sábado, 16 de novembro de 2024

UNIDOS EM OBEDIÊ NCIA

 

 


2 CORÍNTIOS 7: UNIDOS EM OBEDIÊNCIA

2 Co. 7.1-12

Introdução: O Capítulo 7 de 2 Coríntios é uma seção importante na carta, pois Paulo está abordando um assunto que ele considera importante para a vida dos cristãos: a motivação para a santidade. Na versão King James da  Bíblia, o versículo 1 lê da seguinte forma: “Tendo, pois, estas promessas, amados, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus”.

 I O AFETO E SINCERIDADE

1-A Unidade entre os Irmãos (2 Co.7.1-2)

1.      O versículo 1 destaca a importância da santidade cristã e a necessidade de limpar nossas vidas de toda a imundícia, tanto da carne quanto do espírito.

2.      Paulo está lembrando aos cristãos de Corinto que, como seres criados à imagem de Deus, devemos viver de acordo com seus padrões, não conformados com as práticas mundanas.

3.      Em seguida, Paulo adverte aos cristãos para que eles sejam aperfeiçoados na santidade, ou seja, se empenhem em viver de acordo com a vontade de Deus.

4.      Ele enfatiza o temor a Deus, ou seja, o reconhecimento de que Deus é soberano e digno de adoração.

5.      Isso significa que não devemos viver de acordo com nossas próprias vontades ou com o que o mundo diz que devemos fazer.

6.      O versículo 1 destaca a importância de vivermos de acordo com as promessas de Deus.

7.      Dar testemunho de uma vida santa é uma forma de demonstrar que acreditamos nas promessas de Deus e que as obedecemos.

8.      Se quisermos viver de acordo com a vontade de Deus, é fundamental que busquemos a santificação, ou seja, que nos esforcemos para mudar nossos hábitos de vida e nossa mentalidade de acordo com o padrão de Deus.

9.      Vivermos de acordo com este padrão nos ajudará a lidar melhor com os desafios que enfrentamos em nossas vidas diárias.

 2-A Mútua Consolação (2 Co.7.3-4)

1.      v.3-Justamente morrer e viver- Paulo aqui não se referiu sobre eles reivindicando seu afeto.

2.      Esta era uma ligação que Paulo sentia com os convertidos de corinto, de morrer e viver com eles.

3.      Isso foi intensificado pelas experiências que tiveram juntos em Cristo.

4.      Estou cheio de consolação- Ele garante esse afeto para com eles, de modo que gastaria o seu último fôlego em Corinto e viveria e morreria com eles, se as suas obrigações para com as outras igrejas e o seu trabalho de apóstolo (que não poderia ser restringido a um só local) o permitisse fazer isso.

5.      Paulo acrescenta que era a grande afeição pelos Coríntios que fez usar tal ousadia e liberdade de expressão para com eles, e o fazia gloriar ou elogiá-los em todas as ocasiões.

6.      Com isso ele se sentia plenamente confortado e extremamente alegre em todas as suas tribulações.

 3- Expectativa Correspondida (2 Co.7.5- 7)

1.      Macedônia- Ao chegar a Macedônia, Paulo estava angustiado.

2.      Ele ficou aflito quando não encontrou Tito em Trôade.

3.      Isso era uma angústia para ele, porque não tinha como saber como ele foi recepcionado em Corinto, nem como seus assuntos se desenvolveram.

4.      Eles encontram outros problemas, com incessantes tempestades de perseguições; externamente, havia brigas e continuas discórdias e oposições dos judeus e dos gentios, e internamente, havia temores e grandes preocupações com os que haviam abraçado a fé cristã.

5.      Consolo(...)Tito- Foi uma ocasião de regozijo ver Tito quando ele trouxe boas novas(noticias) concernente aos coríntios.

6.      Ele atribuiu todas as suas consolações a Deus, como o autor delas.

7.      Foi Deus que o confortou com a chegada de Tito.

8.      Devemos olhar acima e além de todos os meios e instrumentos para Deus, o autor de toda consolação e de todo bem que desfrutamos.             

