sábado, 15 de outubro de 2016

FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO LAR

Pv. 1.7-10
Introdução: É necessário que haja equilíbrio na família para a felicidade no LAR. Neste estudo vamos tratar sobre o equilíbrio na família, um fator que precisa ser muito pensado nos dias atuais. Vamos utilizar a figura de uma balança para ilustrar a necessidade de equilíbrio na família. Lar, Amor, Responsabilidade(LAR)

I PREPARAÇÃO PARA CASAR
1-Cuidados Iniciais
·        O casamento não é um objeto a ser aceito ou uma ideia a ser admirada, é uma instituição social prática designada por Deus para satisfazer certas necessidades humanas criadas. É uma provisão de Deus, dada para abençoar e satisfazer as necessidades de suas criaturas.
·        Mas, se este é verdadeiramente o caso, como podemos explicar a tragédia vivente, respirando, que a maioria dos casamentos tem se tornado em nosso mundo atual.
·         Não será por apontar para a complexidade de nosso ambiente social e econômico.
·        O segredo de nossos fracassos no casamento não se acha em nenhum lugar fora de nossos corações e as escolhas que cada um de nós fez. Isto parece diminuir as perspectivas de melhora? Deveria fazer exatamente o oposto.
·        Há milhões de casais unidos no mundo de hoje que estão cheios de mágoa, raiva e desespero, e que não veem solução para sua miséria além dos tribunais de divórcio.
·        A experiência me ensina que há casamentos entre cristãos que são caracterizados por um sentimento excruciante de desesperada resignação a uma relação que não dá alegria ou bênção.

2-Namoro
·        Namoro Cristão- Período de amizade, conhecimento mútuo, oração e estudo da Palavra de Deus.
·        Os Padrões do namoro cristão são bem diferentes dos padrões que o sistema mundano (mundo) tem.
·        O sistema do mundo, na maioria dos casos, o namoro está alicerçado no prazer físico e egoísta.
·        Na maioria das vezes o sexo é à base do relacionamento, e, talvez depois, acontece o casamento.
·        O namoro cristão precisa ser diferente, Deus coloca limites para a nossa vida em tudo, porque em nós há um desejo depravado para pecar, vindo assim a nossa destruição.
·        O namoro cristão precisa ser uma amizade que cresce em oração e estudo da Palavra de Deus; o casal tem oportunidade de conhecer e aplicar o conhecimento da Palavra de Deus ao seu relacionamento.
·        O objetivo do namoro cristão deve ser o conhecimento mútuo e o prazer da amizade.
·        Não namore por lazer, namoro não é passa tempo e o cristão consciente deve encarar o namoro como uma etapa importante e básica para um relacionamento duradouro e feliz – casamentos sólidos decorrem de namoros bem ajustados.

3-Noivado
·        Noivado cristão – É o período de planejamento e preparação para o casamento compra de móveis, arrumação da casa, etc. tudo deve ser feito com muita oração e direção na Palavra de Deus.
·        O noivado é um evento muito especial! O casal decide se unir em casamento, para passar o resto da vida juntos.
·         Essa é uma grande decisão, que vai mudar a vida dos dois.
·        O noivado é um compromisso mais sério que o namoro, mas ainda não é casamento.
·         O noivado é o tempo de preparação para o casamento, organizando as coisas para começar uma nova vida juntos.
·         É um passo importante no relacionamento.

