domingo, 14 de julho de 2013

JESUS,O MODELO DE CRESCIMENTO

JESUS, O MODELO DE CRESCIMENTO.
Ef. 2.5-9
Introdução: João ao escrever sua epístola, está falando aos “filhinhos” aqueles que ainda são  “crianças” na fé, depois ele se refere aos jovens os “adolescentes” na fé, os que são empolgados, a força jovens que está no vigor da mocidade, e por fim ele escreve aos “pais” os mais “maduros” aqueles que trazem uma grande experiência de vida, que já sabem discernir com certa habilidade o “certo” do “errado”, e dessa maturidade que a nossa lição vai falar aos corações sensíveis a voz (escrita) do “Espírito Santo”, que é a Palavra de Deus.

I TRAÇANDO ALVOS (2 Co. 5.21).
1-Modelo
v  As Escrituras não declaram em nenhum lugar que Cristo foi “pecador”.
v  Ele sempre permaneceu como o imaculado Cordeiro de Deus.
v  Cristo tomou, sim, nossos pecados sobre si, e Deus Pai o fez objeto do seu juízo ao tornar-se Ele uma oferenda na cruz pelos nossos pecados (Is. 53.10).
v  Jesus, ao sofrer o nosso castigo na cruz, tornou-se possível a Deus perdoar os pecadores, sem violar suas próprias justiças. (Is.53.5; Rm 3.24).
v  Somos feito Justiça de Deus, aqui não se trata de justiça legalista, mas à justiça experimental do crente como nova criatura, isto, é quanto ao seu caráter e estado moral, que se fundamenta em sua fé em Cristo e dela flui (Fp. 3.9).
v  O contexto fundamental dessa passagem (vv.14-21) diz respeito ao crente viver para Cristo (v.15).
v  Controlado pelo “amor de Cristo”, torna-se uma nova criatura em Cristo e desempenhar o ministério da reconciliação como representante de Deus e da sua justiça na terra (vv.18-20).

2-É possível ser perfeito (Hb 2.10)
Ø  Isso não significava que Cristo precisava tornar-se moral e espiritualmente perfeito.
Ø  O que foi aperfeiçoado foi seu papel de “príncipe” ou guia aquele que vai adiante, para abrir caminho para os outros seguirem.
Ø  Ele somente poderia ser o Salvador perfeito de todos quantos crêem se primeiramente suportasse o sofrimento e a morte como ser humano.
Ø  Sua obediência e morte na cruz qualificaram-no como representante perfeito da humanidade caída e para levar sobre si a penalidade do pecado em favor deles.

II MATURIDADE DE JESUS
1-Física (Lc. 2.52)
·         Passaram-se 18 anos da vida de Jesus, sem haver menção Dele.
·         Como foi a sua vida durante esses anos, temos relatos de Mt. 13.55 e Mc 6.3, que Jesus cresceu em uma família numerosa, que seu pai(adotivo) era carpinteiro e que Ele(Jesus) aprendera aquele ofício.
·         É provável José tenha falecido antes de Jesus começar seu ministério público e que Jesus tenha sustentado sua mãe e seus irmãos e irmãs mais novos (com oficio de carpinteiro).
·         Esse ofício incluía os consertos domésticos, a fabricação de móveis e a construção de implemento agrícola, tais como arados e jugo(cangalhas de animais)
·         Durante esses anos ele cresceu e se desenvolveu tanto física como espiritualmente, de conformidade com a vontade de Deus, plenamente consciente de que Deus era seu Pai (v.49).

2-Mental (Rm 12.1,2)
§  O crente deve ter uma paixão sincera por agradar a Deus, no amor, na devoção, no louvor, na santidade e no servir.
§  Nosso maior desejo deve ser uma vida de santidade, e sermos aceito por Deus.
§  Para tanto precisamos, nos separar do mundo e aproximar-nos cada vez mais de Deus.
§  Devemos viver para Deus, adorá-lo, obedecer-lhe, opor-nos ao pecado e apegar-nos à justiça, resistir e repudiar o mal, ser generosos com o próximo na prática de boas obras, imitar a Cristo, segui-lo, servi-lo, andar na direção do Espírito Santo e ser cheio Dele.

3-Social (Ef. 5.11)
ü  Aquele que é em tudo leal a Cristo, não pode ser neutro, nem manter silêncio quanto à “obras infrutuosas das trevas” (v.11), imoralidade (v.3-6).
ü  Deve sempre estar pronto a desmascarar, repreender e denunciar o mal em todas as suas formas.
ü  Bradar sinceramente contra toda a iniquidade é odiar o pecado (Hb. 1.9).
ü  Tomar posição com Deus contra o mal e permanecer fiel a Cristo, o qual também denunciou as obras das trevas (Jo. 7.7; Is. 15.18).
ü  A recomendação de Paulo é: Sede meus imitadores como eu sou de Cristo.

4-Espiritual (1 Co. 3.2)
v  Um dos problemas principais da igreja de Corinto era sua tentativa de desfrutar das bênçãos de Deus e ao mesmo tempo recusar separar-se dos maus caminhos do mundo.
v  Os dirigentes da igreja de Corinto deixavam os novos crentes permanecer na congregação sem abandonarem muitas de suas práticas pecaminosas.
v  Os coríntios estavam tolerando na igreja: divisões egoístas (11.18), filosofia mundana (1.18-25), invejas e contenda (3.3), orgulho (3.21; 4.7), imoralidade (5.1), ações banais na justiça (6.1-8), frequência a festas idólatras (Cap. 8.10), e a rejeição dos ensinos apostólicos (14.36,37).
v  Os coríntios deixaram de perceber a necessidade absoluta da verdade apostólica, do amor e dos padrões de piedade (6.910; 13) passaram a exercitar erroneamente os dons do Espírito (cap. 12; 14), profanaram a Ceia do Senhor (11.20-34)). E a distorcer a mensagem do Evangelho (1.18-31).

III EDIFICADO POR DEUS
1-Na família (Jo. 3.3-6).
*      O que Nicodemus sabia a respeito do Reino?De acordo com as Escrituras, ele sabia que esse Reino era governado por Deus, seria restaurado na terra e abrangeria o povo de Deus.
*      Jesus revelou para o devoto fariseu que o Reino viria para o mundo todo (Jo. 3.16), não somente para os judeus, e que Nicodemus não poderia fazer parte dele (Reino) se não nascesse de novo (Jo. 3.5).
*      A expressão “da água e do Espírito” pode referir-se:
1-      Ao contraste entre o nascimento físico (representado pela água) e o nascimento espiritual (representado pelo Espírito).
2-      Á regeneração pelo Espírito, simbolizado pelo batismo cristão, visto que a água é usada como agente de purificação, obra realizada pelo Espírito Santo de Deus (Tt. 3.5).
*      Nicodemus certamente estava familiarizado com as promessas de Deus registrada em Ezequiel 36. 25,26.
*      Jesus explicou a importância do renascimento espiritual, dizendo que o povo não entraria no Reino de Deus por viver uma vida melhor, mas se renascesse espiritualmente.

2-Nas mãos de Deus (1 Co. 3.9).
§  A obra de Deus envolve muitos indivíduos diferente com uma variedade de dons e habilidades.
§  Não existem “estrelas” nem “astros” nessa tarefa, somente membros de equipes executando suas funções específicas.
§  Podemos nos tornar membros da útil equipe de Deus, colocando de lado nosso desejo de receber a glória pelo que fazemos.
§  Não busque o elogio que vem das pessoas – este é comparativamente desprezível, antes busque a APROVAÇÃO DE DEUS.

IV APRENDENDO COM JESUS
1-Humildade (Fp). 2.5-8
Ø  Jesus Cristo era humilde e estava disposto a renunciar aos seus direitos para obedecer a Deus e servir ao povo.
Ø  Devemos assim como Cristo, adotar a atitude de um servo e servir pelo amor que temos a Deus e aos nossos semelhantes, e não por qualquer sentimento de medo ou culpa.
Ø  Para tornar-se humano, Ele não desistiu de sua divindade, mas deixou de lado o direito à sua glória e poder.
Ø  Em sua plena humanidade, Jesus nos mostrou tudo aquilo que pode ser transmitido em termos humano a respeito do caráter de Deus.

2-Obediência (Fp. 2.8) 
v  A obediência de Cristo a Deus levou-o a aceitar sua própria morte, e morte de Cruz, era a marte mais cruel, implantado pelos romanos.
v  Os prisioneiros eram amarrados ou pregados na cruz, e ficavam expostos até morrerem por asfixia, quando o corpo ficava pesado por enfraquecimento que tornava a respiração cada vez mais difícil.
v  Jesus morreu como alguém que tinha sido amaldiçoado (Gl. 3.13), como é espantoso que um homem perfeito tenha sofrido essa morte vergonhosa para não termos que enfrentar o castigo eterno.

