quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

EMANUEL DEUS CONOSCO

 



Isaías 7.10-16/9.1-7

Introdução: Deus realmente pode libertar Israel da pompa e poder do mundo? Poderá Ele restaurá-lo como o capitulo promete? A resposta é um retumbante sim! Além do mais esses capítulos demonstram a loucura da confiança posta nas nações cuja ruína já está selada.

 I EMANUEL

1-A Virgem Conceberá (Is.7.14)

1.      Uma virgem conceberá, pode ter dois significados, a) virgem- alguém que não teve relações sexuais. b) Uma jovem antes do casamento.

2.      Geralmente ambas as implicações são aplicáveis.

3.      Este sinal tinha aplicações imediata e futuras.

4.      A aplicação imediata se referia a uma noiva jovem, que teria sido virgem até o momento do seu casamento.

5.      Antes que seu filho fosse crescido o bastante para saber discernir o certo do errado, os reis da Síria e de Israel seriam destruídos (v.16).

6.      O cumprimento final desta profecia veio através do nascimento virginal de Jesus Cristo (Mt.1.23)

7.      Maria era virgem e permaneceu virgem até que deu à Luz Jesus (Mt.1.18-25).

8.      Jesus foi concebido através de um milagre do Espírito Santo, em vez da união sexual de Maria com um homem (Mt.1.16-23).

9.      O filho da virgem se chama Emanuel, que significa “Deus conosco” (Mt.1.23)

10.   Esse nome assumiu um significado novo e mais profundo quando Jesus Cristo, o Filho Unigênito (significa primeiro) de Deus, entrou no mundo (Jo.3.16)    

  

2-Dará à Luz um Filho (Is.7.14b)

1.      Isaías promete a Acaz que Deus destruirá seus inimigos e lhe diz para pedir um sinal a Deus que a profecia é verdadeira.

2.      Um "sinal", nesse contexto, significa um evento especial que confirme as palavras do profeta. O sinal será o nascimento de um filho de uma almah (Virgem).

3.      O Senhor ordenou Isaías a dizer a Acaz que não ficasse atemorizado porque os assírios viriam do Norte e conquistariam tanto a Síria quanto Efraim.

4.      Isaías disse que o cumprimento dessa profecia seria um testemunho para Judá de que o Senhor continuaria a preservá-los como povo.

5.      Mateus, ao relatar a história de José, esposo de Maria, vê no nascimento de Jesus o cumprimento da profecia de Isaías: "Eis que uma Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7,14), que significa: Deus conosco." (Mt 1,23).

 3-Emanuel (Is.14.c)

1.      Mateus, ao relatar a história de José, esposo de Maria, vê no nascimento de Jesus o cumprimento da profecia de Isaías: "Eis que uma Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7,14), que significa: Deus conosco." (Mt 1,23).

2.      Isaías prometeu que Deus enviaria luz e alegria por meio do nascimento de uma criança que quebraria o “jugo da sua carga” (Isaías 9:4) e seria chamada “Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”

3.      Isaías 7,14 previu que Jesus nasceria de uma virgem. Isaías 9,1 previu que Ele seria da Galileia. 

4.      Isaías 9,6 (nosso versículo chave) predisse que o Messias nasceria como uma criança e que Ele não seria apenas rei, mas também “Deus Poderoso”.

5.      Emanuel: expressa a natureza, a personalidade do Filho de Maria.

6.      O nome está contido na profecia que Isaías proclama diante do desconfiado Acaz, cinco séculos antes da vinda do anunciado nela.

7.       Uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará 'Deus Conosco' (Is 7,14). 'Emanuel': Deus conosco.

 II UM MENINO NOS NASCEU

1- Um Filho se nos deu (Is.9.6a)

1.      Este é um versículo, sobre uma profecia a respeito do nascimento do Messias (Ungido - o Salvador), Jesus Cristo.

2.      Seu nascimento aconteceria em momentos e lugar definido na história, de um modo único e maravilhoso.

3.      Isaías registra quatro nomes que caracterizariam o Messias: 1-Maravilhoso Conselheiro Messias seria um maravilhoso conselheiro sobrenatural. .2) Deus forte- Na pessoa de Jesus Cristo toda a plenitude de Deus -sua Natureza e o Seu caráter -existiriam em forma corpórea (Cl.2.9 e Jo.111.1-14.).

