sexta-feira, 10 de julho de 2015

A INTEGRIDADE DA DOUTRINA CRISTÃ




2Tm3. 14-17 ; Tt 2.1,7,10
Introdução: A doutrina é a estrada espiritual que levará o crente ao seu destino final (moradas celestiais). Ela também é comparada ao combustível do carro,sem ele não vai a lugar nenhum, como o trem que só anda melhor em cima dos trilhos, se sair do trilhos descarrilha, causando grande perdas materiais e físicas. Façamos com o salmista, que disse: guardei no coração atua palavra para não pecar contra ti (Sl 119.11).

I A DOUTRINA BÍBLICA E O HOMEM
1-Alimenta a alma
Ø  Alimentar as ovelhas (com a Palavra de Deus) é o principal dever do pastor (Jo 21.15-17).
Ø  O pastor tem a obrigação de proteger e zelar pela integridade moral e espiritual do rebanho (At.20.28-31).

1-     Cordeiro – é o filho da ovelha (é considerado cordeiro até um ano de idade)
2-     Ovelha – é a fêmea do carneiro (não tem chifre, é mansa, medrosa e não tem boa visão).
3-     Carneiro- é o macho (tem chifre, porém é enrolado para traz, carneiro não dá chifrada, dá marrada).
Ø  Um pastor que não ensina a Palavra de Deus corre o risco de ter uma igreja problemática e suscetível a heresia e apostasia.

2-Doutrina e vida
Ø A doutrina para o crente é como a chuva para as plantas, que promove o crescimento e vida.
Ø A doutrina tem alcance abrangente, espírito, alma e corpo.
1.     No espírito – nos mantém ligado com Deus.
2.     Na alma – nos regenera, e muda o curso da vida.
3.     No corpo – Nos traz vigor, disposição de fazer a obra do Senhor.
Ø  O que é a sã doutrina? É uma doutrina sem erro, perfeita e justa.
Ø  A doutrina faz diferença entre justo (anda na doutrina) e injusto (anda fora da doutrina),
Ø  O salmo 1 nos ensina o que é andar na doutrina.

3-Doutrina e cultura
Ø  Toda cultura tem dois peso, o lado bom e o ruim.
Ø  Não podemos adaptar a doutrina a cultura, porém podemos adaptar a cultura a doutrina.
Ø  Podemos através da Palavra de Deus (a Bíblia) discernir o que é certo (culturalmente) e rejeitar o que é errado (culturalmente).
Ø  Aprendemos com Paulo, em Rm 12.2

II RESISTÊNCIA A SÃ DOUTRINA
1- A inversão de valores
Ø  O que é valor moral? É o conjunto de valores individuais ou coletivos, considerados universalmente como norteadores das relações sociais e da conduta do homem.
Ø  O que é valores éticos? É o conjunto de regras e preceitos (aquilo que se ensina - lição) de ordem valorativa (tem valor) de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade.

2-Desviando os ouvidos da verdade
Ø  A influência do espírito da mentira e engano está em operação no mundo, fazendo com que muitos indivíduos, e até alguns crentes cerrem seus ouvidos a autêntica pregação da sã doutrina (2 Tm 2.18).
Ø  Muitos andam procurando um evangelho compatível com sua maneira de viver (evangelho light), descompromissados com a verdade.
Ø  Tais pessoas não suportam as pregações ou ensinamentos que estimulem os filhos de Deus a terem uma vida santa, humilde, quebrantada e perfeita diante de Deus e dos homens (2 Tm 3.15-17; Ez 33.31,32).

3-Fabulas e mitos
Ø  Muitos crentes que abandonaram as verdades do Evangelho de Cristo andam se alimentando de fábulas e mitos (2 Tm 4.4)
Ø  São aquelas pessoas que procuram os “profetas” que falem o que elas querem ouvir (promessas de vitoria financeiras, sucessos, e outras promessas).
Ø  Para esse tipo de pessoa a sã doutrina não interessa, pois causa-lhes mal estar.
Ø  Com essas atitudes elas pisam no sangue de Cristo (aviltam o sacrifício vicário de Cristo).
Ø  Para essas pessoas há uma advertência solene da Palavra de Deus, está em Hebreus10. 29


