quarta-feira, 14 de maio de 2014

SUPERANDO O SOFRIMENTO




2Co. 1.3-5
Introdução: O sofrimento passou estar presente na vida da humanidade, desde a queda do homem, pois quando Adão e Eva caíram, Deus deu lhes uma sentença a cada um, inclusive a promotora da queda, a Serpente (incorporada por Satanás). Jesus em seus ensinamentos, disse aos seus discípulos...No mundo tereis aflição(sofrimentos), mas, tendes bom animo Jo.16.33.

I BENEFICIO DO SOFRIMENTO
1-Beneficio físico   
·         A fidelidade a Deus não é garantia de que o crente não passará por aflições, dores e sofrimentos nesta vida (ver At 28.16 nota).
·         Na realidade, Jesus ensinou que tais coisas poderão acontecer ao crente (Jo 16.1-4,33; ver 2Tm 3.12 nota).
·         A Bíblia contém numerosos exemplos de santos que passaram por grandes sofrimentos, por diversas razões ex. José, Davi, Jó, Jeremias e Paulo.
·         O crente experimenta sofrimento como uma decorrência da queda de Adão e Eva.
·         Quando o pecado entrou no mundo, entrou também a dor, a tristeza, o conflito e, finalmente, a morte sobre o ser humano (Gn 3.16-19).
·         A Bíblia afirma o seguinte: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5.12; ver nota).
·         Realmente, a totalidade da criação geme sob os efeitos do pecado, e anseia por um novo céu e nova terra (Rm 8.20-23; 2Pe 3.10-13). É nosso dever sempre recorrermos à graça, fortaleza e consolo divinos (cf. 1Co 10.13).
2-Benefícios espirituais
·         O que poderia Pedro escrever àqueles cristãos espalhados através da Ásia Menor que pudesse capacitá-los a suportar a feroz tempestade de perseguição? Pedro decidiu começar salientando as bênçãos espirituais gozadas por seus leitores (1 Pedro 1:3-12).
·          Eles tinham "renascidos” através do batismo para uma viva esperança, uma herança celestial que ele descreve em termos negativos (incorruptível, sem mácula, imarcescível) porque não há nada neste mundo comparável ao esplendor do céu (1:3-4).
·          Pedro ainda destaca o privilégio especial de seus leitores, observando a salvação que eles receberiam na revelação de Jesus Cristo (1:5, 9).
·          A fé deles, testada pela perseguição, era mais preciosa do que o ouro refinado pelo fogo e resultaria em louvor, glória e honra quando Jesus retornasse (1:7).
·          Nem mesmo profetas do Velho Testamento, que falaram das bênçãos espirituais que acompanhariam a morte de Cristo, não gozaram a abençoada posição destes cristãos (1:10-12).
II PROBLEMAS RELACIONADOS AO SOFRIMENTO
1-A dor
·         É o que gritamos quando sentimos dor. Ninguém, certamente, gosta desta sensação. Entretanto, a dor é extremamente benéfica: nos alerta, imediatamente, que algo está prejudicando o nosso corpo.
·         A dor é uma linguagem: células nervosas especializadas no sentido da dor (nociceptores), que existem aos milhares em cada milímetro de nossa pele, transmitem estes impulsos ao nosso sistema nervoso central (SNC) que responde tentando afastar a parte do corpo afetada do estímulo doloroso.
·         Os gregos antigos acreditavam que a dor fosse uma emoção.
·          Hoje, embora ainda possamos chorar de dor ou morrer de felicidade quando ela se vai, a ciência classifica a dor como uma sensação.
·         Assim como outros sentidos - olfato ou paladar - a dor necessita de órgãos especiais para a detecção e informação ao SNC. Estes receptores para a dor foram chamados de nociceptores - um trocadilho com a palavra "nocivo".
·         A dor é um fenômeno complexo e com variantes multidimensionais (biofisiológicas, bioquímicas, psicossociais, comportamentais e morais).
·         São inúmeras as causas que podem influenciar a existência e a intensidade da dor no decurso do tempo, a primeira das quais é a que se identifica como presumível resultado duma agressão ou lesão.
·          A dor é um sintoma que acompanha, de forma transversal, a generalidade das situações patológicas que requerem cuidados de saúde.
·         Independentemente da síndrome clínica que incorpora, a dor pode e deve ser tratada, com perspectivas de êxito proporcionais ao entendimento que dela temos e fazemos, à adequação e preparação científica dos serviços e profissionais de saúde envolvidos e ao manejo judicioso de todos os recursos, técnicos e humanos, disponíveis.
·         Dor aguda - É a dor de início recente e de duração provavelmente limitada. Normalmente há uma definição temporal e/ou causal para a dor aguda.
2-As enfermidades
·         É verdade que Jesus “tomou sobre Si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre Si” (Isaías 53.4; Mateus 8.16-17).
·         É verdade que Ele priorizou em seu ministério a cura de todos os tipos de doenças, pois veio para “pôr em liberdade os cativos” (Lucas 4.18); que enviou seus discípulos “a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir”, para “curar os enfermos que nela houver” (Lucas 10.1,9).
·         Também é fato que a sua Igreja, em nome dele, tem dado prosseguimento a esse ministério de cura (Marcos 16.17-18).
·         Uma das provas de que há muitos cristãos enfermos é o grande número dos que vão às igrejas para serem curados.