3-Salvos para servir (Hb. 10.7).
·         Deus deseja de nós obediência e um coração reto diante Dele, não uma complacência vazia ao sistema sacrifical.
·         Por Jesus ter derramado seu próprio sangue por nós, seu sacrifício é infinitamente maior do que qualquer oferta do Antigo Testamento.
·         Por isso devemos responder a Ele oferecendo-lhe nossa devoção e serviço.
·         Não basta nos abstermo-nos do pecado ou guardarmos as suas leis, precisamos chegar a Ele com fé para sermos perdoados, e então segui-lo em amorosa obediência.
·          A obediência está de certa forma atrelada a confiança, o serviço ao amor, à reverência ao respeito, temor e tremor, a diligência ao zelo, afeição.


Ev.Carlos Borges(CABB)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A VERDADEIRA MENSAGEM DO MILÊNIO

A VERDADEIRA MENSAGEM DO MILÊNIO
Um famoso historiador revela que esse 2 mil anos aguardam algo de extraordinário.
Por Paul Johnson
O que importa na história nem sempre é o que acontece, mas também o que obstinadamente se recusa a acontecer. Foi  em 1882 que o  filósofo Friedrich Nietzsche fez  o célebre e terrível  anúncio: “Deus está morto.”Falava  em nome  de muitos intelectuais que acreditavam que o progresso da ciência levaria a um declínio da fé religiosa – o cristianismo vindo a ser  o principal perdedor.
Ao aproximar-se o ano 1900, muitos eminentes pensadores seculares, inclusive George Bernard Shaw e H.G.Wells, argumentavam que o raiar do século 20 marcaria o fim da fase religiosa da História.
Ainda em 1957, Julian Huxley, primeiro diretor-geral da UNESCO, escrevia, em triunfo antecipado: ”Operacionalmente, Deus começa a parecer não um governante, mas um último evanescente sorriso cósmico.”.
Mas cá estamos, no limiar de um novo milênio, e o cristianismo está bem vivo e forte no pensamento e no coração de incontáveis crentes. E todas as evidências sugerem que ainda estará florescendo dentro de mais mil anos, pois continua alançar novas raízes e a recuperar territórios perdidos.
Na África Ocidental, cristãos – cujos antepassados há dois séculos eram pagãos – construíram uma das maiores igrejas do mundo, praticamente do tamanho da Basílica de São Pedro em Roma. Na Rússia, o prédio que por 67 anos  abrigou o Museu da Religião ê do Ateísmo é hoje  uma igreja da fé cristã ortodoxa, repleta de fiéis.
Nos Estados Unidos, quase metade da população frequenta regularmente um local de culto – a grande maioria – igrejas cristãs. O catolicismo espalha-se pela África do Sul, o evangelismo protestante, pelo Brasil e pela América Latina. O cristianismo está até mesmo voltando a crescer na China, a despeito de 50 anos de esforço por parte do governo comunista para subvertê-lo.
O milênio, portanto, e nada menos que um jubileu cheio de mistérios notáveis. E o primeiro mistério é este: há dois mil anos uma criança nasceu numa aldeia obscura e remota do Império Romano. A criança cresceu e tornou-se um reformador religioso que pregou  durante três anos e depois foi condenado à morte por ser um estorvo às autoridades colônias romanas.Em resumo,trata-se da história de um fracasso,terminando em morte  horrenda e vergonhosa.
Hoje o mundo de seis milhões de habitantes conta os anos e conduz seu ciclo anual em memória desse fracassado que foi crucificado.Pela  primeira vez, a Igreja Católica  conta com mais  de um bilhão de fiéis e outras igrejas cristãs têm  ao todo quase o mesmo  número de seguidores. É impossível viajar para qualquer parte do globo sem encontrar uma igreja ou capela, um símbolo ou objeto de arte comemorando a obra de Jesus.
De certo modo, o mistério do sucesso póstumo de Jesus e a permanência de suas palavras ajudam a explicar outros mistérios. Pois sua mensagem é: “O poder é efêmero e o sucesso mundano não passa de pó e cinza.”.
É curioso notar que, em todas as eras e todas as sociedades, grandes massas de pessoas são atraídas pelos mansos e não pelos fortes, pelos sofredores e não pelos vencedores, Jesus tocou nesse ponto sensível da humanidade – a bondade e a compaixão que existe dentro de nós - e nisso fundou aquela que muitos acreditam seja a mais influente de todas as religiões.
Se Jesus voltasse às vésperas do terceiro milênio encontraria tanto fenômenos estranhos quanto familiares.
Estranho seria o esplendor das muitas instituições eclesiásticas que Ele fez surgir – a Basílica de São Pedro, por exemplo, ou a Catedral de São Paulo, em Londres.
Familiares a Jesus seria os ecos preciosos de suas próprias Palavras.
Se Ele ouvisse um sermão comum pregado na missa de domingo na igreja católica de uma aldeia italiana, ou no ofício numa capela batista do Texas, ouviria as mesmas injunções que dirigiu ao povo da Judéia há quase 2 mil anos.
Ele observaria ainda que suas palavras não perderam a importância.
Podemos usar a internet e ver o mundo pela TV, mas basicamente somos iguais aos pecadores, plantadores de olivais e pastores que se sentavam aos pés de Jesus no monte. Um dos temas dos ensinamentos de Jesus conserva até hoje  pertinência especial e,  além disso, explica por que  o cristianismo não precisa recear os desafios do terceiro milênio.Esse  tema central é o de que Deus, e não o homem, é a autoridade final.Somente Deus tem  direitos. Os seres humanos têm deveres, e negar a Deus seus direitos é um risco que corremos por nossa conta.
Vivemos um século terrível de guerra e destruição precisamente porque homens poderosos usurparam as prerrogativas de Deus. Denomino o século 20 o Século da Física, inaugurado pelas teorias espaciais e geral de Einstein.Durante esse período, a Física tornou-se  a ciência dominante, produzindo a energia nuclear e as viagens  espaciais.
Este último século também gerou a engenharia social – a prática de mover grandes massas de seres humanos de um lado para outro, como se fossem terra ou concreto.
A engenharia social foi uma característica - chave dos regimes totalitários nazista e comunista, onde se combinou com o relativismo moral – crença de que o certo e o errado podem ser modificados segundo a conveniência das sociedades humanas – e a negociação dos direitos de Deus. Para Hitle, “ a lei  maior do partido” tinha precedência sobre os Dez Mandamentos.
Lênin louvava a “consciência revolucionária” como guia mais seguro para a humanidade do que a consciência inculcada pela religião.
Este século está terminando e a Física não é mais a ciência da moda. Seu lugar  foi ocupado pela Biologia, desde a descoberta da estrutura  em dupla hélice do DNA, em 1953, por Watson-Crick, e o nascimento da moderna ciência da genética.Nestes últimos 50 anos revelamos muitos dos segredos da vida.Agora entramos no século 21, o Século da Biologia, que nos ameaça com experiências em grande escala da engenharia genética – não apenas  em plantações e animais, mas também em seres humanos.
Alguns cientistas acreditam que o recém-adquirido conhecimento de genes nos oferece a oportunidade de transformar o evolucionismo em direções “progressistas”, tornando as pessoas mais sadias, mais inteligentes e longevas. Portanto, o terceiro milênio poderá começar com seres humanos “clonados”, “bebês projetados” e outras demonstrações alarmantes de que  o homem tem hoje o poder  de brincar de Deus.
Diante desse panorama científico, é confortador lembrar que o cristianismo, com sua mensagem essencial de submissão a um ser superior, permanecem tão fortes e expressivos. As palavras de Jesus criaram  um conjunto de fé e moral que permitiu a humanidade derrotar a engenharia  social e hoje fornece defesa contra a ameaça da engenharia genética.
Há dois mil anos um homem chegou ao mundo pregando uma doutrina de bondade, amor e humildade de espírito, que prevaleceu e floresceu. E continua conosco.Esses vinte séculos demonstraram que a doutrina não consegue eliminar completamente  o lado mais tenebroso da humanidade.
Não pode acabar com as guerras, a crueldade, a ganância e o sofrimento dos pobres. Mas  alivia tudo isso e oferece uma visão perene de nosso eu  melhor e mais puro, e do mundo melhor e mais puro que poderíamos criar.Seja  quais forem os males  que surjam entre nós, a mensagem  de Cristo contém os meios de superá-los.
Nos dois milênios da era cristã vencemos muitos flagelos da humanidade – repetidos períodos de fome, a varíola. Mas não vencemos a morte. Talvez o maior mérito do cristianismo seja fornecer uma  chave para esse último mistério.Ele oferece um antídoto ao medo que a morte desperta em nós, uma promessa firme de outro mundo além deste e o meio de nele ingressar.
É este o legado duradouro deixado pelo homem nascido há dois mil anos, legado que não se enfraqueceu em todos esses anos e que nos transporta com fé e esperança para o terceiro milênio, sem temer o que quer que essa nova era nos traga.


Copilado da revista Seleções Reader’s Digest (Dezembro de 1999).

