quinta-feira, 19 de junho de 2025

A RELAÇÃO ENTRE FILHOS E PAIS E PATRÕES E EMPREGADOS

 

 


 Ef.6.1-9

Introdução: As Escrituras devem ser o fundamento da instrução e do ensino das crianças. Semeando princípios bíblicos que servirão de padrão para expressar o caráter do Criador na família, na comunidade e na Nação.

 I A BENÇÃO DE SER FILHO

1-A Importância da Obediência (Ef.6.1)

1-      Efésios 6:1, "Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, porque isto é justo".

2-      É um mandamento que orienta os filhos a obedecerem aos pais.

3-      Destacando a importância da obediência como algo justo e apropriado.

4-      Especialmente dentro do contexto cristão. 

5-      Esse versículo, parte de um trecho que aborda a relação entre pais e filhos, enfatiza a necessidade de honrar e respeitar os pais, o que se reflete em uma vida abençoada. 

6-      Filhos, o dever cristão de vocês é obedecer ao seu pai e à sua mãe, pois isso é certo.

7-      Como dizem as Escrituras: “Respeite o seu pai e a sua mãe.”

8-      E esse é o primeiro mandamento que tem uma promessa, a qual é: “Faça isso a fim de que tudo corra bem para você, e você viva muito tempo na terra.”

 2-Honra pai e mãe (Ef.6.2)

1-      A obediência dos filhos aos pais não é mera sugestão; é uma obrigação.

2-      A Escritura ensina que tal obediência é correta de acordo com a ordem natural da Criação de Deus, de acordo com a Lei dele, e como resposta ao Evangelho.

3-      Os pais não devem ter medo de pedir, e enaltecer, a obediência.

4-      Mas Paulo não diz apenas que a obediência é correta; ele também diz que ela é recompensada. No Senhor Jesus, há uma bênção que acompanha a atenção aos mandamentos e promessas de Deus.

5-      E, quando as relações entre pais e filhos são marcadas por amor, confiança e obediência, não criamos apenas pessoas saudáveis; criamos uma sociedade saudável e coesa.

6-      Os pais que desejam produzir tal obediência fariam bem em se lembrar de cinco verdades. importantes que a Bíblia ensina sobre nossos filhos:

1.       “Herança do Senhor são os filhos” (Sl 127.3). Eles são um presente e uma bênção. Pensar em nossos filhos deve incitar gratidão ao Doador desses filhos.

2.      Não somos donos de nossos filhos; eles pertencem a Deus. Eles estão emprestados a nós por um tempo limitado.

3.      Os filhos são imperfeitos desde a concepção, culpados de pecado e não merecedores da vida eterna — assim como todos nós (Sl 58.3; Rm 3.23).

4.      Por serem pecadores, os filhos precisam dos mandamentos de Deus. Como pais, somos responsáveis por instruí-los na Lei de Deus desde os primeiros dias.

5.      Nossos filhos podem ser salvos somente pela graça. Portanto, precisamos ensiná-los a olhar somente para Jesus para a salvação.

 3-A bênção da vida feliz e longa (Ef.6.3)

1-      Pontos chave de estudos sobre Efésios 6:3:

2-      Mandamento com Promessa: A passagem enfatiza que honrar pai e mãe é o primeiro mandamento com promessa, ligando a obediência a uma vida longa e próspera na terra. 

3-      Contexto Familiar: O versículo está inserido em uma seção que trata das relações familiares, com instruções tanto para filhos quanto para pais. 

4-      Responsabilidade dos Filhos: Filhos são instruídos a obedecer e honrar seus pais, reconhecendo a autoridade deles e aprendendo princípios de convivência. 

5-      Responsabilidade dos Pais: Pais são orientados a não provocar a ira de seus filhos, mas a criá-los na disciplina e admoestação do Senhor, cultivando um ambiente de amor e respeito. 

6-      Aplicação Espiritual: A passagem também pode ser interpretada em um sentido mais amplo, como uma ilustração da relação entre o crente e Deus, onde a obediência e o respeito são fundamentais. 