·          Todos os dias pastores, bispos e crentes outros oram por irmãos acometidos de diversas doenças. Homens e mulheres, verdadeiros servos do Senhor, adoecem e morrem.
·         Qualquer cristão pode comprovar isso no meio de sua família, ou até mesmo na sua Igreja.
·         Às vezes é o próprio pastor que é vitimado por algum tipo de enfermidade.
·         Podemos visitar os grandes hospitais e verificar o número de cristãos recebendo tratamento. Vejamos os exemplos de alguns “heróis da fé”.
·      A maioria das enfermidades são frutos de preocupações, dificuldades financeiras, perda do emprego, desprezo, raivas, invejas, ansiedades e vários fatores psicológicos que afetam a psique humana.
III A REAÇÃO DO CRENTE
1-Confiança em Deus
·         O salmista ficou indignado com a sugestão que lhe deram de empreender fuga. O salmista afirmava confiar em Deus, e como aquelas pessoas tiveram a ousadia de recomendar que ele fugisse e se escondesse da mesma forma que fazem os pássaros?
·         As pessoas que deram a sugestão para que o salmista fugisse apresentaram a cidade de Jerusalém (vossa montanha), como a única alternativa de segurança.
·         Estas pessoas pensavam estrategicamente e levaram em consideração a condição geográfica da cidade, por ser um altiplano e cercada de vales.
·         Queriam desviar a confiança do salmista, que estava em Deus, para uma pretensa segurança baseada nas condições geográficas de uma montanha.
2-Alegria
·         ESTÁ FUNDAMENTADA NA ESPERANÇA. “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração.” Rm 12. 12.
·         “O homem sem esperança é triste”, escrevi em minhas anotações. Ao lermos o que espera os redimidos, é impossível não regozijar-se.
·         “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviram, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam.” I Co 2. 9.
·         ALEGRIA MESMO NA PERSEGUIÇÃO. “Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” Mt 5. 11-12.
·          O que está posto não é sentimento de negar a dor ou desejar sofrer, mas suportar a dor e as zombarias sem se desesperar e sem vingar-se.
·         A igreja primitiva viveu isso: “Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus.” At 5. 41.
3-Sujeição
·         O que é Submissão? É o ato ou efeito de subjugar, dependência, submissão, obediências servidão.
·         Não é mera obediência externa, nem tão pouco quando controlado. Submissão é prestar obediência inteligente a uma autoridade delegada                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       exteriorizar um espírito submisso, mesmo quando ninguém está por perto. É renunciar à opinião própria quando se opõe à orientação daqueles que exercem autoridade sobre nós, quando é que aprendemos o que é a submissão?
·         Quando é que nos convertemos? Quando aceitamos o senhorio de Cristo sobre nossas vidas. Quando verdadeiramente renuncio a tudo o que tenho, nego a mim mesmo tomo a cruz e sigo ao Senhor.
·          Sigo submisso às direções e orientações que recebo das autoridades delegadas. "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus", "antes a si mesmo se esvaziou"... "a si mesmo se humilhou", "tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz" (Fp 2 5-8).
·          Só existe um caminho para a submissão, andar como Cristo andou (1Jo 2.6). Ele é o nosso modelo. E, "embora sendo Filho (Jesus homem), aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu" (Hb 5.8).
·         Sem submissão jamais chegaremos ao alvo. Nem estaremos sendo cooperadores do Senhor. Se alguém é independente, rebelde, não é membro do corpo, pois sendo membro será sempre dependente, submisso.
·          Como pode um membro subsistir no corpo se não se submeter às ordens da cabeça? Assim também nós não podemos subsistir no corpo de Cristo se não formos sujeitos as autoridades delegadas.
·          Quando uma mulher não se submete ao seu marido, ou quando um filho não obedece ao seu pai, ou quando o empregado não acata a ordem de seu chefe, ou quando o discípulo não se submete às autoridades, é porque estão cheios de si mesmos.
·          Quem está cheio de Cristo está cheio de obediência. O evangelho do reino aniquila com a independência do homem, bem como com a rebeldia: faz do homem um Ser submisso.
·         Os Frutos da Sujeição. Quando o homem vive no princípio de submissão às autoridades delegadas por Deus, ele desfruta de benefícios desejados por todos os homens, a saber:
1.      paz, ordem e harmonia no corpo de Cristo
2.      edificação e formação de vidas
3.      unidade e saúde na igreja
4.      cobertura e proteção espiritual.
5.       Autoridades Delegadas na Igreja. A igreja de Cristo é governada por Cristo e, não, pelo povo.
6.      Não existe democracia na igreja, porque a igreja não é do povo, é de Deus.
7.       O que existe é a teocracia: o governo de Deus através de suas autoridades delegadas.
8.      É impossível edificar a alguém que não se submete à autoridade. Não há nada mais frustrante do que apascentar "cabras e bodes". Um filho espiritual obedece naturalmente. 
Ev. Carlos Borges(CABB)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