III ATITUDES EM RELAÇÃO A SÃ DOUTRINA
1-Fidelidade a Deus
Ø  O verdadeiro cristão esforça-se em servir a Deus, guardar seus mandamentos, dá ouvido ao Santo Espírito e aplicar em seu viver os ensinamentos da Palavra.
Ø  Sofrem por amor do Evangelho, são presos, torturados.
Ø  Não sentem vergonha em declarar sua crença em Cristo.
Ø  Seus valores são vistos por todos mediante sua conduta exemplar e irrepreensível.
Ø  A doutrina cristã tem que ser vivida no dia-a-dia. Conhecer a Palavra e não colocá-la em pratica, não traz nenhum beneficio para o crente, para a igreja e a sociedade onde vive.     
2-Discernir os enganos e sutilezas 
Ø  Uma das estratégias do nosso adversário é forjar doutrina contraria ou estranha a Palavra de Deus.
Ø  São doutrinas que a primeira vista parece verdadeira, depois se transformam em engodos.
Ø  Satanás na sua malignidade utiliza com maestria a mídia, para disseminar o erro no meio da sociedade e na vida do indivíduo despreparado (2 Tm3. 13).
Ø  Se não estivermos com o capacete da justiça, estaremos vulneráveis as essas sutilezas.
Ø  Apalavra de Deus, e a nossa carta náutica, na viagem para as moradas celestiais.

3-Plenitude da vida
Ø  A plenitude da vida está relacionada com todo o nosso ser: físico, espiritual, emocional e mental.
Ø  Precisamos manter um bom relacionamento com Deus, fins proteger essas áreas do nosso ser onde o nosso adversário tenta constantemente nos atacar.
Ø  O amor do Pai em nossas vidas nos leva a obedecer a seus preceitos (I Jo 5.3).
Ø  Precisamos viver de acordo com a Palavra de Deus, para termos uma vida que agregue os seus valores morais e éticos.
Dando bons testemunhos para que o nome do Senhor seja glorificado em nossas vidas, e pelo nosso viver sadio e santo, possamos levar almas aos pés do Salvador.
Pr. Carlos Borges (CABB)

domingo, 5 de julho de 2015

JESUS, O CABEÇA DA IGREJA

Ef. 1.16-23 ;Cl 1.17-18
Introdução: Há varias palavras hebraicas e uma palavra grega envolvida neste verbete.
GOLGOLETH-Crânio-Palavra hebraica que aparece por mais de 3 vezes com esse sentido I Co. 10.10.
RESH- Cabeça –Palavra aramaica usada por 13 vezes, para exemplificar Dn 2.28,32, 38; Dn 3.27; Dn 7.1,6, 9, 15,20.
ROSH –Cabeça-Palavra hebraica usada por quase 350 vezes com esse sentido Por Ex. Gn2.10 ;3.15;Ex 6.14;25.
Uso figurado Jesus Cristo é o cabeça da igreja (Ef 4.15)
Governante-Pessoa que ocupa posição importante (Is 9.14,15)

I A EXCELENCIA DE JESUS CRISTO
1- Um direito alcançado pela obediência
·       Cabeça (Cristo) e o Corpo (igreja) – Col 1.18
·       Paulo usa o corpo humano como uma metáfora (comparação) para a igreja, da qual Cristo serve como o cabeça.
·       Assim como o corpo é controlado pela cabeça (cérebro) também Cristo controla todas as partes da igreja e dá vida a ela, e direção
·       A igreja teve sua organização (origem) no Senhor Jesus.
·       Foi sua morte vicária e ressurreição, que através desse ato deu vida a ela, tornando-se seu soberano.
·       Jesus foi o primeiro, na ordem cronológica a ser ressuscitado para nunca mais morrer.
·       Estão em foco a autoridade absoluta de Jesus Cristo e seu governo ativo sobre a igreja na qualidade de Senhor.
·       A vida sem a cabeça é simplesmente impossível.
·       Há união, harmonia e amor entre o Cabeça e o corpo, em que cada qual cuida do outro, tão vital é essa união.
·       Em Efésios, a união da igreja é vital como prefiguração universal que será produzida, tendo Cristo como o cabeça de tudo, e não apenas só da igreja. (Ver Col 1.10).