II CASAMENTO
1-Responsabilidade
·        Casamento Cristão – Envolvimento espiritual, mental e físico.
·        O Senhor deixou claro que só através do casamento o homem e a mulher seriam os dois uma só carne, ou seja, teriam relacionamento físico.
·        Diz-se com frequência que um bom casamento é uma "amostra do céu".
·         O companheirismo de que um homem e uma mulher podem gozar em relação ao casamento é uma bênção imensa dada por nosso Criador (Gênesis 2:18-24).
·        Certamente, Deus destinou o casamento a ser benéfico e satisfatório para ambos, o esposo e a esposa.
·         Infelizmente, muitos casais não descreveriam seus casamentos como "celestiais".  
·        Bem-aventurado o casal que continua a demonstrar carinho e consideração um pelo outro depois que a novidade dos primeiros anos passou.
·        Bem-aventurado o casal que é educado e cortês um com o outro como eles são com seus amigos.
·        Bem-aventurados são aqueles que têm senso de humor, pois este atributo, é um grande “amortecedor de choques”.
·        Bem-aventurados são aqueles que amam seus companheiros mais do que qualquer outra pessoa no mundo e que cumprem com alegria seus votos de casamento com uma vida inteira de fidelidade e respeito mútuos.

2- Ajustes
·        O maior manual de casamento que jamais existiu é a Bíblia, não porque ela trate exclusivamente desse assunto, mas porque ela fala às necessidades dos homens pecadores e às perversas atitudes que têm destruído nossa relação com Deus e poluído nossas relações com outros, incluindo, mais tragicamente, nossos próprios parceiros no casamento.
·        Se quisermos aproximarmo-nos de nossos esposos e esposas, então aproximemo-nos de Deus.
·        Honestidade-Todos os bons casamentos exigem honestidade e discrição de ambos.
·         Tanto esposos como esposa deverão empenhar-se em sempre falar a verdade um ao outro (Efésios 4:25; Colossenses 3:9).
·        Bons casamentos dependem da confiança e uma mentira descoberta destrói essa confiança.
·        A esposa que descobre que seu esposo mentiu para ela em um assunto imaginará que ele no futuro estará mentindo também sobre outros assuntos. . . Mesmo que ele esteja falando a verdade.
·         A esposa que esconde informação de seu esposo está também praticando o engano, uma forma de desonestidade. A suspeita que resulta quando o engano é descoberto ameaça a bela intimidade possível num casamento.
·        Maturidade - A maturidade equilibrada está prosperando no homem Exterior e Interior (III João 2).
·        A Bíblia diz claramente: "A balança enganosa é abominação ao Senhor" (Provérbios 11:1). Assim, uma pessoa verdadeiramente equilibrada e madura está avançando em quatro fases de sua vida - físico, prático, relacional e espiritual. 
·        Talvez você não tenha problemas com o físico e mental. E quanto ao seu relacionamento com Deus e o próximo?
·        Você pode dizer honestamente que você ama a Deus e ao próximo? Você tem certeza de que você é verdadeiramente filho de Deus? Talvez você precise se acertar com Deus... hoje... exatamente onde você está agora!

3-Unidade
·       Vejamos algumas definições para “unidade”: Ser junto, se tornar um, ter o mesmo pensamento. Ser um só, compartilhar das mesmas ideias.
·        É necessário que estes caminhem juntos em um só propósito, firmes sobre um só fundamento.
·        O princípio da unidade no casamento é ensinado nas escrituras como um posicionamento ativo que significa aderir, grudar, ser ajuntado.
·        Isso significa que apesar de haver características distintas em cada um dos elementos que se une, o efeito se torna maior que os seus efeitos individuais.
·         Para que se realize essa unidade, é necessário que haja disposição de ambos de se completarem e decidirem viver uma vida a dois.
·         O individualismo é o pior inimigo da unidade, e pela lógica destruidora do casamento, pois é egoísta e solitário e procura resolver tudo sozinho.