 II PAIS SÁBIOS E EQUILIBRADOS

1-Não provocar ira aos filhos (Ef.6.4a)

1.      Efésios 6:4, na Bíblia, diz: "E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor"

2.      Este versículo orienta os pais a educarem seus filhos com amor e sabedoria, evitando a provocação à ira e incentivando o crescimento espiritual. 

3.      Paulo está preocupado com nossa ira antes de mencionar o perigo de se transmitir essa ira para nossos filhos.

4.      Então nós não nos focamos somente em alguns comportamentos que pais devem evitar para não provarem seus filhos à ira (gritaria, disciplina excessiva, limites que são muito curtos ou rígidos demais, abuso de poder, etc.)

5.      Ao invés disso, nós focamos em como pais podem drenar as frustrações e ira rotineiras que acontecem durante a vida que fazem suas almas murcharem e formarem cascas grossas e pequenas que contém apenas dois sentimentos: ira e vazio.

6.      Argumentamos que este é o verdadeiro assassino da alma de uma criança.

7.      Ira é a emoção canibal: Ela devora todos os outros sem sobrar ninguém.

8.      Ela faz isso primeiramente com os pais, e depois, essa alma constringida é passada para seus filhos.

9.       Ira é absorvida como a emoção dominante e todos os sentimentos de carinho morrem.

10.    Paulo diz para não deixarmos que isso aconteça. “Pais, não provoqueis vossos filhos a ira.” O remédio é o evangelho

2-A Disciplina amorosa (Ef.6.4b)

1.      Tenha em mente que apesar de ambos pai e mãe trabalharem juntos na criação dos filhos (“filhos obedecei a vossos pais,” v.1), a figura paterna é o foco especial do versículo 4.

2.      Os pais tem a responsabilidade de liderança na criação de seus filhos.

3.      Essa é uma extensão natural de ser o cabeça da esposa mencionado em Efésios 5:23-25.

4.      O pai deve tomar a iniciativa de certificar-se que planos, processos e pessoas estão posicionados para construir uma visão de Deus, da verdade e santidade nas vidas de seus filhos.... criai-os... (ektrephete auta).

5.      Essa palavra basicamente quer dizer cuidar de – especificamente com alimento.

6.      Mas ela vem a ter um significado mais profundo de criar os filhos com uma conotação de cuidado.

7.      Esse lado de cuidado que a palavra tem aparece em Efésios 5:29 onde Paulo diz: Ninguém jamais odiou a própria carne, antes a alimenta e dela cuida.”

8.      Essa palavra alimenta, é a mesma de criai-os em Efésios 6:4.

9.      Então o foco está no fato de que em tudo que o pai faz para criar seus filhos e levá-los a maturidade de haver sempre provisão e cuidado que assegurem os filhos de que por trás da disciplina e instrução existe um grande coração amoroso.

10.   Este pai terreno está fazendo com que tudo coopere para o bem dessa criança.

11.   Então, o caráter que Deus fica à mostra.

 3-Admoestação do Senhor (Ef.6.4c)

1.      Esta palavra significa as atitudes do pai que dão a seus filhos habilidade, destreza e caráter para viverem uma vida que glorifique a Deus.

2.      Não é sinônima de ensinar, mas mais completa e mais ativa.

3.      Por exemplo, é usada em 2 Timóteo 3:16 para “educação”. “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e apara a educação na justiça.”

4.      Note que “ensino” é mencionado anteriormente no versículo.

5.       “Educação” envolve ação de quem está sendo treinado e as consequências instrutivas de se sair bem ou mal.

6.      Um ajuste no nosso entendimento, na escola, as crianças vão para serem instruídas (nas matérias para uma formação acadêmica), e não educadas, em casa elas são educadas em casa pelos pais.

7.      Porque?  Assim como elas agem em casa, irão agir em qualquer lugar, há um ditado popular que diz “o costume de casa vai a praça”

 III SERVOS E SENHORES

1-Orientação aos servos (Ef.6.5)

1.      Efésios 6:5-9 fala sobre a relação entre servos e senhores, ou empregados e empregadores, na época. 

2.      Paulo instrui os servos a servirem com sinceridade e temor a seus senhores terrenos, como se estivessem servindo a Cristo.