Postado por Alberto (CABB)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

CIDADES DE REFÚGIO

AS CIDADES DE REFÚGIO
Lição nº 11
Js 20.1-6
Introdução: As cidades de refúgio dos países antigos eram, essencialmente, medidas judiciais auxiliares, para ajudar o escape dos homicidas involuntários. Visto que  o código de vingança era forte, os parentes de uma pessoa morta por outrem, matavam sem misericórdia ao culpado pelo homicídio, sem temer qualquer ação da parte da lei. A lei de retribuição, em Israel, requeria punição igual ao crime (Gen.9.6; Ex.21.12-14; Lev. 24.17; Ez. 18.20).

I AS CIDADES DE REFÚGIO E SEUS PROPÓSITOS (Js. 20.2-6)
 1- As cidades dos levitas (Nm. 35.1-5)- Os levitas eram ministros de Deus. Eles eram sustentados pelos crentes, que davam o dízimo de suas propriedades, de seus rebanhos e de suas colheitas. Da mesma forma, somos responsáveis pela provisão das necessidades dos ministros e missionários que trabalham na igreja de Cristo, a fim de que eles possam estar livres para realizar o trabalho ordenado por Deus. Lemos que era  considerado  um dever o parente de um homem morto justiçar  o assassino, mesmo que  o homicídio tivesse sido feito involuntariamente, mesmo  que com razão, em defesa própria.  Os lugares de refúgio incluíam os templos, os santuários e os lugares santos de todas as variedades.

2- O sistema judiciário da Lei- Das 48 cidades dadas aos levitas, seis eram cidades de refúgio. Estas foram colocadas sob a supervisão dos levitas provavelmente porque eram os mais importantes nos julgamentos. As cidades de refúgio eram necessárias, pois era comum a vingança pela morte de um parente ou ente querido (2Sm.14.7). Os levitas faziam uma audição preliminar dos acusados fora dos portões da cidade de refúgio, enquanto o réu era mantido nela até o julgamento. Caso o assassinato fosse julgado acidental, o réu permaneceria na cidade até a morte do Sumo Sacerdote; quando o réu seria liberto e poderia começar uma nova vida sem se preocupar com vingadores. No julgamento definitivo precisava provar isso diante dos anciãos da cidade. Sem dúvida, teria testemunhas. E os familiares do homem morto também teriam suas testemunhas. Todos os lados envolvidos na questão seriam ouvidos, então os anciãos chegariam a uma decisão.  Caso o crime não fosse acidental, o réu seria liberto, ficando à mercê dos vingadores da vítima. Este sistema de justiça do AT demonstra como a lei de Deus e sua misericórdia sempre nos beneficiou.

 3 – A profanação da terra Prometida. (NM 35.33,34)- O sangue  derramado  poluía a terra, razão pela qual tanto o assassinato quanto o homicídio involuntário requeriam que a lei fosse seguida de forma exata: era  necessário aplicar  o  castigo: a morte do assassino, o exílio do homicida involuntário. Somente então seria purificada a terra poluída. E sangue também purificava. O sangue do assassino seria derramado; e, por meio desse ato, a terra era purificada da poluição do sangue criminosamente derramado. O assassinato é um crime hediondo, só podendo ser expiado mediante meios radicais, ou seja, mais derramamento de sangue. Quão diferentes eram essas atitudes quando comparadas com as leis modernas, onde o assassinato, por lei, não pode ser castigado mediante a punição capital, e as pessoas se julgam justas por serem contrárias à pena de morte. E assim, nossa terra permanece poluída com sangue! “Deixar o assassino sem a devida punição é deixar a terra poluída; e a terra pertence à YAHWEH.
Tipologia- Cristo é a nossa cidade de refúgio, onde recebemos salvação e segurança. Cristo também é o nosso Sumo Sacerdote, cuja morte provê a muita benção da liberdade espiritual.

II O SENTIDO FIGURADO DAS CIDADES DE REFÚGIO (Js. 20.7-8)
1- QUEDES (Cades) Santificação para o impuro (Js. 20.7)- Ficava a 25 km ao norte do mar da Galiléia. Quedes no hebraico significa “santa” “santuário”. Havia uma cidade murada com esse nome, no território de Naftali (Js.19.35-38).Havia sido uma cidade real dos cananeus.Tornou-se  cidade levítica e de refúgio(Js 20.7 ; 21.32). A lei de Moisés era um código de justiça, e a misericórdia não era então um conceito tão patente como se vê em nossos dias. Porém em




Cristo o pecador perdoado fica inteiramente livre de culpa e das conseqüências de seu pecado.

2- SIQUÉM: lugar para o cansado (Js. 207)- Localizada no fim do vale que tinha um formato de “V”, na linha Lester - oeste, entre o monte Ebal e o monte Gerezim. Em hebraico significa “ombro” ou “crista”. Jesus disse: venham a mim, todos os que estais cansado e oprimido, e eu os aliviarei (Mt. 11.28). Uma pessoa pode estar carregando um pesado jugo de pecados, opressão e perseguição. Mas Jesus liberta as pessoas de todas estas cargas. O alívio que Ele promete é o amor, a cura e a paz com Deus, e não o fim de toda a luta ( labuta). Realmente Jesus é o ombro amigo, que esta disposto a nos ajudar a carregar a nossa cruz, de carregar a cruz Jesus entende muito bem, e possível que Ele possa nos mostrar um lugar na cruz, onde o peso poderá ficar mais leve.

3-HEBROM: lugar de comunhão (Js. 20.7)-Em hebraico significa “comunidade”, “aliança”, esta cidade ficava situada no sul da Palestina, no território de Judá, cerca de vinte e nove (29) Km ao sul de Jerusalém, esta situada entre duas serras montanhosas, com um vale entre as duas serras. Cristo é a nossa cidade de refúgio, onde estamos protegido do vingador, fomos justificado pelo nosso  justo juiz, somos livre, e temos comunhão com Deus através de Jesus Cristo, esta comunhão que nos reconcilia, com Deus, custou o preço de sangue, de um inocente, que assumiu nossa culpa, somos criaturas livres, não tememos o acusador, vingador, estamos na nossa cidade de refúgio, em breve iremos para a cidade Celestial, onde viveremos para sempre com o Senhor Jesus.

4-BEZER: lugar de refúgio para o fraco (Js 20.8)- Em hebraico significa “forte”, “fortaleza” provavelmente ficava situada no território de Moabe, talvez fosse à mesma Bozra de Edom. Uma cidade dos levitas, na região de Rúben (Js.21.36), tornou-se  uma das seis cidades de refúgio em Israel. (Dt.4.43 ;Js 20.8).Temos em Deus e no seu filho, Jesus Cristo, a fortaleza e nosso refúgio, como diz o salmista: (Sl 46.1)ainda que o mundo  venha a ser abalado, não precisamos temer.diante da mudança absoluta, o escritor expressou sua calma e confiança na habilidade e na  capacidade de Deus para salvar. Ele não é somente um abrigo temporário; é o nosso refúgio eterno e pode dar-nos força sob quaisquer circunstâncias.

5-RAMOTE: lugar de refúgio para os humilhados (Js. 20.8)- Em hebraico significa “altura” “elevação”, ficava a cerca de 80 km mais, para o norte, nas terras altas de Gileade. Uma cidade  levítica  pertencente  aos descendentes de Gérson, no território de Issacar (I Cr 6.73). Sem dúvida é a mesma Jarmute de Js. 21.29, porquanto ocupa a mesma posição na lista  das cidades levíticas. A grandeza de Deus, e seu divino poderem, vem ao encontro da pobreza e necessidade humanas, especialmente quando esta situação humana foi causada pelo pecado de outro (Adão). O contraste nos mostra quão grande é o amor e a misericórdia de Deus, o altíssimo e Santo, que procura “morada” no coração do contrito e no espírito dos “abatidos”.

6-GOLÃ: lugar de refúgio para os tristes (Js. 20.8)- Em hebraico significa “cativo”. Esse  é o nome dado a uma aldeia  levítica  de Basã, no  território da tribo de  Manassés (Dt. 4.43;Js 20.8 ;21.27 ;I Cr6.71).Golã era uma das três cidades de refúgio da porção leste do rio Jordão. Tornou-se  a principal cidade da província  de Gaulonite, que foi uma das  quatro províncias em que Basã foi dividida, após o cativeiro babilônico.É feliz e tem a verdadeira felicidade, quem está em paz com Deus, para os tais encontramos:
1-Humilde de espírito- não é a falta de bens materiais que produz humildade;
2-Os que choram – Os que lamentam seus próprios pecados
3-Os mansos- são os que se dobram a vontade de Deus
4-Fome e sede de justiça- é o que têm  os que buscam  a santidade  que vem de Deus.
5-Os misericordiosos- Os que se compadecem do seu próximo



6-Os Limpo de coração- Os que têm a santidade no íntimo
7-Os pacificadores- Os que têm a paz com Deus e a semeiam
8- Os perseguidos – Os que sofrem qualquer sacrifício para permanecer dentro da vontade de Cristo.