4.      Em outras palavras, Jesus Cristo seria totalmente Deus e totalmente homem, 3) -Pai da Eternidade- O Messias não só mostraria o caminho ao Pai Celestial, mas Ele mesmo seria um reflexo perfeito do Pai. -Amando, protegendo e suprindo as necessidades dos seus filhos, 4) -Principe da Paz- A sua vinda à terra traria as pessoas para um lugar de paz com Deus, libertando-as do pecado e da morte espiritual (Is.11.6-9- Rm.5.1-; Rm.8.2)  

 2-O Governo está sobre os seus ombros (Is.9.6b)

1.      Isaías 9, 6 foi uma mensagem de esperança. Nela, um rei vindouro foi prometido.

2.      Isaías 9,6-7 explica: “Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado, e o governo estará sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.

3.      A profecia continua a ser cumprida à medida que o governo de Jesus Cristo continua a expandir-se eternamente, quando as pessoas.

4.       O aceitam como seu rei e tornam-se merecedoras das bênçãos da vida eterna. (Ver Isaías 9:7.)

5.       Foi a luz que ele viu surgindo na Galileia distante e escura.

6.      Ele viu a alegria do povo; a armadura da guerra deixada de lado; a imagem da paz tendo sucesso; a luz se expandindo e se tornando mais intensa à medida que as trevas se retiravam.

7.      Até que viu nesta região o Príncipe da Paz – o próprio Sol da Justiça.

8.       Os olhos do profeta olhavam atentamente para aquela cena, e estavam fixos naquela parte da gravura: ele vê o Messias em seu escritório e o descreve como já veio e nasceu para a nação.

 

3-O Seu Nome será (Is.9.6c)

1.      A mensagem principal do profeta Isaías é a necessidade de salvação e a promessa de redenção. 

2.      O livro de Isaías aborda temas como a santidade de Deus, o julgamento, o arrependimento e a esperança.

3.      Onde está aquele que pode cumprir e realizar estas grandes obras para a igreja?

4.      O profeta declara que serão feitas pelo Messias, Emanuel.

5.      Contemple-o em sua humilhação: o mesmo Deus poderoso é uma criança a nascer.

6.      Contemple-o em sua exaltação: esta criança, este filho de Deus, este filho do homem rebe a maior honra e o maior poder.

7.      Ele será chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Principe da paz.      

 III O TRONCO, UM REBENTO, UM RENOVO

1-O Tronco de Jessé (Is.11.1-2)

1.      Isaías 11:1-2 fala sobre a descida do Espírito do Senhor sobre um rebento do tronco de Jessé. 

2.      O texto também descreve os espíritos que repousarão sobre esse rebento. Quando olhamos para o mundo de hoje e vemos as consequências da nossa natureza humana pecaminosa - guerra na Ucrânia, tiroteios em massa nas escolas, crianças em situação de pobreza e fome - pode ser demasiado fácil desesperar que nada irá mudar.

3.      Mas o profeta Isaías dá-nos esperança num outro tipo de mundo, um lugar onde o lobo se deitará com o cordeiro e nenhum mal acontecerá.

4.      O profeta descreve um tempo após o julgamento sobre Israel, quando Deus trará um Messias para restaurar a grande dinastia davídica, mas agora nada mais do que um cepo.

5.       Embora os olhos humanos possam ver um quadro sombrio, Deus prepara as raízes para irromper num novo rebento de esperança.

6.      Este novo messias davídico será fortalecido pelo Espírito do Senhor, e Isaías oferece três pares de descrições deste novo governante.

7.      Ele terá sabedoria e compreensão; por outras palavras, ele pode discernir a verdade de um assunto e oferecer julgamentos em conformidade.

