quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O TRIBUNAL DE CRISTO E AS BODAS DO CORDEIRO


2 Co 5.6-10
Introdução: Depois do Arrebatamento da Igreja. O tribunal de Cristo e as bodas do Cordeiro marcarão os eventos do chamado Dia de Cristo. No primeiro momento, Jesus será manifesto como Juiz que julgará, sem imparcialidade, como os crentes exerceram a mordomia cristã, aqui na terra.
A palavra-chave será JUSTIÇA e RECOMPENSA. No segundo momento Jesus se apresenta como Noivo afeiçoado, para se juntar definitivamente com sua Noiva Imaculada. As palavras- chaves serão AMOR e UNIÃO.  

I O TRIBUNAL DE CRISTO
1-O Dia de Cristo (2 Tm 4.7-8)
·        É o evento que se dará logo após o Arrebatamento da Igreja, onde os crentes comparecerão perante Cristo para julgamento de suas obras (seus galardões), não  serão galardoados (por falta de boas obras)os crentes que não fizeram obra nenhuma.
·        Embora a vida eterna seja um dom gratuito, concedido com base na graça de Deus (Ef. 2.8,9), cada um de nós ainda será julgado por Cristo.
·        Ele nos recompensará de acordo com o modo como vivemos.
·        O dom gratuito de Deus, a salvação, não nos livrará do requisito da obediência fiel.
·        No dia do juízo, todos os cristãos deverão prestar contas do modo como viveram (ver Mt. 16.27; Rm 14.10-12; 1 Co. 3.10-15).
·        Quando o final de sua vida estava se aproximando, Paulo pôde confiadamente dizer que foi fiel ao seu chamado.
·        Deste modo, ele enfrentou a morte calmamente, sabendo que seria recompensado por Cristo.
·        Seu modo de viver lhe fornece a correta preparação para a morte?
·        Você compartilha a confiante expectativa de Paulo de encontrar-se com Cristo?
·        A boa noticia é que a recompensa divina não é somente para os gigantes (os tidos como espirituais da fé), como Paulo, mas para todos os que estão esperando ansiosamente pela segunda vinda de Cristo.
·        Paulo disse essas palavras para encorajar a Timóteo e a nós, de forma que, não importa quão difícil o combate possa parecer, possamos continuar lutando.
·        Quando estivermos com Jesus Cristo, descobriremos que valeu a pena. 


2-Tribunal de Cristo (1 Co. 3.13).
·        As duas maneiras seguras de destruir um edifício são: Mexer no alicerce e construir com materiais de qualidades inferiores.
·        A Igreja deve ser fundamentada em Cristo, não em qualquer pessoa ou principio.
·        Cristo avaliará a construção de cada ministro para a vida da Igreja, e o dia do julgamento revelará a sinceridade do trabalho de cada pessoa.
·        Deus determinará se uma pessoa foi fiel ou não às instruções de Jesus.
·        O bom trabalho será recompensado.
·        O trabalho infiel ou inferior será destruído.
·        A frase “Se a obra de alguém se queimar sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” significa que aqueles que trabalharam mal, mas forem fieis ao Senhor, alcançarão a salvação, mas as suas realizações não serviram para nada.

3- Quando e onde (Mt 20.8)
·        Logo após o arrebatamento da Igreja virá o tempo descrito na Bíblia como sendo a Grande Tribulação.
·        Esse será um tempo de horror para o mundo gentílico e de apertura para a nação de Israel, nesse tempo, os crentes arrebatados comparecerão diante do tribunal de Cristo, para serem julgados (avaliados) e receberem galardão.
·        Esse julgamento não terá a finalidade de revelar quem é salvo ou quem não será por ele só passarão os salvos.
·        Não terá lugar aqui na terra, pois, aqui está acontecendo a grande Tribulação, esse julgamento será no céu, onde só entrarão os salvos lavados pelo sangue do Cordeiro (Cristo).
·        Devemos ter paciência para aguardar o tempo de Deus para nosso descanso e recompensa, e caminhar de acordo com o relógio de nosso Mestre.
·        Ao chamar os trabalhadores, eles começaram dos últimos para os primeiros.(Mt.20.8)


II AS BODAS DO CORDEIRO
1-A Gloria da Noiva
·        As Bodas do Cordeiro será a consumação da união mística entre Cristo e a Igreja, acontecerá depois que a Igreja for galardoada no Tribunal de Cristo.
·         Será conduzida ao palácio real, onde se encontra a “Sala do Banquete” (Ct 2.4), quando então, se dará início à celebração da Ceia das Bodas do Cordeiro. 
·        Neste evento, todos os santos estarão presentes, os do Oriente e do Ocidente, tomarão lugar à mesa (Mt 8.11).
·        “Nas Bodas do Cordeiro, a Igreja apossar-se-á de toda a sua herança como a Noiva de Cristo, e Cristo a possuirá, concretizando, assim, de maneira amorosa e eterna, o alvo maior do plano redentivo: Deus entre o seu povo, e o seu povo a desfrutar-lhe de todos os benefícios advindos desta comunhão”.
·        Apóstolo Paulo se referiu a esta noiva quando escreveu aos coríntios: “Estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (1Co 11.2).
·        Apocalipse também nos chama a atenção para o fato de a noiva já está pronta, vestida de linho fino, puro e resplandecente (Ap 19.7,8).