JESUS E OS QUATRO EVANGELHOS




Jo. 1.1-9
Introdução: Entre os incontáveis livros escritos sobre vidas de homens, não há nenhum que se equipare aos quatro (4) Evangelhos, pois nunca houve homem como Jesus, cuja história aqueles quatro relatam. Os Evangelhos  são  registros fascinantes da sua vida, repletos de nomes de pessoas e lugares e plenos de descrições de eventos dramáticos e significativos.

I UM EVANGELHO EM QUATRO NARRAÇÕES
1-O valor dos quatro relatos
Na sabedoria de Deus, Ele não nos conferiu apenas um relato da vida de Jesus, mas quatro.
·         Poderíamos fazer a pergunta: Qual é o valor de se ter mais de um registro da vida de Cristo?
·         Primeiro, a variedade de narrativas serve para chamar a atenção de muitos tipos diferentes de pessoas.
·         Quando os Evangelhos foram originalmente escritos, cada qual tinha alguma característica especial que apelava para certo grupo.
·         MATEUS, por exemplo, ressaltava o cumprimento das profecias do Antigo Testamento na vida de Cristo. Essa  ênfase fazia os judeus dar um valor especial à narrativa de Mateus.
·         MARCO enfocou o ministério dinâmico e ativo de Jesus, e adicionou pormenores em seu registro que eram interessantes aos leitores romanos.
·         LUCAS escreveu o seu registro do ponto-de-vista de um gentio que recebeu profunda compreensão da missão salvífica de Cristo.
·         Os leitores gentios podiam identificar-se com sua perspectiva, enquanto ele narrava à história do progresso e avanço dessa missão.
·         JOÃO, ao apresentar Cristo como o Verbo eterno, conquistava a atenção de pessoas meditativas, que estavam buscando respostas para grandes questões acerca do significado da vida, da história e da eternidade.
·         Desde que foram escritos, os evangelhos têm atraído homens e mulheres de todas as circunstancias, posições na vida e origem nacional. Assim continuam fazendo até os dias de hoje.
2-Características principal das quatro narrativas.
·         Os relatos dos evangelhos são seletivos. Não são listas exclusivas de tudo quanto Jesus disse e fez. Conforme observou João: “Há, porém, ainda, muitas outras coisas que Jesus fez; e, se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem” (João 21:25).
·         Dentre a multidão de eventos ocorridos durante a vida terrena de Cristo, cada autor sagrado, guiado pelo Espírito Santo, escolheu somente alguns para serem incluídos na sua narrativa.
·         Para exemplificar, a infância e a juventude de Jesus são passadas em silêncio, excetuando os treze versículos que Lucas devotou a esse período (Lucas 2:40-52).
·           A Semana da Paixão, por outro lado, é descrita com grandes pormenores por todos os quatro escritores. Mateus, Marcos e Lucas incluíram muita matéria em comum.
·           Mas João incluiu muitas coisas que nenhum dos outros três registrou, todos esses fatos demonstram a seletividade das narrativas dos evangelhos.
·         As narrativas dos evangelhos também são harmoniosas entre si, embora cada escritor sagrado tivesse selecionado o seu material, todos eles seguiram o mesmo padrão básico, desdobrando os principais eventos da história.
·         Há a introdução de Jesus no Seu ministério público, feita por João Baptista, em seguida, aparecem milagres, ensinamentos e encontros de Jesus com os Seus discípulos, com indivíduos diferentes e com líderes judeus.
·         Os relatos dos evangelhos são seletivos. Não são listas  exclusivas de tudo quando Jesus fez ou disse.
·         João observou que, se fossem escritos cada coisa que Jesus fez, uma por uma, o volume escrito, seria muito grande, que não caberiam no mundo os volumes dos livros escritos.
·         Dentre a multidão de eventos ocorridos durante a vida terrena de Jesus, cada autor sagrada, guiado pelo Espírito Santo, escolheu somente certos detalhes para serem incluídos em sua narrativa.
·         Também é retratada a divisão entre aqueles que aceitavam a Jesus e aqueles que o rejeitavam.
·         Finalmente, há a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, seu julgamento, sua crucificação e sua ressurreição.
II LUGARES ONDE JESUS VIVEU E MINISTROU
1-A terra da Palestina