8.      Terá também conselhos e poder; isto é, saberá o que fazer e terá o poder de levar a cabo esses planos.

9.      Finalmente, ele terá o espírito do conhecimento e o temor do Senhor.

10.   Este tipo de conhecimento vem de estar em relação de aliança com Yahweh; aquele que experimentou a bondade do Senhor naturalmente oferecerá admiração e reverência ao único Deus verdadeiro.

11.   Como resultado, este Messias será o governante ideal.

 2-Justiça e Equidade (Is. 11.3-5)

1.      Este novo governante terá também um reinado ideal.

2.      Deus sempre se preocupou com os pobres, os órfãos, as viúvas, e os estrangeiros, como qualquer pessoa que leia através do Antigo Testamento rapidamente descobrirá.

3.      No entanto, estes mais vulneráveis na sociedade são muitas vezes aqueles que outros ignoram ou dominam.

4.      Mas o messias de Deus corrigirá as coisas, julgando com equidade.

5.      Tal como Deus não julgou pela aparência exterior quando escolheu o mais novo dos filhos de Jessé para ser rei de Israel (1 Samuel 16,7), também o novo rei davídico não será enganado pela aparência exterior quando repreende o opressor e levanta os pobres.

6.      Vestindo a justiça e a fidelidade como marcadores de identidade do seu reinado, este Messias corrigirá todas as coisas.

7.      Os resultados deste reinado ideal pelo governante ideal afetam o mundo inteiro e criam um reino ideal.

8.      Isaías usa o contraste entre animais selvagens e domésticos - predador e presa - para mostrar que a paz irá transformar o mundo.

 3-Paz e conhecimento Pleno (Is.11.6-9)

1.      Este reino pacífico só é possível quando o conhecimento do Senhor enche a terra.

2.      Nesse dia, todas as nações se reunirão em torno da bandeira do Messias, a raiz de Jessé.

3.      Evidentemente, Jesus enfatiza este tema quando lê do pergaminho de Isaías na sinagoga de Nazaré no sábado, declarando que cumpriu a promessa do profeta (Lucas 4,16-21).

4.      O ministério de Jesus corrobora esta proclamação.

5.      Ele cura os doentes, expulsa os demónios, e perdoa o pecador.

6.      Jesus ignora as distinções sociais da sua época, proclamando as boas novas aos samaritanos (João 4:1-42).

7.      Curando os gentios (Marcos 7:24-30).

8.      Ensinando as mulheres (Lucas 10:38-42).

9.      E ministrando tanto aos ricos (Lucas 19:1-10).

10.   Como aos pobres (Lucas 8:43-48).

11.   Ele repreendeu os poderosos pela sua falta de justiça (Mateus 23:23) e a sua incapacidade de cuidar dos pobres (Lucas 16:19-31).

12.   A própria escolha de discípulos de Jesus demonstrou que o lobo e o cordeiro podiam viver juntos em paz.

13.   Não se podia ser politicamente mais incorreto do que pedir a um cobrador de impostos (Mateus) e a um zelote (Simão o Zelote, Lucas 6:15) que trabalhassem juntos.


Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)

 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

INTRODUÇÃO AO LIVRO DE ISAÍAS

 

INTRODUÇÃO AO LIVRO DE ISAÍAS

Is.1.1-20

Introdução: Isaías, filho de Amós, seu nome, cujo significado é “a salvação do Senhor” ou “o Senhor salva”, é apropriado para um profeta por intermédio de quem Deus deu a sabedoria da salvação a Seu povo – especialmente a este profeta, que tanto profetizou de Jesus, o Salvador, e da grande salvação por Ele.

 I OS PROFETAS NO ANTIGO TESTAMENTO

1-Profetas literários e não literários (Gn.20.7)

1.      “Restitui a mulher ao seu marido” -Este episódio aconteceu quando o rei Abimeleque, iria tomar Sara por sus esposa, este rei teve um sonho, e Deus o advertiu, que Sara era esposa de Abrão.

2.      Ele o encarregou de fazer uma restituição.

3.      Agora que você está mais bem informado, restitua a mulher ao seu marido.

4.      A falta de conhecimento só serve de desculpa enquanto ela existe.

5.      Se nós seguirmos um caminho errado por causa da falta de conhecimento, não teremos desculpas para persistir nele conscientemente (Lv.5.3-5).