2-A Noiva se prepara
·        Mt. 22.37- “Jesus disse: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento”. Além de amar, a noiva se entrega.
·        Amar nem sempre será apenas sentimento, pois muitas vezes temos que “decidir” amar, e outras vezes temos de “escolher” amar, isso porque os nossos sentimentos oscilam demais e não são confiáveis.
·        Tg. “4.3 –” Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para gastardes em vossos deleites”. Ai está uma grande e triste realidade, que podemos comparar a uma amante.
·        Buscar a Deus somente por interesses pessoais e egoístas, não são as formas corretas de se relacionar com Ele.
·        Pode até ser que alguém se achegue a Deus para Ele resolver seus problemas, mas essa motivação não pode ser para a vida toda, pois à medida que o relacionamento se firma, o interesse tem que se transformar em amor.
·        A oração é uma das formas de mantermos comunhão com Deus, mas se fizermos isso com intenção e de forma errada, será de pouco proveito, pois muitas vezes a pessoa se engana, dizendo que é para Deus ou para as pessoas, enquanto na verdade não passa de um sentimento egoísta e de interesse pessoal.
·        Então se você vai ao culto, lê a Bíblia, ora, jejua, faz as coisas para Deus motivado pelo amor a Ele, você saberá que é a “noiva”, mas se faz essas coisas somente com interesse egoístas e pessoais você sabe que é “amante”.
                                     
3-Participantes das Bodas (Mt. 22.11).
·        Este hipócrita nunca foi descoberto por estar sem as vestes nupciais até que o próprio Rei veio ver os convidados.
·        O dia do juízo será o grande dia da descoberta, este homem não estava nu nem em farrapos, ele tinha algumas vestes, mas não eram nupciais.
·        Aqueles que se vestem do Senhor Jesus, que vivem pela fé em Cristo, têm as veste nupcial.  
·        Muitos na igreja não são crentes fieis em Jesus Cristo, que dizem amá-lo, embora em seu coração não esteja com Ele.
·        As vestes nupciais é uma coisa interior, os ministros devem estar de acordo com aquilo que conhecem.
·        Deus sabe os que lhe são fieis e os que não lhe são fieis, Ele sabe os que fazem a sua vontade e os que só fazem a sua própria vontade, Ele sabe os que lhe honram o nome e os que lhe desonram o seu nome.
·        Vemos  isso nos cultos das denominações existentes, movimentos de louvor, adoração e falta de reverencia nos cultos, nos compromissos com Ele, temos as “estrelas” de púlpito, as “celebridades gospel”, as letras das musicas tidas como gospel, que falam de “receber” tal coisa, prometendo o que a Bíblia não prometeu.

III HERANÇA ETERNA
1-Galardões prêmios e coroa
·        "E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras" (Ap 22:12).
·        Paulo disse que a obra de cada crente vai ser provada pelo fogo e, "se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão" (1 Co 3:14). 
·        Porém, o Galardão é merecido; é o salário pelo serviço prestado, recebido pelas obras através do labor e sacrifício. No Galardão o menor serviço é lembrado, a obrigação é reconhecida e o valor é considerado. 
·        A coroa de gloria- Destina-se aos líderes (pastores) fieis que no desempenho de suas missões, honraram a Cristo nos seus ministérios, estenderam as mãos aos necessitados, pastorearam as “ovelhas” sem feri-las ou “machucaram”, nem deixaram as “ovelhas” se desviarem do redil.
·        A Coroa de alegria- São para os salvos (cristãos) que trabalharam incansavelmente na obra do Mestre, sem murmuração, contenda, porfia, emulações, divisões etc...
·        A Coroa de Justiça- É para aqueles servos (cristões) que viveram suas vidas corretamente, não fizeram uso das fraudes, mentiras, não ludibriaram ninguém, que pediram emprestados e não devolveram, que não dão calote, falam palavrões, tem conversas torpes etc...
·        A Coroa de vida – É para aqueles servos (as) que foram fieis até a morte, que não tiveram medo de pregar o  Evangelho, testemunhar, e fazer o que é correto, mantendo sempre a sua vida no Altar.

2-Conhecimento Perfeito
·        O genuíno conhecimento da verdade - A Igreja de Corinto se viu às voltas com a falta de aplicação sábia deste conhecimento anteriormente referido, bem como quanto, a saber, que o comer alguma carne vendida nos açougues que houvesse sido oferecida no culto a ídolos, não era pecado, quando não existisse um conhecimento consciente quanto à sua origem.
·        Poucos servos se dedicam ao conhecimento das Escrituras Sagradas, e por faltar esse conhecimento, são muitas vezes enredados por falsas doutrinas, muitas vezes proferidas por pseudos “missionários” “evangelistas” ou até mesmos “bispos” que na verdade são apenas titularidades para “credenciar” os embustes doutrinários.
·        Quando se tem um conhecimento da Palavra fica difícil aceitar os engodos ou as “ministrações ungidas”
·        Oséas 4:6 (NIV) Meu povo é destruído por falta de conhecimento.