Ev. Carlos Borges(CABB)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

DAVI E SUA VOCAÇÃO

DAVI E SUA VOCAÇÃO
 I Sm 16.1,310-13

Introdução: No hebraico “amado”. Provavelmente o maior rei de Israel e Judá. Viveu em cerca  de  1016  a 976  a.C .Sua época é descrita nos Livros de Samuel e de I Reis. Foi homem de variegadas (diversificadas – eclética) habilidades, tendo sido guerreiro, político, poeta e profeta.

I AS CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE DAVI FOI CHAMADO
1- Em meio a uma crise espiritual –Davi era bisneto de Rute e Boaz, e o mais  jovem dentre 8 irmãos( I Sm17.12). Sua responsabilidade dentro da economia da  família, era a de um pastor, ocupação essa que lhe deu chance de aprender a coragem  que ele veio a usar em  seus anos como guerreiro, os quais consolidaram o seu reinado (I Sm 17.34,35). É possível que ao cuidar dos rebanhos ele tenha desenvolvido suas habilidades poéticas; e a vida nos campos também lhe deu muitas metáforas (figura de linguagem), que  ele incluiu em seus Salmos.
A chamada de Davi, por Deus, deu-se devido a uma crise espiritual, devido Deus ter rejeitado a Saul como rei, é preciso lembrar que antes  da monarquia, o povo de Israel possuía uma liderança Teocrática( forma de governo na qual a autoridade é emanada de Deus), e formada pelos Juízes escolhidos por Deus, os quais defendiam suas causas (Jz.2.16-19). Como o povo queria ser igual as demais nações vizinhas, não era apenas uma troca de regime, mas a troca de governante. A má escolha do povo resultou uma crise  espiritual que deixou o profeta Samuel alarmado e triste (I Sm.8.6).

2- A gravidade da crise- Houve uma relação tempestuosa  entre Davi e Saul. Saul caiu em muitos erros e a situação chegou a um ponto sem retorno. O Espírito de Deus  se afastou de Saul e a um espírito maligno  foi permitido perturbar a Saul.
Seus assessores pensavam  que a música lhe faria bem em períodos de melancolia, ou quando o espírito maligno  viesse atormentá-lo.
Davi tornou-se um excelente  harpista(tocador de harpa), e foi escolhido para a tarefa de consolar Saul em seus maus momentos de perturbação.
Diante de tantos erros cometidos por Saul, Deus resolveu substituí-lo por um outro Rei (Davi), mais competente e obediente  a sua vontade.
Deus comissionou ao profeta Samuel, o mesmo que havia ungido Saul, a ir a casa de Jessé sob sua orientação e escolha, a ungir um novo rei, para ser o  rei de Israel.
Deus antes de dar as coordenadas a Samuel, Ele repreende o profeta por reclamar excessivamente, pois Saul já não era mais rei, passou  o seu reino, agora Deus iria constituir um novo rei, desta feita de sua escolha e não da escolha do povo, por isso Ele mandou Samuel ir até a casa de Jessé, pai de Davi.
Samuel teve grande receio de ir ungir um novo rei, pois temia que Saul quando soubesse, pudesse lhe tirar a vida.

II A NATUREZA DA VOCAÇÃO DE DAVI
1 Um destino divino – Deus não chama qualquer um para fazer a sua obra, Ele conhece quais as pessoas que são capazes de fazê-la. Deus conhece o coração do homem, Deus também não chama ociosos para fazer sua obra.
Na história de Davi esse fato foi relevante, quando o profeta chegou a casa de Jessé(I Sm16.4) viu os irmãos de Davi( I Sm16.7) e achou que eles seriam  do agrado de Deus, mas eles estavam ociosos em sua casa, eram formosos a vista do profeta, mas isto não era o suficiente(I Sm16.10), o que valia era o coração e a disposição de obedecer a Deus.
Samuel perguntou se eram apenas aqueles os filhos de Jessé, foi informado que havia um outro  filho que estava no campo cuidando das ovelhas, Samuel mandou chamá-lo, quando Davi chegou, o profeta tomou conhecimento que ele era muito jovem, ruivo, de boa aparência e boa presença, tinha aproximadamente 17 anos e era pastor de ovelhas do seu pai.Tão logo  Davi  chegou, o Senhor mandou o profeta ungi-lo, Davi foi ungido na presença de seus irmãos, é possível imaginar o que se passou no coração dos seus irmãos, inveja, decepções, ódio,rancor, despeito, esses fatos iriam se refletir mais tarde quando Davi foi levar mantimento para eles quando estavam em guerra contra os filisteus.

2- A resposta humana – Nós sabemos  que a chamada de Deus leva em consideração a responsabilidade humana na realização de seus propósitos.
Vimos aqui o resultado do que é escolhido pelo homem e o que é escolhido por Deus, os resultados são totalmente  diferentes. O primeiro, traz prejuízo, individual e coletivo. O segundo, traz  benefícios  pessoais e coletivos, porque  obedecer é melhor do que sacrificar.
Há circunstâncias que Deus pode permitir a escolha  humana para poder nos ensinar com os nossos erros, neste caso temos a vontade permissiva de Deus, por outro lado temos a vontade expressiva de Deus, quando  ela é soberana, neste caso temos a vontade  diretiva de Deus, que visa atender o seu propósito.
No caso de Saul, que foi a escolha humana (povo de Israel) trouxe grande prejuízo espiritual para Israel, Davi que foi a escolha direta de Deus, trouxe grande benefícios para Israel, fatos esses que estão nos anais da História de Israel.
Há neste contexto uma grande diferença entre os dois personagens, ambos cometeram grandes erros, talvez Davi tenha cometido, erros mais graves do que Saul, o diferencial está na postura do coração desses dois homens, um  tinha o coração  egocêntrico, desobediente,ambicioso, iracundo, exaltado, não se humilhava diante de Deus, ele  não colocava sua vida diante de Deus, não buscava a Deus, fazia as  coisas do seu jeito, para seu propósito, Deus estava em segundo plano na sua vida, porém o outro, era diferente, mais humilde, sensato, obediente,não era ambicioso na sua essência,era fiel,companheiro,amigo,ponderado,temente a Deus, e submetia sua vida a vontade de Deus.Vemos aqui que enquanto Saul se afastava de Deus, e lhe desobedecia,Davi por sua vez,  se aproximava mais de Deus,e obedecia sua vontade.O resultado dessas duas vidas nós já sabemos qual foi o resultado, está na História de Israel.

III O PROPÓSITO DA VOCAÇÃO DE DAVI
1-Abençoar a nação Judaica – Deus escolheu o povo judeu para ser o seu povo, a menina dos seus olhos  e através da mesma  abençoar as demais nações, porém a nação  judaica seria a principal nação a ser abençoada  pela obediência a Deus, e aos seus Mandamentos,Estatutos e sua Lei. Deus  tinha e tem um grande projeto para Israel, mas o passado do povo de Israel, pela sua obstinação, dura cerviz e desobediência a Deus, fez Deus tomar algumas providencias, no sentido de ensinar seu povo a obedecê-lo, através de duras provas, com seus erros, escolhas, e práticas abomináveis, o povo de Deus pagou um preço muito alto, custou-lhes grandes sofrimentos, escravidões, guerras, derrotas,opressões e muitas lágrimas.
Diante  das sucessivas escravidões,guerras, derrotas e divisões, Deus coloca no cenário da História de Israel, um homem, segundo o seu coração, que fosse capaz de unificar,consolidar, defender, libertar e promulgar o Reino de Deus entre as nações vizinhas, de perto e de distante.
Israel precisava ser uma nação, não que tivesse apenas um simples rei humano, mas fosse a nação de um grande rei espiritual (Jeová ), que fosse uma nação temida e respeitado por causa desse grande Rei.Davi que tinha intima comunhão com Deus, sabia que Deus não estava se agradando da postura de seu povo, Israel não poderia ficar dividida, ela tinha que ficar unificada, as coisas de Deus não são dividida, são unificada, com propósitos específicos.Davi unificou a nação judaica, que tinha dois reinos ( norte e do Sul), agora passaria a ter um único reino(Jerusalém) um único rei Davi, no porvir, o povo de Deus espiritual terá também um único Reino Jerusalém Celestial e um único Rei o Senhor Jesus(da linhagem de Davi).

2-Abençoar a humanidade –Davi foi um grande rei que soube governar a sua nação, ele firmou o reino de Jerusalém, derrotou seus inimigos e do povo de Deus, fez justiça, foi justo com seus companheiros e aliados e cooperadores, não explorou ninguém , seus erros foram peculiares do ser humano,porém ele tinha a habilidade de se arrepender profundamente de seus erros, confessá-los, pedir perdão a Deus por suas faltas, e o fazia de coração.As experiências de Davi com Deus, devem nos motivar  a seguir seus exemplos. Se a nós  seguirmos  os exemplos de Davi, e suas experiências com Deus, sem duvida nenhuma, seremos abençoados por Deus.
Davi experimentou a alegria do perdão, mesmo quando teve que  sofrer as conseqüências de seus pecados
Nossa tendências  é inverter os papeis, na maioria das vezes preferimos  evitar as conseqüências a experimentar o perdão.
Embora tenha cometido um grave pecado e outros semelhados, Davi deliberadamente  não repetiu o mesmo erro.

