sábado, 7 de outubro de 2023

O NASCIMENTO DO FILHO DO HOMEM

Lc. 2.1-24

Introdução: Lucas foi o único escritor do Evangelho que relaciona os acontecimentos que registrou com a História mundial. Seu relato foi dirigido a um público predominantemente grego, interessado e familiarizado com a política. A Palestina estava sob os romano; César Augusto, o primeiro Imperador romano, era o líder. Os governantes romanos, tidos como deuses, viviam como tal, sendo as suas ordens como leis imutáveis, e que o povo tinha que obedecer sob pena de severas punições, daí o temor do povo em não contrariar esses deuses.

 I O NASCIMENTO DE JESUS

1- O Decreto de César (Lc. 2.1,3).

1.      Um censo romano foi feito para ajudar o recrutamento militar e/ou à coleta de impostos.

2.      Os judeus não tinham que servir no exército romano, mas talvez não deixassem de pagar as taxas.

3.      O decreto de Augusto foi editado no tempo perfeito de Deus e de acordo com seu perfeito PLANO de trazer Seu Filho ao mundo.

4.      Deveria ser tributado – Essa palavra “imposta” significa arrecadar e arrecadar dinheiro para o uso do governo.

5.       Este não é o significado da palavra original aqui.

6.      Significa antes “inscrever-se” ou fazer uma “lista” dos cidadãos, com seus empregos, a quantidade de suas propriedades etc., equivalente ao que se entende por censo.

7.      A Judéia era naquela época tributária de Roma.

8.      Pagou impostos ao imperador romano; e, embora Herodes fosse “rei”, ele ainda mantinha sua nomeação sob o imperador romano e estava sujeito a ele na maioria dos assuntos.

9.      Além disso, como essa “inscrição” era apenas para verificar os números e as propriedades dos judeus, é provável que eles estivessem muito dispostos a se matricular dessa maneira; e, portanto, ouvimos dizer que eles foram de bom grado, sem tumulto – ao contrário do modo comum quando deveriam “ser tributados”.

 2-O menino nasceu (Lc. 2.4-7).

1.      Deus controla toda a história.

2.      Devido ao decreto do Imperador Augusto, toda a situação encaminhou-se para que Jesus nascesse justamente na cidade profetizada para o nascimento dEle (Mq. 5.2), embora José e Maria não vivessem lá.

3.      José e Maria eram descendentes de Davi.

4.      No AT, há inúmeras profecias que asseguram que o Messias nasceria da linhagem de Davi (Is. 11.1; Jr.33.15; Ez. 37.24; Os. 3.4.

5.      Tiras de pano eram usadas para manter um bebê aquecido e dar-lhe uma sensação de segurança.

6.      Acredita-se que estes panos protegiam os órgãos internos.

7.      O costume de enrolar crianças deste modo ainda é praticado em muitos países do Oriente Médio.

3-Os anjos e os pastores (Lc. 28.20).

1.      Deus continuou a revelar seu Filho, mas não àqueles a quem poderíamos esperar.

2.      Lucas registrou que o nascimento de Jesus foi anunciado aos pastores no campo.

3.      Talvez estes provessem cordeiros para os sacrifícios no Templo, por meio destas ofertas Deus concedia o perdão dos pecados.

4.      Aqui, é relatado que os anjos convidaram os Pastores a saudarem o cordeiro de Deus (Jo. 1.36), que tiraria os pecados do mundo inteiro para sempre.

5.      Os pastores ficaram apavorados, mas o temor transformou-se em alegria quando os anjos anunciaram o nascimento do Messias.

6.      Primeiro os pastores correram par ver o bebê, depois divulgaram a noticia.

7.      Jesus é o seu Messias, o seu Salvador.

8.      Nós os salvos esperamos ansiosamente encontrá-lo por meio da oração e da Palavra todos os dias?

9.      Quem de nós, já descobriu este Senhor tão maravilhoso, a ponto de não conseguir evitar compartilhar nossa alegria com os nossos amigos e familiares?