 II TRISTEZA SEGUNDO DEUS

1- A Boa Disciplina (2 Co.7.8)

1.      Paulo se arrependeu de ter enviado a carta severa quando mandou o povo de Corinto disciplinar seus membros que viviam abertamente em pecado.

2.      Tito relata que não estava sentindo porque eles se arrependeram, foi um tipo de tristeza que resultou em arrependimento.

3.      Paulo ao dizer que não se arrepende de ter sido duro em cartas anteriores, duas coisas nos chama a atenção: sua firmeza em afirmar a verdadeira doutrina e sua reivindicação de autoridade apostólica.

4.      Ao dizer que não se arrepende do tom severo, Paulo está sintetizando: é mais proveitoso que vocês fiquem tristes com minha correção do que eu ficar triste pelos vossos pecados.

5.      A correção gera tristeza para o arrependimento e não para a condenação.

6.      Paulo agia com firmeza quando assunto era o pecado, pois ele era responsável pelo ensino do verdadeiro Evangelho. 

 2- Tristeza que Produz Vida ou Morte (2 Co.7.9)

1.      Nenhuma igreja fundada por Paulo deu-lhe tantos motivos para aflição e sofrimento como a de Corinto.

2.      Muito desse sofrimento foi devido aos falsos apóstolos.

3.      Que tinham seguido Paulo até Corinto.

4.      E deliberadamente começaram a destruir sua obra.

5.      Desacreditar seu apostolado e ridicularizar seu evangelho e sua pessoa.

6.      Eles criticavam seu caráter e o acusavam de mau uso do dinheiro, de covardia e falsidade e de usurpação de autoridade.

7.      Também tentaram impor certas exigências rituais aos conversos gentios, em contradição à posição da igreja

 3- A Tristeza que produz Salvação (2 Co. 7.10)

1.      A Tristeza segundo Deus opera arrependimento- Isto é, do modo prescrito por Deus ou aceitável a Deus.

2.      Não é a tristeza por ser descoberto ou a antecipação de ser punido.

3.      É a genuína tristeza, arrependimento, separação do pecado e determinação para resistir, a partir dali, pela graça de Deus, à tentação que conduziu ao pecado.

4.      O antecedente do verdadeiro arrependimento é a tristeza santa, ela opera o arrependimento.

5.      Não é o arrependimento em si, mas uma boa preparação para o arrependimento, e em algum sentido, a causa que produz o arrependimento.

6.      O transgressor teve um grande pesar, ele estava em perigo de ser tragado por angústias profundas, e a sociedade estava grandemente angustiada, sendo que anteriormente estava orgulhosa.

7.      A tristeza piedosa produz arrependimento e transformação, culminando em salvação, mas a tristeza do mundo produz a morte.    

 III TESTEMUNHO CONFIRMADO POR TITO

1- Bondade e Consolação (2 Co. 7.11-13)

1.      Não foi por causa. Ao redigir a carta anterior, Paulo demonstrou grande preocupação pelo bom nome da igreja.

2.      Ele temia que os pagãos vissem o cristianismo com desprezo e que os judaizantes chamassem a atenção desse desavergonhado caso de incesto como resultado de seu ministério. 

3.      Mas a igreja lidara com firmeza com o transgressor e ele se arrependera. Assim, o bom nome da igreja fora protegido, e a preocupação de Paulo se voltou para o bem-estar espiritual das pessoas envolvidas.

4.      Quando o coração é transformado, a vida e as ações também mudarão.

5.      Os Coríntios deixaram evidente que a tristeza deles era uma tristeza santa.

6.      E ela trouxe arrependimento porque produziu neles um grande cuidado para com a sua alma e para evitar o pecado, e agradar a Deus.

 2- A Alegria do Bom Testemunho (2 Co. 7.14)

1.      Tristeza de que Paulo se refere é uma tristeza por pecados passados e pelos resultados desse pecado.

2.      Este sentimento é necessário para que as pessoas possam se arrepender e se reconciliar com Deus.

3.      A tristeza também leva a uma mudança de comportamento.

4.      O arrependimento é a primeira etapa para a salvação.

5.      Quando as pessoas se arrependem, elas recebem perdão de Deus, e a partir desse perdão, elas podem começar a viver de acordo com os princípios de Cristo.