3-Somos Alimentados
·        O nosso espírito também se alimenta de luz – da luz da glória de Jesus Cristo, que é o nosso Sol de Justiça.
·         Quando contemplamos a sua glória  em espírito, através do mover do Espírito Santo em nós, somos fortificados, alegrados, pacificados e damos saltos de crescimentos espirituais, nos tornando mais semelhantes a Jesus.
·        Estamos vivendo tempos difíceis tempos em que o amor de muitos tem esfriado, mas também estamos vivendo um tempo em que muitos têm chegado a Deus!
·        Permanecer em Cristo é responsabilidade nossa não de Cristo!
·        Não podemos ter dois senhores em nossa vida! Precisamos assumir nosso papel de Cristão! Jesus Cristo é a videira o pé de fruta, nós os galhos, se o galho esta ligado a Jesus a seiva, ou o alimento, de que precisamos virá! Como é bom sermos alimentados pelo Criador, por Jesus!
·        Como é bom, não podemos trocar nada por esse alimento! Feche os olhos agora, e ore, peça a Deus para que nunca te falte o alimento de seu Espírito!
·        O seu alimento nos fortalece! Faz-nos ficar fortes, nos enche de esperança, mexe com nosso interior, faz nos alegres, confiantes, vibrantes.
·        Faz-nos ficar leve, nos tira da naturalidade e nos leva ao sobrenatural onde estamos ligados a  Jesus,  a Videira Verdadeira.
Pr. Carlos Borges(CABB) 


domingo, 19 de fevereiro de 2017

O QUE SIGNIFICA UNÇÃO, UNGIR E UNGIDO -PARTE FINAL


– O ÓLEO TEM OU NÃO TEM PODER?
   De forma alguma! No Novo Testamento Jesus curava a todo momento, os discípulos e apóstolos também e quantas vezes o óleo foi citado? São raras as referências de orações por doentes acompanhada de uso de óleo. A cura se dá pelo poder da Palavra e não, pelo azeite.
   O Espírito Santo também não precisa de óleo para alcançar uma pessoa (leia e comprove: Atos 8:17; I João 2:20,27). Em Tiago 5:14,15 lemos que é a oração da fé que salvará o doente e não o óleo em si.
   Se alguém tentar expulsar demônios com óleo, é mais fácil o demônio fritar um ovo do que sair do indivíduo. Jesus ensinou a expulsarmos demônios no nome dEle (Marcos 16:17) e não com rituais ou amuletos.
   Portanto, se o óleo não carrega nenhuma magia e poder, não faz o mínimo sentido o comércio que alguns líderes religiosos, ou melhor, falsos profetas fazem com o mesmo. Dizem que é óleo de Israel, azeite da Oliveira X e coisas semelhantes. Se o óleo é de soja, de milho, de granola ou de peixe não faz a mínima diferença, a menos que você esteja preparando um belo prato para o almoço.

   No Antigo Testamento observamos que objetos eram ungidos com óleo para que fossem santificados ao Senhor. E sabemos que os rituais da Velha Aliança tinham uma simbolização e tudo era sombra do que havia de acontecer, ou seja, tudo apontava e representava Jesus Cristo. No Novo Testamento aprendemos que Deus não habita em templos (e objetos) feitos por homens (Atos 7:48), logo, não há sentido em ungir casas, templos, instrumentos musicais, móveis, veículos, fotos ou utensílios domésticos. Jesus ensinou que quando chegássemos em uma casa, deveríamos saudá-la, dizendo: “Paz seja nesta casa” (Lucas 10:5). Ele não mandou ungi-la. Temos aí mais um exemplo do poder da Palavra e não de uma substância.
   Deus habita em pessoas, em vidas, ou seja, em nós, que somos o templo de Deus (I Coríntios 3:16). Sendo assim, deve-se ungir uma pessoa?
   Enquanto no Velho Testamento pessoas eram “separadas” por unção, no Novo Testamento ocorre imposição de mãos (Atos 6:6, I Timóteo 4:14).
   Nós devemos viver segundo o Evangelho de Cristo, que nos mostra apenas 3 formas de unção: para sepultamento, como forma de hospedagem e para aplicação nos enfermos. Nos dois primeiros casos não é necessário nem detalhes, pois qualquer livro sobre cultura judaica deixa evidente que esses usos eram uma tradição entre eles, fazendo parte daquela cultura. Portanto, resta-nos apenas a última forma: unção para os doentes.



Conclusão:
   Não podemos confundir “recomendação” com “ordenança”. O uso de óleo, seja para unção como ritual ou para uso medicinal foi uma recomendação de Cristo e de Paulo. Se interpretarmos essa unção como uso medicinal do óleo, não há a mínima necessidade do seu uso atualmente, pois a medicina evoluiu muito, a ponto de existirem medicamentos eficazes para boa parte das doenças; se interpretarmos como uma forma de simbolismo do derramamento do Espírito Santo sobre a pessoa (alguns tem essa interpretação devido a Zacarias 4:1-14), só terá valor se quem unge e quem é ungido tiverem plena consciência desse simbolismo. Vimos que o Novo Testamento não dá suporte para unção de objetos e apenas cita a unção de pessoas. E mais: não era qualquer pessoa e sim, as enfermas! Temos que ter prudência, pois uma pessoa pode pedir a unção com óleo porque ficou assistindo esses programas de TV que anunciam um anti-Evangelho. Para esses, o óleo é uma substância mágica, cheia de poderes, que pode mudar a vida da pessoa que for ungida. Assim, o indivíduo desinformado que assiste pode cair nesse paganismo, desejar para si esse tipo de “macumba gospel” e perder a consciência e a fé no poder da Palavra de Deus.
    Quando olhamos para o Evangelho, observamos que essa questão de unção com óleo não tem nenhum poder de salvação, portanto, não será esse tipo de discordância teológica (quanto à possibilidade ou não de utilizar esse tipo de “procedimento” na atualidade) que determinará a salvação ou condenação de alguém. O que temos são apenas evidências que nos levam a entender que isso não é mais necessário. Porém, desde que não estejamos defendendo uma visão por comodidade ou por outros interesses pessoais, isso não influenciará a nossa vida cristã. Portanto, busque servir a Deus com sinceridade, buscando sempre seguir o Evangelho puro e simples. Jamais acredite que uma substância ou um objeto possa ter algum poder. Não troque o poder da Palavra e do sangue de Cristo por um frasco de óleo oferecido por um líder religioso. E lembre-se: Deus é Deus, com ou sem azeite.