 II CIRCUNCISÃO E APRESENTAÇÃO

1-Consagração de Jesus (Lc. 2.21-24).

1.      As famílias judias observavam várias cerimônias logo após o nascimento de um belo bebê.

2.      Entre as mais importantes estão.

3.       (1) A circuncisão­- Todo menino era circundado e recebia um nome no oitavo dia após o nascimento (Lv. 12.3; Lc. 1.59,60).

4.      A circuncisão simbolizava a separação dos judeus dos gentios e seu relacionamento singular com Deus.

5.      (2)- A redenção do primogênito- O filho primogênito era apresentado a Deus um mês após o nascimento (Êx. 13.2, 11-16; Nm. 15,16).

6.      A cerimônia incluía o resgate da criança para Deus por meio de uma oferta.

7.      Deste modo, os pais reconheciam que o filho pertencia a Deus, o único com poder de dar a vida.

8.      (3) A Purificação da mãe- Por quarenta dias depois do nascimento de um filho, ou oitenta após do nascimento de uma filha, a mãe era considerada impura e não podia entrar no Templo.

9.      No final desse período de separação, os pais deveriam oferecer um cordeiro em holocausto e um pombo (macho ou fêmea) como oferta pelos pecados.

10.    O sacerdote sacrificava estes animais e declarava a mulher purificada.

11.    Se um cordeiro fosse muito caro para a família, os pais poderiam oferecer dois pombos (macho ou fêmea).

12.    José e Maria fizerem isso por Jesus, apesar de ser Filho de Deus, eles cumpriram a Lei, Jesus não se esquivou da Lei, pelo contrario Ele a cumpriu perfeitamente.

 2-O Cântico de Simeão (Lc. 2.25-35).

1.      Simeão profetizou que Jesus traria duplas consequências a Israel, alguns cairiam por causa Dele (Is. 8.14,15), enquanto outros seriam elevados (Ml. 4.2).

2.      Nessa oração, Simeão frisou dois fatos de grande importância.

3.      Primeiro, ele entendeu que a vinda de Jesus ao mundo significava a vinda da salvação.

4.      Ver Jesus era o mesmo que ver a salvação divina.

5.      Quando adulto Jesus descreveu sua missão nestes termos: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido (Lc. 19.10)”.

6.      O apóstolo Paulo escreveu alguns anos depois: Fiel é a Palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal (1 Tm. 1.15)”.

7.      Não é possível manter-se neutro em relação a Jesus, as pessoas o aceitam alegremente ou rejeitam-no.

8.      Como mãe, Maria ficaria entristecida pela rejeição que Jesus enfrentaria.

9.      Esta é a primeira referência à dor materna no Evangelho de Lucas.

 3-A profetiza Ana (Lc. 2.36-38).

1.      Embora Simeão e Ana fossem muito idosos jamais perderam a esperança de que veriam o Messias.

2.      Guiados pelo Espírito Santo, eles estão entre os primeiros a dar testemunho sobre Jesus.

3.      Na cultura judaica, os anciãos eram respeitados, devido à idade de Simeão e Ana, suas profecias trouxeram uma confirmação extra.

4.      Nossa sociedade valoriza mais a energia da juventude do que a sabedoria dos anciãos, assim, as contribuições dos idosos são frequentemente ignoradas.

5.      Como cristãos, devemos inverter estes valores.

6.      Encoraje as pessoas na terceira idade a compartilharem suas sabedoria e experiências.

7.      Ouça cuidadosamente quando falarem.

8.      Ofereça-lhes sua amizade e ajude-as a encontrar caminhos para continuarem a servir a Deus

 III A INFANCIA DE JESUS

1- O regresso a Nazaré (Lc. 2.39-40).

1.      Maria e José teriam retornado imediatamente a Nazaré ou permanecido em Belém por algum tempo, como sugere o relato em Mt. 2?

2.      Houve um intervalo de vários anos entre os acontecimentos descritos nos versículos 38 e 39, tempo suficiente para o casal encontrar um lugar para morar em Belém, fugir para o Egito, a fim de escapar da ira de Herodes, e retornar a Nazaré em outra ocasião segura.