2-Um nome sobre homens, anjos e demônios
·         O nome de Jesus, este precioso nome que está acima de todos os nomes. Jesus herdou do Pai um nome mais grandioso do que qualquer ser angelical (Hebreus 1:1-6).
·         Deus lhe deu um nome que está acima de todos os nomes. À dedução é que havia um nome conhecido no céu e desconhecido noutros lugares, e que este nome foi guardado para ser doado a alguém que o merecesse; e Jesus conforme o conhecemos, o Filho Eterno conforme Ele é conhecido no seio do Pai recebeu este Nome por doação e a este precioso Nome todo joelho se dobrará, nos três mundos, para a Glória de Deus Pai.
·          "Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu um Nome que está acima de todo o nome, para que ao Nome de Jesus se dobre todo o joelho - de seres nos céus - de seres na terra e de seres debaixo da terra e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai". (Filipenses 2:9-11).
·         O céu, a terra e o inferno reconhecem o que Jesus fez, portanto toda a autoridade, todo o poder e a totalidade das suas realizações acham-se em seu Nome. E o Nome de Jesus em nossos lábios operará as mesmas coisas agora que operava naqueles tempos. Ele é Deus que nos fala.
·       Jesus doou à Igreja um Nome que está acima de todos os nomes e Ele doou porque recebeu por herança de Deus como nos diz a Bíblia: "Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.
·       Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, E ele me será por Filho?" (Hebreus 1:4-5).
·       Este Nome dado Igreja para a Salvação “-Toda a autoridade, todo o poder que estava em Jesus está no seu Nome. E Ele deu o seu Nome à Igreja. Os Crentes primitivos sabiam que possuíam e usavam o Nome de Jesus.
·       Não há salvação a não ser no Nome de Jesus e no Senhor Jesus Cristo. É o único Nome pelo o qual o pecador pode se aproximar de Deus Pai.
·       "E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel. Que traduzido é: Deus conosco." (Mateus 1:21-23).
·         "E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo". (Atos 2:21).
 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos". (Atos 4:12).

II JESUS, CABEÇA DO MINISTÉRIO
1- É Ele quem chama
·       Jesus Cristo como Cabeça da Igreja distribui aos membros do Corpo, dons, responsabilidades e ministérios, para edificação uns dos outros e para crescimento.
·       O Espírito Santo é o poder sobrenatural doado à Igreja.
·       Como terceira Pessoa da Trindade, Ele procede do Pai e é uma dádiva do Filho, vivendo para sempre nos crentes, enchendo-os e capacitando-os no corpo de Cristo para edificação da Sua Igreja.
·       Deus escolheu cuidadosamente para cada crente, pelo menos um dom espiritual e um lugar especial de serviço ou ministério no Corpo de Cristo.
·       Diversidade dos Crentes (1 Co 12.8-10). Cada um de nós tem um perfil singular. Há grande diversidade no Corpo. Deus planejou as nossas diferenças.
·       Diversidade não é divisão (1 Co 12.20-21; 25-26).
·       Interdependência no Corpo (1 Co 12.27; Rm 12.5), O plano de Deus é que O sirvamos como um corpo num relacionamento de interdependência.