 2-Mulheres de Deus e profetizas (Jz.4.4)

1.      Débora- É dito que ela era esposa de Lapidote.

2.      Seu nome significa “abelha”; ela era doce com os amigos e afiada com os inimigos.

3.      Débora fazia pavios para os candelabros do tabernáculo.

4.      Ela era uma mulher de esclarecimento, ou esplendores, extraordinariamente instruída e sábia e, portanto, veio a ser muito eminente e ilustre.

5.      Ela possuía um relacionamento íntimo com Deus.

6.      Era profetiza, instruída no conhecimento divino pela inspiração imediata do Espírito de Deus (Espírito Santo), tinha dons de sabedoria, os quais obteve não de qualquer jeito, ouvia as palavras de Deus.        

 3-Falsos Profetas (Jr.28.15)

1.      Explicação de Jeremias 28:15

1.      A Advertência de Jeremias a Hananias: Quando a Mentira é Mais Atraente que a Verdade

2.      Jeremias era um profeta fiel a Deus, que havia sido chamado para alertar o povo de Judá sobre as consequências de sua infidelidade e idolatria.

3.      Ele pregava a verdade, mesmo que isso significasse ir contra a opinião popular.

4.      Em contrapartida, Hananias era um falso profeta, que se aproveitava da ingenuidade do povo para persuadi-los com mentiras.

5.      Certo dia, Hananias fez uma profecia que contradizia a mensagem de Jeremias.

6.      Ele disse que, em dois anos, Deus restauraria o templo e todos os utensílios sagrados que haviam sido levados para a Babilônia.

7.      Além disso, ele prometeu que o rei Jeconias e todos os exilados voltariam para Jerusalém.

8.      Essa profecia agradou ao povo, que ansiava por um retorno à normalidade.

9.      Jeremias, no entanto, sabia que essa profecia era falsa.

10.   Ele confrontou Hananias em público, dizendo que Deus não havia enviado essa mensagem e que Hananias estava enganando o povo. Jeremias sabia que a verdade nem sempre é agradável, mas ele preferia ser fiel a Deus do que agradar aos homens.

11.   Hananias, por sua vez, não gostou de ser desmascarado.

12.   Ele pegou o jugo que Jeremias usava como símbolo de submissão a Deus e quebrou-o, dizendo que Deus quebraria o jugo do rei da Babilônia.

13.   Ele também ameaçou Jeremias, dizendo que Deus o mataria antes do fim do ano.

14.   No entanto, Jeremias não se intimidou.

15.   Ele sabia que a verdade era mais importante do que a popularidade ou a segurança pessoal.

16.   Ele disse a Hananias que, se Deus realmente o matasse, isso seria uma prova de que Hananias era um falso profeta.

17.   Ele também reiterou que a mensagem de Hananias era falsa e que o povo deveria se arrepender de seus pecados e se submeter a Deus.

18.   No final, a profecia de Hananias não se cumpriu.

19.    Dois meses depois, ele morreu, provando que Jeremias era o verdadeiro profeta.

20.   A história de Jeremias e Hananias é um lembrete de que a verdade nem sempre é atraente ou fácil de aceitar.

 II O PROFETA ISAÍAS E SEU LIVRO

1-Profeta Isaías (Is.1.1)

1.      Os profetas eram chamados de videntes, então suas profecias eram adequadamente chamadas de visões.

2.      Era quem enxergava com os olhos da mente e previa claramente por meio da revelação divina, como se estivesse visto com os olhos carnais. 

3.      O Senhor mostrou a Isaías, em uma visão, a apostasia de Israel e ordenou que o povo se arrependesse e se purificasse.

4.      Isaías profetizou que a casa do Senhor seria estabelecida nos últimos dias e que os orgulhosos seriam humilhados na Segunda Vinda do Salvador.

5.      Em Isaías 1, Deus é mostrado ao profeta falando com Seu povo que havia quebrado a promessa da aliança feita com Ele.

6.      É como uma cena de tribunal: Deus é o juiz e o céu e a terra são as testemunhas (v. 2).