III DESENVOLVIMENTO DO LAR
1-Equilíbrio do Casal
·        Casamento é mais do que um relacionamento entre duas pessoas. É uma instituição.
·         Isto quer dizer que é governado por expectativas legais, morais e comunitárias.
·         Podemos afirmar que não importa o que o casamento signifique para determinado homem e mulher: o casamento tem significado definido para a coletividade.
·         Como instituição, casamento tem certos sistemas de economia, governo, educação e outras coisas mais que vão além de um relacionamento íntimo simplesmente.
·        É preciso haver um amor mútuo entre o casal, se isso não acontecer, haverá momentos de ventos, trovoadas e relâmpagos, no final haverá grandes enchentes e destruição.
·        Tem que haver uma unidade de proposito, isto ambos devem caminhar juntos, decidir as coisas juntos, principalmente no que diz a educação dos filhos.
·        Também é preciso haver uma comunhão de espírito, ambos devem buscar a Deus em comunhão, união e proposito, pelo fato que Deus é e dever ser sempre o Senhor Maior da família.
·        Quando marido e mulher cuida, um do interesse do outro, se estabelece uma relação de “consorte” que na tradução mais simples é “companheiros da mesma sorte” ou interesse em comum.

2-Solidariedade
·        Aquele que se autodenomina cristão, mas é insensível diante da necessidade dos outros, demonstra em suas atitudes que não tem em si mesmo a vida eterna.
·        Ser solidário consiste, não em receber, mas em dar, independente de raça, credo e do sentimento de compaixão.
·        O amor se sobrepõe a todas essas distinções e arrisca a própria vida de maneira a proporcionar socorro. 
·        Seguindo as recomendações de Tiago (3.5) devemos considerar o outro superior a nós, no casal não é diferente, ninguém é maior do que o outro, ambos são iguais (servos) com posição distinta.

­3- Concordância
·        Deve haver concordância mútua entre o casal no que diz respeitos as decisões do lar e filhos.
·        A administração das finanças também deve ser administras em conjunto e com bom senso.
·        Os gastos dever ser partilhados ou concordados com consenso mútuo.
·        As atividades conflitantes dentro do lar devem ser tratadas com sabedoria e respeito entre o casal.
·        A vida a dois dever ser uma administração consensual e cooperativa.
·        A concordância é a maneira de duas pessoas andarem juntas em um objetivo comum.
·        Educação dos filhos segue a mesma regra, pai e mãe devem sentar juntos e decidirem como será a educação dos filhos, na escola e igreja.



Pr Carlos Borges(CABB)

terça-feira, 11 de outubro de 2016

A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS

 PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS

"Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando
as suas lâmpadas saíram ao encontro do seu noivo". Mateus 25.1

