terça-feira, 18 de agosto de 2020

FIGUEIRA QUE SECOU

 


Mt. 21.18-22

18-De manhã, quando Jesus estava voltando para a cidade, ele teve fome.

19-E vendo uma figueira na beira da estrada, ele foi até lá para ver se achava alguns figos, mas não achou nada, somente folhas. E ele disse a ela: "Que nunca mais você dê frutos!" E a figueira secou imediatamente.

20-Os discípulos ficaram maravilhados quando viram isso e disseram: "Como a figueira secou tão depressa?”.

21-E Jesus respondeu a eles: “Eu falo a verdade a vocês: Se vocês tiverem fé e não duvidarem, não somente poderão fazer o que foi feito à figueira, mas até se dizer a este monte: ‘Levante-se e jogue-se no mar’, e isso acontecerá”.

22-”E qualquer coisa que vocês pedirem em oração, se crerem, vocês receberão”.

******************************************************************************************Introdução: Esse acontecimento, narrado nos evangelhos de Mateus e Marcos, é muito rico em ensinamentos de Jesus. Em uma leitura superficial, podemos ficar surpresos e até mesmo confusos com a atitude de Jesus perante a figueira sem frutos.
Na narrativa do evangelho de Marcos, uma informação importante é acrescentada: não era tempo de figos (Mc 11:13).

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I ASPECTO DO MILAGRE

1-A figueira é um símbolo (Mt. 21.19b).

·        No caso da figueira, os frutos aparecem antes da árvore ficar repleta de folhas.

·        O fato dessa figueira apresentar folhas, indicava que ela já teria frutos também.

·        Compreendemos que Jesus não amaldiçoou a figueira pelo simples fato dela não apresentar frutos, mas sim pela sua aparência enganosa de “frutífera”.

·        Essa não foi um ato impensado de indignação, mas uma representação, uma parábola.

·        Jesus estava demonstrando sua ira diante de uma religião vã.

·        Assim como a figueira causava boa impressão a distancia, mas se mostrava infrutífera quando examinada de perto.

·        O templo parecia imponente à primeira vista, mas seus sacrifícios e outras atividades eram vazias, porque não visavam adorar a Deus sinceramente (Mt. 21.43).

·        Os maiores inimigos de Jesus foram os mestres da Lei e os fariseus, que aparentavam ser algo, que na realidade não eram.

·        Eram “homens de Deus”, conhecedores da Lei e religiosos, porém tudo isso não passava de aparência.

 2-A figueira deve dar frutos

·        Aqueles que ostentam sua fé, sem coloca-la em pratica, são semelhantes à figueira que secou e morreu por não produzir frutos.

·        Tramavam matar Jesus. Várias vezes, Jesus os chama de hipócritas (Mt 23).

·         Uma pessoa hipócrita é dissimulada, finge ser algo que não é.

·        Ter uma fé genuína significa produzir frutos para o Reino de Deus.

·        A figueira também é usada na Bíblia para representar a nação de Israel (Mq 7:16; Jr 8:13 e 24:3-7; Mt 24:32-33).

·        Apesar dessa nação, ao decorrer da história, ter experimentado o sobrenatural de Deus, Israel não reconheceu Jesus como o Messias.

·         Era uma nação estéril espiritualmente.  

 

3-A figueira alimenta outros (Mc. 11.14).

·        A figueira seca tinha toda a aparência de uma árvore  frutífera.

·        Suas folhagens atraíam os desavisados, praticando assim um tipo de “farisaísmo vegetal”. 

·        Tinha aparência de ter, mas não tinha.

·        Parecia ser, mas não era.

·        E enganava, iludia, passava por algo que não era, que não possuía.

·         O exterior estava lindo, cheia de folhas verdinhas, enquanto que as outras árvores, devido a estação do ano, estavam todas peladas, sem folhas alguma.

·        Interessante que o Mestre, contra as outras figueiras, que estavam sem folhas e sem frutos, de nada reclama.

·        As outras figueiras estavam sem frutos, porém apresentavam sua imagem verdadeira, sem querer se passar por algo que não eram.

·        Estavam sem folhagens; quem as vissem saberiam que não encontrariam figos nelas.