2-Pastor de pastores
·       Ultimamente têm surgido clamores de igrejas, tanto da Alemanha, Rússia e do Brasil, onde o procedimento de vários pastores é completamente contrário aos princípios da Palavra de Deus. Por esta razão faz-se necessário uma exposição resumida dos princípios Bíblicos quanto a esta questão, bem como verificar os procedimentos que a Palavra de Deus aprova ou condena.
·       Pastorear não é exercer um cargo. e sim cuidar do estado espiritual daqueles que foram salvos por Cristo Jesus.
·       O Novo Testamento desconhece totalmente um sistema onde um pastor tem o comando e os outros têm a obrigação de obedecer, na igreja de Cristo.
·       Já mencionamos que pastorado não é profissão - é ministério. Quando Jesus designou o apóstolo Pedro para pastorear o rebanho, não perguntou das suas habilidades profissionais, e sim "amas-me mais do que estes outros?” João 21:15-17.
3-Guia perfeito
·       Jesus Cristo disse aos judeus que haviam crido nele: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:31, 32).
·       Os verdadeiros discípulos de Jesus ouvem se apropriem e vivem segunda a verdade revelada por Deus, por meio da Sua palavra – a Bíblia.
·        Num mundo de religiosidade, sincretista, e de tantos modismos religiosos, de heresias, de distorções da verdade, relativismos etc. um dos grandes desafios do verdadeiro discípulo de Jesus Cristo é o de permanecer na palavra de Deus, sendo um discípulo da verdade e de verdade.
·       O discípulo é um “ouvinte”, “seguidor” e “imitador” de Jesus Cristo. O discípulo ouve e crê no Evangelho de Jesus Cristo, e pelas águas batismais dá seu público testemunho do arrependimento dos pecados e da fé em Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. O discípulo confessa Jesus Cristo como Senhor, e aprende a “obedecer todas as coisas que “Jesus ordenou” (Mateus 28:18-20).
·       Em Mateus 7:15-29 , quando Jesus ensina e adverte sobre “falsos mestres”, Ele cita pessoas que dizem profetizar, expulsar demônios e fazer milagres em Seu Nome, mas que nunca foram conhecidos por Jesus, e praticam o mal (não obedece a palavra de Deus).
III NOSSA VIDA NO CORPO
1-Uma visão coletiva
·       O corpo de Cristo é composto de vários membros, cada um com sua particularidade, cada membro tem uma função a desempenhar neste corpo.
·       Deus não criou a igreja com a intenção de que seus membros fossem clones cristãos uns dos outros.
·       Ele quis usar os diferentes grupos de pessoas e os dons espirituais diferentes.
·       Quando a igreja opera como Deus deseja, constitui poderoso testemunho para o mundo.
·       Cada individuo, portanto tem seu lugar significativo especial no corpo de Cristo.
·       Embora sua tarefa possa não ser visível aos outros, Deus pode um para visitar pessoas enfermas.
·       Pode usar outro para dirigir estudos Bíblicos.
·       Outro para interceder em oração, em favor de alguma causa.
·       Outro para ser um servo (servir no bom sentido da frase), onde houver essa carência.
2-Mutua cooperação
·       O verdadeiro servo não é independente na igreja, ele é interdependente.
·       Não pode haver orgulho, vaidade, egoísmo, presunção, arrogância, e outras qualidades negativas no verdadeiro servo.
·       Como a igreja é um corpo (vivo) ela sente quando algum membro é atingido, ferido, machucado ou cortado (disciplinado) e como está escrito em Rm. 12.15.
·       Para que isso aconteça é precisamos nos considerar inferior aos demais (não nos considerarmos superior a quem quer que seja, sejamos humildes).
·       Se nos considerarmos fortes e maduros, devemos suportar os mais fracos, e se possível ajudá-los a se fortalecerem.
·       Quem no corpo de Cristo, não conseguir perdoar seu irmão, deve-se considerar uma célula doente no corpo de Cristo, que precisa ser tratada para não contaminar o corpo, isto, é, permitir que essa doença alcance as demais células sadia.

3-O dever de congregar
·       A igreja não é um clube social espiritual, é um lugar de comunhão é adoração.
·       Perdemos imensas benções quando deixamos de nos reunir com o povo de Deus.
·       Quando nos sentimos espiritualmente fraco, nunca devemos sair da igreja, mas, entrar na igreja.
·       A igreja primitiva veio a conhecer a importância da adoração e da oração coletiva.
·       Quando oramos sozinho, somos como um único soldado em combate, poder ganhar ou perder.
·       Quando oramos coletivamente, somos um pelotão em combate, com o nosso General à frente, há mais chance de vencer do que perder.
·       Devemos nos congregar para exercitarmos a comunhão, uns com os outros.
·       Devemos sentir as necessidades uns dos outros e ajudar da melhor maneira.
·       O crescimento da igreja como corpo de Cristo, depende do estado de saúde espiritual de cada célula (seus membros).  

 Pr. Carlos Borges(CABB)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

DONS DO ESPÍRITO SANTO

Ef.4.11-14
Introdução: Os dons Espirituais são ferramentas espirituais que nos capacitam a desempenhar melhor o serviço na obra  de Deus, aprimorando-nos a fazer o melhor independente de nossa capacidade natural, isto, é, aquela que recebemos quando nascemos.