7.      As maldades das pessoas são a razão dos julgamentos horríveis.

8.      “Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra” (Isaías 1:2) é um exemplo de paralelismo.

9.      Com essas palavras Isaías convidou as pessoas de todos os lugares a ouvirem as palavras que o Senhor tinha dado a ele.

10.   Isaías também usou imagens para ilustrar e ajudar as pessoas a visualizarem ideias espirituais.

 2-A família de Isaías (Is.7.3; 8.3)

1.      Então o SENHOR disse a Isaías: Agora tu e teu filho Sear-Jasube, saí ao encontro de Acaz, ao final do aqueduto do tanque superior, na estrada do campo do lavandeiro.

2.      Saí ao encontro de Acaz- Deus ordenou a Isaías que levasse seu pequeno filho (Sear-Jasube), pois ele carregava consigo um sermão em Seu nome.

3.      Ele o orientou onde encontraria Acaz – ao fim do canal do viveiro superior.

4.      Ele colocou palavras em sua boca, caso contrário, o profeta não saberia como levar uma mensagem boa para um homem tão mau.

5.      No entanto o Senhor queria enviá-la para apoiar os israelitas que ainda tinham fé.

6.      O profeta deve reprender os seus medos

7.      Is.8.3- Aqui, vemos colocarem o título deste livro como nome da criança.

8.      Toda vez que esta for chamada por seu nome, ou qualquer parte dela, servirá como memorando dos julgamentos que virão.    

 3-O Livro de Isaías e seu propósito (Is.1.18)

1.      “Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve”.

2.      Através do arrependimento uma submissão ao “tratamento” que Cristo nos oferece para nos lavar de nossos pecados, somente a Graça de Deus poderia nos reconciliar e nos salvar de nossos pecados.

3.      O tom no início do livro de Isaías pode parecer desagradável, devido a série de julgamentos da parte de Deus.

4.      Mas esse trecho nos traz a esperança de que a Graça de Deus é reconciliadora, ‘arrazoemos’, ou seja, Isaías está convidando seus conterrâneos a arrependerem-se.

5.      Comparando nossos pecados a escarlata e o carmesim corantes profundos onde o tecido é mergulhado diversas vezes para ganhar sua cor avermelhada.

6.      Assim como muitas vezes repetimos o mesmo erro, mas a promessa de Deus é que eles se tornariam brancos como a neve e a lã.

7.      É algo impensável para aquela época, já para nossa época é um processo difícil, tirar uma coloração forte de um tecido, só um processo tão drástico como o sacrifício de Cristo, um processo provavelmente utilizando o hissopo como citado em Salmos 51:7.

 III REPREENSÃO E PROMESSA

1-Juízo e arrependimento (Is.1.19-20)

1.      Esta promessa que está registrada em Isaías 1:19 está relacionada a uma escolha, seguido de uma decisão.

2.       Precisamos ter em mente que a decisão sempre é o resultado final de uma escolha.

3.      E Toda escolha exige uma renúncia, mas infelizmente queremos as coisas certas, mas queremos outras coisas também. 

4.      Mas não convém que isto seja assim, por que sendo assim nunca iremos desfrutar do melhor de Deus para nossas vidas. 

5.      Na terça feira aprendemos que ouvir requer: Paciência, disposição, atenção, interesse etc...

6.      E que precisamos desenvolver a habilidade de ouvir, pois aqueles que desprezam estes quesitos estão fadados ao insucesso ou a grandes perdas. (a decisão passa por alguns processos, consciência, pensamento e avaliação) Josué 24:15 a17

7.      Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais.

8.      Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. Então, respondeu o povo e disse: Longe de nós o abandonarmos o SENHOR para servirmos a outros deuses; porque o SENHOR é o nosso Deus.

9.      Ele é quem nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, quem fez estes grandes sinais aos nossos olhos e nos guardou por todo o caminho em que andamos e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos.

 2-Julgamento de Judá e Jerusalém (Is.3.1-3)

1.      Isaías 3 Estudo: “O Bordão Será Tirado”

2.      Em Isaías 3 a confiança de Judá e Jerusalém nos artifícios humanos estão prestes a ser destruídos pelo Senhor Deus.