·        Muitos religiosos Israelitas, apesar de terem testemunhado tantos favores divinos através dos séculos, tantos milagres e livramentos, insistiam em apresentar sob sua cultura, uma aparência religiosa e superficial, mas infelizmente, desprovida de frutos de arrependimento.

·        Eles queriam ser vistos pelos homens como melhores, mais justos, mais adoradores, que oravam mais, que jejuavam mais, que se sacrificavam mais.

 

II O QUE REVELA SOBRE JESUS

1-Ele tem direito (Mt. 21.18).

·        A parábola da figueira estéril nos dá um importantíssimo ensinamento. 

·        Somos todos filhos do nosso Pai celeste, somos iguais.

·         Não há ninguém “melhor do que ninguém”.

·        Se nos submetermos em amor às águas do Espírito Santo, em igualdade, em irmandade, Ele o nosso agricultor, cuidará de nós, para que no tempo certo, apresentemos nossos frutos em amor.

·       No tempo certo, de tempos em tempos, frutificai.

·        Ante o susto dos Apóstolos, o Senhor evita comentar a questão da figueira seca em si, mas lhes incute o valor da oração.

·        Ela é muito poderosa quando feita com fé ardente (cf. Mt 17,19), e é atendida não conforme os nossos caprichos, mas, sim, segundo a vontade de Deus.

·         Ele, por exemplo, não afasta o cálice de Cristo – a Paixão – como Este pede (cf. Mc 14,36-37), mas Lhe dá algo muito maior.

·         O faz vencedor da morte e – mais que isso – Senhor dos vivos e dos mortos (cf. Hb 5,7; Ap 2,8).

2-Ele tem expectativa (Mc. 11.13).

·        Tudo fica mais fácil se interpretarmos a figueira como o sistema do Templo de Jerusalém, que não respondia mais as propostas divinas, com seus sacrifícios, prescrições, festas anuais, e separação de pessoas entre puros e impuros.

·        Esta maldição de Jesus que faz a figueira secar, está profetizando que Jerusalém será castigada  e o castigo atingirá toda a nação escolhida por Deus.

·        Marcos compara o sistema do Templo a figueira com exuberante folhagem verde, mas que não produzia mais frutos era estéril.

·        O Judaísmo da época de Jesus, com o esplendor de Templo, de seus Cultos, com praticas religiosas feitas na perfeição, desejando ardentemente a chegada do Messias está prevendo uma safra superabundante de frutos, que seria o amor a Deus, o fazer sua vontade e abertos a salvação do Messias.

·        A maldição da figueira feita por Jesus nos fala em uma grande ameaça: Deus não suporta está situação, Ele vai ferir o povo eleito, com uma punição severa, pois seu povo não correspondia mais a seus designíos, estava estéril.

·        Marcos nos apresenta mais uma de suas já conhecidas inclusões, em que intercala dois textos aparentemente independentes, mas teologicamente implicados.

·        No relato seguinte, Jesus amaldiçoa uma figueira sem fruto.

·        (A), expulsa os vendedores que simbolizam um sistema religioso igualmente infrutífero.

·        (B) e finalmente retorna ao destino da figueira que, sem fruto, não servem para nada.

 

3-Ele julga (Mt. 21.20).

·        Pela manhã, novamente no caminho, na intimidade do discipulado, Jesus e os discípulos passam pela figueira – agora ressecada “até a raiz” (v. 20).

·        Pedro nota o acontecido e interroga Jesus (v. 21).

·         O Mestre começa sua resposta por aquilo que faltava no Templo e que o fará secar, cedo ou tarde: “Tem fé em Deus” (v. 22).

·         E explica o sentido da fé e da oração: é já a realização esperançosa daquilo que se pede a Deus (v. 23-24); ou o exercício da gratuidade e do perdão, tal como os experimentamos do Pai (v. 25).

·         Não se trata de mesquinhez, troca ou usura, como no Templo, há pouco.

·        Mas da generosidade e da misericórdia – frutos genuínos da fé e da oração.

  

III ENSINAMENTOS

1-Aparencia não serve (Mt. 21.19b).

·        De fato, os sistemas religiosos de todos os tempos correm o mesmo risco.

·         Por tratarem daquilo que as pessoas consideram e buscam como mais sagrado, as religiões e as autoridades religiosas podem se esquecer de seu papel de “dispensadores do mistério” e “administradores generosos da graça de Deus” (1 Pe. 4,10-11).