6.      O versículo 14 também enfatiza a importância da justificação.

7.      A justificação é o processo pelo qual Deus aceita a vida cristã de alguém como se fosse perfeita, livre de pecado.

8.      Ao aceitar a justificação, a pessoa recebe o Espírito Santo, que a ajuda a seguir os princípios de Deus e a viver de acordo com a vontade de Deus.

9.      A justificação é uma das bênçãos da salvação.

3.      Assim, é importante que as pessoas se arrependam e aceitem a justificação para se aproximarem mais de Deus.

 3- A Afeição e a Confiança (2 Co. 7.15-16)

1.      Confiarem vós. Ou, “coragem acerca de vós”.

2.      Este versículo é considerado por muitas autoridades como uma transição ou elo entre o que Paulo escreveu nos capítulos anteriores e o que vem a seguir.

3.      Essas palavras descartam todos os erros e mal-entendidos do passado e expressam verdadeira reconciliação.

4.      Ao mesmo tempo, oferecem uma introdução adequada ao assunto da grande coleta para os cristãos pobres da Judeia, que Paulo promove entre as igrejas gentílicas.

5.      A confiança mútua é essencial na vida cristã porque nos permite trabalhar juntos em prol do Reino de Deus, superar as diferenças e os conflitos, e crescer em amor e maturidade espiritual.

6.      Podemos aplicar essa afirmação de Paulo em nossas vidas hoje ao buscar a confiança mútua em nossos relacionamentos, ao sermos honestos e transparentes em nossas palavras e ações, e ao valorizarmos a confiança que os outros depositam em nós.

  Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)

 

 

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

NOVAS CRIATURAS E EMBAIXADORES DE CRISTO

 

2 CORÍNTIOS 5:


2 Co.5.1-21

Introdução: O tema de 2Coríntios 4 é continuado. Paulo tem apontado que, em meio à fraqueza e deterioração do corpo, ele é encorajado pelo pensamento de que o temporal é transitório, enquanto o espiritual é eterno. Ele agora passa a falar mais particularmente da grande perspectiva que o sustenta — a substituição do corpo material terreno por um eterno celeste. 

 

I HABITAÇÃO CELESTIAL E PENHOR DO ESPÍRITO

1-O Revestimento de Glória (2 Co.5.1-3)

1.      Pois sabemos – nós que estamos engajados na obra do ministério evangélico.

2.      Paulo está dando uma razão pela qual ele e seus colegas de trabalho não se cansaram e desmaiaram em seu trabalho.

3.      A razão era que eles sabiam que, mesmo que seu corpo morresse, eles tinham uma herança reservada para eles no céu.

4.      A expressão “nós sabemos” é a linguagem da garantia forte e inabalável.

5.      Eles não tinham dúvidas sobre o assunto.

6.      E prova que pode haver a garantia da vida eterna; ou qualquer evidência de aceitação de Deus que não deixe dúvida de uma admissão final no céu.

7.      O que o céu é aos olhos da esperança do cristão?

8.      Uma casa, ou uma habitação, um lugar de moradia, um lugar de descanso, um esconderijo, a casa do nosso Pai onde há mansões, e o nosso lar eterno.

9.      O espírito retorna a Deus, que o concedeu; e aqueles que andaram com Deus aqui habitarão com Ele para sempre.

2-O Penhor do Espírito (2 Co.5.4-5)

1.      v. 4 Porque nós que estamos neste tabernáculo gememos, sendo sobrecarregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que a mortalidade seja engolida pela vida.

2.      A preferência de Paulo era o estado final do corpo ressurreto, e não a condição intermediária e aparentemente,” sem corpo do cristão morto.

3.      v. 5 Ora, quem nos moldou para si mesmo foi Deus, que também nos tem dado o penhor do Espírito.

4.      A vida na ressurreição é impossível sem o devido preparo.

5.      Este versículo enfatiza a soberania de Deus.

6.      Sobre o penhor do Espírito, (ver Ef.1:14) para os outros casos de “penhor” nas páginas do novo testamento, sempre ligados com o Espírito.