3.      E também exorta os senhores a tratarem seus servos com justiça e sem ameaças.

4.      Lembrando-se de que todos têm um mesmo Senhor no céu.

5.      Certamente podemos ser felizes em nossos trabalhos.

6.      A palavra “servos” nesse contexto se refere a escravos crentes, mas os princípios que aqui servem para todas as épocas.

7.      Provavelmente, havia em torno de 6 milhões de escravos no Império Romano naquela época, e a escravidão era legalizada e aceita normalmente.

8.      Nenhuma parte do Novo Testamento ataca ou condena a escravidão, mesmo que o evangelho tenha como ênfase geral a liberdade.

9.      O ministério apostólico não visava derrubar o governo romano; o alvo principal deles era o de pregar o evangelho e ganhar almas para Cristo.

10.   Porém, é sabido que a evangelização contribuiu para a queda do Império Romano. 

 2-Servindo como ao Senhor (Ef.6.7)

1.      Efésios 6:7 fala sobre servir com boa vontade, como se estivesse servindo ao Senhor e não aos homens, tanto para escravos quanto para livres. 

2.      Essa passagem enfatiza a importância de realizar o trabalho com sinceridade e dedicação, reconhecendo que o serviço prestado é, em última análise, a Deus. 

3.      A carta aos Efésios encoraja os escravos a se verem como “escravos de Cristo” que “de boa vontade” servem ao Senhor, em vez de a seus senhores humanos (Ef 6.6-7).

4.      O fato de que seu trabalho é para Cristo os encorajará a trabalhar bem e com afinco.

5.      As palavras de Paulo são, portanto, um consolo quando os senhores ordenam que os escravos façam boas obras.

6.      Nesse caso, Deus recompensará o escravo (Ef 6.8), mesmo que o mestre não o faça, como tipicamente era o caso (Lc.17.8).

7.      Mas por que ser escravo de um senhor terreno necessariamente seria fazer “de coração a vontade de Deus” (Ef 6.6)?

8.      Um senhor poderia certamente ordenar a um escravo que fizesse um trabalho que está longe da vontade de Deus, como abusar de outro escravo, enganar um cliente ou invadir os campos de outra pessoa.

9.      Paulo esclarece: “Escravos, obedeçam a seus senhores terrenos com respeito e temor, com sinceridade de coração, como a Cristo” (Ef 6.5).

10.   Os escravos só podem fazer por seus senhores o que poderia ser feito para Cristo.

 3-Orientações aos patrões (Ef.6.9)

1.      Quando Paulo aqui escreve para “mestres”, ele está se dirigindo aos proprietários de escravos efésios que são cristãos.

2.      Sua intenção não é indiciá-los por terem escravos, mas sim encorajar a conduta cristã em relação aos escravos - ainda mais se seus escravos forem companheiros cristãos.

3.       Paulo insta os mestres a se conduzirem “da mesma maneira”.

4.      Esse paralelo nos leva de volta à seção dirigida aos escravos.

5.      Como os escravos deveriam levar vidas completamente cristãs à medida que cumpriam seus deveres, os mestres também deveriam ser guiados por princípios cristãos.

6.      Tais princípios cristãos excluem as ameaças dos senhores de que sem dúvida eram um fator contribuinte para o medo que ouvimos dos escravos.

7.       Os mestres não devem aterrorizar seus escravos.

8.      Para enfatizar seu ponto, Paulo utiliza um jogo de palavras envolvendo o termo “senhor” ou “mestre”.

9.      Ele diz, com efeito: “Tenha cuidado em sua conduta.

10.   Mesmo que você seja um mestre sobre seus escravos, não se esqueça de que existe no céu alguém que é o seu Mestre, assim como o deles - e ele não toca favoritos.”

 Pr.  Capl. Carlos Borges (CABB)

quinta-feira, 12 de junho de 2025

A CONDUTA CRISTÃ NO MUNDO E NO LAR

 


Ef.5.1-21

Introdução: A convivência no âmbito da igreja, o corpo de Cristo, é determinada pelo Espírito Santo. Todos os cristãos estão conjuntamente subordinados ao cabeça, JESUS CRISTO. Ele, porém, cuida com AMOR auto sacrificial de Seus Corpo, a IGREJA.