·         Em vez disso, podem se tornar proprietários mesquinhos e gananciosos, disponíveis a todo tipo de negociata em troca dos bens sagrados; antros de corrupção e adulteração; distribuidores de culpas e misérias àqueles que buscam refúgio e misericórdia; focos de poder tirano que esmaga em vez de fazer viver – tudo em nome do Deus que pretendem representar.

·         Aos olhos de Jesus, são apenas figueiras sem fruto. E, por mais belas que sejam suas folhas, seu destino é um só: a maldição.

 

2- Frutos sinalizam maturidade (Mt. 21.21).

·        Também nisso Jesus é um “Messias inesperado”, pois não vem dar novo alento às instituições clássicas de Israel.

·         Se não é um “Messias–Rei”, também não é um “Messias–Sacerdote”.

·        O Templo tinha finalidade basicamente penitencial.

·         Digno de castigo segundo a Lei, o pecador oferecia no Templo uma vítima em seu próprio lugar, para expiação da culpa cometida e reconquista do favor de Deus.

·        A execução do sacrifício era condição para reconquistar a pureza moral e, em certa medida, a cidadania civil.

·         O que Marcos nos diz é que, a partir de Jesus, todos têm acesso à misericórdia de Deus, sem pessoas ou instituições que se interponham como condição indispensável e quantificadora desse perdão divino.

·        A fé e o coração contrito, expressos na oração sincera, são a única condição para acolher o perdão que Deus sempre concede a todos quantos os busquem.

·        Há lugar para a instituição religiosa?

·        Sim, desde que em função da manutenção e aprofundamento dessa Aliança – graça de Deus e acolhida pessoal.

 

3-Fruto que Deus quer (Mt. 21.22).

·        Esse versículo não é a garantia de que podemos obter qualquer coisa se, simplesmente, pedirmos a Jesus e crermos.

·        Deus não concede favores que possam ferir alguém ou que violem a vontade e a natureza divina.

·        A afirmação de Jesus não é um cheque em branco.

·        Para serem concedidos, nossos pedidos devem estar em harmonia com os princípios do Reino de Deus.

·        Quanto maior for a nossa fé e quanto mais as nossas suplicas estiverem de acordo com a vontade de Deus, mais ELE FICARÁ FELIZ EM ATENDÊ-LAS. 

 

 Pr. Carlos Borges (CABB) 

domingo, 9 de agosto de 2020

O EVANGELHO

 

Rm. 1.1-7

Durante séculos o povo de Israel  esperava pelo cumprimento das promessas  de Deus concernente à vinda  do Messias e do  Reino  de Deus. O nascimento de Jesus aconteceu  em cumprimento a essas promessas. Logo, a notícia de  seu nascimento era inegavelmente, uma notícia alvissareira. À luz  disso, podemos  concluir que o sentido original  do termo evangelho é o de notícia alvissareira a respeito da providência de Deus para a salvação dos pecadores, que se realizou com aa vinda de seu Filho ao mundo.

 

I PALAVRA EVANGELHO

1-Etimologia-

1-      Curiosamente, a palavra grega para “evangelho”, euangelion, foi originalmente usada para descrever as “boas novas” da vitória militar trazida de um mensageiro ao seu comandante.

2-       Em seguida, passou a significar simplesmente uma mensagem “boa”.

3-       Os escritores do Novo Testamento escolheram esta palavra para descrever as “Boas Novas” de Jesus Cristo e Sua salvação.

4-      Sabendo então qual o significado da palavra evangelho, resta-nos entender o que realmente é o Evangelho. 

5-      Talvez a definição mais clara e objetiva sobre o que é o Evangelho, foi registrada pelo Apóstolo Paulo, escrevendo sua Carta aos Romanos, ao dizer que o Evangelho “é o poder de Deus para salvar” (Rm 1:16).

  

II OS QUATRO EVANGELHOS

2-A Natureza dos Evangelhos

a)      Mateus, Marcos, Lucas e João, são a base do Novo Testamento; é impossível  compreender a este sem os quatros evangelhos.

b)      Os evangélicos sinóticos – Os três primeiros  evangelhos são chamados de sinóticos. Este nome vem de duas palavras  gregas syn -  que significa “com” e opsis “ótica, vista em suma o significado real é  Sinótico se refere ao resumo breve que possui o mais importante de determinada coisa, ou seja, é uma forma de resumir as principais ideias de um texto.