I CONHECENDO OS DONS ESPIRITUAIS
1-Definição
·       Os dons do Espírito são capacidades e talentos dados a alguém pela operação interna do Espírito Santo (I Coríntios 12:4-11).
·       Eles devem ser distinguidos do dom inicial do próprio Espírito (Atos 2:38; 10:45; 11:17, I Coríntios 12:4).
·       Os dons espirituais também não devem ser confundidos com habilidades ou talentos naturais.
·       A pessoa nasce com certas capacidades que podem ser desenvolvidas.
·       Dons espirituais não são, por outro lado, um produto de nascença, mas do poder do Espírito Santo.
2-Propósito
·       A finalidade dos dons espirituais tem relação com a coletividade.
·       Os dons existem em função do benefício de toda igreja.
·       Por essa razão é que a palavra do apóstolo é inclusiva: “até que todos cheguemos à unidade da fé”.
·       É uma contradição da sua finalidade essencial a prática dos dons resultarem em divisão ou segregação.
·       Mas quais propósitos podem ser alistados como finalidade dos dons espirituais à luz desse texto?
·       Aperfeiçoar o nosso caráter. Nosso caráter é aperfeiçoado na medida que nos tornamos mais semelhantes a Jesus. Uma vez que o alvo é Cristo, o apóstolo faz uso de três expressões que apontam para essa realidade.
·       Fortalecer as nossas convicções. Quando Jesus concedeu homens como dons (4.11) para a igreja, sua intenção era firmar os cristãos nas verdades eternas. Isso evita que os cristãos se tornem superficiais e ávidos pelas supostas “novas verdades”
·       Alicerçar nosso crescimento. O crescimento bíblico só é possível se estiver fundamentado na verdade e no amor.
3-Recebimento
·       Deus é soberano na questão de outorgar os dons; é ele quem decide quanto à classe de dom a ser outorgado.
·       Ele pode conceder um dom sem nenhuma intervenção humana, e mesmo sem a pessoa o pedir.
·       Mas geralmente Deus age em cooperação com o homem, e há alguma coisa que o homem pode fazer nesse caso. Que se requer daqueles que desejam os dons?
·       Submissão a vontade divina: A atitude deve ser não o que eu quero, mas o que ele quer. Às vezes queremos um dom extraordinário, e Deus pode decidir por outra coisa.
·       b) Ambição santa: “procurai com zelo os melhores dons” (1 Cor. 12:31; 14:1). muitas vezes a ambição tem conduzido as pessoas à ruína e ao prejuízo, mas isso não é razão de não a consagrarmos ao serviço de Deus.
·       c) Desejo ardente: pelos dons naturalmente resultará em oração, sempre em submissão a Deus. (1 Reis 3:5-10: 2 Reis: 29,10.)
·       d) Fé: alguns têm perguntado o seguinte: “devemos esperar pelos dons?” posto que os dons espirituais sejam instrumentos para a edificação da igreja, parece mais razoável começar a trabalhar para Deus e confiar nele a fim de que conceda o dom necessário para a tarefa particular.
·       Desse modo o professor da Escola Dominical confiará em Deus para a operação dos dons necessários a um mestre; da mesma maneira o pastor, o evangelista e os Neófitos (novos decididos).
·       Uma boa maneira de receber os dons espirituais é estar “na obra” de Deus, em vez de estar sentado, de braços cruzados, esperando que o dom caía do céu.
·       e) Aquiescência: o fogo da inspiração pode ser extinto pela negligência; daí a necessidade de despertar (literalmente “acender”) o dom que está em nós (2 Tim. 1:6; 1 Tim. 4:14).