 I FILHOS DAS TREVAS E FILHOS DA LUZ

1-Nosso tempo nas trevas (Ef.5.5.8)

1.      Efésios 5.8 destaca que, anteriormente, os cristãos viviam nas trevas, mas agora, em Cristo, são luz.

2.      Este verso convida a viver como filhos da luz, ou seja, com bondade, justiça e verdade. 

3.      A passagem também enfatiza a importância de não se envolver nas obras das trevas, mas sim em denunciá-las. 

4.      Ser trevas significa viver em pecado e ignorância, sem conhecer a verdade de Deus.

5.      Podemos nos tornar luz no Senhor aceitando Jesus Cristo como nosso Salvador e seguindo seus ensinamentos.

6.      Viver como filhos da luz significa viver em santidade, amor e verdade, seguindo os princípios de Deus.

7.      Viver na luz significa viver em comunhão com Deus e com os irmãos, enquanto viver nas trevas significa viver em separação de Deus e em pecado.

8.      Podemos saber se estamos vivendo na luz pela nossa conduta e pelos frutos que produzimos em nossas vidas.

9.      Quando vivemos na luz, experimentamos a paz, a alegria e a comunhão com Deus e com os irmãos.

10.   Podemos nos manter na luz através da oração, da leitura da Bíblia e da comunhão com outros cristãos.

11.   Quando escolhemos viver nas trevas, nos afastamos de Deus e sofremos as consequências do pecado.

 2-Nosso tempo na luz (Ef.5.8)

1.      Podemos ajudar outras pessoas a se tornarem luz no Senhor compartilhando o evangelho e vivendo como exemplo.

2.      O propósito de ser luz no Senhor é glorificar a Deus e levar outras pessoas a conhecerem a verdade e a salvação em Jesus Cristo

3.      Efésios 5:8 é uma referência bíblica que fala sobre a transformação da escuridão em luz.

4.      Esse versículo é parte de uma carta escrita pelo apóstolo Paulo aos cristãos de Éfeso, uma cidade importante da época.

5.      A carta de Paulo aos Efésios é considerada uma das mais importantes do Novo Testamento, pois traz ensinamentos sobre a vida cristã e a importância da unidade da igreja.

6.      No versículo 8 do capítulo 5, Paulo fala sobre a transformação que ocorre na vida daqueles que se entregam a Jesus Cristo.

7.      Antes, eles viviam na escuridão, ou seja, em um estado de ignorância e afastamento de Deus.

8.      Mas, ao se tornarem cristãos, eles passam a ser luz no Senhor, ou seja, a refletir a luz de Deus em suas vidas.

9.      Paulo incentiva os cristãos a viverem como filhos da luz, ou seja, a praticarem o bem e a viverem de acordo com a vontade de Deus.

 3-Desperta tu que dormes (Ef.5.14)

1.      Qual era a vontade do Senhor!

2.      Paulo escreveu à igreja dos efésios, numa cidade greco-romana, que estava totalmente infestada por ocultismo, magia, artes mágicas, espiritualismo, enfim, por toda a espécie de manifestação diabólica.

3.       A igreja fixada neste ambiente, possivelmente, estava acomodada e, as influências deste espectro negativo começaram a permear a igreja.

4.       Então, Paulo escreve e diz que todos precisavam despertar, acordar espiritualmente. Paulo queria que todos compreendessem

5.      Depois de repassar o que nós já estudamos, queria te dizer que Deus tem um plano perfeito para cada um de Seus filhos.

6.      Deus tem um plano perfeito para os Seus amados!

7.      TUDO QUE DEUS TEM PARA NÓS É BOM, PERFEITO E AGRADÁVEL!!!

8.      Assim como Satanás infestou Éfeso com deuses, deusas e artes malignas, acredito que, também, haja um plano contra cada um de nós.

9.      Este plano visa ROUBAR, MATAR E DESTRUIR.

10.   Foi por isso que Paulo despertou a igreja.

11.    E foi assim que Jesus ensinou, em João 10:10: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”

 II ENCHEI-VOS DO ESPÍRITO

1-Não vos embriagueis (Ef.5.18)

1.      O Espírito Santo na vida do cristão é fundamental, não há como um verdadeiro crente seguir na caminhada sem a presença do Espírito Santo em seu coração.