Autor: Wesley de Sousa Câmara

Referências:
http://www.luz.eti.br/es_uncaocomoleo-parte1.html (acessado em 02/01/2013)
http://www.luz.eti.br/es_uncaocomoleo-parte2.html (acessado em 02/01/2013)
http://voltemosaoevangelho.com/blog/2011/05/pve-devemos-ungir-com-oleo/#axzz2GyGqfmuP (acessado em 02/01/2013)
Bíblia de Jerusalém
Bíblia Almeida Corrigida e Revisada Fiel
COLEMAN, Willian L. :Manual dos Tempos & Costumes Bíblicos; 1ª Ed, 1991. Editora Betânia.

Gostei muito desse trabalho, pois é muito elucidativo, e proveitoso para a nossa época em que está muito vulgarizado em alguma denominações o uso do termo "unção"sem  saberem a real finalidade.

Pr. Carlos Borges(CABB)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O QUE SIGNIFICA UNÇÃO, UNGIR E UNGIDO - PARTE 6

 A UNÇÃO DO ESPÍRITO SANTO É DADA POR DEUS AO CRENTE ATRAVÉS:
1) do espírito santo (jo 20:21, 22 - at 2:2).
2) derramada pelos anjos por ordem divina (is 6:6, 7 - ez 1:4, 5 - 2:1, 2).
3) através dos homens e mulheres de deus como canal do Espírito Santo (2 rs 2:13 - at 19:6,7).
durante muitos anos a igreja se esqueceu do batismo do Espírito Santo (unção), somente em meados de 1.900 que a igreja “acordou” e “descobriu” que poderia receber o batismo do Espírito Santo como está descrito em atos 2.
depois do reavivamento com o batismo do espírito a igreja acreditou que esta seria a única unção de Deus, quantas igrejas estão “dormindo”, pois não aceitam outras unções, acreditando que o batismo do Espírito Santo é a única unção de Deus.
porém a unção é ilimitada e infinita, porque Deus é infinito e ilimitado.
Deus sempre terá uma nova unção aos seus filhos (jo 4:14 - 7:37-39 - jl 2:28,29) 
o Senhor quer derramar da sua unção em sua vida espiritual (fervor, fogo) (mt 3:11 - mc 16:17, 18), na sua vida ministerial (1 co 12:28 - rm 12:6-8), na sua vida pessoal (vitória) (lc 10:19).
(disse-lhe Jesus: não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? -João 11: 40).
basta você crer!  aleluia, glória a Deus!
UNÇÃO

   Embora à primeira vista pareça um assunto simples de ser entendido, é um tema que gera muita polêmica. Por exemplo, os protestantes “históricos” tendem a rejeitar o uso do óleo de unção na atualidade, enquanto os “pentecostais” defendem com convicção esse ato. Portanto, iremos aqui procurar entender o que as Escrituras realmente dizem sobre isso, independentemente do que as diferentes denominações evangélicas defendem.
   O óleo, na bíblia, segundo alguns, simboliza o Espírito Santo, assim como o fogo, a pomba, entre outros. Porém, nela, não há uma afirmação explícita quanto a isso. Portanto, quando se fala em unção com óleo, pode ser que se pretenda produzir uma simbolização do Espírito Santo atingindo alguém.
   Há inúmeras referências nas Escrituras sobre esse tipo de unção, tanto no Velho, quanto no Novo Testamento. Para facilitar, separaremos em dois blocos:

1 - Velho Testamento: O óleo representava a consagração/separação a Deus de pessoas ou objetos.
- Êxodo 30:26-29; 40:9-11 e Levítico 8:10 = Havia o azeite da santa unção, que era usado para ungir objetos (tendas, utensílios diversos, altar, tenda), com o intuito de santificá-los (separá-los, consagrá-los) a Deus. A partir daí, tudo o que tocasse esses objetos tornar-se-ia santo.
- Êxodo 30:30 e Levítico 8:12  = Uso do azeite para ungir pessoas, com o intuito de santificá-los como sacerdotes.
- I Samuel 10:1; 16:13; I Reis 1:39 = Uso de azeite para ungir reis (pessoas).
- I Reis 19:16 = Unção de profetas (pessoas).

2 - Novo Testamento: O óleo tinha diferentes simbolismos e/ou utilidade.
- Marcos 6:13 = Discípulos usando óleo para ungir os doentes.
- Tiago 5:14 = Recomendação de Paulo para que presbíteros usassem azeite para ungir doentes. Essa unção é o ponto de maior discórdia atualmente, pois alguns defendem que era a unção tradicional (como o uso de um pouco de óleo sobre a cabeça), enquanto outros alegam que era o uso medicinal do azeite. Discutiremos isso um pouco à frente.
- Marcos 14:8 e Lucas 23:56 = Mulheres realizando unção em Jesus (como parte de um processo de “embalsamento” para a sepultura).
- Lucas 7:38 e 7:46 = Uma mulher, pecadora, demonstrando sincera alegria, unge os pés de Jesus, como gesto de “boas vindas” (era costume na época).