Conclusão: O Senhor não procura:
1-Semblantes  formosos
2-Estatura física
3-Idade ou maturidade
4-Condições ou posições
O Senhor olha para o coração, e derrama o seu Espírito sobre aqueles  que Ele aceita.

 Ev. Carlos Borges(CABB)



terça-feira, 9 de julho de 2013

OS FALSOS PROFETAS

OS FALSOS PROFETAS
I Jo. 4.1-6  Lição 10 3º Trimestre 2009

Introdução: O que faz o povo dar ouvidos aos falsos profetas? Estes dizem o que o povo quer ouvir. Os falsos mestres ganham  fama e dinheiro, dizendo  às pessoas aquilo  que elas querem  ouvir, porém  afastam-nas  de Deus. Se encorajarmos  os falsos  mestres, seremos tão culpados quanto eles.

I CONCEITO

1 – Profeta ( Jr.1.5-9) – Jeremias foi constituído por Deus como profeta às nações.
O Senhor tem um propósito para cada  cristão, mas  algumas pessoas são designada  por Ele para trabalho específicos. Sansão (Jz. 13.3-5), Davi ( I Sm. 16.12), João Batista (Lc.1.13-17) e Paulo (Gl. 1.15,16) foram chamados para realizar obras especificas para Deus. Qualquer que seja o seu trabalho, faça para glória de Deus (Fp.1.11). Se Deus lhe der uma tarefa específica, aceite-a alegremente e cumpra-a com zelo. Se ele não o fez, procure cumprir a missão comum  a todos os crentes: amar, obedecer e servir a Deus, até que a direção divina se torne mais clara. Há uma diferença entre profeta e sacerdote:
a)       O profeta, ouve Deus e fala ao povo( ele é o intermediário entre Deus e o povo- é um arauto)
b)       O sacerdote, ouve o povo e fala com Deus ( Ele é o intermediário entre o povo é Deus- é um atalaia)
A Palavra de Deus nos orienta que devemos  nos acautelar dos falsos profetas (Mt.7.15).
Houve muitos falsos profetas no A.T. Eles profetizavam somente  o que o rei  e o povo  desejavam ouvir, reivindicando ser  a mensagem de Deus. Hoje, também  há falsos profetas. Jesus disse que é necessário  nos precavermos contra aqueles cujas  palavras soam como religiosas, mas que, na realidade, são motivadas por dinheiro, fama e/ou poder. Podemos facilmente identificá-los, porque, em seus ensinamentos, minimizam  a Cristo e glorificam a si mesmo.

2-Profecia (I Co. 14.3) – O dom de profecia na igreja  é originada  pelo Espírito Santo, não primeiramente para predizer o futuro, mas para  fortalecer a fé dos crentes, suas vidas  espirituais e suas resoluções  sinceras  de permanecerem fieis a Cristo e aos  seus ensinamentos. Profetizar  não é, porém, pregar um sermão preparado, mas  transmitir palavras espontâneas  sob impulso do Espírito Santo, para edificação do individuo ou  da congregação.

a)       Aspectos da atividade profética (Jr.7.25)- Do começo ao fim do A.T.(Moisés  à Malaquías),  vemos que Deus enviou  muitos profetas a Israel e a Judá. Não importa quão ruins as circunstâncias fossem, o Senhor sempre levantava um profeta para falar contra as  rebeldes atitudes espirituais daquele povo. Em 2Rs.7.13, Deus, vendo o povo tomando as  características dos ídolos e imitando as nações ímpias que estavam  à sua volta. Israel esquecera-se   da importância  e dos benefícios de obedecer à Palavra de Deus. O rei e o povo estavam mergulhados na iniqüidade. Por várias vezes o Senhor enviou os profetas para advertir-los  sobre o  quanto haviam  se desviado dEle e exortá-los  a retornarem.

b)       A profecia como dom ministerial em Novo Testamento (2 Tm.5.17) – Os lideres fiéis da igreja devem ser apoiados. Eles  são frequentemente  alvos de críticas porque a congregação tem  expectativas que não são realistas. Como nós tratamos  os lideres de nossa igreja? Nós gostamos mais de encontrar erros, ou de mostrar-lhes nossa estima? Será que eles  recebem apoio financeiro suficiente, permitindo que vivam sem preocupações e tenham as necessidades de suas famílias supridas? Jesus e Paulo enfatizaram a importância de dar apoio financeiro àqueles que nos lideram e ensinam. O profeta é um arauto da santidade de Deus, cuja missão é expor com unção ( não com presunção) os padrões da santidade divina para o povo. Em Pv. 29.18, temos a informação, que sem a profecia o povo se corrompe. O termo “ profecia” aqui se refere à lei de Deus. Onde existe ignorância  em relação a ela, impera o crime e o pecado. A moralidade pública depende do conhecimento que a nação  tem de Deus, mas também da obediência  as suas leis. Para tudo correr bem  com a nação e com os indivíduos, todos devem conhecer o caminho de Deus e obedecer às suas leis.

c)       O dom de profecia (I Co.12.10 ;14.3,31) – A profecia  não é apenas uma previsão sobre o futuro ; também pode significar a proclamação da Palavra de Deus com poder. Paulo discutiu o falar em línguas e a sua interpretação. Não importa quais dons  uma pessoa tenha, todos são dados  pelo Espírito Santo. Somos responsáveis por usar e aprimorar nossos dons, mas não podemos receber nenhum mérito por aquilo que Deus nos deu gratuitamente.
A distinção entre  a profecia como dom espiritual e a profecia  como parte das Escrituras Sagradas (2 Pe.1.20), devem ser  conhecidas com clareza, embora  se trate, nos dois casos, de uma mensagem recebida de Deus.
·         Os escritores da  Bíblia recebiam suas mensagens mediante a inspiração direta e única  do Espírito Santo, e comunicavam sem erro. O resultado foi uma mensagem infalível.
·         A profecia do tipo descrito nos caps. 12 e 14(I Co.), porém, não tem  inerente em si  a mesma a autoridade ou infalibilidade que a inspirada Palavra de Deus. Embora provenha do impulso do Espírito Santo, esse tipo de profecia nunca poderá ser considerado inerrante. Sua mensagem sempre estará sujeita à mistura e erros humanos. Por isso a profecia da igreja nunca poderá ser equiparada  com as Sagradas Escrituras. Além disso, a profecia em nossos dias não  poderá ser aceita pela igreja local até  que seus membros julguem  o seu conteúdo, para averiguar a sua  autenticidade. A base desse julgamento é a Palavra de Deus escrita.

a)       A natureza da profecia (I Co.14.29) –Toda  profecia  deve ser avaliada quanto ao seu conteúdo  isso demonstra que a profecia nos tempos do NT não era  infalível, sendo passível de correção.

·         As  vezes, a profecia e o falar em línguas não  procediam de Deus(I Jo.4.1). Até mesmo os espíritos malignos conseguem agir na congregação através de  falsos mestres ou falsos  profetas ali presente. O profetizar, o falar em línguas  estranhas ou possessão dalgum dom  sobrenatural não é garantia de que  alguém é  um genuíno profeta ou crente, pois os dons espirituais podem ser  falsificados por Satanás( Mt.24.24 ; 2Ts.2.9-12 ; Ap.13.13,14).
·         Se a igreja não julga com decência e ordem as profecias, ela deixou de seguir as diretrizes bíblicas. Note, também, que a profecia não era  algo como um impulso incontrolável  do Espírito, pois apenas um profeta podia falar de cada vez.
·         Qual deve ser a atitude da igreja para com as  mensagens proféticas?
1.       Todas as profecias devem ser testadas segundo o padrão da doutrina bíblica (Dt. 13.1-3). Isso significa que os crentes devem ficar atentos ao cumprimento (Dt. 18.22), e atentos  também no caso dela não se cumprir.
2.       Se a palavra profética é uma exortação, a congregação precisa perguntar: “O que devemos fazer para obedecermos  a vontade do Espírito”?

II A FALSA PROFECIA – Na atualidade, observamos que inúmeras pessoas andam em “busca” de profecias, e essas pessoas fazer sucessivas “peregrinações” de igreja para igreja em busca de uma “profecia” ou  “revelações”para as suas “necessidades.” Tais pessoas ( pode ser crente ou não), não buscam a Deus,  e soluções de seus problemas, que podem ser espirituais, psicológicos ou patológicos, estão mais preocupadas com os acontecimentos futuros, por isso buscam nas profecias e revelações seus objetivos.