3.      Jesus era cheio de sabedoria.

4.      Este fato não surpreende, uma vez que Ele permanecia em intimo contato com o Pai celestial.

5.      Em Tg. 1.5, é dito que Deus generosamente dá sabedoria a todo aquele  que pede.

6.      De acordo com os ensinamentos de JESUS, podemos crescer em sabedoria se andarmos com Deus.

 2- O menino entre os doutores (Lc. 2.41-50).

1.      De acordo com             Lei, todo homem devia ir a Jerusalém três vezes por ano, por ocasião das grandes festas: A Páscoa, Festas dos Pães Asmos, que dura uma semana.

2.      A Páscoa judaica comemora a noite em que os hebreus saíram do Egito, quando Deus matou os primogênitos egípcios, mas não feriu os lares marcados com o sangue do cordeiro (Êx. 12.21-36).

3.      Lucas inicia a narrativa, afirmando que os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa (Lc 2,41).

4.      Na história do povo de Israel, por vários séculos, esta festa era uma celebração doméstica, um momento de memória coletiva do povo, mas também de fortalecimento de vínculos familiares.

5.      Entretanto, o rei Josias (640-609 a.C.) determinou que a festa deveria ser celebrada de forma centralizada em Jerusalém, a capital (2Rs 23,21-23).

6.       Com essa medida, ele conseguiu concentrar poder através do controle do culto praticado no templo, que ficava em Jerusalém.

7.      Houve muita resistência, mas a medida do rei Josias foi imposta pela força bruta.

8.      Para Lucas, os pais de Jesus seguem essa tradição, inclusive quando ele completa doze anos (Lc 2,42).

9.       Terminada a festa, eles começam a viagem de volta, sem notar que o menino não está na caravana.

10.    Depois de andarem um dia inteiro, percebem a sua falta e começam a procurá-lo entre os parentes e conhecidos.

11.    Como não o encontram, retornam a Jerusalém (Lc 2,43-44).

 3- E crescia Jesus (Lc. 2.51-52).

1.      Quando os dias festivos terminaram em Jerusalém, Jesus ficou para trás, enquanto seus pais presumiram que ele estava na comitiva que voltava para a Galileia.

2.       Eles estariam em uma caravana com muitos parentes e amigos (2:43-44), então seria fácil supor que Jesus estava entre o grupo em algum lugar.

3.      Quando perceberam que ele havia desaparecido, voltaram a Jerusalém e o encontraram após três dias de busca (2:45-46).

4.      Ele estava no templo, interagindo com os mestres e surpreendendo-os com seu entendimento (2:46-47).

5.      Quando seus pais perguntaram por que ele os preocupava, Jesus respondeu: Você não sabia que era necessário que eu estivesse na casa de meu Pai? (2:48-49).

6.      Eles não entenderam que ele tinha uma missão única no reino de seu Pai celestial (2:50).

7.      No entanto, ele também tinha a responsabilidade de honrar seu pai e sua mãe terrenos (ver Êxodo 20:12), então ele obedeceu e foi para casa com eles (Lucas 2:51).

8.      Embora seu filho a confundisse, Maria guardava todas essas coisas em seu coração (2:51). Um dia, ela entenderia. Enquanto isso, Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens (2:52).

9.      Isso demonstra sua verdadeira humanidade.

10.    Ele não era simplesmente Deus disfarçado de homem.

11.    Ele tinha uma natureza divina perfeita e uma natureza humana genuína que amadureceu à medida que crescia.

 

 Pr. Capl.. Carlos Borges (CABB)

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

CINCO DIALOGO COM DEUS

 

O intercessor que se desenvolve no ministério da oração sente mais e mais que as suas orações assumem o tom de conversa com Deus (At.22.17-21). 

1.      Pamela Gray disse:  Para cada  um que diz. “ Fala, Senhor, porque o teu servo ouve”  há dez que dizem “ouve, Senhor, porque o teu servo fala”.