A palavra “sinótico” quer dizer !visão conjunta”. Isto se aplica a Mateus, Marcos e  Lucas porque  eles são uma sinopse da vida de Jesus. Eles contêm muitas  semelhanças entre si no conteúdo e na apresentação.


3- O Evangelho de João

1-      Enquanto os sinóticos  registram o ministério incessante e intenso do Senhor Jesus, as parábolas, os milagres e todos os demais  feitos do Mestre, João preocupou-se  mais  em descrever os discursos profundos e abstratos  de Jesus, revelando a sua deidade absoluta.

2-      O propósito é mostrar que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e que a fé em seu nome dá a todo o que Nele crê a vida eterna.

 

III A PROMESSA DE DEUS

1-O resumo do evangelho

1-      O capitulo 1  da epístola ao Romanos é uma síntese do evangelho; é a mais bela de todas as introduções das epístolas  paulinas. Em tão poucas palavras, diz tudo o que o homem precisa saber  sobre Jesus.

2-      Essas poucas palavras  falam da origem  divina  e humana de Jesus, e descrevem o plano  de Deus para a redenção da humanidade.

 

2- O plano de Deus

1-      O evangelho não é algo surgido  de improviso, pois Deus o havia prometido desde “antes dos tempos  dos séculos” (Tt.1.2).

2-       ABíblia diz  que Deus o prometeu “ pelos seus profetas nas Escrituras Sagradas” (Rm1.2). O messias foi sendo revelado  de maneira  sutil e progressiva.

3-      Cada profeta apresentou um perfil do Salvador, até  que a revelação se consumou na sua vinda.

4-      Mateus inicia o seu evangelho associando o Messias aos dois maiores pilares do Antigo Testamento: Abraão e Davi ( Mt.1.1) O apóstolo Paulo ressalta, aqui, a realiza do Filho do homem (Rm 1.4).

 

IV O EVANGELHO QUE SALVA

1- O caráter universal do evangelho

1-      A Bíblia diz que todos os homens  são pecadores e precisam reconciliar-se com Deus(Rm. 3.23); 5.12).

2-       Não existe  salvação sem Jesus (At.4.12). ele mesmo disse : “Ninguém vem ao Pai se não for por mim( Jo.14.6).

3-      No  livro de Atos, encontramos  o Espírito Santo impulsionando os cristãos no trabalho da pregação do  evangelho.

4-       O alcance do evangelho, em tão pouco tempo, foi  extraordinário.

5-      É o cumprimento da  ordem de Jesus: “ Até os confins  da terra” (At. 1.8).

 

2-Evangelização

1-      O evangelho é a mensagem de que o mundo tanto carece.

2-      Já faz dois mil anos  que os cristãos vêm pregando esta mensagem, e ela  continua sendo, a cada dia, sempre nova, viva e eficaz.

3-      A evangelização o discipulado e a intercessão são as três principais  colunas do crescimento da igreja.

4-      Cada igreja  deve elaborar projeto , com metas bem definidas , para alcançar  os pecadores.

5-      O apóstolo Paulo diz que o evangelho  salva, mas é preciso permanecer nele(1 Co.15.1,2).

6-      Evangelizar é tarefa de todos os crentes.

 

3- Influencia do evangelho  na legislação da nação.

1-      O evangelho de Cristo tem influenciado muitas nações.

2-      Haja visto a Inglaterra e os Estados Unidos.

3-      Foram nações que herdaram grandes avivamentos  espirituais, ambos  os países garantem, através de legislações  inspiradas na Bíblia, o respeito aos direitos humanos, a preservação da qualidade de vida e a justa distribuição de renda.

4-      Infelizmente, o mesmo não acontece nos países  que se fecharam às Boas Novas de Cristo.

5-      Oremos , pois, a fim de que  o Brasil seja totalmente  evangelizado, pois, feliz é a nação que se acha compromissada com o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 Pr. Carlos Borges (CABB)

quarta-feira, 29 de julho de 2020

COMO PODEMOS CONHECER DEUS PESSOALMENTE

                                                                                  Jr 24.7
E dar-lhes-ei coração para que  me conheçam, porque eu sou o Senhor; e ser-me-ão por povo, e eu lhes serei por Deus, porque se converterão a mim de todo seu coração.