Mateus é o único dos quatro evangelhos que usa esta expressão: 'reino dos céus'. Isto porque o evangelho de Mateus foi escrito para os judeus e revela a Cristo como o filho de Davi, como o Rei dos reis (Mateus 1.6). O evangelho de Mateus é o primeiro dos quatro seres viventes que estavam ao redor do trono em Apocalipse 4, o que tinha a semelhança de um leão. Por isso ele é o primeiro dos quatro evangelhos.
O reino dos céus é um período dentro do reino de Deus, que iniciou na vinda de Jesus, com o princípio do seu ministério nesta terra, e terminará no final do reino milenar: "Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus... Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força" Mateus 4.17 e I Coríntios 15.24.
Quando Jesus proferia uma parábola, ele não tinha como intenção contar uma estória, mas uma verdade expressada por um exemplo. A parábola é um ensino da verdade em mistério, acessível apenas aos seus discípulos: "E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado" Mateus 13.10-11.
O evangelho do reino é ensino para os salvos, já o evangelho da graça são as boas novas para os não salvos, e deve ser exposto com clareza.. O ensino é só para os discípulos, por isso é que Jesus falava a eles em parábolas.
Jesus usa esta parábola quando proferia um sermão sobre a sua segunda vinda, que vai desde Mateus 24, até o final do capítulo 25. Isto nos mostra que Jesus falava por essa parábola do reino milenar e não de salvação ou perdição. Ele falava do que viria depois da sua segunda vinda.
Jesus, praticamente em todo o seu ministério neste mundo, falou do reino milenar. Quando vemos Jesus falando, se não discernirmos a diferença de salvação e reino vai nos parecer que a salvação é por obras, e que também podemos perdê-la se não continuarmos perseverando nas obras. Creio que disto provém toda a confusão entre os cristãos.
Não é isto. A salvação é totalmente pela graça e é eterna, mas o reino é alcançado como galardão, pelas boas obras em Cristo, e será temporário: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie... Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo" Efésios 2.8-9 e I Coríntios 3.14-15.
Nesta parábola das dez virgens e na parábola dos talentos Jesus fala deste reino. A diferença é que na parábola das dez virgens Ele fala acerca dos que já morreram, dos que já dormiram em Cristo, e na parábola dos talentos, dos que estiverem vivos na sua vinda. Nas dez virgens ele identifica isto quando diz: "E tardando o noivo, cochilaram todas, e dormiram" (v.5). Na dos talentos diz: "Ora, depois de muito tempo veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles" (v.19).
Esta parábola fala de todos os regenerados, já que a virgindade é a característica de uma nova criatura (II Coríntios 11.2), e o dez significa o número completo, até o último e um tempo limitado (Apocalipse 2.10). Isto é, esta parábola fala de todos os santos que já dormiram em Cristo e que aguardam a ressurreição, mas cinco eram prudentes e cinco insensatas, néscias, loucas.
Não só a virgindade, mas o óleo na lâmpada mostra a regeneração delas, o novo nascimento, o nascimento no Espírito, pois o espírito do homem é a lâmpada do Senhor (Provérbios 20.27), e o óleo na lâmpada é o seu Espírito (Zacarias 4.1-6). Mas notem algo importante no verso 8 de Mateus 25: as lâmpadas das insensatas estavam se apagando. Isto nos mostra claramente que não é uma questão de salvação, mas de reino, pois o próprio Senhor disse em Isaías 42, no verso 3: "A cana trilhada não a quebrará, nem apagará o pavio que fumega; com verdade trará justiça".
O verso 7 nos traz outra revelação graciosa, que todos os salvos irão ressuscitar juntos. À voz do noivo todas despertaram do sono, todas se levantaram como diz o texto. As Escrituras só falam de duas ressurreições, da primeira e da segunda. A primeira é para os santos, e a segunda é para todos os que restarem: "E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos" Apocalipse 20.4-6.
No que estava a diferença das cinco insensatas para as prudentes? Somente o óleo na botija. E o que significa o óleo na botija, já que na lâmpada todas tinham? A comunhão dos santos, o enchimento do Espírito pela Igreja do Senhor. Paulo nos ensina isto quando diz: "E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito; falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração" Efésios 5.18-19.
O óleo para as botijas só se adquire na comunhão dos santos, através de todos os santos (Efésios 3.18). É o óleo que desce da cabeça que é Cristo, até a orla dos vestidos que é a Igreja (Salmo 133). Somente esta comunhão pode encher as botijas, nos encher do Espírito. É o óleo da unção, da unção que permanece em nós (I João 2.27). Já as insensatas, que desprezaram esta comunhão, e que dependiam dos mercadores, na volta do Senhor ficarão de fora.
Mas quem são os mercadores que elas foram comprar óleo quando o noivo voltou (v.10)? Esses são os escolhos em nossos ágapes, os que se banqueteiam com os cristãos; pastores que se apascentam a si mesmos sem temor. Os que por amor do lucro se atiraram no erro de Balaão (Judas 1.11-12). Os que têm os olhos exercitados na ganância (II Pedro 2.14).
 Esses mercadores vendem o óleo. Fazem dos cristãos negócio. Os insensatos que dependem dos mercadores conseguem manter as suas lâmpadas acesas, mas nunca terão as suas botijas cheias de óleo como os prudentes. Nisto é que está a insensatez. Eles vendem porque são mercadores e o juízo para eles será severo, mas a insensatez ou loucura está em depender e confiar as nossas vidas aos mercadores.
O Senhor nos ensina que o pavio que fumega, que está quase se apagando, não será apagado por Ele. A salvação permanece como graça eterna na vida desses cristãos. O prejuízo será no reino. Temporário, mas doloroso. Como diz o Senhor: "com choro e ranger de dentes".
Naquele dia os insensatos não poderão tomar desse óleo que somente pode ser adquirido na comunhão dos santos, e os mercadores continuarão sem poder supri-los para levá-los ao reino. Portanto, meus amados irmãos, não sejamos néscios ou insensatos, mas procuremos saber qual é a vontade do Senhor (Efésios 5.17). Amém.