1-Julgando as profecias (2 Tm.4.3) – A igreja  em sua história  sempre houve aqueles que não amam a sã doutrina. À medida que o fim se aproxima, a situação nesse sentido tornar-se-á  cada vez pior ( I Tm.4.1).

1.       “Não sofrerão a sã doutrina” – Muitos  professarão ser cristãos, freqüentarão  as igrejas e mostrarão que servem a Deus, mas não aceitarão a fé apostólica  original do NT, nem  as exigências  bíblicas ordenando que o crente  separe-se da injustiça.(Rm.1.16).
2.       “Desviarão os ouvidos da verdade” – A autêntica  pregação bíblica de um homem  de Deus não mais será aceita por muitas igrejas. Os desviados da verdade desejarão sermões que apresentem um evangelho menos exigente. Já não aceitarão trechos da Palavra de Deus que tratam de arrependimento, pecado, perdição, necessidade da santidade e de separação do mundo.
3.       “Amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscência”. Esses falsos crentes não quererão pastores segundo os padrões  da Palavra de Deus (I Tm.3.1-10), mas buscarão os que toleram  seus desejos  egoístas e mundanos. Escolherão pregadores  com dons de oratória, com a habilidade de divertir o povo com  uma mensagem que lhes assegure que é possível ser crente  e continuar vivendo segundo a carne(Rm. 8.4-13 ; 2 Pe 2).
4.       O Espírito Santo adverte todos os que permanecem fiéis a Deus  e se submetem à sua Palavra, que lhes aguardam perseguições e sofrimento, por amor à justiça (Mt.5.10-12). Além disso, devem separar-se das pessoas, igrejas e das instituições que negam o poder de Deus para a salvação, e que pregam um evangelho modificado (I Tm. 4.1,2).
2-Julgando o falso profeta pelos frutos (Mt.7.20) – Devemos  examinar não apenas as palavras dos mestres, mas também  a sua vida. Da mesma maneira que existe uma relação entre as árvores e o tipo de fruto que produzem, aqueles que ensinam o que é correto têm um bom comportamento e um caráter  elevado:  procuram viver  de  acordo com as verdades das Escrituras, isto não significa que devemos dar inicio a uma verdadeira perseguição, expulsando pastores, professores da escola dominical, e outros  que não se mostrem perfeitos. A pessoa que demonstra ter o fruto do Espírito  está praticando a lei de uma forma muito mais  precisa do que aquela que, apesar de obedecer aos rituais, tem  pouco amor em seu coração. Com relação ao Espírito Santo, devemos conhecê-lo, amá-lo, lembrá-lo e imitá-lo, como resultado, cumpriremos  o propósito   da lei.
Os falsos mestres exteriormente parecem justos, mas “interiormente” são lobos devoradores, eles devem ser identificados pelos seus frutos. Os falsos mestres produzirão discípulos que manifestarão as seguintes características:
§  Serão cristãos professos, cuja lealdade é dedicada mais a indivíduos do que à Palavra de Deus. Honram e servem a criatura mais do que ao criador (Rm 1.25)
§  Serão seguidores que se preocupam mais com seus próprios desejos do que com a glória e a honra de Deus. Sua doutrina será mais  antropocêntrica  do que teocêntrica.
§  Serão seguidores que buscam mais as experiências  religiosas  e as manifestações sobrenaturais do que  a Palavra de Deus e seus padrões  de justiça.

III  ENSINOS FALSO – Ele  se caracterizam por falarem aquilo que o povo gosta de ouvir, não aquilo que o povo precisa ouvir,  não se preocupam com a vida espiritual das pessoas, se elas estão certas ou erradas, eles fazem vista grossa, permitem que essas pessoas continuem  nas suas mesmices, gostam de serem agradáveis e famosos, gostam de ser ovacionados pelos seus seguidores, buscando a glória para si.
No AT os profetas eram responsáveis pela vida espiritual da nação, eles eram culpados pela infelicidade do povo, por serem infiéis  a Deus.

1-A busca do ser humano pela prosperidade (I Tm.6.6-11) – Os falsos  mestres em Éfeso praticavam exteriormente a “ piedade” a fim de obterem grandes lucros. Eram impulsionados por uma motivação oculta de “cobiça”, e ensinavam que suas riquezas eram um sinal de que Deus aprovava seus ensinos.
Os crentes devem estar satisfeitos, tendo as coisas essenciais  desta vida, como alimento, vestuário  e teto. Caso surjam necessidades financeiras específicas, devemos confiar na providencia de Deus (SL.50.15), enquanto continuarmos a trabalhar ( 2 Ts.3.7,8), a ajudar os necessitados( 2Co.8.2,3), e servir a Deus com contribuições generosa (2Co. 8.3 ; 9.6,7). Não devemos querer ficar ricos. A cobiça leva a todos os tipos de males: problemas  no casamento, roubo, destruição de relacionamentos. Para dominar a cobiça, devemos dominá-la desde a raiz, que é nos livrar-nos do desejo  de ser rico.

2- Menosprezo pela glória da Cristo (2 Pe. 2.21-24) – Aqui Pedro está falando das pessoas que aprenderam a respeito de Cristo, e de como  poderiam  ser salvas; entretanto rejeitaram a verdade e retornaram aos seus pecados. Esses  pessoas estão em pior situação do que antes, porque rejeitaram a  única  forma de deixar o pecado, o único  modo de salvação.
É como alguém que está afundando em areia movediça, e se recusa a agarrar a corda que alguém lhe oferece, a pessoa que se afasta de Cristo rejeita o único meio de escapar da eterna condenação.
Cristo carregou os nossos pecados na cruz, tornando-se nosso substituto, quando tomou sobre si a penalidade dos nossos pecados.

 Ev. Carlos Borges(CABB)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

CORINTO-UMA IGREJA FERVOROSA MAS NÃO ESPIRITUAL

                        CORINTO – UMA IGREJA FERVOROSA, MAS NÃO ESPIRITUAL
                                              I Co3.1-6 ( Lição  nº 1 do 2º Semestre)



Introdução – Na grama, a pele do camaleão torna-se  verde, na terra torna-se marrom. Este animal muda de cor para se adaptar ao ambiente. Muitos animais usam  a capacidade  de camuflagem  que lhes foi dada por Deus para  sobreviver.É natural se adaptar ao  ambiente. Mas os seguidores  de Cristo são Novas Criaturas, nascidas  de Deus e interiormente transformadas, com valores  e estilos  de vida  que confrontam o mundo e colidem com a MORAL normalmente aceita pelos não-crentes.Os verdadeiros cristãos não se misturam.

I – O CONTEXTO DA ÉPOCA
 1 – O propósito da epístola ( 1Co.1.11)-A cidade  de Corinto, era um  rico centro comercial, situado sobre  o estreito istmo que liga o território da  Grécia propriamente dita  com o Peloponeso. Sua história pode ser  convenientemente dividida em duas partes. A cidade, que de acordo com  a lenda, era o lugar onde Argo de Jasom foi  construída, sendo destruída por Lúcio Múmio Acaico, o cônsul  romano, em  146 aC. Foi  o fim do primeiro capitulo  de sua história. Era inevitável, entretanto, que uma cidade  tão favoravelmente localizada fosse  ressuscitada. Por isso, em 46 aC., A nova cidade  foi construída por  Júlio César, recebendo o “status” de colônia romana. Rapidamente readquiriu sua importância  comercial e,  tornou-se a principal cidade da Grécia.
 Por causa da imaturidade dos coríntios Paulo tinha  dificuldade de ministrar-lhes  uma doutrina mais  preciosa, isto é, alimento solido, visto que eles ainda eram fracos, pelo fato de serem novos- convertidos. Paulo não os acusou por isso, pois ele sabia das suas  limitações . Eles eram na verdade  carnal (Gr.sarkinos).Havia uma serie de acusações de incapacidade espiritual, o motivo disso é  que  ainda eram carnais (Gr.sarkikos), que significava, caracterizados pela carne.O propósito do apóstolo era trípice:
         1º - Era exortá-los  para que tivessem  uma conduta condigna de um cristão,  sem contendas, imoralidades, processos judiciais entre irmãos, cultos escandalosos.
2º – Doutriná-los sobre assuntos de modo gerais e concernentes a vida cristã, matrimônio, amor ao próximo, a consciência e a liberdade cristã.
3º- Expor-lhes a doutrina fundamental da ressurreição de Cristo e corrigir os falsos ensinos.