3.      Utilizando a figura de um "bordão", o Soberano avisa ao seu povo que tudo aquilo em que eles se apoiam está prestes a ruir.

4.      Julgamento de Judá e de Jerusalém pelo seu pecado-v.1-4.

5.      Is.3.1-4 -“Porque eis que o Senhor, o Senhor dos Exércitos, tira de Jerusalém e de Judá o sustento de pão e todo sustento de água; o valente, o guerreiro e o juiz; o profeta, o adivinho e o ancião, a autoridade, o capitão de cinquenta, o respeitável, o conselheiro, o hábil entre os artífices, o conhecedor de magia, e o encantador perito, o perito em maldição.

6.      Dar-lhes-ei meninos por príncipes, e crianças governarão sobre eles.

7.      Porei jovens no governo, irresponsáveis dominarão.

8.      Porque eles confiaram em sua abundância e prosperidade, Deus traria seca, fome, ou seja, falta de chuva e esterilidade no campo.

9.   Seu poder sobre a natureza, também para privá-los de todos os apoios de sua vida e de seu governo.

 3-A parábola da vinha e os ais (Is.5.5-8)

1.      Israel é a vinha de Deus que foi lavrada e semeada por Ele com muito cuidado.

2.      Ele esperava colher uvas boas, mas a vinha produziu uvas bravas [NVI: ‘uvas azedas’].

3.      Em outras palavras: Deus deu tudo ao Seu povo, mas eles não lhe retribuíram.

4.      Pelo contrário, destruíram o que receberam: a herança da terra, a herança da Palavra e as leis que os conduziriam por um caminho de vida. Retribuíram a Sua misericórdia e Sua fidelidade com más ações e infidelidade (v. 1-4), por isso o Senhor traria destruição (v. 5-7).

5.      As cidades seriam assoladas e ficariam sem muros, seriam queimadas, e seus campos não dariam frutos [cf. Mt 21: 33-46, com ênfase nos vs. 42-43:

6.      “Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram, esse veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?

7.      Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos”].

8.      Aqui no livro de Isaías, Deus daria Israel aos assírios e babilônios para ser destruída por tê-lo rejeitado.

9.      No NT Deus daria o reino de Deus aos gentios, pois Israel O rejeitou através de Seu Filho Jesus.

Pr. Capl. Carlos  Borges (CABB)

 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

TERCEIRA VIAGEM E BÊNÇÃO APOSTOLICA

 


2 Co.13.1-13

Introdução: Paulo continua orando por seus queridos coríntios. Ora em favor do seu aperfeiçoamento na fé de na conduta. Ele sabe que muitos deles são crentes imaturos, mas os faz lembrar que são crentes e que estão em Cristo (2 Co.135) e Cristo neles.

 

I TODA QUESTÃO SERÁ RESOLVIDA

1-Duas ou mais testemunhas (2 Co.13.3)

1.      2 Coríntios 13:1 -A expressão a terceira vez é interpretada de duas maneiras.

2.      Aqueles que sustentam que Paulo havia visitado Corinto duas vezes antes de escrever esta carta entendem o trecho de modo literal.

3.      Afirmando que o apóstolo havia estado ali duas vezes e, agora, estava pronto para uma terceira visita.

4.      Os que afirmam que Paulo havia estado em Corinto apenas em uma ocasião baseiam-se no texto de 2 Coríntios 12.14 e consideram que ele estava preparado para ir novamente, mas não o fizera.

5.      2 Coríntios 13:2 -Anteriormente o disse. 

6.      Em 1 Coríntios, Paulo advertiu seus leitores contra a imoralidade sexual (1 Co 6.12-20).

7.      Ao escrever esta carta, estava advertindo-os uma segunda vez (2 Co 12.21).

8.      Não lhes perdoarei significa que os confrontaria, caso fosse necessário.
2 Coríntios 13:3- Paulo confrontaria os pecadores (v. 2), uma vez que os coríntios estavam buscando uma prova de Cristo nele.