2.      Assim sendo, todo discípulo de Jesus precisa sempre buscar uma vida de intimidade, uma vida cheia do Espírito Santo.

3.      Há três coisas sobre o Espírito Santo, que precisamos observar no início deste estudo:

4.      O Espírito Santo é Deus.

5.      “O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade.

6.      Procedente do Pai e do Filho, da mesma substância e igual em poder e glória, e deve-se crer nEle, amá-Lo, obedecê-lo e adorá-Lo, juntamente com o Pai e o Filho, por todos os séculos”.

7.      É aquele que produz a salvação no homem: (vocação eficaz, regeneração ou novo nascimento, adoção, união com Cristo, conversão, arrependimento e fé salvadora, justificação e santificação).

8.      Ele mora no discípulo após o ato da conversão.

 2- Encher-se do Espírito (Ef.5.18)

1.      Efésios 5.18 é um versículo que enfatiza a importância de ser cheio do Espírito Santo em vez de se embriagar com vinho. 

2.      O texto contrasta a embriaguez, que leva à dissolução e à perda de controle, com a plenitude do Espírito, que traz poder, alegria, confiança e um espírito de colaboração com Deus. 

3.      Quando Jesus fala sobre ser cheio do Espírito há uma ênfase de sua parte de uma apropriação contínua.

4.      Isso quer dizer que aquele que é cheio do Espírito Santo deve, continuamente, ir ao Senhor Jesus.

5.      Vemos, ainda, Paulo falando sobre o estar cheio do Espírito.

6.      É interessante notar que os cristãos de Corinto tinham muitos dons do Espírito e eles achavam que estavam plenos do Espírito por causa disso, mas Paulo, sarcasticamente, lhes diz: “Já estais fartos” (4.8), mostrando que, se realmente estivessem fartos (cheios) evidenciaram em suas vidas atitudes morais encontradas no fruto do Espírito como por exemplo, o amor.

7.      Assim, o ato de estar cheio deve ser sempre buscado em Jesus e não envolve, propriamente, a manifestação de dons, mas a evidência moral do fruto do Espírito na vida do cristão.

 3-Graças a Deus em Tudo (Ef.5.20)

1.      Efésios 5.20 convida-nos a dar graças constantemente a Deus por tudo, em nome de Jesus. 

2.      Este versículo enfatiza a importância da gratidão como uma expressão de fé e adoração, não apenas por circunstâncias favoráveis, mas por todas as coisas, incluindo as desafiantes. 

3.      A importância de agradecer a Deus em todas as circunstâncias.

4.      A gratidão é um sentimento poderoso que pode transformar a vida de uma pessoa.

5.      Quando somos gratos, enxergamos as coisas de uma maneira diferente e aprendemos a valorizar o que temos.

6.      Na Bíblia, a gratidão é um tema recorrente e uma das passagens mais conhecidas sobre o assunto é Efésios 5:20.

7.      Nessa passagem, o apóstolo Paulo escreve aos cristãos de Éfeso sobre a importância de agradecer a Deus em todas as circunstâncias.

8.      Ele diz que devemos dar graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

9.      Para entender o contexto dessa passagem, é preciso saber que Paulo estava escrevendo para uma comunidade cristã que enfrentava muitas dificuldades.

10.   Eles eram perseguidos por sua fé e viviam em um mundo hostil, onde a violência e a injustiça eram comuns.

11.   Mesmo assim, Paulo os exortava a serem gratos a Deus em todas as circunstâncias.

 III FAMÍLIA CRISTÃ

1-A missão da Esposa (Ef. 5.22)

1-      Efésios 5.22-33 aborda o conceito de submissão e amor conjugal, enfatizando a importância de cada parceiro cumprir seu papel no casamento, imitando o exemplo de Cristo e da Igreja. 

2-      O texto enfatiza a submissão da esposa ao marido, como a Igreja se submete a Cristo, e o amor do marido pela esposa, como Cristo amou a Igreja. 

3-      (Efésios 6:9) A relação da Igreja com Cristo em Seu propósito eterno é o fundamento e o arquétipo das três maiores relações terrenas, a de marido e mulher (Efésios 5:22-33), pai e filho (Efésios 6:1-4), mestre e servo (Efésios 6:4-9).