7.      O começo da salvação é receber a pessoa de Deus (o Espírito).

8.      O objetivo da salvação é desfrutar a pessoa de Deus por completo e para sempre (Ap.22:4).

 3- O Bom Ânimo da Fé (2 Co.5.6-7)

1.      Ausentes do Senhor, são peregrinos e estrangeiros neste mundo, eles apenas fazem uma jornada aqui em sua casa terrena ou neste tabernáculo.

2.      Embora Deus esteja aqui conosco pelo Seu Espírito e em Suas ordenanças, estamos com Ele como esperamos estar.

3.      Não podemos ver o rosto dele enquanto vivermos.

4.      Pois andamos por fé e não por vista(aparência).

5.      Paulo notinha medo de morrer porque confiava que passaria a eternidade com Cristo.

6.      É claro que enfrentar o desconhecido pode nos causar ansiedade, e deixar nossos amados é algo que nos fere profundamente.

7.      Mas se crermos em Jesus Cristo, podemos compartilhar a mesma esperança e confiança que Paulo tinha da vida eterna com Cristo.

 II O PROPÓSITO DA VIDA ATUAL

1-Ser Agradável a Deus (2 Co.5.8-9)

1-      Para aqueles que creem em Cristo, a morte é apenas uma passagem para a vida eterna com Deus.

2-      Continuaremos a viver.

3-      Que esta verdade nos dê confiança e nos inspire a servir fielmente a Deus.

4-      E este é o verdadeiro princípio sobre o qual o cristão deve agir, e irá agir.

5-      O fato de que agora ele está ausente do Senhor não lhe será motivo para levar uma vida de pecado e auto indulgência, mais do que faria se estivesse no céu.

6-      E o fato de que ele logo estará com ele não é a principal razão pela qual ele procura viver para agradá-lo. 

7-      É porque isso se tornou o princípio fixo da alma.

8-      O próprio propósito da vida; e esse princípio e esse propósito aderirão a ele e o controlarão onde quer que ele seja colocado ou em qualquer mundo em que ele habite.

 2-O Tribunal de Cristo (2 Co.5.10-11)

1-      É apropriado, oportuno, necessário que todos nós apareçamos lá.

2-      Esse fato, ao qual Paulo agora se refere, é outra razão pela qual era necessário levar uma vida santa, e porque Paulo se entregou com tanta diligência e abnegação aos árduos deveres de seu cargo. 

3-      Há uma necessidade, ou uma aptidão, de que devamos aparecer lá para abrir mão de nossa conta, pois estamos aqui em julgamento: somos agentes morais responsáveis; nós somos colocados aqui para formar personagens para a eternidade. 

4-      Antes de recebermos nossa atribuição eterna, é apropriado que prestemos contas da maneira em que vivemos e da maneira como melhoramos nossos talentos e privilégios.

5-      Na natureza das coisas, é apropriado que passemos por um julgamento antes de recebermos nossa recompensa ou antes de sermos punidos.

6-      Deus tornou necessário e certo, por sua nomeação direta e positiva, que deveríamos permanecer no tribunal do juiz final.

7-       Romanos 14:10 -Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.

 3-Viver para Deus (2 Co.5.12-16)

1-      Portanto daqui em diante – Em vista do fato de que o Senhor Jesus morreu por todas as pessoas, e ressuscitou.

2-      O efeito disso foi mudar todos os nossos sentimentos e nos dar visões inteiramente novas das pessoas, de nós mesmos e do Messias, para que nos tornássemos novas criaturas.

3-      A palavra “doravante”, significa apropriadamente desde o tempo presente.

4-      Mas não há impropriedade em supor que Paulo se refira ao tempo em que obteve as visões corretas do Messias pela primeira vez, e que ele quis dizer a partir daquele momento.

5-      Sua mente parece ter voltado ao período em que essas novas visões surgiram sobre sua alma; e o sentimento é que, desde o momento em que obteve essas novas visões, ele resolveu não conhecer ninguém segundo a carne.

 III NOVAS CRIATURAS E EMBAIXADORES DE CRISTO

1-Nova Criatura (2 Co.5-17)

1-      O versículo de 2 Coríntios 5:17 é uma das passagens mais poderosas e transformadoras do Novo Testamento.