Introdução: Você sabe qual é o desejo de Deus? Seu desejo é relacionar-se conosco  numa comunhão  de Pai para filho.

Com relação ao povo de Israel:
Eles aprenderam mais de Deus por meio de Sua providência na Babilônia do que  por meio de todos os Seus oráculos  e Suas  ordenanças em Jerusalém.
O próprio Deus agirá  por eles para que se cumpra-se  Ele nos converter, nós seremos  convertidos. Eles, novamente , terão  um concerto com o Senhor:  eles serão meu povo, e Eu serei  o seu Deus. Os que se rebelaram de Deus, se retornarem a Ele com sinceridade, serão  aceitos livremente e terão todos os privilégios  e confortos  do eterno concerto.

I  COMO PODEMOS SER UM BOM CRISTÃO?

a) Podemos  ser cristão em nossos próprios termos , isto, é,  cristianismo cultural.
b) Nós devemos ser cristãos nos termos de Deus, isto significa Cristianismo Bíblico.
c) É a maneira de conhecer e experimentar  a comunhão  com Deus pessoalmente  através de Seu        Filho, Jesus Cristo.
d) Onde você se encontra  em sua peregrinação  espíritual?
e) Está cansado? Disse Jesus: Vinde a mim  todos os que estão cansados  e oprimidos, e eu os aliviarei -Mt 11.28.
f) Você tem a sensação de que algo  está errado em sua vida? Jesus disse: Eu vim para que tenham vida  e a tenham em abundância. Jo. 10.10

II PORQUE  NOS AFASTAMOS DE DEUS?

a)  Porque somos pecadores, leia Rm 3.23
b)  O pecado nos aliena de Deus, nos torna rebelde, indiferente a Ele.
c) Cristo é a solução para o mundo alienado de Deus.
d) Cristo morreu pelos nossos pecados, Leia I Co.15.3-6

III  COMO PODEMOS NOS RELACIONAR COM DEUS?

a)  A reconciliação pessoal com Deus é através  de Seu Filho, Jesus Cristo.
b)  Através de dois passos importantes:
                 1- Reconhercer-se que é pecador
                  2- Confessar suas  culpas, e aceitá-lo  como  Salvador de sua alma- Rm 6.23
c) Porque  Ele é o caminho, e a verdade e a vida -Jo.14.6
d) Quando o aceitamos, nos tornamos filho de Deus (por adoção).
e)  Somos salvo pela graça de Deus - Ef. 2.8,9
f)  O problema  não é assumir um compromisso  com um conjunto  de valores cristãos, mas o de assumir com a pessoa de Jesus.
g)  Se você nunca recebeu a Cristo,  ou não tem a certeza da salvação, você pode resolver esse problema  agora.
h)  Aceitando a Cristo como seu único e suficiente  Salvador, não importa a extensão  do seu pecado, pela aceitação a Jesus, todos os seus pecados serão perdoados.

CONCLUSÃO ; Ser um cristão  não é agradar uma sociedade ou grupo de pessoas, mas agradar a Deus.Lembre-se disso: CONVERSÃO é nascimento e SANTIDADE  é crescimento.

 Que a graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos Amém.

Pr. Carlos Borges (CABB).

terça-feira, 21 de julho de 2020

SOBRE A ADORAÇÃO A DEUS E COMO CHEGAR AO SENHOR

                                                                2 Cr. 5.1-14
Tudo  que fazia  parte do  templo atraia  a atenção do povo a Deus. Os Dez Mandamentos eram mantidos no templo, então aquele lugar conservava as pessoas  focadas  no Reino  de Deus em vez de nos  espólios do rei. O templo  também  centralizava  a adoração e garantia  que uma adoração fiel seria mantida intacta por muitas gerações. A bela  atmosfera do templo inspirava respeito e admiração por Deus, ela lembrava às pessoas  que a vida era espiritual, não  apenas física. O design", móveis  e costumes do templo eram lições objetivas para todas  as pessoas, lembrando-as  da seriedade do pecado, a penalidade dele e a necessidade do perdão. No templo, as pessoas  podiam passar o tempo em oração a Deus (Is.56.7). Era um lugar onde o Senhor estava  especialmente presente  com Seu povo. Os profetas  tiveram muitas  visões importante lá.
O primeiro serviço no templo era justamente  esse. O povo  honrava Deus e reconhecia Sua presença e bondade.
Da mesma forma, a verdadeira  adoração começa quando focamos em Deus. Quanto mais conhecemos o Altíssimo, mais somos levados a adorá-lo. Lembrar-se  do amor e misericórdia do Pai.
Sua jsutiça e poder irá entusiasmá-lo diariamente  para adorá-lo. O que o inspira a focar-se em quem Deus é? 