4-      Os manuscritos mais antigos omitem “sujeitai-vos”; suprindo-o de Efésios 5:21, “Esposas (sujeitai-vos) a seus próprios maridos”.

5-      “O seu próprio” é um argumento para a submissão por parte das esposas; não é um estranho, mas seus próprios maridos a quem você é chamado a se submeter (compare Gênesis 3:161Coríntios 7:214:34Colossenses 3:18Tito 2:51Pedro 3:1-7). 

6-      “Sujeitar” é o termo usado para esposas: “obedecer”, de crianças (Efésios 6:1), pois há uma maior igualdade entre esposas e maridos do que entre filhos e pais.

 2- A missão do marido (Ef.5.25)

1-      Efésios 5.25, no contexto da carta de Paulo aos efésios, é um versículo que exorta os maridos a amarem suas esposas, assim como Cristo amou a igreja. 

2-      A mensagem central é que o amor de um marido deve ser sacrificial e dedicado à sua esposa, refletindo o amor de Cristo pela igreja. 

3-      O versículo também estabelece um padrão para o amor conjugal, que deve ser um exemplo do amor de Cristo por seus seguidores. 

4-      De acordo com o Novo Testamento, o amor de Cristo pela Igreja é o maior exemplo de amor.

5-      Ele se entregou por ela, sacrificando a própria vida para salvar as almas humanas.

6-      Cristo não é apenas um exemplo de amor que devemos seguir, mas também devemos buscar encarnar esse amor no nosso próprio relacionamento.

7-      Paulo aconselha os maridos a amarem as esposas da mesma forma como Cristo amou a Igreja, com um amor sacrificial e serviçal que põe o bem-estar e o crescimento espiritual da esposa acima de qualquer outra coisa.

 3-O fundamento é o Amor (Ef.5.33)

1-      O versículo, "Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito".

2-      É uma das passagens mais conhecidas da Bíblia quando se trata de casamento.

3-      Essa referência bíblica é encontrada no livro de Efésios, capítulo 5, versículo 33, e é frequentemente citada em sermões e aconselhamentos matrimoniais.

4-      A história por trás desse versículo começa com o apóstolo Paulo, que escreveu a carta aos Efésios.

5-      Nessa carta, Paulo fala sobre a importância de viver uma vida cristã autêntica e como isso se aplica a diferentes áreas 13/06/2025da vida, incluindo o casamento.

6-      Na época em que Paulo escreveu essa carta, a sociedade era muito diferente da que conhecemos hoje.

7-      O casamento era visto como uma instituição sagrada e a família era a base da sociedade.

8-      No entanto, as relações entre marido e mulher eram frequentemente desequilibradas e muitas vezes marcadas pela submissão da mulher ao homem.

Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)

 

terça-feira, 3 de junho de 2025

UNIDADE NA IGREJA E NOVA VIDA

 


Ef.4.1-24

Introdução: A riqueza da vocação divina reflete-se na vida dos crentes. Todas as coisas foram-lhes concedidas por Cristo. A partir dessa fonte, sua existência será configurada pelo lema “Digno da vocação.”

 I ELEMENTOS DA UNIDADE

1-A humildade (Ef.4.1,2)

1.      Por isso, eu, prisioneiro no Senhor, peço que vocês se comportem de modo digno da vocação que receberam

2.      Por isso: Paulo passou três capítulos discursando em detalhes gloriosos tudo o que Deus fez por nós, livremente por Sua graça.

3.      Agora ele nos traz um chamado a viver de maneira justa, mas somente depois de explicar o que Deus fez por nós.

4.      Se comportem de modo digno da vocação que receberam.

5.      Quando nós realmente entendemos o quanto Deus fez por nós, nós vamos querer naturalmente servi-lo e obedecê-lo por gratidão.

6.      Entender quem nós somos é a fundação desse comportamento digno.

7.      Um conselho a todos cristãos a responder a todas as tentações de Satanás apenas com uma afirmação: Eu sou um Cristão”.

8.      A ideia é clara. Nós não nos mantemos dignos para que então Deus nos ame, mas porque Ele nos ama.

9.      Isso é motivado pela gratidão, não do desejo de receber mérito.

10.   . “Todo crente é um filho de Deus, por adoção, na lei judaica o filho adotivo, tem o mesmo direito do filho legitimo.