2.        Um provérbio dos índios norte-americanos diz:  “ ouve  ou a tua língua te fara surdo”.

3.      Estamos  acostumado a somente falar em oração, e não a ouvir. Vamos ver o que podemos aprender nesse sentido: 

4.      1 – O diálogo com Deus  acontece  quando nos tornamos “crianças”, de  acordo com Mt.18.3 e Mt.21.16, e passamos  a ser mais simples  e sinceros.

5.       O louvor da criança identifica-se mais com Deus, porque ela é simples e pura.

6.      2 – Isso acontece quando aprendemos a levar a Deus em oração todos os nossos segredos ( Fl.4.6).

7.      3 – Isso acontece quando aprendemos a orar  usando uma linguagem  clara, objetiva, sem rodeios e sem reservas.

8.      A oração deve ser sempre  uma conversa entre amigos  e nunca um discurso.(1 Sm.10.11 e 26-28).

9.      4 – Isso  acontece  quando aprendemos a ouvir, Deus nos falar através das Escrituras, por  meio de nossa consciência, nosso sentimentos, sonhos, visões, profecias e circunstâncias.

10.     Quando se estabelece uma comunhão mais íntima com Deus, em oração, podemos parar para ouvi-Lo.

11.     Os elementos  citados  são usados por Ele para falar ao nosso coração. (At.10.).

12.    5 – Isso  acontece  quando tratamos Deus como um amigo íntimo em nossas orações (Jo.15.14-15).

13.    6 – Se  oração é um diálogo, ou conversa com Deus, haverá um falando e outro ouvindo. Não devemos falar o tempo todo. Haverá um momento em que devemos ouvir.

14.    Essa será a melhor parte da nossa conversação com Deus. Êx.3.1 a 4.17 registra um diálogo entre Deus e Moisés.

15.    7 – imperativo  o silêncio da alma: “Cala-se diante dele toda a terra(Hc.2.20).

16.    A maioria dos cristãos ainda não sabe o que é isso. Temos que aprender.

17.     O capítulo 13 de Juízes registra  outro interessante  diálogo.

18.    8 – Vai  ser um exercício agradável. Comece  fazendo uma pausa após a leitura de um texto que o impressionou. Peça ao Senhor que fale ao seu coração. Mantenha uma atitude de receptividade.

19.    9 – Cuidado com as emoções. Há pessoas que começarão  a ver coisas  e ouvir vozes, produtos apenas das emoções. Seja autêntico. Não provoque emoções descabidas. Profecias, visões e aparições  são assunto sério. Muitas “visões” não passam de “ilusões” do inexperiente. Deixe que as coisas aconteçam no seu tempo próprio, segundo a orientação do Espírito. Dn.9.20)-22).

20.    10 – Precisamos aprender a separar-nos  e esquecermos por algum tempo das coisas  que nos  cercam ou nos preocupam para poder ouvir a Deus. (Ne.1.4).

21.    11 – Quietude para ouvir as ordens de Deus. Samuel e Davi experimentaram isso . (1 Sm 3.9,10 ; Sal.62.1).

22.    12 –Escola do Silêncio – Na Escola do Silêncio, no deserto, encontramos entre outros, Moisés, João Batista, Jesus Cristo e  Apóstolo Paulo. Eles ouviram  a voz do Senhor no deserto. Façamos um pequeno deserto no meio de nossa vida de oração, para ouvirmos, em vez de falarmos (Êx.4.27; Mt.3.1; Lc.1.80; Mt.4.1; Lc.5.16).

A oração tem a possibilidade de afetar tudo quanto  nos afeta. Aqui estão as imensas  possibilidades  da oração: sabedoria, conhecimento, santidade e o céu, estão sob o comando da oração. Nada está fora do alcance da oração.             