·         Objetivo 2. Identifique a localização das quatro principais áreas geográficas da Palestina.
·         Palestina é o nome dado à área inteira exibida no mapa que segue. Foi nessa terra que Jesus passou a maior parte da Sua vida terrena.
·         Examine o mapa e repare os principais tipos geográficos ali indicados. Esses tipos geográficos são quatro faixas paralelas que correm de norte para sul:
ü  1. A planície costeira que se prolonga desde o norte em Sidom, até a Gaza no sul.
ü  2. A região montanhosa central que se estende de Dã e Cades no norte, até a Berseba no sul.
ü  3. O vale do Rio Jordão, que começa ao norte do mar da Galileia e segue para o sul, até ao Mar Morto.
2-Galileia e Judeia
·         A Galileia: Jesus cresceu até à idade adulta na cidade de Nazaré, no distrito da Galileia (Mateus 2:23; Lucas 2:51), Ele realizou o Seu primeiro milagre em Caná (João 2:11).
·         Mais tarde, Ele mudou-se para a cidade de Cafarnaum (Mateus 4:13).
·          Os judeus mais radicais nos outros distritos da Palestina desprezavam os galileus, porque a Galileia estava localizada perto das regiões gentílicas da Fenícia e de Decápolis.
·         Todavia, os galileus eram inteiramente dedicados na sua fé e leais à nação judaica, Jesus passou uma boa parte do Seu ministério em aldeias, vilas e regiões montanhosas desse distrito.
·         Jesus viveu e ministrou nos distritos da Galileia, da Sumária e da Judeia, no lado oeste do Rio Jordão, e nos distritos de Decápolis e Peréia, no lado oriental do Rio Jordão, Jesus também esteve nas cidades de Tiro e Sidom, na Fenícia.
·         Enquanto lê as descrições sobre essas áreas, encontre no mapa cada cidade ou distrito mencionado.
·         Judeia: No distrito da Judeia estavam localizadas as cidades de Belém, onde Jesus nasceu, e Jerusalém, cenário de muitos dos mais cruciais acontecimentos da Sua vida. Perto de Jerusalém ficava a aldeia de Betânia, lar de Maria, Marta e Lázaro, o qual Jesus ressuscitou dos mortos (João 11:1, 32-44).
·         Não muitos quilômetros dali ficava Jericó, onde Jesus curou o cego (Marcos 10:46-52). Durante o Seu ministério, Jesus fez diferentes viagens a Jerusalém e às aldeias próximas.
·         Foi em Jerusalém que Jesus foi julgado, crucificado e sepultado (Lucas 22 – 23). Após a Sua ressurreição Jesus apareceu a dois dos Seus seguidores, no caminho para Emaús, a cerca de onze quilômetros de Jerusalém (Lucas 24:13-27).
·         Posteriormente, Jesus instruiu os Seus discípulos acerca do seu futuro ministério, conduzindo-os na direção de Betânia.
·         Foi então que Ele foi arrebatado para o céu, desaparecendo diante das suas vistas. E os discípulos regressaram a Jerusalém para esperar pela prometida descida do Espírito Santo (Lucas 24:36-53).
3-Samaria e Decapolis
·         Samaria: O povo da região costeira da Samaria era gentio. Contudo, aqueles que viviam nas regiões montanhosas formavam uma população mista.
·         Eram descendentes das dez tribos do reino do norte, ou Israel, que se tinham misturado por casamento com gentios.
·         Tinham edificado o seu próprio templo, no Monte Gerizim. Embora já não existisse nos dias de Jesus, o seu sítio era considerado sagrado.
·         Os samaritanos, conforme eram chamados os habitantes de raça mista dessa região, eram desprezados pelos judeus da Palestina.
·         Muitos judeus nem sequer cruzavam a Samaria nas suas viagens. Jesus, porem, por muitas vezes ministrou aos habitantes desse distrito.
·          No seu notável diálogo com a mulher samaritana no poço de Sicar, Ele não permitiu que a controvérsia entre os judeus e os samaritanos se tornasse o principal ponto de discussão. Pelo contrário, chamou a atenção para Si mesmo, como o Messias (João 4:1-42).
·         Decápolis: A nordeste da Galileia estavam os distritos de Decápolis e Basã. Decápolis era uma associação de cidades gregas (Decápolis significa “dez cidades”) fundadas por Alexandre o Grande.
·         Jesus visitou essa área (Marcos 7:31-35). Ele ministrou em Gadara (também chamada Gergesa ou Gerasa), onde curou um endemoninhado (Marcos 5:1-20; Lucas 8:26-39). Também esteve na cidade de Cesárea de Filipe (Mateus 16:13-20).