2-      Escrito pelo apóstolo Paulo, este versículo encapsula a essência da transformação que ocorre quando alguém está em Cristo.

3-      Neste estudo, exploraremos o contexto histórico e cultural, o significado de ser uma nova criatura.

4-      As implicações práticas dessa transformação, a união com Cristo, a vida em comunidade e os desafios e bênçãos da nova vida em Cristo.

5-      Estar em Cristo é passar a andar na companhia Dele, carregar Sua presença e entender que a partir de agora você é servo de Jesus Cristo para sua própria liberdade e não mais escravo do pecado, porque Ele disse: Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (Jo 8:36).

 2-O Ministério da Reconciliação (2 Co.5.18-19)

1-      2 Coríntios 5.19- ou, seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação.

2-      Efésios 2.16-e reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade.

3-      Em 2 Coríntios 5: 18, Paulo nos lembra de que Deus nos reconciliou com ele por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação.

4-      De certa forma, este versículo nos dá uma esperança e um alento para aqueles que estão tentando se reconectar com Deus.

5-      Pois lembra que somos responsáveis ​​por nos aproximar de Deus e que, através de Cristo, é possível.

6-      Além disso, esse versículo também nos lembra que somos chamados a sermos testemunhas de Cristo e servir como diplomatas do Reino de Deus, para que outros possam experimentar a reconciliação com Deus.

 3-Embaixadores de Cristo (2 Co.20-21)

1-      Este é o ponto a que chegamos em 2 Coríntios 5:20 : "Somos, pois, embaixadores em nome de Cristo, como se Deus vos rogasse por nós; rogamos-vos, frequentemente, em nome de Cristo, reconciliai-vos com Deus.

2-      " O apóstolo acaba de nos dizer que tudo é de Deus, mas tudo é ao mesmo tempo "em Cristo" ou "por meio de Cristo.

3-      "Consequentemente, é em nome de Cristo que ele se apresenta; é a promoção dos interesses de Cristo que ele tem em mente.

4-      Não, é o mesmo interesse que está no coração do Pai, que deseja agora glorificar o Filho; para que quando Paulo apela aos homens em nome de Cristo como se o próprio Deus os tivesse suplicado.

5-      A maioria dos expositores notam o contraste surpreendente entre ("nós somos embaixadores") e ("nós te imploramos").

6-      O embaixador, via de regra, mantém sua dignidade; ele mantém a grandeza da pessoa que representa.

7-      Mas Paulo, nesta súplica humilde e apaixonada, não é falso para seu Mestre; ele está pregando o Evangelho no espírito do Evangelho.

8-      Ele mostra que realmente aprendeu de Cristo; a própria concepção do embaixador descendo à súplica é, como Calvino diz, uma recomendação incomparável da graça de Cristo.

Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)

sábado, 19 de outubro de 2024

SOMOS CARTA VIVA DO ESPÍRITO DA LIBERDADE

 


Introdução: O presente capítulo começa de forma espetacular comparando os crentes a cartas vivas de Deus para os homens! Nós somos essas cartas vivas, não escritas com tinta e papel ou em tábuas e pedras, mas com carne e sangue. Paulo reagia aos que exigiam cartas de recomendação, pois foi através da pregação de Paulo que Deus manifestou a salvação entre os Coríntios.

 I CARTAS VIVAS

1-Cartas Conhecidas de Todos (2 Co.3.1-2)

1.      Os inimigos de Paulo usavam cartas de recomendação para apoiar a própria causa.

2.      Paulo reagiu referindo-se aos próprios coríntios como sendo a sua "carta viva" de recomendação.

3.      Ambas as perguntas nesse versículo primeiro são retóricas e implicam a resposta "não".

4.      De modo geral, Paulo não fazia pouco das cartas de recomendação (At 15.25-26; 18.27; 1Co 16.10-11), mas aparentemente seus oponentes haviam apresentado à igreja de Corinto algumas cartas de recomendação fraudulentas.

5.      Paulo mostrou que a sua carta era muito superior, porque ele era recomendado pela mudança de vida dos cristãos coríntios (vs. 2).