      

 Pr. Capl. Carlos Borges (CABB). 

sábado, 2 de setembro de 2023

DAVI, O NOVO REI DE ISRAEL

2 Sm. 5.1-12

Introdução: A morte trágica de Saul fez grandes transformações em Israel, a ascensão de Davi ao trono de Israel, Davi tornou-se o segundo rei, o primeiro foi Saul escolhido pelo povo, o segundo Davi escolhido por Deus. Em 2 Samuel, começa uma nova saga para o povo de Israel, com vários acontecimentos, politico, social e espiritual. Deus sempre esteve a frente da história de Israel.

 I DAVI ACLAMADO REI

1- Uma nova configuração de poder (2 Sm. 2. 10).

1.      Isbosete... começou a reinar sobre Israel-Há uma dificuldade sobre o tempo de continuação desta competição.

2.      Davi reinou cerca de sete (7) anos somente sobre Judá (sul).

3.      Isbosete, todavia, reinou sobre Israel (norte) apenas por dois anos.

4.      Antes desses dois anos, ou depois, foi sobre à casa de Saul em geral e não sobre qualquer pessoa em particular dessa casa que Abner declarou.

5.      Depois de muitos anos sob grande perseguição, finalmente Deus exalta Davi cumprindo sua promessa.

6.      O tempo de Deus não é como nosso tempo, nós usamos o “cronos” que adiante ou atrasa, porém Deus o “Kairós”. Que não adiante ou atrasa, mas vem na hora certa no momento certo, para uma situação certa.

7.      Deus é fiel a sua palavra e a cumprirá sem a ajuda humana.

8.      Um fato nos chama a atenção, houve dois reis num período de dois anos, Davi reinou em Judá (sul e Isbosete (filho de Saul), reinou em Israel (Norte)).

9.      Houve guerra entre esses dois reis, porém Davi continuou confiando em Deus.

10.    Nós somos confrontados diariamente em nossa caminhada, porém precisamos confiar mais em Deus do que em nós mesmos.

 

2- O Reino não é conquistado pela força (2 Sm. 3.1).

1.      Davi não foi o mentor da conquista do reino de Israel, foi o próprio Deus quem arquitetou todo o projeto da conquista do Reino de Israel, e entregou nas mãos de Davi.

2.      Quem era Davi, um simples pastor de ovelhas, jovem sem nenhuma experiência de governar um país, ele foi ungido rei ainda com pouca idade e sem experiências de governo de uma nação.

3.      Ele foi rejeitado pela sua família, vivia no campo cuidando das ovelhas de seu pai, era mal visto pelos seus irmãos, a semelhança de José.

4.      Mas Deus que vê e sabe todas as coisas, inclusive o coração do homem, Deus viu em Davi um excelente protótipo (exemplo mais exato, mais típico de alguém com perfil para ser rei em Israel).

5.      Deus tem a autoridade para exaltar quem Ele quer.

6.      As conquistas de Davi não foram pela força, mas pela fé em Deus e no poder de Deus em sua vida.

7.      Não podemos forçar as coisas, e sair tentando obter as coisas pela força, sem o aval de Deus, Davi era diferente de Saul,

8.      Saul foi escolhido pelo povo, e não por Deus, Davi foi escolhido por Deus e não pelo povo.

9.      Em nossos dias temos muitos lideres que não são escolhidos por Deus, porém eles estão sob a vontade permissiva de Deus e não pela vontade diretiva de Deus, há muito diferença nesse quesito.

3- O perigo de opor-se a Deus (2 Sm. 3.30).

1.      Abner, um general do exercito de Saul, tentou fazer de Isbosete filho de Saul, rei em Israel, usando as suas prerrogativas de general, indo na contra mão da vontade de Deus.

2.      Ninguém que tente andar contra a vontade de Deus será bem sucessido em seus intentos.

3.      Abner criou mais problemas para Isbosete e Davi do que ele pode imaginar.

4.      Quantas pessoas dentro do naipe evangélico, sem estarem em sintonia com o Espírito Santo acham que podem fazer o que querem na obra de Deus, como se eles fossem o dono absoluto da obra.

5.      Contra o Espirito Santo não valem manobras, astúcias, politicagem nem outros meios visando programarem seus desejos nos bastidores da congregação.