                                                             Rom. 7.6
Algumas pessoas  tentam conquistar o seu caminho até o Senhor  guardando uma série  de regras - obedecendo  aos Dez Mandamentos, frequentando  fielmentea igreja  ou fazendo  boas ações - mas  tudo que conquistam  com seus esforços é frustações  e desânimo.Quando no entanto, desistimos  e voltamo-nos a Jesus, somos inundados  por alívios e gratidão.
A morte  anulou nosso relacionamento com a lei. Por termos morrido com Cristo, a lei  não mais  nos condena. Como somos unidos com Ele em Sua ressurreição, recebemos  vida nova também. Seu Espírito permite-nos  produzir  boas obras para Deus. Agora servimos  o Senhor, não obedecendo a uma série de regras, mas com nossa nova vida que transborda de amor pelo Pai. Em vez de viver pela Lei de Moisés, estamos  vivendo pela lei do amor. Com o Espírito de Deus habitando em nós, vivemos  em amor, não pelo desejo de receber a aprovação de Deus. Não  iremos  meramente submeter-nos  a um código externo, mas viveremos  pelo  Seu Espírito, em amor, desejando fazer a vontade do Altíssimo( Fp.2.13)> Isso é viver no Espírito..

Pr. Carlos Borges (CABB)

sexta-feira, 10 de julho de 2020

O DOM DE DEUS E Oração de um Justo Tg. 5.16-18


O Dom de Deus

Jo.20.31
1.     Depois de despertar o raciocínio da samaritana, Jesus estimula ainda mais o interesse da mulher: – Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
2.     A mulher samaritana não alcançou de imediato a excelência das palavras de Cristo, pois ela não possuía experiência na verdade “Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal” ( Hb 5:14 ).
3.     Se a samaritana tivesse a mente exercitada na verdade não faria a pergunta: – Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?
4.      Pela argumentação, dá para perceber que a Samaritana se foca na impossibilidade de alcançar água sem os meios necessários, porém, não contestou o que Jesus afirmou sobre possuir água viva.
5.     Não considerando a argumentação inicial de Jesus acerca do dom de Deus, ela analisou: És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?
6.     Oferecer uma alternativa de água sem ser a água do poço de Jacó fez parecer à samaritana que aquele judeu desconhecido era, no mínimo, presunçoso, pois se colocou em uma posição superior à de Jacó, que deixou o poço como legado aos seus filhos e, que naquele momento, provia a necessidade de muitos samaritanos.
7.     As questões seguintes precisavam de respostas: Tu não tens com que tirar água e o poço é fundo! Onde tens água viva?
8.     Mas Jesus estava trabalhando para que o “ouvir” daquela mulher fosse despertado pela palavra de Deus, pois sua proposta dava a conhecer que Ele era, de fato, superior ao próprio pai Jacó.
9.     É neste ponto que estava a deficiência de conhecimento da samaritana, pois se ela conhecesse quem era Jesus, concomitantemente conheceria o dom de Deus, pois Cristo é o dom de Deus.
10.  Se ela conhecesse quem era que pedia: Dá-me de beber, saberia que Ele era maior que o pai Jacó, saberia que Cristo era o descendente prometido a Abraão em quem todas as famílias da terra seriam bem-aventuradas ( Gn 28:14 ).
11.  Se ela conhecesse quem era o Cristo, veria que através da água que Cristo estava oferecendo, de fato e de direito ela se tornaria um dos filhos de Abraão.
12.  Se ela conhecesse a Cristo, veria que os filhos segundo a carne não são os filhos de Abraão, e sim os filhos da Fé, a descendência do último Adão (Cristo) que estava se manifestando ao mundo ( Gl 3:26 -29; Rm 9:8 ).
13.  Se ela conhecesse a Cristo, veria que apesar de fazer parte entre os últimos poderia tomar parte entre os primeiros, pois através do Descendente é possível a todos os povos serem bem-aventurada como o crente Abraão ( Mt 19:30 ).
14.  Se ela conhecesse Aquele que pedia de beber e que estava lhe oferecendo água viva, veria que Ele é o dom de Deus, pois é Cristo que dá vida ao mundo ( Jo 1:4 ).
15.   Ela veria que Ele é o sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, por quem todos os homens, de qualquer tribo ou língua, podem oferecer dons e serem aceitos por Deus Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens, e até para os rebeldes, para que o SENHOR Deus habitasse entre eles” ( Sl 68:18 ).
16.  Deus deu testemunho da oferta (dons) que Abel oferecera por causa daquele que subiria ao alto levando cativo o cativeiro, o sumo sacerdote constituído por Deus sem principio e fim (eterno) de dias ( Hb 7:3), que ofereceu-se a si mesmo como Cordeiro imaculado a Deus, e só através d’Ele os homens são aceitos por Deus ( Hb 7:25 ).
        A Orção de um Justo
       1.      “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados.

