordo toda a Escritura. Então tenha sido ela dita pelo próprio Jesus e escrita por Mateus; ou tenha sido ela adicionada posteriormente, é justo que olhemos para essa frase como uma declaração que responde com perfeição a todo conteúdo da oração do Pai Nosso.

Como devemos orar o Pai Nosso?

O contexto onde a oração do Pai Nosso está inserida claramente revela que o propósito dessa oração ensinada por Jesus jamais é servir como um tipo de mantra pelos cristãos. Algumas pessoas só se apegam em repetir a oração do Pai Nosso, vez após vez, incansavelmente. Mas essas pessoas se esquecem que imediatamente antes de ensinar a oração do Pai Nosso, Jesus exortou contra a inutilidade das vãs repetições.

Então ao ensinar a oração do Pai Nosso, o objetivo de Jesus era fornecer um modelo de oração aos seus seguidores, e não estabelecer simplesmente uma oração litúrgica. Por vezes nos faltam palavras para nos achegarmos a Deus em oração. Até mesmo os cristãos mais experientes às vezes se perguntam: Como devo orar neste momento?

A oração do Pai Nosso é a resposta definitiva a qualquer questionamento nesse sentido. Por isso o correto é que oremos a oração do Pai Nosso aplicando-a a nossa realidade. Em outras palavras, devemos usar a oração do Pai Nosso como se fosse uma matriz para as nossas orações.

Devemos tomar a oração do Pai Nosso e entender que nossas orações devem, em primeiro lugar, adorar a Deus em petição por sua glória, seu Reino e sua vontade. Então só depois devemos clamar por nossas necessidades físicas e espirituais e confessar os nossos pecados.

Pr. Capl.Carlos Borges (CABB)