   Atualmente observamos muito misticismo, magia e superstição quando o assunto é óleo de unção. O que seria uma simbolização ou um uso medicinal (é discutível e veremos logo em seguida) tornou-se uma espécie de “macumba cristã”, em que o óleo é tido como detentor de um poder sobrenatural.
   Como era de se esperar, muitas seitas defensoras da teologia da prosperidade até comercializam supostos óleos milagrosos, que seriam capazes de curar, expulsar demônios, trazer riquezas e a paz. Ou seja, o poder não está mais na Palavra e no sangue de Jesus e sim, engarrafado nas mãos de falsos profetas.
   
Nos tempos bíblicos existiam vários tipos de óleos e várias aplicações.
Por exemplo:
- Azeite de oliva = simbolizava vida útil, saudável e alegre. (Salmo 92:10)
- Óleo medicinal = era muito usado na medicina judaica antiga, seja puro ou misturado com ervas. O incenso e a mirra eram muito utilizados. (Isaías 1:6; Lucas 10:34)
- Unguento = Incenso, mirra ou azeite de oliva associado a perfumes. Era muito usado até mesmo pelos pobres (embora fosse uma substância de alto valor) quando recebiam uma visita em casa, como sinal de boas-vindas. (Lucas 7:46)
- Unguento fúnebre = na cultura da época, fazia parte do processo de preparo para o sepultamento. (Mateus 26:12; Lucas 23:55,56)

   A aplicação era feita na cabeça, na face, nos pés ou sobre as lesões de pele. Devemos salientar que os principais líderes da Reforma Protestante não aprovavam a continuidade da unção com óleo, porém, posteriormente, outros líderes foram adotando esta prática, como podemos ver no predomínio desta aplicação entre pentecostais e neopentecostais.

Analisando Tiago 5:14 :
   Primeiramente devemos observar que o contexto desse versículo nos traz um ensino sobre o poder e a importância da oração. A unção foi um “detalhe” colocado no assunto do texto. Tanto é que há os dizeres: “a oração da fé salvará o doente”. Ou seja, o resultado virá da oração e não, da unção.
   Porém a dúvida persiste. Seria essa unção a aplicação de um medicamento da época (que era usado para uma infinidade de problemas de saúde) no doente ou seria um ritual que simbolizaria a ação do Espírito Santo? Não podemos cravar uma resposta, mas tudo leva a crer que tanto essa unção quanto aquela citada por Jesus em Marcos 6:13 se referiam não a essa aplicação de óleo com finalidade espiritual e sim, como medicação para cura do enfermo. Era como se o presbítero chegasse, desse o remédio que fizesse parte do tratamento médico e em seguida fizesse uma oração para que Deus atuasse no processo de cura do doente. Chegamos a essa conclusão quando olhamos para o termo grego que foi traduzido por “unção”. Em grego, a palavra é “aleipho”, que significa “passar gordura, óleo ou unguento” ou ainda: “passar perfume ou substância aromática”. Ou seja, esse termo tem um significado cotidiano, referindo-se a um processo muito usado na época para aplicar óleos. Se essa unção tivesse um sentido espiritual, como para representar a ação divina, o termo usado provavelmente seria “christos”, que significa: “conceder autoridade por meio de unção”.
   Há, porém, aqueles que discordam dessa visão e insistem que o óleo usado era sim uma unção na cabeça da pessoa e que foi uma recomendação apostólica e de Cristo. Porém, mesmo para este grupo, que fique claro: essa unção seria para o doente e não, para a doença. Portanto, jamais deve ser feito o que muitos realizam, que é ungir a barriga, quando a pessoa tem um problema no estômago ou até mesmo o cúmulo de ungir a genitália de pessoas com problemas reprodutivos. Isso é um fetichismo ridículo (ou até mesmo um assédio sexual), uma idolatria, uma superstição e um paganismo sem tamanho, que deve ser combatido por qualquer pessoa, independentemente do que pensar sobre a unção.
  
 - A extrema unção (católica) é válida?

   O catolicismo defende a necessidade de “preparar a alma para a morte”, quando a pessoa tem uma doença grave e está prestes a falecer. Justificam essa visão distorcendo o texto de Tiago 5:14,15. Alegam que os apóstolos já faziam isso, pois interpretam que essa unção seria para a morte. Porém, essa visão é desmentida quando se confronta o Evangelho como um todo com essa distorção. Além disso, podemos descartar essa ideia quando observarmos a história, pois a unção para sepultamento era apenas uma das possibilidades de uso do óleo. A maioria das aplicações não era para morte e sim, para vida. Tanto é que Jesus disse para os apóstolos orarem para os doentes e ungi-los. Seria um preparo para a morte dessas pessoas? Obviamente não. Portanto, a extrema unção não tem nenhum respaldo no Evangelho. 

Pr. Carlos Borges(CABB)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O QUE SIGNIFICA UNÇÃO, UNGIR E UNGIDO - PARTE 5

Seja sincero na fé, veja se lhe falta unção, procure aprender, procure receber unção de quem tem, e principalmente busque o Espírito Santo.

OUVIDOS UNGIDOS! – Busque a Deus exatamente para isso, para que Ele conceda, em Sua maravilhosa graça, que nenhuma palavra do seu chamado caia por terra. Isso faz com que eu tome muito cuidado com as palavras, para ter certeza de que Deus falou, de que ouvi Sua Palavra antes de proclamá-la.