Pr. Carlos Borges(CABB)


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A FAMÍLIA, UMA INSTITUIÇÃO DIVINA


Gen.1.26-28
Introdução: Estudar sobre o valor da família é de muita importância para nós, pois, de uma forma ou de outra, nascemos numa família. Com exceção daqueles que é fruto da marginalidade, cada um de nós vem de uma família, seja pobre ou rica, desconhecida ou famosa, pequena ou grande, evangélica ou não. A família é à base de nossa vivência. Dela nascemos e dela dependemos na maior parte da existência. Isso é plano de Deus. Meditemos um pouco sobre o assunto.
I ORIGEM DA FAMÍLIA
1-A primeira Instituição
·        O primeiro lar foi criado por Deus. Era maravilhoso. Nele, antes da queda, havia amor; havia paz, união, saúde, alegria, harmonia, felicidade e comunhão com Deus.
·         A vida não era de ociosidade, pois Deus colocou o homem no Jardim "para lavrá-lo e guardar" (Gn 2.15).
·        Mas o trabalho era suave. Não havia desgaste físico e emocional, como se conhece hoje.
·        Havia trabalho, mas em compensação não havia doenças, nem dor, nem tristeza nem morte.
·        Diariamente, ““.... Deus,... passeava no Jardim, pela viração do dia... (Gn 3.8a). Era maravilhoso ouvir a voz de Deus diretamente de sua boca, contemplando Sua face.
·        Hoje, mais do que nunca, é necessidade vital a presença de Deus nos lares cristãos.

2-A primeira Família
·        A palavra lar vem de lare (Latim), significando, etimologicamente, “a parte da cozinha onde se acende o fogo"; "a família” (fig.).
·        Certamente, isso dá ideia de lugar íntimo, aconchegante.
·         Daí vem à palavra "lareira", onde a família se reunia para conversar, ao redor do fogo, principalmente nas noites e dias frios.
·        Podemos dizer que o lar é o ambiente em que convive uma família.
·         Hoje, a TV tem prejudicado a reunião da família e em família.
·        A Tv tem sido um “altar” para muitas famílias.
·        Um lar não é apenas uma casa, uma construção. Alguém pode morar numa pensão, num hotel, num quarto isolado, sem que possa dizer que vive num lar.
·         Para que haja um lugar que possa ser chamado lar, deve haver algumas condições, tais como: AMOR, HARMONIA, PAZ, RELACIONAMENTO SAUDÁVEL. 

3-O Pecado e suas consequências
·        O homem podia comer de todos os milhares de árvores que havia no Jardim (inclusive da Árvore da Vida), exceto da "árvore da ciência do bem e do mal" (Gn 3.2-3).
·         Tentado pelo diabo, o casal caiu, trazendo toda sorte de males para a família, inclusive a morte, que passou a todos os homens (Rm 5.12). Atualmente, a história se repete. Por ouvir a voz do "outro”, muitas famílias sofrem terrivelmente.
·        O homem, na sua origem, talvez não criasse a família.
·         Não saberia como fazê-lo, depois da Queda, podemos ter certeza de que o homem jamais buscaria criar uma organização que haveria de lhe impor limites e regras de convivência, contrariando seus instintos pecaminosos e egoístas.
·        Deus só fez uma mulher para o homem e, mesmo assim, há uma tendência à poligamia ou ao adultério masculino e feminino.
·        Por ser de origem divina, o inimigo tem atacado a família de maneira implacável.
·         As tentações aos pais de família, principalmente na área do sexo e do mau relacionamento com os filhos tem sido constante; os ataques aos filhos, lançando-os contra os pais; dos pais contra os filhos; o problema das drogas, do sexo ilícito, da pornografia, de outros vícios, do homossexualismo.