6.      A obra de Deus é santa, contra ela não cabem artifícios humanos ambiciosos, visando fama poder, e lucros fáceis.

7.      Igreja não empresa, nem meios de comercializar alguma coisa visando lucro ou ‘”status social”.

8.      No caso do general do exercito de Saul, pagou com a vida a sua ousadia de querer mudar o rumo da história, que Deus estava escrevendo para Israel.

 II PRIMEIRA CONQUISTA

1- A conquista de Jerusalém (2 Sm. 5.9).

1.      O primeiro passo de Davi como rei foi conquistar a terra dos Jebuseus, que veio a ser conhecida como Jerusalém.

2.      O nome Jerusalém pode significar fundação de paz.

3.      A cidade em si foi estrategicamente situada numa região montanhosa, próxima à fronteira de Judá com Benjamim.

4.      Fazendo dela uma barreira entre as tribos do norte e do sul.

5.      Embora a cidade tenha sido atacada por homens tanto de Benjamim quanto de Judá, os Jebuseus não foram expulsos de Jerusalém na época da conquista (Js 15.63; Jz 1.21).

6.      A cidade tinha uma longa história.

7.      Um nome anterior de Jerusalém foi Salem, conhecida por causa de seu justo rei Melquisedeque (Gn 14.18-20).

8.      O monte Moriá — onde Abraão tinha se preparado para oferecer Isaque — também era localizado em Jerusalém (Gn. 22.2).

9.      Jerusalém, por fim, se tornaria não apenas o local do templo, mas também o lugar onde Jesus morreria e ressuscitaria.

 2-A Arca de Deus (2 Sm. 6.9).

1.      O significado de 2 Samuel 6 fala a respeito da volta da Arca para Jerusalém.

2.      Portanto parte do motivo da fraqueza de Israel durante o reinado de Saul foi a falta de interesse do rei na vida religiosa da nação.

3.      Porém Davi estava determinado a corrigir esse estado de coisas.

4.      Assim ele começou restaurando a Arca, símbolo da presença de Deus, em sua posição legítima como o centro da vida religiosa de Israel.

5.      Durante o reinado de Saul, a arca permaneceu em uma casa de campo em Quiriate-Jearim, também conhecida como Baal-Judá ou Baala; 1 Samuel 7:1-21 Crônicas 13:5-6).

6.      Ao levar a Arca para Jerusalém, Davi pretendia fazer de Jerusalém o centro religioso de Israel, bem como a cidade real e a capital administrativa (2 Samuel 6:1-5).

7.      Então os planos de Davi sofreram um revés quando uma pessoa que tocou na Arca foi morta.

8.      Ou seja, aparentemente, pensando que Deus estava zangado com ele por mover a Arca, Davi temeu ir mais longe.

9.       Ele o deixou na casa vizinha de um homem chamado Obede-Edom (2 Samuel 6:6-11).

 3-A Transferência da Arca (2 Sm. 6.15).

1.      Nessa época, o tabernáculo estava em Gibeão (1 Crônicas 16:39). 

2.      Davi não fez nenhuma tentativa de transferi-lo para Jerusalém, possivelmente porque era muito velho para se mover sem causar grandes danos, ou possivelmente porque Davi estava pensando em construir uma estrutura nova e mais duradoura.

3.      A santidade de Deus-Também estava presente na Arca, visto que ninguém poderia tocá-la (1 Sm. 6.19; 2 sm. 6.7).

4.      A morte de Uzá foi provocada por ele ter tocado na Arca, embora a sua atitude fosse impedir que ela caísse do carro puxado por um boi.

5.      Isto aconteceu porque Davi descumpriu a instrução dada por Deus, que a Arca deveria ser carregada pelos levitas.

6.      Eles não poderiam tocar na Arca, para isso eles deveriam usar umas varas compridas as quais eram enfiadas em umas argolas (fazia vez de alça) ao lado da Arca, e essas varas eram compridas de modo que impedissem os levitas de tocaram na Arca quando a estivessem carregando.