Foi exatamente isso que aconteceu com Ezequiel. “Mas tu, filho do homem, ouve o que eu te digo... Abre a boca e come o que Eu te dou” – (Ezequiel 2:8). Em seguida, Deus estendeu-lhe um rolo escrito em que havia palavras de lamentação, angústia e julgamento. Não eram palavras doces. E então Deus lhe disse: “Come este rolo e vai falar coma casa de Israel... Tudo quanto eu te disser, recolhe em teu coração. Ouve com toda atenção. E vai... ao teu povo e dize-lhe” – (Ezequiel 3:1, 10-11).

Comer o rolo é, simbolicamente, trazer a Palavra de Deus para dentro de nós, digeri-la, internalizá-la até que ela queime em nosso interior com fogo inextinguível. Primeiro, a paixão de Deus precisa encher a nós mesmos, antes de podermos proclamar Sua Palavra com poder.

Depois de ouvirmos de Deus, nossas vidas precisam encarnar, ilustrar e demonstrar aquilo que vamos proclamar. Se a verdade não mudou nada em nós mesmos, provavelmente não mudará em mais ninguém.
Veja 1 Ts 1: 5 e 6 – 1 Ts 2: 
Podemos dizer que a maioria das pessoas nas igrejas cristãs, onde se preza tanto a pregação bíblica, não coloca em prática os ensinos e mensagens que ouve. Uma das razões disso é que não vêem as verdades encarnadas na vida dos pregadores. Oswald Chambers disse “Antes de a mensagem de Deus libertar outras vidas, a libertação tem que ser real na sua vida”.

Na vida pública, tudo o que fazemos está sendo observado. As pessoas examinam, avaliam e, as vezes, interpretam mal. Porém o maior temor, no sentido mais positivo dessa palavra, é em relação àquele dia em que cada detalhe, por menor que seja, de minha conduta será descoberto e exposto diante dos olhos de Deus, que tudo vêem, tudo sabem e tudo perscrutam. Ele enxerga, mesmo agora, aquilo que as multidões não vêem – quem eu sou nos bastidores, nos lugares privados, nos recantos secretos do meu coração, nos esconderijos de meus pensamentos mais resguardados.
Eu sei que se minha vida não encarnar, até mesmo no mais recôndito do meu ser, a verdade que estou proclamando, perderei a unção e o poder do Espírito Santo em meu ministério público.
 
LÁBIOS UNGIDOS! - Deus permita que tenhamos não apenas uma vida ungida, mas também lábios ungidos, para podermos fazer proclamações poderosas, seja para uma só pessoa, seja para pequenos grupos, seja no púlpito!
Dizia Agostinho: “Quando a Escritura fala, Deus fala”. Precisamos cultivar esse tipo de reverência com temor pelas palavras de Deus em comparação com as nossas próprias palavras. O simples fato de que Deus pode falar por nosso intermédio deveria nos constranger! Se nos constrange, com certeza há de comover os que nos ouvem. Não podemos esperar que as verdades proclamadas impactem mais os ouvintes do que já impactaram nosso próprio coração.

Precisamos confiar plenamente no poder da Palavra de Deus, no poder da verdade. Jesus disse: “As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (Joâo 6.63).
Não são nossas palavras que transmitem vida. Existe uma forte tendência, em nossa cultura consumista, de confiar em dons naturais e de aplaudir nos outros os talentos e habilidades que possuem – como capacidade de comunicação, oratória, criatividade, inovação, uso de tecnologia avançada (apresentações PowerPoint).
Devemos ter em mente que são apenas ferramentas, inúteis, vazias, enfadonhas e ocas se forem desvinculadas da confiança na Palavra de Deus, no Seu Poder e na Sua Unção.

A Palavra de Deus é capaz de penetrar os corações e dividir alma e espírito, juntas e medulas (Hebreus 4.12). Expõe os corações de homens e mulheres. Confie no poder da Palavra de Deus,de sua verdade e na sua unção.

O poder da unção em lábios ungidos muda vidas. Há poder para fazer novas todas as coisas, para corrigir o que está errado, para endireitar o que está torto, pois a Palavra de Deus é como fogo, como martelo que esmigalha a pedra (Jeremias 20.9; 23.29).
Devemos falar com fervor, intensidade e convicção. Se não acreditamos na urgência e importância daquilo que falamos, por que nossos ouvintes iriam dar valor?

Lábios ungidos, devem  ser constante, ininterrupta, consciente e intencionalmente encaminhar as pessoas a Cristo e à cruz. Paulo disse: ”Não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, Senhor. Quanto a nós mesmos, apresentamo-nos como vossos servos” (2 Coríntios 4.5). Ele é o princípio e o fim, o Alfa e o Ômega, e tudo o que vem depois do princípio e antes do fim (Apocalipse 1.8). Toda a Bíblia aponta para Jesus.
BUSQUE O PODER DO ESPÍRITO SANTO
Clame a Deus: “Oh, Senhor, dá-me do teu óleo novo!”.

Em muitos dos nossos círculos de teologia, deixa-se pouco espaço para o trabalho misterioso, sobrenatural e sempre novo do Espírito Santo.
Nenhum dos teólogos negaria o Espírito Santo.
Todos ensinam sobre ele, mas quando se trata dessa obra misteriosa do Espírito para ungir a vida e os lábios do pregador e do ouvinte, surge o temor, o que traz enorme prejuízo.