IV OS ENSINAMENTOS DE JESUS
A Base
·         Os ensinos de Jesus eram alicerçados no Antigo Testamento, como a Palavra de Deus para todos os povos.
·         Jesus era a palavra viva entre nós, e deixou bem claro que ele veio cumprir a Lei (Mt. 5.17-20).
·         No caminho de Emaús, Ele explicou o que se achava escrito a respeito Dele nas Escrituras (Lc 24.27).
2-O Propósito
·         Jesus tinha um propósito, era de revelar Deus e ensinar suas verdades aos homens, cujos objetivos era para edificar suas vidas.
·         Não era apenas ideias evasivas, nem pensamentos filosóficos ou esperanças vazias, pois eram as próprias Palavras de vida eterna. (Jo. 6.68).
3-Os métodos
·         As Parábolas eram um método muito usado por Jesus, fins transmitir um ensinamento, pois se tratava de uma ilustração ou história da vida diária.
·         Declarações curtas, que serviam para fixar as verdades, que com frequência, essas declarações contrastavam duas ideias ex.... ser prudente como as serpentes e simples como as pombas(Mt.10.16).
·         Fatos do momento, usando uma criancinha para ensinar sobre humildade e entrar no Reino dos Céus (Mt. 18.1-6).
·         A viúva pobre, para ensinar sobre oferta de coração (Lc 21.1-4).
4-Os efeitos
·         É um fato incontestável que os ensinos de Jesus exerciam grande influências nas pessoas que os ouvia.
·         Alguns guardas que foram enviados para prendê-lo voltaram de mãos vazias, pois eles foram influenciados por Jesus, quase se convertendo (Jo. 7.45-46).
·         No Sermão do Monte, os seus ouvintes ficaram maravilhados dos seus ensinamentos (Mt. 5.7).
·         Os ensinos de Jesus, não eram ensinos medíocres, eles tinham autoridades, muitos seguidores de Jesus hoje carecem dessa autoridade.
·         A profundidade dos ensinos de Jesus silenciavam seus opositores. (Mt.22.46). 
 Ev. Carlos Borges(CABB)