2.      A oração de um justo é poderosa e eficaz. 17 Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. 18 Orou outra vez, e os céus enviaram chuva, e a terra produziu os seus frutos.” (Tiago 5:16-18)
3.      Aqui, somos instruídos a orar uns pelos outros, especialmente para aqueles que estão lutando fisicamente e espiritualmente.
4.      E à medida que continuamos lendo, Tiago nos lembra que Elias era um homem como nós, que foi capaz de orar e cumprir os propósitos de Deus, como nós devemos.
5.      Ele orou com fervor e paixão.
6.      A Palavra de Deus nos diz que ele orou “fervorosamente” e buscou a Deus com todo o seu ser.  
7.      O que motivou Elias a orar com tanta paixão?
8.      Em primeiro lugar, o seu entendimento de Deus o moveu a orar com fervor.
9.      Elias sabia a quem ele estava orando.
1.      Ele sabia que Deus tem todo o poder.
2.      Ele entendeu que o Senhor poderia fazer o impossível.
3.      Elias orou fervorosamente, porque sua fé era em Deus e não em sua oração.  
4.      A compreensão de cada pessoa sobre Deus vai determinar a sua força e perseverança na oração.
5.      Deus nos deu o Seu poderoso Espírito Santo para nos guiar na oração e nos ensinar como devemos orar. “Da mesma forma, o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza.
6.      Nós não sabemos o que devemos orar, mas o próprio Espírito intercede por nós quando nós não sabemos como colocar os nossos desejos em palavras.” (Romanos 8:26).
7.      Para muitos, Deus é “muito pequeno” e duvidam de Seu poder e habilidade.
8.      Eles não têm fé e suas orações não são respondidas.
9.      Por outro lado, aqueles que crescem em conhecimento e compreensão de Deus Todo-Poderoso, a Sua grandeza, a Sua soberania e santidade; aprendem a orar fervorosamente e eficaz.  
10.    A situação em que Elias viveu e estava sendo confrontado, o levou a procurar a orientação e direção de Deus; portanto, esperou em Deus para falar e responder às suas orações.
11.    Devemos fazer o mesmo.
12.    Quando olhamos ao redor e vemos os que estão perdidos, magoados e feridos, isso deve levar-nos a orar fervorosamente.
13.    Quando vemos pessoas que negam a vontade e a Palavra de Deus, isto deve nos desafiar e mover-nos a orar com todo o nosso coração.
14.    Quando vemos a igreja impotente e ineficaz, devemos acelerar nossa busca por Deus. 
15.    Devemos no entanto, não deixe que as condições ao nosso redor nos oprimem; precisamos buscar a Deus e descansar Nele.
16.    Seria fácil ficar sobrecarregado quando olhamos para as condições que nos rodeiam.
17.    As necessidades são enormes e podem nos desanimar.
18.    No entanto, é por isso que devemos buscar a Deus.
19.    É por isso que nós temos que correr para Ele e descansar à sombra do Todo-Poderoso.
20.    É somente quando corremos a Ele, descansamos Nele, e derramamos nossos corações a Ele que podemos enfrentar e lidar com as condições que nos rodeiam e ser fortalecido para fazer a Sua vontade, e alcançar os perdidos. 

Pr. Carlos Borges  (CABB)