O Espírito é como o vento, que sopra onde quer e não pode ser encerrado em uma caixa. Temos de clamar a Deus por esse óleo novo do Espírito Santo, porque o poder não está nas palavras que proferimos; não está em nossa eloqüência ou em nossos métodos fantásticos ou ultramodernos. Não é pela força, mas pelo Espírito Santo de Deus, diz o Senhor dos exércitos! (Zacarias 4.6).

Paulo disse: “Minha palavra e minha pregação nada tinham de persuasiva linguagem de sabedoria humana, mas eram uma demonstração de Espírito e do poder de Deus” (1 Coríntios 2.4-5).
É assim que se produz um ministério ungido sob o poder e a sombra do Todo-Poderoso. Somos fracos, inadequados, extremamente pobres, na melhor das hipóteses. Mas possuímos essa fonte ilimitada de graça, que é o Espírito de Deus, disponível para cobrir nossas insuficiências e que jamais se esgota.
Podemos voltar e continuar voltando e clamando: “Mais, mais! Óleo novo, óleo novo! Dá-me, ó Deus, óleo novo!”.

E. M. Bounds escreveu: “Sem a Unção do Espírito Santo, nada poderá qualificar o pregador. Ele necessita de poder, poder para trazer à vida os espiritualmente mortos, poder para libertar da escravidão de Satanás, poder para trazer o brilho do meio-dia às trevas profundas do pecado e do inferno. O poder da aprendizagem, o poder da oratória e o poder da mente não capacitam ninguém para essa tarefa”.

 "Porém tu exaltarás o meu poder, como o do boi selvagem. Serei ungido com óleo fresco." - Salmo 92:10.

Prosseguiremos com ou sem a unção? - Nós nunca dizemos que vamos caminhar sem Deus, mas quanto do que estamos fazendo é feito por nós mesmos, sem depender da intervenção dele? Pretendemos prosseguir sem a unção do Espírito de Deus? Vamos buscar em Deus a divina unção, provisão e intervenção, o derramamento do Espírito em qualquer que seja a esfera do nosso chamamento! Esperemos dele a grande colheita, aquela que jamais poderá ser explicada sem ele! O mundo e a Igreja não precisam ver o que nós podemos fazer. Isso, eles já viram. Agora precisam ver o que somente Deus pode fazer.
Devemos nos despir de toda sabedoria humana e de todo orgulho.
Vejamos em nossa congregação os fracos na fé e oremos por eles.
Vejamos os ungidos e oramos com eles.
Vejamos nossas fraquezas, pecados e vaidades e apresentemos a Deus.
É hora de despertarmos para o avivamento que Deus já derramou, mas muitas vezes não estamos vivendo.
E por qual razão? Quantas vezes Deus usa profetas e não escutamos? Quantas vezes Deus levanta vasos e nós os escarnecemos e não damos créditos?
Quantos são os irmãos muitas vezes humildes e pobres que Deus usa para avivar a igreja, mas devido sua condição social é desprezado.
Perdoai-nos Senhor! Perdoai-nos!
Ó Deus, dá-nos o óleo novo, a unção do teu Espírito!
E então, pela fé, após ter clamado pelo óleo novo, que possamos recebê-lo, confiando que Deus o dará. Amém!
 Pr. Carlos Borges(CABB)

sábado, 4 de fevereiro de 2017

O QUE SIGNIFICA UNÇÃO,UNGIR E UNGIDO -PARTE 4

A T O S  2: 1-6  e  15- 21
1 E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordantemente no mesmo lugar;
2  E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3  E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
4  E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
5  E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
6  E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
15  Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia.
16  Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel:
17  E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos;
18  E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão;
19  E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo.
20  O sol se converterá em trevas, E a lua em sangue, Antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor;
21  E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

DEFINIÇÕES SOBRE A UNÇÃO DO ESPÍRITO SANTO:
unção espiritual (dic. bíblico) - é a capacidade dada por Deus a alguma pessoa, credenciando - a para cumprir umas missões específicas, especiais dentro dos propósitos divinos.

outras definições
1) unção - é a capacidade sobrenatural dada por Deus para que possamos desempenhar algo (At 1:8 - 2:1-4).
2) unção - símbolo da presença do Espírito Santo, que nos guarda, nos instrui em todas os caminhos que devemos andar, para o aperfeiçoamento do nosso próprio ministério (jo 1:32, 33 - 1 jo 2:27).
3) unção - traz conhecimento, sabedoria, capacitação sobrenatural para a obra de Deus (anunciar o evangelho com alegria, poder, autoridade, manifestação de cura, etc) (At 4:29-31).
4) unção - faz separação, marca espiritual que traz consequências no mundo físico (lc 24:49 - ef 1:13 - 4:30).
5) unção - poder do Espírito Santo capaz de destruir todo tipo de amarra espiritual, trazendo liberdade e poder para quem recebe - (is 10:27).
6) unção - é o revestimento do poder do Espírito de Deus.
7) unção - É a ação do Espírito Santo.

termos técnicos e teológicos sobre a unção
unção (dic. aurélio) - ato ou efeito de ungir, untura, untar com óleo ou com unguento, aplicar óleos consagrados.
unção (teologia bíblica) - unção vem do substantivo grego, “chrisma”; daí vem o verbo chrio; e o adjetivo christós, que significa “ungido”. no hebraico, o termo ungido é messias, aplicado a cristo. a unção, na bíblia, pode ser entendida de modo espiritual e literal, com a APLICAÇÃO DO AZEITE OU ÓLEO SOBRE ALGUÉM OU SOBRE ALGUM OBJETO.
UNÇÃO COM ÓLEO (DIC. BÍBLICO) - METÁFORA BÍBLICA QUE SIMBOLIZA O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO SOBRE ALGO OU ALGUÉM.