domingo, 4 de maio de 2014

ANDANDO NA LUZ DA PALAVRA DE dEUS




Sl. 119.105
Introdução: Qual é a finalidade da  luz?, não  é dissipar as trevas?, quem  anda nas trevas o que pode lhe acontecer?.Sabemos que em tal situação os riscos de acidente e até mesmo a morte pode acontecer, por isso usamos a luz para podermos andar sem ter o risco de acidente ou outro problema mais serio, na vida espiritual não é diferente, por isso o salmista disse as frases do Salmo 119.105.

v  No teatro, as luzes que ficam diante do palco, junto aos pés dos atores são chamadas de “ribalta”, sua finalidade é delimitar o espaço até o “poço”,lugar onde fica a orquestra( onde ela fica tocando).

v  Deus também nos providenciou uma “ribalta”( luz) para delimitar nossos passos no palco da vida, fins não cairmos no “poço” do pecado.

v  A leitura diária da Palavra de Deus, ilumina os nossos caminhos nesta presente vida, fins podermos caminhar em segurança, até as moradas celestiais.

v  Só podemos  ser bem sucessido no caminhar com Deus se contarmos com as luzes da ribalta divina a nos mostrar o caminho.

v  Precisamos ter muito cuidado, para não pensarmos que por termos lido a Bíblia várias   vezes, possamos pensar que não podemos cair nas armadilhas de achar a luz que tivemos no ano, no mês,na semana passada, ou até mesmo ontem,é o suficiente para nos manter seguro, hoje no caminho.

v  Não podemos pensar que o tempo investido em pesquisas, meditação na Palavra de Deus, é o suficiente para que possamos transformar a vida de quem quer que seja.Nós não só precisamos  ler a Palavra de Deus, para preparar qualquer mensagem ou pregação, mas também nos alimentarmos dela, para preparar a nossa alma e nosso espírito.

v  O mineiro que trabalha nas minas subterrâneas jamais desce a minha, sem antes verificar se a luz (lâmpada do capacete) tem condições de permanecer acesa durante o tempo em que ele irá permanecer no interior da mina.

v  Devemos ser assim diligente com relação a Palavra de Deus. Não podemos lê-la  inteira uma única vez e depois deixá-la de lado, como faríamos com qualquer livro.

v  A luz que recebemos, da Palavra de Deus deve ser renovada, revitalizada e solidamente restabelecida todos os dias.

v  A verdade de Deus renovada em nós a cada dia, funciona como a luz do mineiro.

v  Ao olharmos  na direção indicada por Deus, podemos ver melhor para onde estamos indo, atingindo seu propósito para nossa vida e dos demais que nos cercam.

v  Para gravá-la tão profundamente em nossos corações até que ela se torne parte de nós, precisamos  abri-la  e dizer: “SENHOR, FALA COMIGO HOJE E MOSTRA-ME O QUE PRECISO SABER E FAZER”. Devemos  continuar a ler, meditar,amar,obedecer e fazer o que Ela manda fazendo assim, a luz da nossa ribalta divina, não permitira que venhamos a cair no “poço do pecado”, pois Ela estará sempre recarregada.    

Ev. Carlos Borges (CABB)