9.      Aparentemente, os críticos de Paulo afirmavam que o apóstolo tinha de mostrar-se forte, duro.

10.   Paulo afirma que, quando os visitasse novamente, agiria assim.


2-Façam o bem e serão aprovados (2 Co.13.4-6)

1.      2 Coríntios 13:4- O termo porque indica que Paulo explicaria como Cristo, que é forte, podia falar por intermédio dele, que era fraco.

2.      Como Cristo aparentou ser fraco na cruz, mas foi ressuscitado pelo poder de Deus, assim também Paulo era fraco, mas por meio do poder do Senhor viveria com Cristo, em força, diante deles.

3.      Paulo não estava falando da ressurreição futura, mas de sua vida no poder de Cristo e da próxima visita àqueles irmãos.

4.      2 Coríntios 13:5- Os coríntios tinham buscado provas de que Cristo falava por intermédio de Paulo; o apóstolo lhes disse que examinassem a si próprios e vissem se estavam na fé (1 Co 16.13; Tt.1.13). Paulo não duvidava de que os coríntios fossem cristãos genuínos (2 Co 1.1, 24; 7.1; 8.1; 12.14). No entanto, desejava que fizessem uma autoavaliação e determinassem se estavam caminhando de acordo com o evangelho em que declaravam crer.

5.      Paulo desejava que eles aplicassem a si próprios os mesmos padrões que exigiam dele.

6.      2 Coríntios 13:6 -Mas espero que entendereis que nós não somos reprovados.

7.      Independentemente de como os coríntios se saíssem nessa avaliação, tinham de ser assegurados de que o apóstolo era um servo do Deus genuíno.

  

3-Oração intercessora (2 Co.13.7)

1.      2 Coríntios 13:7-9 -Paulo orava para que eles não fizessem mal algum; provavelmente uma referência aos pecados citados em 2 Coríntios 12.20, 21.

2.      E para que fossem achados aprovados.

3.      O vocábulo grego traduzido como aprovados era utilizado para descrever a calcificação de ossos e a reconciliação de amigos.

4.      Paulo estava orando para que houvesse o fim das divisões (2 Co 12.20).

5.      Bem como a restauração do amor e da fé.

6.      Se sua oração fosse atendida, ele aparentaria estar reprovado, pois não teria de exercitar sua autoridade apostólica para disciplinar os coríntios.

  

II AUTORIDADE PARA EDIFICAR E NÃO DESTRUIR

1-Nada podemos contra a verdade (2 Co.13.8)

1.      Abundar em todas graças- Esse Deus generoso pode e irá ricamente conceder aos cristãos a capacidade de serem generosos em medida excelente e abundar e superabundar.

2.      Em Jesus, sempre temos mais e nunca menos.

3.      Mesmo quando em circunstâncias de maior escassez, cristão sempre terão oportunidade de fazer o bem-

4.      A suficiência-Gr. autarcheia-literalmente “governar a si mesmo”.

5.      À medida que o evangelho entra na cultura grega e começa a mudá-la, Paulo faz uso desse conhecido termo estoico e o amplia com um novo conteúdo.

6.      Os estoicos (relativo ao estoicismo- doutrina filosófica da antiguidade condicionava a felicidade a uma atitude de coragem impassível diante da dor e do mal), ou seja firmeza, austeridade, resignação diante da adversidade.

7.      Os estoicos alcançaram suficiência por meio de seus próprios recursos internos, mas os cristãos recebem a sua suficiência, unicamente, como um presente de Deus.

  

2-Igreja aperfeiçoada e edificada (2 Co. 13.9-10)

1.      Pois ficamos felizes quando estamos fracos … – Alegramo-nos pelo seu bem-estar e estamos dispostos a nos submeter à abnegação e à enfermidade.

2.      Se isso promover sua força espiritual.

3.      Na conexão em que está, parece significar:

4.      Estou contente em parecer fraco, desde que você não faça nada errado.

5.      Estou disposto a não ter ocasião de exercer meu poder de punir os ofensores, e preferia estar sob a censura de ser realmente fraco, do que ter a oportunidade de exercer meu poder punindo você por transgressão.