11.   É tão mais alto do que os reis da terra, Salmo 89:27.

12.   Ele deve, portanto, se comportar de acordo e não manchar seu sangue nobre”.

  2-A mansidão (Ef.4.2)

1.      Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor.

2.       Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. 

3.      Sejam completamente humildes e dóceis.

4.       Um comportamento digno diante de Deus será marcado pela humildade e doçura, não um desejo forçado de defender nossos próprios direitos e avançar com nossos próprios planos.

5.      Antes do Cristianismo a palavra dócil sempre teve uma má associação a ela.

6.      Na mente de muitos ainda tem; no entanto, é uma gloriosa virtude cristã (Filipenses 2:1-10).

7.      Significa que nós podemos ser felizes e contentes quando não estamos no controle ou direcionando as coisas de nossa maneira.

8.      Pacientes, suportando uns aos outros, como Cristo nos tem suportado.

9.       Precisamos disso para que então os erros inevitáveis que ocorrem entre as pessoas na família de Deus não operem contra o plano de Deus de juntar todas as coisas em Jesus – ilustrado pela obra atual Dele na igreja.

10.   Definiu pacientes como o espírito que tem o poder de se vingar, mas nunca o faz.

11.   É uma característica de um coração generoso que perdoa.

 3-A longanimidade (Ef.4.2)   

1.      Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Esta humilde atitude de perdão de um para com o outro naturalmente preenche este dom da unidade do Espírito.

2.      Devemos fazer esforço para conservar esta unidade – nós não a criamos.

3.      Deus nunca nos comanda a criar unidade entre os crentes.

4.      Ele a criou através de Seu Espírito; nosso dever é reconhecê-la e mantê-la.

5.      Esta é uma unidade espiritual, não necessariamente uma unidade estrutural ou confessional. Está evidente na rápida comunhão entre cristãos de diferentes raças, nacionalidades, línguas e classes econômicas.

6.      Podemos entender esta unidade do Espírito ao entender o que ela não é.

7.      Em um sermão sobre este texto, Charles Spurgeon observou algumas das coisas que o texto não diz.

8.      ·Ele não diz: “Esforçar-se para manter a unidade do mal, a unidade da superstição ou a unidade do espírito da tirania”.

9.      ·Ele não diz: “Esforçar-se para manter seus arranjos eclesiásticos por centralização”.

10.   ·Ele não diz: “Esforçar-se para manter a uniformidade do Espírito”.

 II AS BASES DA UNIDADE

1-Um só corpo e um só Espírito (Ef.4.4)

1.      Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos.

2.      Há um só corpo e um só Espírito.

3.      Nós temos unidade por causa do que temos em comum.

4.      Em Jesus nós compartilhamos um só corpo, um só Espírito, uma só esperança de nosso chamado, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, e um só Pai.

5.      Cada uma dessas áreas em comum é maior do que qualquer possível desavença.

6.      Um batismo: Alguns pensam que porque Paulo diz que há um só batismo a ideia do batismo do Espírito Santo como uma experiência subsequente é inválida.

7.      Mas Paulo apenas fala aqui do batismo pela água que é o token visível do trabalho comum de Deus em todo crente, e, portanto, a base da unidade.

8.      Não há batismos separados para judeus e gentios.

 2-Um só Senhor, uma só fé (Ef.4.5)

1.      Seja a vossa equidade-Somos exortados à candura, à gentileza e a um bom temperamento para com os nossos irmãos.

2.      Julguem caridosamente entre um e outro.

3.      A razão é o Senhor está às portas.

4.      A consideração da chegada do nosso Mestre e do nosso relatório final deve impedir-nos de ferir os nossos conservos (irmãos na fé) e apoiar-nos nos sofrimentos presente e moderar as nossas afeições para o bem exterior

5. ELE se vingará de seus inimigos e recompensará a sua a sua paciência                                                

6.      Deus como Pai é a força unificadora da igreja, pois somos seus filhos, pertencentes à família divina.    

  3-Um só batismo, um só Deus (Ef.4.6)

1.      A concessão de dons espirituais para a igreja.

2.      E a cada um de nós foi concedida a graça, conforme a medida repartida por Cristo.

3.      Por isso é que foi dito: “Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativos muitos prisioneiros, e deu dons aos homens”.