4-Diversidades
·       As Epístolas aos Coríntio Estudo 07 “Há diversidade de dons, mas um só Espírito” Texto     bíblico – 1Co 12a14 (Texto áureo – 1Co 12.31) “Mas procurai com zelo os maiores dons. Ademais, eu vos mostrarei um caminho mais excelente.”
·       As Epístolas aos Coríntios Introdução. Como observamos desde o início, o apóstolo vem abordando aspectos práticos e vivenciais da vida cristã que os coríntios deviam preservar.
·       Ele agora vai abordar um aspecto eminentemente espiritual para os coríntios e para nós crentes em Cristo Jesus de qualquer época ou nação.
II OS DONS MINISTERIAIS
1-Apóstolo
·       O título “apóstolo” se aplica a certos líderes cristãos do NT. O verbo apostello significa enviar alguém em missão especial como mensageiro e representante pessoal de quem o envia.
·        O título é usado para Cristo (Hb 3.1), os doze discípulos escolhidos por Jesus (Mt 10.2), o apóstolo Paulo (Rm 1.1; 2 Co 1.1; Gl 1.1) e outros (At 14.4,14; Rm 16.7; Gl 1.19; 2.8.9, 1 Ts 2.6,7).
·       O termo “apóstolo” era usado no NT em sentido geral, para um representante designado por uma igreja, como, por exemplo, os primeiros missionários cristãos.
·       Logo, no NT o termo se refere a um mensageiro nomeado e enviado como missionário ou para alguma outra responsabilidade especial (ver At 14.4,14; Rm 16.7; cf. 2 Co 8.23; Fp 2.25).
·       Eram homens de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com poder para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o Evangelho com milagres.
·       Cuidavam do estabelecimento de igrejas segundo a verdade e pureza apostólicas.
·        Eram servos itinerantes que arriscavam suas vidas em favor do nome de nosso Senhor Jesus Cristo e da propagação do evangelho (At 11.21-26; 13.50; 14.19-22; 15.25,26).
·       Eram homens de fé e de oração, cheios do Espírito (ver At 11.23-25; 13.2-5,46-52; 14.1-7,21-23).
2-Profeta
·       Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da igreja.
·        Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito Santo e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo (At 2.17; 4.8; 21.4).
·       O ministério profético do AT ajuda-nos a compreender o do NT. A missão principal dos profetas do AT era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel, conforme os preceitos da antiga aliança.
·       Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o Espírito lhes revelava. Cristo e os apóstolos são um exemplo do ideal do AT (At 3.22,23; 13.1,2).
3-Evangelista
·       No NT, evangelistas eram homens de Deus, capacitados e comissionados por Deus para anunciar o evangelho, i.e., as boas novas da salvação aos perdidos e ajudar a estabelecer uma nova obra numa localidade. A proclamação do evangelho reúne em si a oferta e o poder da salvação (Rm 1.16).
·       Filipe, o “evangelista! (At 21.8), claramente retrata a obra deste ministério, segundo o padrão do NT, (a) Filipe pregou o evangelho de Cristo (At 8.4,5, 35). (b) Muitos foram salvos e batizados em água (At 8.6,12).
·       (c) Sinais, milagres, curas e libertação de espíritos malignos acompanhavam as suas pregações (At 8.6,7, 13). (d) Os novos convertidos recebiam a plenitude do Espírito Santo (At 8.14-17).
4-Pastor
·       Os pastores são aqueles que dirigem a congregação local e cuidam das suas necessidades espirituais.
·       Também são chamados “presbíteros” (At 20.17; Tt 1.5) e “bispos” ou supervisores (1 Tm 3.1; Tt 1.7).
·       A tarefa do pastor é cuidar da sã doutrina, refutar a heresia (Tt 1.9-11), ensinar a Palavra de Deus e exercer a direção da igreja local (1 Ts 5.12; 1 Tm 3.1-5), ser um exemplo da pureza e da sã doutrina (Tt 2.7,8), e esforçar-se no sentido de que todos os crentes permaneçam na graça divina (Hb 12.15; 13.17; 1 Pe 5.2).
·       Sua tarefa é assim descrita em At 20.28-31: salvaguardar a verdade apostólica e o rebanho de Deus contra as falsas doutrinas e os falsos mestres que surgem dentro da igreja. Pastores são ministros que cuidam do rebanho, tendo como modelo Jesus, o Bom Pastor (Jo 10.11-16; 1 Pe 2.25; 5.2-41).