6.      Essa afirmação indica que Paulo e seus companheiros de trabalho tinham grande afeto pela igreja de Corinto.

7.      A leitura alternativa, "seus corações", apesar de apoiada por poucos dos manuscritos antigos, é também possível e faz sentido no contexto.

8.      Assumindo essa última leitura, Paulo estava alertando os coríntios a reconhecerem que a existência deles como igreja constituía uma carta muito mais efetiva de recomendação para ele (2.17; 1Co 9.2).

 2- As Cartas Produzidas por nosso Ministério (2 Co.3.3-5)

1.      Paulo indicou que ela já havia começado a se cumprir mesmo durante o seu próprio ministério.

2.       Por essa razão, o seu ministério ultrapassava até mesmo o de Moisés (vs. 6-16).

3.      A partir do vs. 4 ao 4.4.6, veremos a nova e gloriosa aliança.

4.      Paulo continuou a descrever a natureza do seu ministério focalizando a glória associada ao seu trabalho.

5.      A referência do vs. 4 é à confiança de Paulo diante de Deus de que o seu ministério era autêntico e de que os coríntios eram a sua "carta de recomendação" (vs. 1) que provava isso. Entretanto, a confiança de Paulo não vinha dele mesmo, mas "por intermédio de Cristo".

6.      Infelizmente, os inimigos de Paulo valorizavam mais a habilidade mundana do que a competência que vem somente de Deus.

7.      A nossa suficiência vem de Deus, ou seja, toda habilidade e todo poder no ministério vem de Deus.

 3-As Cartas da Nova Aliança (2 Co.3.6)

1.      Por isso que ele nos capacitou, na nova aliança, a sermos ministros.

2.       O novo relacionamento legal que Deus estabeleceu com o seu povo por meio de Jesus Cristo e por meio da morte de Cristo.

3.      Apesar de Deus não ter dado a lei mosaica como um mero conjunto de letras para operarem sem o trabalho interior do Espírito (Dt.6.6).

4.      O legalismo judaico havia reduzido a lei a pouco mais do que um código externo.

5.      Como resultado, os legalistas judeus se baseavam nas meras leis escritas, as quais exigiam perfeita obediência, mas não davam poder para obedecer.

6.      Os que tentavam desmoraliza-lo em Corinto queriam acrescentar ao Evangelho os ritos, costumes e interditos mosaicos.

7.      O alerta de Paulo é para o fato de que a letra da lei mosaica manifesta o pecado sem nunca nos justificar, por isso é que a letra nos mata, pois nunca teve o propósito de nos apresentar limpo (justificado) diante de Deus.

 II O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO

1-A Letra mata, o Espírito Vivifica (2 Co.3.7-8)

1.      Paulo queria que os coríntios entendessem a razão da Nova Aliança, cujo grande sinal é a conversão à vontade de Deus (Ef.5.1-2).

2.      Através do ministério do Espírito Santo, Paulo faz uma referência à lei instituída no AT como um sistema punitivo e que era incapaz de promover a salvação, não era suficiente para nos livrar da condenação.

3.      Paulo tinha a intenção de fazer um paralelo, analisando os dois sistemas, provando que no AT o culpado era logo sentenciado (em caso de adultério e descumprir a guarda do sábado).

4.      Já na Nova Aliança, pelo Sangue de Jesus, o pecador tem o seu perdão garantido, dai a expressão, a letra (Lei) mata e o Espírito (Santo) vivifica.

5.      A Lei foi instituída por Moisés, que permaneceu diante de Deus e a glória divina resplandeceu em seu rosto (Êx.34.28-30).

6.      Paulo faz menção desse fato, porque no passado a perfeição e santidade se manifestavam por alguns instantes.

 2-A Glória sobre - excelência (2 Co.3.9-11)

1.      Paulo contrasta a glória dos Dez Mandamentos com a glória da Nova Aliança.

2.      Se a lei que leva a morte era gloriosa, quão glorioso é o plano de Deus, que nos dá vida por intermédio de seu Espírito.

3.      O sacrifício de Jesus é muito superior ao sistema sacrificial do AT. (cf. Hb.8-10).

4.      O cristianismo é superior ao judaísmo do AT. E a qualquer outra religião terrena.

5.      Pelo fato de o plano de Deus ser muito superior a qualquer outro, não ousamos rejeitá-lo ou trata-lo com casualidade.