2- Ser cristão em meio a um povo ímpio- Paulo descreve quatro tipos de  homens.
 1º-Homem natural­- (Jo 3.1-8) É o homem sem o Espírito, que precisa do novo nascimento.
2º-Homem carnal e fraco (I Co.3.1) –É o menino em Cristo, que  precisa  crescer através da recepção do leite da Palavra.
3º - É o homem  carnal e obstinado, mais velho, mas ainda  imaturo, um cristão  que precisa da restauração da comunhão, pela  confissão de sua teimosia, ou pecado(IJo.1.9).
4º - É o homem espiritual ou amadurecido- Que  aceitou o leite e cresceu até chegar à maturidade espiritual, de  modo que é forte e capaz de aceitar a comida solida da Palavra(I Co 2.15), este é o homem que Deus quer que todo cristão seja.
Não era nada fácil ser crente em uma cidade como Corinto, uma cidade  fundada em pecado, era na verdade um grande desafio para os cristãos daquela época.
Paulo chamou os coríntios de meninos na vida cristã porque não eram espiritualmente  saudáveis  e maduros. A prova  era que  eles discutiam como crianças, permitindo que divisões os distraíssem. Os cristãos são imaturos são “carnais” controlados pelos seus próprios desejos. Já os crentes maduros estão em sintonia com a vontade de Deus. QUANTA INFLUÊNCIA A VONTADE TEM SOBRE A NOSSA VIDA?. A nossa meta é permitir que a vontade de Deus seja a nossa vontade. Ser controlado pelos nossos próprios  desejos é leva-nos ao retardamento do nosso crescimento espiritual.
A obra de Deus envolve muitos indivíduos diferentes com variedades de dons e habilidades. Não existe “ estrelas” nessa tarefa. Somente  membros  da equipe executando suas  funções específicas. Podemos  nos tornar membros úteis da equipe de Deus, colocando de lado  nosso desejo de receber a glória pelo que  fazemos. Não busquemos  os elogios que vem das pessoas – este é comparativamente desprezível . Antes busquemos a aprovação de Deus.
“E por se multiplicar  a iniqüidade, o amor de muitos  se esfriará(Mt.24.12).

II O FERVOR RELIGIOSO E A ESPIRITUALIDADE
1 – Fervor e espiritualidade (I Co.1.7)- Os membros da igreja de Corinto tinham  os dons  espirituais de que precisavam para viver uma vida cristã, testemunhar a favor  de Cristo e posicionar-se contra o paganismo e a imoralidade de Corinto. Mas, em vez de usar o que Deus  lhes deu, estavam  discutindo a respeito de quais  dons eram mais  importantes. Paulo tratou mais profundamente desse assunto  nos cap.12-14.
Paulo Garantiu aos coríntios que Deus deveria achá-los “irrepreensíveis” por ocasião da volta de Cristo (leia Ef.1.7-10). Essa garantia  não se devia a seus  grandes dons ou a seu brilhante desempenho, mas  ao que  Jesus Cristo realizou por  eles por  meio de sua morte e ressurreição. Todos os que  receberam o Senhor  Jesus como seu Salvador   e vivem  submissos ao seu  senhorio  serão considerados  inocentes quando Ele  voltar (ver 1 Ts 3.13 ;Hb 9.28). Se tivermos  fé em Cristo, ainda que  seja pouca  ou fraca, nós  estamos e seremos salvo.
Em Rm.12.1-2,11 –Deus deseja que nos ofereçamos  como sacrifício vivo. Ele não quer o sacrifício de animais, isto significa que devemos deixar de lado os nossos  desejos para segui-lo, colocando toda nossa  energia e recursos à sua disposição. Deus tem planos  bons, agradáveis  e perfeitos para seus filhos(as). Ele quer que nos transformemos em pessoas com mentes  renovadas, que vivam para obedecê-lo e honrá-lo.Tendo em visto que Deus  deseja somente o melhor para nós e deu seu Filho para tornar nossa nova vida possível. Não vos conformeis com este mundo....(1Co12.2), entretanto  nossa recusa  em nos conformamos com  os valores desse mundo, deve ir  muito além de  comportamento e costumes, deve estar firmada em nossa mente. Deixemos Deus nos transformar em uma nova  pessoa, mudando  nossa maneira de pensar, agir, falar. É possível evitar a maioria dos costumes  mundanos e continuar  a ser orgulhoso,cobiçoso,egoísta, rebelde e arrogante. Somente quando o Espírito Santo  renova, reeduca e redireciona nossa mente, somos verdadeiramente  transformados(Rm 8.5).

2 – Dons espirituais sem o fruto do Espírito (Gl 5.22 ; Ef 5.9) –Paulo fundou a igreja de Corinto em sua 2º viagem missionária, 18 meses depois de partir, começaram a surgir argumentos e divisões, e alguns  membros  da igreja voltaram ao seu antigo estilo de vida imoral.Paulo escreveu esta carta para  tratar  dos  problemas e esclarecer a confusão acerca do que era certo e errado. O fruto do Espírito é a  obra espontânea do Espírito Santo dentro de nós. O espírito produz  certos  traços  de  caráter  que são encontrados na natureza de Cristo. São os subprodutos de seu controle sobre a nossa vida. – não conseguiremos obtê-los  se  tentarmos alcançá-los   sem a sua  ajuda. Se quisermos que o fruto do Espírito cresça em nós, devemos  unir a  nossa vida á dEle. Fruto da luz o que é?, é o oposto das obras infrutíferas das trevas, Cristo é luz, cumprir a sua vontade é andar na luz ( Jo.1.9 ;3.19; 8.12), e produzir fruto da luz. Em Mt. 7.22, vemos uma situação no futuro que deve nos preocupar, o que estamos realizando, para quem é? As nossas realizações estão  visando  a glória do Senhor ou a nossa própria exaltação, Não são os nossos atos “miraculosos” realizados e os diversos dons espirituais exercidos que nos identificará como autênticos  servos do Deus vivo, mas os nossos frutos, já disse Jesus:  Por seus frutos os conhecereis. Por ventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos( tipo planta espinhosa)? (Mt 7.16). Podemos fazer uma avaliação das pessoas, não pelo que elas dizem de si mesmo, mas pelas sua atitudes, principalmente diante de circunstâncias adversas ( que fruto essa pessoa está produzindo e que tipo de fruto, é bom ou mau?.

3  - O culto e a realização dos dons na igreja-( 1 Co 14.26)- Temos aqui  uma visão parcial de uma reunião da igreja primitiva. Salmos- Era de composição própria( como dos de Davi). Doutrina – Explicação de uma  verdade já revelada.  Revelação – É uma profecia, tudo feito para edificação.

Tudo que é feito  nos cultos de adoração deve ser  benéfico  para os adoradores, isto inclui todos os aspectos – como cantar, pregar e o exercícios dos dons espirituais. Aqueles que  cooperam nos cultos ( pregadores, cantores,leitores) devem ter o amor como suas principais   motivações, dizendo palavras úteis ou participando de um modo que fortaleça a fé dos demais crentes.
O fervor religioso e a espiritualidade cristã, resume-se no  equilíbrio entre  os dons  e o fruto do Espírito. É  o fruto e não os dons, que autentica a verdadeira espiritualidade cristã.
                                                                                                             


III – A MISSÃO DISCIPLINADORA DA IGREJA
 1 – Quantidade e qualidade  na igreja(1 Co.12.12-17) – Paulo Utiliza  como ilustração o corpo humana  para abordar  um importante  assunto: cada pessoa, por  si só, tem  a desempenhar um  papel vital no corpo de cristo. Isto significa que Deus tem para nós  um propósito especifico, a realizar na nossa igreja,  cabe a nós cumprir esse propósito, com a ajuda  de Deus. A igreja é constituída de diferentes  pessoas com tarefas diferentes a exercer.Deus não fez “clones cristãos”, ele quer usar os diferentes grupos de pessoas e os diferentes dons espirituais que se encontram nas igrejas, para concentrar a atenção na única pessoa que nos unifica – Jesus Cristo.  Cada individuo, portanto tem  o seu lugar  significativo especial no corpo de Cristo.

2 – Os falsos crentes na igreja –  Alguns crentes  na igreja de Corinto não tinham discernimento espiritual  mas  estavam em plena comunhão. Todos são culpados. Não há nada  de errado  em desejar uma  vida prazerosa. Deus  nos dá boas dádivas e quer  que as apreciemos (Tg 1.17). Mas ter  amizade com o mundo envolve buscar prazeres às custas dos outros ou às custas da desobediência a Deus.

3- Ostentação – uma fraqueza entre os coríntios –(1 Co 4.8-16)- Embora novos na fé, se orgulhavam, achando que já  haviam   alcançado um grau de  espiritualidade  maior do que  seus  mestres. Devemos confrontar aqueles  que estão pecando ( ver 1 Co.5.12,13) mas não devemos  julgar quem é o melhor servo de  Cristo. Quando julgamos alguém, consideramo-nos invariavelmente melhores. E isso é um ato  arrogante. No versículo 6  Paulo faz uma solicitação, NÃO ULTRAPASSEIS O QUE ESTÁ ESCRITO, isso significa que não devemos ir além do que está escrito na Palavra de Deus, como muitos e muitas igrejas estão fazendo,a advertência esta em Ap.22.18-19.