5-Mestre ou doutor
·       Os mestres são aqueles que têm de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus, a fim de edificar o corpo de Cristo (Ef 4.12).
·       A missão dos mestres bíblicos é defender e preservar, mediante a ajuda do Espírito Santo, o evangelho que lhes foi confiado (2 Tm 1.11-14).
·       Têm o dever de fielmente conduzir a igreja à revelação bíblica e à mensagem original de Cristo e dos apóstolos, e nisto perseverar.
III OS DONS DE SERVIÇO
1-Ministério
·       Diakonia: todo tipo de serviço, SERVIR (Lc 13.37, Jo 12.2, I Co 3.5, Hb 1.14 e Rm 15.8).
·       É quando Deus, em sua soberania, escolhe alguns homens para certas funções. Ele os chama e concede dons para um ministério específico. Este dom é uma graça (capacitação) que alguém recebe para desempenhar determinada função no corpo.
2-Ensinar
·       A diferença entre o pastor e mestre e a pessoa que tenha o dom de ensinar é que aquele está relacionado a um ministério de liderança.
·        Já o dom de ensinar não fica restrito apenas a certos líderes da igreja. Qualquer membro do corpo de Cristo pode ter o dom de ensinar.
·        Algumas pessoas têm um talento natural para ensinar. Quando alguém tem esse talento e torna-se cheio do Espírito Santo, provavelmente descobrirá que sua habilidade natural se transformou no dom de ensinar.
3-Exortar
·       Exortar significa “chamar” ou “trazer alguém para perto”.
·       Essa definição, quando aplicada ao dom de exortar, diz respeito a aproximar os crentes de Deus, ou levá-los a realizar os propósitos dEle.
·       Também significa conclamar os crentes a tomar certas ações. Um crente que possua o dom de exortar, então leva as pessoas para mais perto de Deus, ou a obedecer a um propósito de Deus.
4-Contribuir
·       Independentemente da quantia, pessoas com este dom genuinamente vêem seus tesouros, talentos e tempo como pertencentes a Deus e não a eles mesmos.
·       Eles são freqüentemente movidos a satisfazer as necessidades físicas de outros.
·        Eles gostam de dar de si mesmos e do que têm. Mesmo quando eles não possuem os recursos para ajudar, eles oram fervorosamente para que essas necessidades sejam atendidas.
·       Aproximadamente 25 por cento das palavras de Jesus nos Evangelhos estão relacionadas aos nossos recursos e a mordomia para com eles.
·        Embora ele fosse pobre, Jesus não só alimentou milhares (Marcos 6:41), mas também deu-nos sua vida como um presente (João 15:13).
·        Em outros pontos na Bíblia, a viúva (Marcos 12:42-43), Tabita (Atos 9:36), Barnabé (Atos 4:34-37), e a igreja macedônia (2 Cor. 8:1-2), todos tiveram este dom.
5-Governo ou presidir
·       “... o que preside, com cuidado...” (Romanos 12:8). Presidir significa “estar à frente de; governar”.
·       Em 1 Coríntios 12:28, o dom de presidir é designado por governos. Então, o dom de governar (ou presidir) é um dom dado a certos membros do corpo de Cristo com o propósito de estar à frente do corpo, de residir sobre o corpo e de dirigir o corpo.
6-Misericórdia
·       O dom de misericórdia é a capacidade de sentir e expressar compaixão e solidariedade incomum para com aqueles em situações difíceis ou de crise e lhes proporcionam a ajuda e apoio necessários para atravessar tempos difíceis.
·       Eles têm a capacidade de "se colocar na situação de outros" e de sentir a dor e o fardo que eles carregam. Eles desejam fazer uma diferença na vida de pessoas que sofrem sem serem críticos. Eles podem ter dificuldade de avaliar as intenções dos outros e por vezes parecem ingênuos.
7-Socorro
·       Deus estabelece socorros na igreja: são pessoas especialmente dotadas para “segurar com as mãos” o que está em risco de cair.
·        Impelidas pelo poder de Deus elas agem em apoio dos outros membros e das atividades da igreja, a fim de que não se desanimem nem desvaneçam os seus esforços. O seu campo de atuação é vasto, mas exige certas características: Plena consciência da sua função, Humildade, Dependência e obediência à vontade de Deus.
Pr. Carlos Borges(CABB)