4.      Que significa “ele subiu”, senão que também havia descido às profundezas da terra?

5.      Aquele que desceu é o mesmo que subiu acima de todos os céus, a fim de encher todas as coisas.)

6.      Foi concedida a graça: Todos nós temos graça concedida a nós conforme a medida do dom de Jesus.

7.      Esta é a base para a distribuição espiritual dos dons de Deus através de Sua igreja: graça, a concessão livre e sem mérito de Deus.

8.      Ninguém merece ou ganhou dons espirituais.

9.      Quando ele subiu em triunfo às alturas: Essa concessão aconteceu (como descrita profeticamente no Salmo 68:18) quando Jesus subiu ao céu. Isto foi evidência do Seu triunfo sobre cada inimigo (a liderança dos cativos muitos prisioneiros).

10.   Bruce sobre a imagem do Salmo 68: “Alguém pode imaginar um líder militar voltando a Jerusalém a frente de seus seguidores, depois de derrotar um exército inimigo e fazer muitos prisioneiros”.

11.   Como Jesus disse, é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei (João 16:7).

III OS DONS PRODUZEM UNIDADE

1- Dom de apóstolo, dom de profecia (Ef.4.11)

1.      Os cargos de liderança espiritual na igreja e seu propósito.

2.      E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres.

3.      Com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado.

4.      Isto significa que Jesus estabeleceu estes cargos.

5.      Eles são obra e designação de Jesus, não de homens.

6.      Apesar de pretendentes os reivindicar, os cargos em si são uma instituição Divina e não uma invenção humana.

7.      Paulo descreveu quatro cargos (não cinco, como nos comumente conhecidos, embora

8.      erroneamente chamados “os 5 dons ministeriais”).

2-Dom de evangelista (Ef.4.11)

1.      Apóstolos, que são embaixadores especiais do trabalho de Deus, embora não no mesmo sentido autoritário dos apóstolos do primeiro século.

2.      Aqueles apóstolos do primeiro século foram usados para fornecer uma fundação (preservada como o Novo Testamento) como descrita em Efésios 2:20.

3.      Profetas, que falam palavras de Deus em completa consistência com a fundação do Velho e Novo Testamento.

4.      Algumas vezes eles falam em um sentido preditivo, porém não necessariamente, e estão sempre sujeitos ao discernimento e julgamento da liderança da igreja (1Coríntios 14:29).

5.      Assim como os apóstolos, profetas modernos não falam com a mesma autoridade que os profetas do primeiro século que trouxeram a palavra falada fundacional de Deus (Efésios 2:20).

6.      Evangelistas, que são especificamente talentosos a pregar as boas novas da salvação em Jesus Cristo.

 3-O dom de pastor e mestre (Ef.4.11)

1.      Pastores e mestres (ou pastores-mestres; o grego antigo claramente descreve um cargo com dois títulos descritivos).

2.      Que pastoreiam o rebanho de Deus primeiramente (apesar de não exclusivamente) através do ensinamento da Palavra de Deus.

3.      “Ensinar é uma parte essencial do ministério pastoral.

4.      É apropriado, portanto, que os dois termos, pastores e mestres devam ser unidos para denotar uma ordem de ministério”.

5.      Com o fim de preparar os santos para a obra do ministério: O propósito destes dons de liderança também é claro.

6.      É para que os santos (povo de Deus) sejam equipados para a obra do ministério(serviço), para que então o corpo de Cristo seja construído (expandido e fortalecido).

7.      Preparar também tem a ideia de “acertar”. Esta palavra grega antiga era usada para descrever como colocar ossos quebrados ou consertar redes.

8.       Estes ministérios trabalham juntos para produzir cristãos fortes, consertados e aptos.

9.       O povo de Deus faz a verdadeira obra do ministério. Líderes na igreja possuem a primeira responsabilidade de equipar pessoas a servir e direcionar seus serviços conforme Deus orienta.

10.   O propósito principal da Igreja não é converter pecadores ao Cristianismo, mas aperfeiçoar (completos e maduros) os santos para o ministério e edificação do Corpo”.

Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)