Como receber a Unção?
a unção está relacionada aos dons espirituais (1 co 12:1-11), ou seja, o dom do Espírito Santo é considerado uma unção do espírito, porém nem toda unção é dom.
toda pessoa que recebe a cristo deus derrama da unção do espírito, e além da unção recebe o próprio espírito santo (jo 1:12 - 1 co 6:19).
a unção se manifesta sendo pouca ou muito, dependendo da busca, desejo e consagração do crente (lc 11:9-13), e também da vontade soberana de Deus (At 9:15, 16 - fl 2:13).
porém quando a unção é muito pouca, o crente fica apenas como uma lata de azeite vazia, tem óleo mas não sai da lata, ou seja não aparece.
quando a unção é percebida dizemos então que o crente é ungido, pois ele está cheio do espírito.

QUEM PRECISA DA UNÇÃO ? - Necessitamos da unção do Espírito Santo para tudo o que Deus nos chamou a fazer no Seu serviço. Aqueles que pregam e ensinam a Palavra de Deus precisam da unção do Espírito Santo, assim como todos os demais que a proclamam de forma não tão pública, como no aconselhamento, discipulado e evangelização pessoal.

Para partilhar o Evangelho, todos necessitamos de unção de Deus cada vez que abrimos nossa boca para ajudar alguém. Para sermos pais, desde a fase de bebezinho até a de adulto, precisamos de unção do Espírito Santo.

Temos necessidade dessa unção para qualquer serviço – seja para participar de equipe de louvor, para dirigir o culto, para dons de administração, socorros ou misericórdia. Seja qual for a forma de servir a Deus, há necessidade do óleo do Espírito. Resultados espirituais nunca virão por meios naturais.

Embora a unção do Espírito Santo seja um dos ingredientes mais imprescindíveis do ministério, no mundo evangélico do século 21 é também um dos mais negligenciados, desprezados e ausentes. A unção nada tem a ver com nossas habilidades naturais – e tudo a ver com a infusão sobrenatural do Espírito Santo.

Tem manifestações inconfundíveis da mão e do sopro sobrenatural de Deus sobre pessoas cujos dons e capacidades eram apenas medianos, ou até inferiores à média. Como se explica isso ? Somente por meio da unção e o poder do Espírito Santo.

QUAL É A NOSSA PARTE ? - A unção é obra e dom de Deus. Se assim é, qual a nossa parte nisso ? Como podemos cooperar com Deus para receber tal unção do Espírito ? Há vários elementos que tem relação com a unção, os quais, em meu entender, podem ser classificados em dois aspectos. Primeiro, o aspecto da vida ungida, ou seja, minha preparação pessoal para o ministério da Palavra. Depois, o aspecto de Deus conceder lábios ungidos para proclamar poderosamente a Palavra de Deus, seja para uma única pessoa, seja para uma multidão.

"Mas tu, filho do homem, ouve o que eu te digo... Abre a boca e come o que Eu te dou" - Ezequiel 2:8.
UNÇÃO PARA MINISTRAR A PALAVRA
UMA VIDA UNGIDA ! - Uma vida ungida é o fundamento tanto para a preparação da mensagem como para sua proclamação. A preparação da mensagem é fundamental, mas se não tivermos, em primeiro lugar, uma vida ungida e dedicada a estudar e buscar o Senhor, toda a nossa proclamação será vazia. Não terá unção do Espírito Santo.

Lemos como Esdras preparou seu coração, determinando que estudaria a lei de Deus e ensinaria seus estatutos e ordenanças em Israel. Primeiro se dispôs a aprender – a praticar e ter uma mensagem de vida – para só então proclamá-la.

O Salmo 39:9 diz: “Meu coração queimava dentro de mim, ao meditar nisto o fogo se inflamava, e deixei minha língua falar”. Quantas vezes usamos nossas línguas para falar, seja a uma pessoa só, seja a um grupo, sem que antes esse fogo tenha ardido no coração ! Se quisermos uma vida ungida, precisamos deixar Deus falar conosco antes de comunicar Sua Palavra a outrem.

Lemos sobre Moisés, que comparecida ao lugar determinado (à tenda ou ao monte) e falava com o Senhor, para só depois sair e transmitir aos filhos de Israel tudo aquilo que Deus lhe havia falado.

No final de 1 Samuel 3 e início do capítulo 4, há uma progressão que é preciosa e poderosa. O texto diz ali que o Senhor se revelou a Samuel pela Sua Palavra. O Senhor falava a Samuel e, depois, a palavra de Samuel saía para todo Israel. Lemos ali também que o Senhor não permitia que nenhuma de Suas Palavras caísse por terra.
 
A Palavra de Deus na boca de um servo ungido é poderosa, e esta se torna a Palavra de Deus. Não adianta só usar a Bíblia e querer que está se cumpra na vida dos que a escutam, isto só será profético se haver unção.

Quantas religiões usam a Bíblia e nem por isso a palavra dita se torna Rhema, ou seja viva na pessoa que ouviu. Infelizmente muitos pregam, mas nada acontece por que não tem unção na pregação e na vida do pregador.
Pr. Carlos Borges (CABB)