 3-O Brilho Eterno (2 Co.3.12-13)

1.      Quando Moisés desceu do monte Sinai com os Dez Mandamentos, sua face esta iluminada(brilhava), pelo fato dele ter estado na presença de Deus (Êx.34.29-30).

2.      Moisés precisou colocar um véu sobre seu rosto para que as pessoas não se apavorassem devido a intensidade do brilho.

3.      Esse véu ilustra o desvanecimento do antigo sistema e o encobrimento da mente das pessoas por causa do seu orgulho.

4.      No entanto Moisés mantinha o véu para que o povo não pudesse ver que a glória de Deus estava desaparecendo.

5.      Neste versículo, Paulo está dizendo que para as pessoas que ainda não aceitaram a Cristo, é como se o véu ainda estivesse lá.

 III O ESPÍRITOM E A LIBERDADE

1-A Escravidão Legalista (2 Co.3.14-15)

1.      Alguns em Corinto, ainda estavam com a mente embotada, pois não conseguiam enxergar no sacrifício da cruz o plano perfeito pelo qual a sabedoria de Deus promoveu a salvação através de seu Filho Jesus.

2.      Eles não conseguiram ver nos escritos do AT. as profecias que apontavam para o surgimento do Messias (Jesus Cristo).

3.      Isso fizeram que os judeus se apegassem ao legalismo mosaico com a única forma de crença, e não conseguiam ver além da AT.

4.      Quando Jesus surgiu no cenário, então começou a luta do legalismo (Torá) com o verdadeiro cristianismo, alguns foram presos, outros sacrificados.

5.      O próprio Jesus teve que tirar o véu da ignorância religiosa, que os fariseus mantinham sobre as pessoas.

 2-Liberdade do Espírito (2 Co.3.16-17)

1.      Agora, porém, após a conclusão da obra de salvação, Deus está empreendendo pessoalmente a construção de um “templo”, que concretiza aquilo que todas as religiões do mundo almejam.

2.       Nesse templo imenso, que se estende pelo mundo todo, que não consiste de matéria inanimada, mas de “pedras vivas”.

3.      O Deus santo e vivo de fato habita pelo Espírito Santo.

4.      Esse templo existe concreta e realmente quando pessoas são salvas pela palavra da cruz e presenteadas com o Espírito Santo. 

5.      Em seguida Paulo observa pessoas na obra que não apenas empregam material imprestável nesse templo, mas que “destroem o santuário de Deus”.

6.      Paulo não diz nada específico.

7.      Porém podemos olhar para Gl.1.6-9).

8.      Paulo tolerou muitos equívocos, fraquezas e erros nas igrejas, também em Corinto, tentando com amável paciência ajudar as igrejas a sair deles.

9.      Mas quando “outro evangelho” era trazido, Paulo não tolerava.

10.   Então proferia seu “anátema”.

11.   Pois neste caso realmente se tenta, nos termos da presente carta, lançar um fundamento diferente, não alicerçando a igreja de modo único e nítido sobre Jesus Cristo, o Crucificado, mas sobre “sabedoria” humana, realizações humanas, grandeza humana

 3-Semelhante a Jesus (2 Co.3.18)

1.      Paulo encerra agora a análise da “sabedoria” iniciada em 1Co 1.17 com a expressão “não com sabedoria de discurso”.

2.      Ainda que a mensagem do Rei que morreu no madeiro do criminoso seja “sabedoria de Deus” para os “perfeitos”, ela permanece ao mesmo tempo “loucura” para toda a sabedoria deste mundo.

3.      Por isso, o resultado de toda a explicação precisa ser implacável: “Se alguém pensa ser um sábio entre vós no presente século, torne-se um louco, para que se torne um sábio”.

4.      Nesse ponto “ninguém se iluda”.

5.      Os coríntios desejam ser “sábios”, ainda mais os líderes de suas fileiras.

6.      Paulo adverte: “Não se iludam”.

7.      A verdadeira sabedoria divina somente existe mediante o preço específico de ser louco para este mundo.

Pr. Capl. Carlos Borges (CABB).