7.      A transferência da Arca para Jerusalém, além de ser um motivo politico (Deus seria o Senhor do Pais), também tinha um cunho religioso, Jerusalém seria a capital religiosa da nação.

8.      Junto a isso, deve ser destacado o fato do entusiasmo contagiante de Davi na missão de transferir a Arca para Jerusalém.

9.      Davi tinha temor e respeito por Deus.

10.    A cada 6 passos dados pelos levitas, havia uma interrupção na marcha, para que fosse feito um sacrifício de animais para Deus, isso enfatiza a reverencia que a presença de Deus (na Arca) tinha para Davi.

11.    Nós precisamos ter a mesma reverência para com Deus quando estivermos em sua casa (templo), que o exemplo de Davi possa nos motivar a agir da mesma maneira.

 III O PACTO DAVÍDICO

1- O Templo de Jerusalém (2 Sm. 7.2).

1.      Quando ele trouxe a Arca para Jerusalém, ele a colocou, em uma tenda especial que ele havia preparado para ela.

2.      Assim ele e o povo celebraram o grande evento com um ritual sagrado de música, dança sacrifício e festa (2 Samuel 6:16-19; ver 1 Crônicas 15:16-28).

3.      O salmo cantado nesta ocasião louvou a Deus por dar ao povo de Israel sua terra natal, e contrastou o poder desse Deus glorioso com a fraqueza dos ídolos pagãos (1 Crônicas 16:8-36).

4.      Natã encorajou o rei a seguir o rumo do seu coração e construir um templo para a Arca.

5.      Porém, o profeta falou com base no seu próprio entendimento, e não como uma palavra do Senhor.

6.       Sua afirmação porque o SENHOR é contigo indica, nesse contexto, uma bênção geral, e não uma declaração específica de Deus.

7.      Embora Natã tivesse, a princípio, encorajado Davi a construir um templo para a Arca (v. 3), o Senhor revelou que essa não era a Sua intenção de forma alguma.

8.       A pergunta Edificar-me-ias tu casa para minha habitação?

9.      Implicou uma resposta negativa.

10.    Os planos de Deus, não são os nossos planos, pois a vontade Dele e soberana.

11.    Deus deixou claro para Davi, que Salamão iria construir o templo, e não Davi.

 2- Deus viaja com seu povo (2 Sm. 7.6).

1.      A tenda era a residência de um viajante.

2.      O tabernáculo (hb. mishkan) era a estrutura portátil que funcionava como a “habitação” de Deus no meio de Seu povo (Ex 25.9,22).

3.      Em toda a história do relacionamento de Deus com os israelitas, Ele nunca os reprovou por falharem em construir para Ele um santuário permanente.

4.      O verbo apascentar é uma metáfora para liderança e foi usado por todo o Oriente Médio para se referir a líderes nacionais (Ez 34-2).

5.      Naturalmente, o Grande Pastor é Deus (SI 23).

6.      Precisamos entender que Deus anda com seu povo, embora muitos não andasse com Ele.

7.      No deserto Deus instruiu Moisés para construir um Tabernáculo, em Jerusalém, Salomão construiu um Templo de alvenaria, hoje nós somos o Templo do Espirito Santo (o consolador até a volta de Jesus).

 3-O grande é DEUS (2 Sm. 7.8).

1.      A natureza formal e profunda do texto é enfatizada pelo uso do termo SENHOR dos Exércitos.

2.      Deus fez lembrar a Davi Seus grandiosos feitos, principalmente o de tirá-lo de uma posição humilde de pastor para torná-lo rei sobre o Seu povo.

3.       Um grande nome, ou seja, uma excelente reputação era muito valorizado pelos hebreus.

4.      Assim como Deus prometeu engrandecer o nome de Abraão (Gn. 12.2), Ele garantiu a Davi que seu nome seria reconhecido.

5.      Deus prometeu prover a Israel um local seguro para morar em Canaã.

6.       Os israelitas não seriam mais expostos aos repetidos ataques de seus inimigos, como havia acontecido no tempo dos juízes.

Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)