II FINALIDADE DA FAMÍLIA
1-Companheirismo
·        Ao longo da jornada da vida a dois, enfrentamos circunstâncias adversas que nos levam ao desânimo, que provocam frustrações, e que nos levam à sensação de que não dá mais.
·        Na jornada da vida, estamos expostos a possíveis perdas! Perdas de pessoas queridas, perdas financeiras, perda da saúde, da vitalidade do corpo, perdas de alguns sentimentos que mantém o relacionamento aquecido.
·        Quando lemos Ec 4.9a “Melhor é serem dois do que um”, lembramos-nos do que Deus disse quando viu o homem sozinho no jardim do Éden: “não é bom que o homem esteja só;”.
·        A família é uma instituição divina. Ela é tão importante, que foi criada antes da Igreja, antes do Estado, antes da nação. Deus não fez o homem para viver na solidão.
·        Quando acabou de criar o homem, Adão, o Senhor disse: "Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora, que esteja como diante dele" (Gn 2.18).
·        Deus tinha em mente a constituição da família, mas esta não está completa só com o casal. Por isso, o Senhor previu a procriação, dizendo: “Crescei e multiplicai-vos e enchei a terra (Gn 1.27-28)”.
·         Fica mais clara a origem da família, quando lemos: "Portanto, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e será ambos uma só carne" (Gn 2.24). "O homem" aí é o filho, nascido de pai e mãe.
·        Deus fez a família para que o homem não vivesse na solidão (Sl 68.6; 113.9).


2-Realizações Mútuas
·        Após haver criado o homem, Deus disse não ser bom que ele vivesse só.
·        O próprio Criador lhe daria uma ajudadora que fosse da mesma essência e da mesma espécie que ele, mas diferente, para complementá-lo. Na essência, os dois seriam iguais. Na função, seriam diferentes, complementares.
·        Ao fazer a mulher, Deus usou um método diferente daquele usado para fazer o homem.
·        Ela foi criada a partir de outro ser humano, estando assim ligada a ele de forma indestrutível.
·         A palavra do original hebraico usada para descrever essa ajudadora é “ezer”, que significa a pessoa que está diante de outra, cercando, dando apoio, suporte.
·        Ela é usada no capítulo 2 de Gênesis duas vezes para se referir à mulher, e em mais de cinquenta vezes no restante do Antigo Testamento para se referir a Deus como o ajudador do Seu povo.
·         Assim, a mulher, em sua maneira feminina de ser, reflete algumas das características do próprio Deus.
·        Um dos principais pontos de tensões em nossos relacionamentos são, certamente, as opiniões divergentes. Como podemos superar isso?
·        Vejamos dois princípios básicos: Não agradar a nós mesmos; Renunciar aos nossos direitos.
·        As nossas igrejas estão cheias de pessoas fracas, sobrecarregadas e abatidas; pessoas que carecem de um irmão-suporte; alguém que se coloque ao seu lado no sentido de ajudá-las a superarem seus fardos, ansiedades, medos e inúmeras indagações acerca da vida.