4-Coisas boas na igreja de Corinto - Havia em Corinto muitos crentes que eram santificados em Cristo, e conseqüentemente andavam, como verdadeiros cristãos, e Paulo glorificava a Deus pela vida desses crentes, e como não poderia deixar de ser, ele os chamava de “irmãos”, apesar das diferenças,  problemas,  e outras particularidades – Paulo via neles apenas servos do Altíssimo, e não pessoas problemáticas – era assim que Cristo vias as pessoas que eram seus seguidores.
Ev. Carlos Borges(CABB)







domingo, 7 de julho de 2013

A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO
I Jo.1.1-4 (Lição nº 1ª - 3º Trimestre 2009)

Introdução:A primeira  epístola de João foi escrita para uma comunidade cristã que se defrontava com a heresia gnóstica do primeiro século. João procurou encorajar os seus membros a viverem uma espécie de vida coerente com a  comunhão com Deus e seu Cristo. A epístola aborda temas  vitais como a  justiça,amor e o conhecimento certo. O autor não considera esses temas meramente como exigências éticas, mas como realidade espirituais baseadas na revelação cristã  de Deus e Seu Filho.

I ENTENDENDO A CARTA DE JOÃO, O APÓSTOLO- É fácil nos  assustarmos com a maldade que vemos ao nosso redor e sermos subjugado pelos  problemas que enfrentamos. O mal é obviamente muito mais forte do que nós. João nos assegura, porém, que Deus é ainda mais forte. Ele  vencerá todo o mal – e seu Espírito e  sua Palavra vivem em nosso coração.
Os falsos ensinadores são populares no mundo porque como os falsos profetas  do A.T. dizem o que as pessoas querem ouvir. João adverte que os cristãos que fielmente ensinam a Palavra de Deus não ganharão qualquer competição de popularidade no mundo. As pessoas não querem ter seus pecados denunciados; não querem ouvir solicitações de mudanças de comportamentos. Um falso mestre será bem recebido pelos não cristãos.
Todos acreditam que o AMOR é importante, mas o amor é normalmente considerado um SENTIMENTO. Na verdade é uma escolha e uma ação. Deus é a fonte  de nosso amor.Ele nos amou o suficiente para sacrificar seu Filho por nós.

II CONHECENDO O AUTOR DA CARTA- Muitas controvérsias  têm envolvido este assunto.
A associação com João, o filho de Zebedeu, está  enraizada  na tradição da igreja  primitiva. Ao final  de segundo século, I João e em uma extensão menor, 2 João, foram citadas pelos patriarcas da Igreja como tendo autoridade; e no terceiro século, 3 João foi também considerada desta maneira.
A primeira afirmação especifica de que  o Evangelho de João e I João foram escritos pela mesma pessoa foi feita por  Dionísio de Alexandria no terceiro século.
Por muitos anos existiu a dúvida a respeito da autoria comum do dito Evangelho e das três (3) cartas porque  2 e 3 João foram  escritas pelo “presbítero”, aparentemente sendo distinguida do apóstolo associado ao referido Evangelho e a 1 João.
As cartas de 2 e 3 João eventualmente foram também atribuídas ao apóstolo, o  qual  chamava a si próprio de “ presbítero” sem qualquer modéstia.

1-Um autor com uma característica singular- João deixa transparecer em suas cartas que foi alcançado pelo amor de Deus, e conseqüentemente transformado. O amor de Deus não é estático, inerte, egoísta, alcança e atrai a todos. João tinha esse conhecimento, pois ele foi alcançado de uma maneira muito especial. Agora ele vem revelar esse amor através de suas cartas, expõe esse amor de Deus de uma maneira bem clara. Deus estabeleceu o exemplo do verdadeiro amor, a base para todo relacionamento amoroso: quem ama alguém carinhosamente está disposto a dar-se gratuitamente, a ponto de sacrificar-se a si mesmo.
Crer é muito mais  do que  chegar a um entendimento intelectual de que Jesus é Deus. Significa colocar a nossa confiança e segurança  nEle. O único que nos pode salvar. É confiar a nossa vida presente e nosso destino eterno a Cristo. Crer  é ter a certeza de que as Palavras dEle são fidedignas e que Jesus tem o  poder de transformar-nos em alguém muito melhor.

III O PRÓPOSITO DA CARTA DE JOÃO- O propósito de João ao escrever esta epístola foi duplo:
 1- Expor e rebater os erros  doutrinários e éticos  dos falsos  mestres.
2- Exortar seus filhos  na fé  a manter uma vida de santa comunhão com Deus, na verdade e na justiça, cheios de alegria e de certeza da vida  eterna, mediante a fé  obediência em Jesus, o Filho de Deus, e pela habitação interior do Espírito Santo.

1- Erros concernente a Cristo­- O crente permanecerá em Cristo como salvo, somente a medida em que permanecer  no ensino bíblico original de Cristo e dos apóstolos. Isso sugere duas coisas:
(a) –Abandonar  o evangelho original conforme o NT é espiritualmente fatal, e nos separa de Jesus Cristo(Cf. Gl.1.6-8 ;5.1-4).Os crentes devem  permanecer  biblicamente CONSERVADORES quanto à teologia,isto é,sempre seguirem os ensinos do NT.
(b) – É perigoso correr atrás de novos ensinos ou mestres, que pregam coisas NOVAS,alheias à fé cristã(Cf.Jd3). Por essa razão, é importante estudar a Palavra de Deus e ser-lhe fiel, nossa própria alma e nosso destino eterno dependem disso.
Para João, o ponto mais importante é que a vida  dos crentes não será caracterizada pelo pecado. A primeira  vinda de Jesus teve  a finalidade de tirar os NOSSOS pecados, embora Ele mesmo fosse sem pecado(Cf.Jo.8.46; Hb.4.15) .Novamente, João apela ao exemplo de Jesus. Aqueles que  alegam viver(literalmente, permanecer) nEle, devem  viver como Ele( I Jo.2.6,29 ; 3.3) qualquer que permanecer  nEle não continua pecando(Nova Versão Internacional). O pecado é uma atitude de REBELIÃO contra os mandamentos de Deus, que em I João consiste na crença  no Filho e no AMOR pelos irmãos. Até mesmo um mandamento da lei mosaica como a proibição do assassinato representa  em 3.11-15 uma  referência  especifica  à ausência  do amor ao próximo na vida dos oponentes.Assim, o autor  pode  concluir que ninguém que  continue no pecado( isto é,os adversários) jamais viu ou  conheceu  a Deus e a Jesus.

2- Auto engano moral – O crente deve rejeitar qualquer teologia  ou doutrina afirmando que a pessoa pode estar  fora da comunhão com Deus(1.3), continuar a pecar, fazer as  obras do diabo(v.8), amar o mundo(2.15), lesar o próximo (v.14-8), e ainda ser filho de Deus, salvo, a caminho do céu. Contrariamente a esse  FALSO ensino,João cria claramente que quem continua na prática de pecado conhecido “é do diabo” e “ não é de Deus”.
Quem habitualmente pratica o pecado, e afirma que tem a vida eterna e que é filho de Deus, está  enganado e “é mentiroso”. Além disso o que caracteriza um verdadeiro filho de Deus é o amor a Deus, manifesto na guarda dos seus mandamentos.(5.2) e na solicitude sincera pelas necessidades espirituais e físicas doutros crentes.

3- A auto exaltação espiritual- “Não creiais em todo espírito, mas provai se o espírito  são de Deus”.Na verdade, existem fundamentalmente apenas dois espíritos que merecem consideração. Um deles é o Espírito de Deus(v.2), enquanto o outro é o espírito do anticristo; um é o espírito da verdade, enquanto o outro é o espírito  do erro. Os leitores são  exortados a provar os  espíritos, “porque já muito falsos profetas se têm levantado no mundo”.
Precisamos ter muito cuidado, e levar em consideração as instruções de João, pois na nossa atualidade, temos vistos muitos “ pseudos” pregadores que chegam nas igrejas, rotulados de exímios conhecedores  da  Palavra de Deus, chegam nas igrejas com “palavras de ordem”, usam e abusam da “auto-sugestão”, que é um instrumento de manipulação de massa, transformam uma mentira em “verdade”, obrigam o povo(crentes ingênuos,não atento) a fazerem o que eles querem, é nesta pratica da auto-sugestão, que eles estabelecem os seus “ganhos” e saem dos cultos garbosos, enfatuados, e ainda são “exaltados” como “verdadeiros homens de Deus”.
Diante de tudo isso fica uma pergunta, baseado no livro de João, estes “pregadores modernos”, eles estão na luz e andam na luz ?, o amor de Cristo está neles ?, eles amam seus irmãos de fé ?, se as respostas forem  SIM, entendemos que suas atitudes deverão refletir essa verdade.
Terão uma vida santa sem hipocrisia; o amor de Cristo será notório em suas vidas, pois a HUMILDADE será notória em seus atos; conseqüentemente os seus irmãos na fé não serão explorados por eles.

 Ev. Carlos Borges(CABB)