6.      Vocês sejam fortes na fé e na esperança do evangelho, estou muito disposto, mas me alegro por estar sob essa necessidade de parecer fraco.

7.      Deus que capacita os fazendeiros a semear e a colher, irá capacitar os seus filhos a fazerem boas obras e fará prosperar os seus esforços. 

  

3-Aperfeiçoai-vos e consolai-vos (2 Co. 13.11)

1.      Paulo encerra sua carta aos coríntios pedindo união entre os irmãos e a presença de Deus.

2.      Ele incentiva a consolarem-se mutuamente e viverem em paz para que Deus, o Deus do amor e da paz, esteja com eles.

3.      Paulo deseja também a graça, o amor e a comunhão do Espírito Santo sobre os coríntios.

4.      2 Coríntios 13:11-É uma passagem  bíblica que encoraja as pessoas a cumprirem a vontade de Deus para obter a salvação.

5.      Esta passagem é parte de uma carta escrita pelo apóstolo Paulo aos cristãos em Corinto.

6.      Nesta parte da carta, Paulo está aconselhando os crentes a perseguirem a fé, a esperança e o amor.

7.      Estes são três importantes elementos da doutrina cristã que devem ser vistos juntos para compreender o significado desta passagem.

8.      Começando pela fé, Paulo está dizendo que, para cumprir a vontade de Deus, os cristãos devem manter a fé.

9.      A fé é, de acordo com a teologia cristã, uma crença profunda no Deus vivo, que está presente em nossas vidas.

10.   É a confiança de que Deus está à frente e nos dirigindo, mesmo quando não podemos ver.

11.    É essa fé que nos permite aceitar e seguir a vontade de Deus para nossas vidas.


III A BÊNÇÃO APOSTÓLICA

1-A graça de nosso Senhor Jesus Cristo (2 Co.13.13a)

1.      O versículo 2 Coríntios 13:13 diz: "A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês". 

2.      Por meio do Deus Trindade nos é oferecida a graça de Jesus, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo.

3.      A graça é perdão dos pecados, como aquele oferecido a mulher adúltera, ao filho pródigo.

4.      2 Coríntios 13:13 Todos os santos dizem respeito aos outros cristãos da localidade de onde Paulo estava escrevendo.

5.      2 Coríntios 13:14 A bênção final evoca a bênção do Deus trino: a graça do Senhor Jesus Cristo (2Co.8.9), o amor de Deus (v.11) e a comunhão do Espírito Santo.

 2-E o amor de Deus 2 Co.13.13b)   

1.      A única benção trinitária nas cartas de Paulo, enfatizam que a graça, o amor e a comunhão uns com os outros vêm de Deus em Cristo, através do Espírito.

2.      A referência final de Paulo ao Espírito lembra que ele está escrevendo e orando como um ministro da nova aliança.

3.      Todos vocês-uma ênfase final sobre a unidade da igreja reconciliada, efetivada pelo próprio Deus.

4.      A intensificação dessa unidade foi um dos principais objetivos da carta de Paulo.

5.      Ele indica que o nosso dever, que é estar, de olho no Pai, no Filho e no Espírito Santo.

6.      Viver em continua consideração pelas três pessoas da Trindade, em cujo nome somos abençoados.

 

3-E a comunhão do Espírito Santo (2 Co.13.13c)

1.      Ao final de sua carta, Paulo identifica a solução para muitos dos problemas dos cristãos de Corinto.

2.      O Espírito Santo, que habitava em cada um deles, poderia capacitá-los a viver retamente.

3.      Além disso, o Espírito poderia reconciliá-los uns com os outros.

4.      Eles poderiam transmitir amor e estímulo, em vez de brigarem uns com os outros (2 Co 12.20).

5.      Os coríntios necessitavam da graça de Deus, e não do egoísmo; do amor do Senhor, e não da ira; de comunhão, e não de conflito.

6.      São as comunicações do Espírito Santo que nos qualificam para um interesse na graça de Cristo e no amor de Deus, e não precisamos desejar mais coisa alguma para nos fazer felizes do que a graça de Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo.  

Pr. Capl. Carlos Borges (CABB)