3-Geração e educação de filhos
·        Uma observação deve ser dada nesta altura. Quando uma criança faz algo que não é aceitável pelos pais à tendência é desculpar tal ação pelo ditado, ‘é coisa de criança’, ou ‘é coisa de jovem’.
·         Uma atitude dessas é nada menos de uma fuga de responsabilidade que os pais têm em corrigir as ações dos seus filhos.
·         Também tal ditado reflete uma falta de crença na própria Bíblia que diz que pelas ações da criança se conhece a criança.
·        A verdade é: as ações tolas vêm de uma criança tola. O que é necessário neste caso é uma correção e não uma desculpa (Prov. 22:15).
·        Tolice deve ser cortada em crianças de qualquer idade. O que a criança faz indica o que ela é de coração.
·         Educação adequada transformará tal coração em prudência, autocontrole e sabedoria (Prov. 29:15). O que é necessário é educação, não uma desculpa.
·        Os filhos fazem com que seus pais se tornem co-criadores com Deus.
·         É através deles que um novo ser é formado, embora a vida em si venha diretamente das mãos de Deus.
·        Eles são confiados aos pais durante um período breve da vida para serem por eles criados e nutridos até atingirem a idade em que podem assumir as responsabilidades da vida adulta.
·        Através do cuidado dos filhos, os pais aprendem sobre o amor e o cuidado de Deus e amadurecem como pessoas.
·         Eles são a fonte de nossas maiores alegrias e de nossas maiores tristezas.

III PROPÓSITOS PARA A FAMÍLIA
1-Crescimento pessoal
·        Aprendendo a desfrutar da onipresença de Deus e também da sua presença manifesta.
·        Deus deseja relacionar-se conosco mais profundamente no nosso dia a dia, e tocar-nos com seu poder e com seu Espírito (Ef 5.18, 19).
·        Meditar diariamente na palavra de Deus de uma forma profunda, buscando compreender aquilo que estamos lendo, deixando o Senhor falar ao nosso coração através do seu Espírito, até que nos sintamos alimentados (Sl 119.11; Sl 1.2).
·        Na fidelidade ao Senhor com os nossos dízimos e ofertas, contribuindo com pontualidade, aumentando proporcionalmente nossas contribuições de acordo com nossa prosperidade (1 Co 16. 2; 2 Co 9.6-8).
·        Estar envolvido com a nossa responsabilidade pelo evangelismo pessoal, antes do evangelismo coletivo, sabendo que, somos responsáveis diante de Deus por todos aqueles que estão ao nosso redor sem Jesus (Mc 16.15; Rm 1.16).

­2- Cultuar a Deus
·        Estão dando mais valor à presença das atrações gospel, do que à presença do Espírito Santo de Deus.
·        Precisamos levar menos “estrelas” em nossas reuniões, e buscar mais a presença do Senhor. II Crônicas 7:2
·        Temos programações demais em nossas igrejas, ideias e mais ideias, congressos e mais congressos, cultos e mais cultos, mas temos visto muito pouco da presença poderosa do Senhor transformando nossas vidas, gerando caráter cristão. Isaías 64:6
·        Se nós buscarmos espírito de sabedoria e revelação – Efésios 1:17 – o Senhor derramará sobre nós. Poderemos conduzir aqueles que Jesus deseja que discipulemos, a uma fonte pura de alimento espiritual. Fazendo assim, também acabaremos com o “mercado” ou com o “campo” dos oportunistas do show gospel deste século.

3-Canal de Benção (Ef. 1.1-3).
·        Depois de saudar os irmãos, Paulo agradece a Deus pelas suas bênçãos espirituais em Cristo.
·        Observe que Paulo dá graças pelas bênçãos espirituais "nas regiões celestiais", e não por bênçãos físicas.
·        Cristo morreu para tornar os homens ricos espiritualmente, não fisicamente. As bênçãos espirituais são encontradas "em Cristo" e não no mundo, na igreja ou no pastor.
·        Fora de Cristo, realmente não há bênçãos, somente bens físicos, que perecerão quando morrermos.
·        Às vezes pensamos que precisamos estar em um lugar abençoado, com pessoas abençoadas, coisas abençoadas e momentos de bênçãos. Na verdade tudo isso é abençoado se você for uma bênção. Nada, nenhum lugar, pessoa, coisa ou momento é abençoado se a pessoa não o for.

·        Reflita: O que é ser uma bênção? Qual é o estilo de vida de uma pessoa abençoada? Sua igreja é uma bênção?

        Pr. Carlos Borges(CABB)